16 maio 2010

Intercessão dos santos. Invenção da Igreja Católica?



Professor Alesandro Lima *

Desde os tempos apostólicos a Igreja ensina que os que morreram na amizade do Senhor, não só podem como estão orando pela salvação daqueles que ainda se encontram na terra. Tal conceito é conhecido como a intercessão dos santos.

A Doutrina

Sobre a doutrina da intercessão dos santos, o Catecismo da Igreja Católica ensina:

“Pelo fato que os do céu estão mais intimamente unidos com Cristo, consolidam mais firmemente a toda a Igreja na santidade… Não deixam de interceder por nós ante o Pai. Apresentam por meio do único Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, os méritos que adquiriram na terra… Sua solicitude fraterna ajuda, pois, muito a nossa debilidade.” (CIC 956)

Por tanto para a Igreja Católica, os santos intercedem por nós junto ao Pai, não pelos seus méritos, mas pelos méritos de Cristo Nosso Senhor, o único Mediador entre Deus e os homens.

Objeções

Os adeptos do fundamentalismo bíblico normalmente apresentam uma série de objeções à doutrina da intercessão dos santos. Neste artigo iremos confrontar as principais:

1a. objeção: Cristo é o único mediador entre Deus e os homens.

Esta é a principal objeção à doutrina da intercessão dos Santos. Os adeptos desta objeção fundamentam sua posição em 1 Tim 2,5 onde lemos: “Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus”. Para eles, a Sagrada Escritura não deixa dúvidas de que só Jesus pode interceder pelos homens junto a Deus.

Se isto é verdade, por que São Paulo ensinaria que nós cristãos devemos dirigir orações a Deus em favor de outras pessoas? Vejam 1Tim 2,1: “Acima de tudo, recomendo que se façam súplicas, pedidos e intercessões, ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão constituídos em autoridade, para que possamos viver uma vida calma e tranqüila, com toda a piedade e honestidade.”

No exposto acima não está São Paulo nos pedindo para que sejamos intercessores (mediadores) junto a Deus por todas as pessoas da terra? Estaria então o Santo apóstolo se contradizendo? É claro que não. A questão é que a natureza da mediação tratada no versículo 1 é diferente da do versículo 5.

A mediação tratada em 1Tm 2,5 refere-se à Nova e Eterna Aliança. No AT a mediação entre Deus e os homens se dava através da prática da Lei. No NT, é Cristo que nos reconcilia com Deus, através de seu sacrifício na cruz. É neste sentido que Ele é nosso único mediador, pois foi somente através Dele que recuperamos para sempre a amizade com Deus, como bem foi exposto por São Paulo: “Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos.” (Rom 5,19)

Por tanto, a exclusividade da medição de Cristo refere-se à justificação dos homens. A mediação da intercessão dos santos é de outra natureza, referindo-se à providência de Deus em favor do nosso semelhante. Desta forma, o texto de 1Tm 2,5 dentro de seu contexto não oferece qualquer obstáculo à doutrina da intercessão dos santos.

2a. objeção: Os santos não podem interceder por que após a morte não há consciência

Os defensores desta objeção usam como fundamento as palavras do Eclesiastes: “Com efeito, os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem mais nada; para eles não há mais recompensa, porque sua lembrança está esquecida” (Ecl. 9,5) e ainda “Tudo que tua mão encontra para fazer, faze-o com todas as tuas faculdades, pois que na região dos mortos, para onde vais, não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria” (Ecl. 9,10).

Já que a Bíblia é um conjunto coeso de livros, não podemos aceitar a doutrina da ?dormição? ou ?inconsciência? dos mortos simplesmente pelo fato de que há versículos claros na Sagrada Escritura que mostram que os mortos não estão nem “dormindo” e nem “inconscientes” (cf. Is 14, 9-10; 1Pd 3,19; Mt 17,3; Ap 5,8; Ap 7,10; Ap 6,10); o que faria alguém pensar que há contradições na Bíblia.

A questão é que os versículos citados do Eclesiastes não fazem referência a um estado mental dos mortos, mas sim ao infortúnio espiritual em que se encontram por causa do lugar onde estão. Os mortos os quais os textos se referem são aqueles que morreram na inimizade de Deus, e não a qualquer pessoa que morreu. Vejamos os versículos abaixo:

“Ignora ele que ali há sombras e que os convidados [da senhora Loucura] jazem nas profundezas da região dos mortos” (Prov 9,18)

“O sábio escala o caminho da vida, para evitar a descida à morada dos mortos” (Prov 15,24)

Os versículos acima mostram que a região dos mortos é um lugar de desgraça, onde são encaminhados os inimigos de Deus. Isto é ainda mais evidente em Prov 15,24. O sábio é aquele que guarda a ciência de Deus, este quando morrer não vai para a “morada dos mortos. As expressões morada dos mortos ou região dos mortos fazem alusão a um lugar de desgraça, onde os inimigos de Deus estão privados da Sua Graça.

Voltando aos versículos do Eclesiastes, o escritor sagrado ao escrever que para os mortos não há mais recompensa, não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria, refere-se unicamente ao infortúnio que existe na região dos mortos, para onde eles vão. Eles quem? Os que estão mortos para Deus.

Por tanto, dentro de seu contexto, os versículos do Eclesiastes também não oferecem qualquer imposição à doutrina da intercessão dos santos.

3a. objeção: Os santos não podem ouvir as orações dos que estão na terra porque não são oniscientes e nem onipresentes

São Paulo nos ensina que a Igreja é o corpo de Cristo . Desta forma, os que estão unidos a Cristo através de seu ingresso na Igreja, são membros do Seu corpo. Isso quer dizer que tantos nós que estamos na terra, quanto os que já morreram na amizade do Senhor, todos somos membros do Corpo Místico de Cristo, onde Ele é a cabeça. Vejam:

- São Paulo ensina que a Igreja é corpo de Cristo: “Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja” (Col 1,24)

- São Paulo ensina que somos membros do corpo de Cristo e por isto os cristãos estamos ligados uns aos outros: “assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro” (Rom 12,5)

- São Paulo ensina que Cristo é a cabeça do seu corpo que é a Igreja: “Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja” (Col 1,18)

Isso quer dizer que nós e os santos (que estão na presença de Deus) estamos ligados, pois somos membros de um mesmo corpo, o corpo de Cristo, que é a Igreja.

Assim como minha mão direita não pode se comunicar com a esquerda sem que esse comando tenha sido coordenado pela minha cabeça (caso contrário seria um movimento involuntário), da mesma forma, no Corpo de Cristo os membros não podem se comunicar sem que essa comunicação aconteça através da cabeça que é Cristo. Desta forma, quando nós pedimos para que os santos intercedam por nós junto a Deus (comunicação de um membro com o outro no corpo de Cristo), isso acontece através de Cristo. Assim como a nossa cabeça pode coordenar movimentos simultâneos entre os vários membros de nosso corpo, Cristo que é a cabeça da Igreja e é onisciente e onipresente possibilita a comunicação entre os membros do Seu corpo.

Por tanto, a falta de onipresença e onisciência dos santos não apresenta qualquer impedimento para que eles conheçam ou recebam nossos pedidos e então possam interceder por nós junto a Deus.

4a. objeção: Nós não podemos dirigir nossa orações aos santos pois isto caracteriza evocação dos mortos que é severamente proibida na Bíblia.

Esta objeção baseia-se principalmente nos versículos abaixo:

“Não se ache no meio de ti quem pratique a adivinhação, o sortilégio, a magia, o espiritismo, a evocação dos mortos: porque todo homem que fizer tais coisas constitui uma abominação para o Senhor” (Dt 18, 9-14) (grifos nossos).

“Se uma pessoa recorrer aos espíritos, adivinhos, para andar atrás deles, voltarei minha face contra essa pessoa e a exterminarei do meio do meu povo. (…) Qualquer mulher ou homem que evocar espíritos, será punido de morte” (Lev 20, 6 – 27).

Conforme vimos, Deus abomina a evocação dos mortos. No entanto, há uma diferença tremenda entre evocar os mortos e dirigir nossos pedidos de orações aos santos.

A evocação dos mortos é caracterizada pelo pedido de que o espírito do defunto se apresente e então se comunique com os vivos como se ainda estivesse na terra. Esta prática é condenada por Deus, pois em vez de confiarmos na Providência Divina quanto ao futuro e às coisas que necessitamos, deseja-se confiar nas instruções dos espíritos. Conforme a Sagrada Escritura dá testemunho em I Samuel 28.

Na intercessão dos santos, não estamos pedindo que o santo se apresente para bater um papo a fim obter qualquer tipo de informação, mas sim, dirigimos a eles nossos pedidos de oração, como se estivéssemos enviando uma carta solicitando algo (o que é bem diferente de evocar mortos). Na intercessão dos santos continuamos confiando na Providência Divina, pois os santos são apenas mediadores, logo, quem atende aos nossos pedidos é Deus.

Desta forma, as proibições divinas quanto à prática de espiritismo não se aplicam à doutrina da intercessão dos santos.

5a. objeção: Não há sequer uma única referência bíblica em relação à intercessão dos santos

Há diversos versículos bíblicos que mostram que os santos oram na presença de Deus. Vejamos:

“Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários. E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra? Foi então dada a cada um deles uma veste branca, e foi-lhes dito que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos companheiros de serviço e irmãos que estavam com eles para ser mortos” (Ap 6,9-11).

No trecho acima, os santos estão clamando a Deus por Justiça. Alguém poderia dizer: mas eles estão intercedendo por eles mesmos e não pelos que ficaram na terra. Ora, e o que impede que o façam pelos que estão na terra? São Paulo mesmo não recomenda que oremos pelos outros? (cf. 1Tm 2,1). Por alguma razão estariam os santos incapazes de continuarem orando pelos que estão na terra? Ora, alguém que esteja no seu juízo perfeito, há de convir que, o fato dos santos estarem na presença de Deus, não é motivo impeditivo para que intercedam pelos outros, muito pelo contrário, não há melhor lugar e momento para fazê-lo. Veja ainda:

“Os quatro viventes e os vinte e quatro anciões se prostraram diante do Cordeiro. Tinha cada um uma cítara e taças de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos” (Ap 5,8). “A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus. (Ap 8,4).

os versículos acima os santos oram para Deus. Por que estariam orando, já que estão salvos e gozando da presença do Senhor? Oram em nosso favor, para que os que estão na terra também possam um dia estar com eles na presença do Senhor.

No livro do profeta Jeremias lemos:

“Disse-me, então, o Senhor: Mesmo que Moisés e Samuel se apresentassem diante de mim, meu coração não se voltaria para esse povo. Expulsai-o para longe de minha presença! Que se afaste de mim!? (Jr 15,1).

No tempo do profeta, ambos Moisés e Samuel estavam mortos. Que sentido teria este versículo caso não fosse possível que os dois intercedessem por Israel?

O Testemunho dos primeiros cristãos

Vejamos agora o que professava os cristãos no tempo em que não havia divisão na Cristandade, em relação à doutrina da intercessão dos santos:

“O Pontífice [o Papa] não é o único a se unir aos orantes. Os anjos e as almas dos juntos também se unem a eles na oração” (Orígenes, 185-254 d.C. Da Oração).

“Se um de nós partir primeiro deste mundo, não cessem as nossa orações pelos irmãos” (Cipriano de Cartago, 200-258 d.C. Epístola 57)

“Aos que fizeram tudo o que tiveram ao seu alcance para permanecer fiéis, não lhes faltará, nem a guarda dos anjos nem a proteção dos santos”. (Santo Hilário de Poitiers, 310-367 d.C).

“Comemoramos os que adormeceram no Senhor antes de nós: patriarcas, profetas, Apóstolos e mártires, para que Deus, por suas intercessões e orações, se digne receber as nossas.” (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas).

“Em seguida (na Oração Eucarística), mencionamos os que já partiram: primeiro os patricarcas, profetas, apóstolos e mártires, para que Deus, em virtude de suas preces e intercessões, receba nossa oração” (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistaagógicas.

“Se os Apóstolos e mártires, enquanto estavam em sua carne mortal, e ainda necessitados de cuidar de si, ainda podiam orar pelos outros, muito mais agora que já receberam a coroa de suas vitórias e triunfos. Moisés, um só homem, alcançou de Deus o perdão para 600 mil homens armados; e Estevão, para seus perseguidores. Serão menos poderosos agora que reinam com Cristo? São Paulo diz que com suas orações salvara a vida de 276 homens, que seguiam com ele no navio [naufrágio na ilha de Malta]. E depois de sua morte, cessará sua boca e não pronunciará uma só palavra em favor daqueles que no mundo, por seu intermédio, creram no Evangelho?” (São Jerônimo, 340-420 d.C, Adv. Vigil. 6).

“Portanto, como bem sabem os fiéis, a disciplina eclesiástica prescreve que, quando se mencionam os mártires nesse lugar durante a celebração eucarística, não se reza por eles, mas pelos outros defuntos que também aí se comemoram. Não é conveniente orar por um mátir, pois somos nós que devemos encomendar suas orações” (Santo Agostinho, 391-430 d.C. Sermão 159,1)

“Não deixemos parecer para nós pouca coisa; que sejamos membros do mesmo corpo que elas (Santa Perpétua e Santa Felicidade) (…) Nós nos maravilhamos com elas, elas sentem compaixão de nós. Nós nos alegramos por elas, elas oram por nós (…) Contudo, nós todos servimos um só Senhor, seguimos um só Mestre, atendemos um só Rei. Estamos unidos a uma Cabeça; nos dirigimos a uma Jerusalém; seguimos após um amor, envolvendo uma unidade” (Santo Agostinho, 391-430 d.C. Sermão 280,6)

“Por vezes, é a intercessão dos santos que alcança o perdão das nossas faltas [1Jo 5,16; Tg 5,14-15] ou ainda a misericórdia e a fé” (São João Cassiano. 360-435 d.C. conferência 20).

Conclusão

Como pudemos ver, a doutrina da intercessão do santos, não é invenção do catolicismo (como pensam alguns), mas sim, uma legítima doutrina cristã, embasa tanto nas Sagradas Escrituras, quanto na Tradição Apostólica. Os primeiros cristãos jamais tiverem dúvidas quanto a ela (note que este tema jamais foi centro de disputas conciliares). Esta doutrina confirma o Amor de Deus para conosco e Seu plano de que sejamos uns para outros instrumentos deste Amor.

* Professor Alessandro R. Lima, é formado em Tecnologia em Processamento de Dados pela UNEB/DF; Pós graduado em Gerencia de Projetos em Engenharia de Software pela Universidade Estácio de Sá/RJ. Convertido ao catolicismo no ano 2000, após mais de uma década de vida no protestantismo. Cofundador do Apostolado “ Veritatis Splendor”


Fonte: comshalom

Depois dos vampiros e lobisomens, serão os anjos a ”criatura sobrenatural da vez”, na ficção?

“Hollywood declara guerra contra Deus”

Essas foram as palavras dos críticos da 7ª arte em relação ao novo filme Legião.

O filme já estreou nos cinemas americanos e em sua trama, mostra um mundo no qual Deus perdeu a fé nos homens, e os anjos são enviados para nos destruir.

Serão os anjos a criatura sobrenatural da vez na ficção?

Misto de terror e ação, Legião tem um ponto de partida: decepcionado com a raça humana, o enredo conta que Deus decide exterminar os homens. Para isso, manda seus anjos à Terra. Um deles, Miguel (Paul Bettany), se nega a obedecer às ordens do Senhor. Resultado: vira um anjo caído.

Depois de cortar as próprias asas, segue para um restaurante de beira de estrada (O Paradise Falls “Paraiso Decaído”). A missão que ele próprio se impôs consiste em proteger Charlie (Adrianne Palicki), a garçonete “solteira”, desbocada e prestes a dar à luz. Segundo Miguel, a única esperança de sobrevivência para a humanidade reside no nascimento desse bebê (Um novo Messias ou será o Anticristo).

Mesmo sem botar fé na história, o dono do restaurante (Dennis Quaid), seu filho (Lucas Black) e alguns fregueses obedecem às ordens do forasteiro para defender a grávida. A história rapidamente se deteriora num festival de tiros, explosões e… zumbis! Sim, pessoas comuns – pais de família, velhinhas simpáticas e até um sorveteiro – se transformam em seres possuídos por anjos para matar outros humanos.

Quando tentam invadir o restaurante, são abatidos por rajadas de balas. Nem a ação contínua ou os efeitos especiais salvam o filme de seu roteiro constrangedor. O pastiche perde o rumo por completo no confronto final entre Miguel e seu anjo-irmão Gabriel (Kevin Durand).


O filme traz em todo o seu contexto mensagens satanistas onde o próprio produtor afirmou ter-se inspirado no livro do Apocalipse e mudando capítulos da historia bíblica para deixar o filme mais interessante e polêmica, a proposta é inverter os papéis em que Deus e seus anjos são assassinos enviados por Deus para esterminar os homens, estes mesmos anjos agem em estado de possessão para aniquilar a humanidade e o Mal salvaria a humanidade, agora com Arcanjo Miguel, que será o novo anjo decaído e protegerá o Novo Messias.

Estes tipos de heresias não são novidades para a arte de hollywood, outros filmes já estão sendo produzidos, seriados e até mesmos os famosos mangás (quadrinhos japoneses) antigos que tratavam de assuntos parecidos já estão sendo ressuscitados para o público jovem, principal alvo.

Estão previsto outros filmes para os próximos anos, a idéia é tirar os vampiros fora de moda e colocar os anjos decaídos (ou demônios) num tom de protetores da humanidade.

Fonte: Isto É

10% da população portuguesa marca presença na visita do Papa – e surpreende o mundo!

O pontificado de Bento XVI ficará dividido entre o antes e o depois de sua peregrinação apostólica a Portugal. Esta é conclusão a que se chega ao conversar com os especialistas em informação religiosa ou ler seus artigos – sejam eles favoráveis ou contrários ao pensamento de Joseph Ratzinger.

Na celebração das Vésperas, todos puderam constatar que o Papa empreendia sua 15ª viagem apostólica internacional (de 11 a 14 de maio) em circunstâncias particularmente desfavoráveis, por conta da crise que assola a Igreja após as revelações de abusos sexuais cometidos contra menores por sacerdotes.

Fortaleza inesperada

Alguns dos veículos de comunicação que lançaram os mais duros ataques contra o Papa se deram conta de que, já no primeiro dia de sua visita, algo estava mudando radicalmente. O New York Times, em 11 de maio, publicava na internet uma crônica de Rachel Donadio na qual considerava que as palavras do Bispo de Roma dirigidas aos jornalistas tratando do assunto “foram as mais duras” que ele pronunciou sobre esta matéria.

“Os ataques ao Papa e à Igreja não provêm apenas de fora, uma vez que os sofrimentos a Igreja padece agora vêm precisamente de dentro da Igreja, do pecado que existe no interior da Igreja”, constatava o Pontífice. A crônica citava as últimas medidas do Papa para purificar a Igreja.

“Este é um claro exemplo das mudanças de tom que o Papa está imprimindo ao Vaticano”, comenta John L. Allen Jr., vaticanista do jornal norte-americano National Catholic Reporter.

Miguel Mora, correspondente no Vaticano do jornal espanhol “El País”, um dos jornais europeus mais condescendentes com o papado, escreveu uma análise na qual apresentava o Santo Padre com o título de “O gladiador solitário”.

“Quando os escândalos da ocultação dos casos de pedofilia clerical deram origem à maior crise da Igreja das últimas décadas, Ratzinger deu o melhor de si mesmo”, escreveu, reconhecendo nele “a coragem e a ferocidade de um gladiador solitário, incompatíveis com um homem de 83 anos” na “purificação de uma Igreja pecadora”.

Carinho transformado em números

A mudança na atitude dos jornalistas foi reforçada pelos números surpreendentes da visita papal. O Pontífice reuniu, na esplanada do Santuário de Fátima, em 13 de maio, uma multidão de mais de meio milhão de pessoas – 100 mil a mais que na visita de João Paulo II em 2000, quando este beatificou Jacinta e Francisco.

Em Lisboa, o Papa reuniu cerca de 200 mil pessoas para a Missa, e, no Porto, cerca de 120 mil. Contando todas as pessoas que estavam presentes nas ruas nos três locais visitados, provavelmente chega-se a um milhão de pessoas – num país de 10 milhões de pessoas, 10% de seus habitantes encontrara-se com o Pontífice.

Um Bento XVI até então desconhecido

Desta vez, os veículos de comunicação não viram a habitual timidez do Papa; pelo contrário, puderam conhecer seu lado mais íntimo, especialmente quando o viram ajoelhar-se, em 12 de maio, diante de Nossa Senhora, na Capelinha das Aparições de Fátima.

O redator de informação religiosa do Le Figaro, Jean-Marie Guénois, que esteve a poucos metros de Bento XVI neste momento, imortalizou estes minutos em que o Pontífice ofertou uma Rosa de Ouro à Virgem.

“Inclinou-se, como que transformado, no momento em que seu assistente lhe trouxe o famoso presente, para que o colocasse aos pés da imagem. Naqueles instantes, já não era um Papa, mas uma criança. Aproximou-se com o sorriso de um menino no dia das mães”, escreveu.

“Ao seu redor, cerca de 300 mil pessoas vibravam com ele”, lembra o cronista. O momento foi interrompido quando o mestre de cerimônias o tomou delicadamente pelo braço: “E o menino voltou a ser Papa”.

Octávio Carmo, da agência católica de notícias portuguesa Ecclesia, presente no voo papal de regresso à Roma nesta tarde de sexta-feira, também escolheu este momento como síntese desta peregrinação: “Esta foi, talvez, a viajem que melhor define o pontificado de Bento XVI: um homem que surpreende as multidões que não o conhecem, mas que se revela especialmente em privado”.

A missão de Fátima não terminou

Andrea Tornielli, vaticanista do jornal italiano Il Giornale, destacou as palavras da homilia de 13 de maio, quando o Papa explicava que “iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima está concluída”, considerando que a mensagem da Virgem não se limita ao atentado contra João Paulo II, de 1981.

O próprio Bento XVI reconheceu, durante a coletiva de imprensa concedida a bordo do avião, que o texto do terceiro segredo de Fátima se refere “à necessidade de uma paixão da Igreja, que naturalmente se reflete na pessoa do Papa”.

Na quinta-feira, em seu encontro com os bispos portugueses, Joseph Ratzinger falou assim de sua missão à luz de Fátima: “Como vedes, o Papa precisa de abrir-se cada vez mais ao mistério da cruz, abraçando-a como única esperança e derradeiro caminho para ganhar e reunir no Crucificado todos os seus irmãos e irmãs em humanidade”.

Tendo demonstrado emoções tão profundas, uma nova etapa do pontificado de Bento XVI se inicia – ao menos para os profissionais de informação religiosa.

Zenit

15 maio 2010

CNBB se pronuncia sobre abusos sexuais na Igreja, Ficha Limpa e Congresso Eucarístico

Na coletiva de encerramento da 48ª Assembleia Geral da CNBB, a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil fez um pronunciamento oficial sobre abusos sexuais na Igreja. Antes, presidente da entidade, dom Geraldo Lyrio Rocha, destacou que a Assembleia foi caracterizada por assuntos que dizem “respeito à vida interna da Igreja”, mas também por temas ligados diretamente à sociedade brasileira, como exemplo a questão do “trabalho escravo” e a “questão agrária” no Brasil.

Sobre os abusos sexuais na Igreja, dom Geraldo disse que a CNBB vai criar uma comissão para elaborar um vademecum (manual de fundamentação e orientação), cujo objetivo é ser uma política oficial de ação da Igreja no Brasil sobre acasos de abusos sexuais praticados por seus membros. O manual deverá indicar os a medidas a serem adotada em casos de abusos sexuais praticados por membros da Igreja.

48agdomgeraldocoletiva“Nós queremos mostrar que, quando se trata da questão do pecado, a atitude da Igreja deve ser de perdão e de misericórdia, mas diante do crime praticado é preciso que as penalidades sejam aplicadas. Sejam as canônicas, jurídicas, como as penalidades civis. A cartilha elaborada pela CNBB será uma espécie de roteiro que auxiliará os bispos a procederem quando houver um caso dessa natureza em sua diocese”, disse. “As patologias, por sua vez, devem passar por um tratamento”, completou dom Geraldo.

O presidente da CNBB também garantiu que os candidatos ao seminário deverão passar por um rigoroso critério de seleção antes de ingressar na vida religiosa. “Os casos que estão sendo analisados nos levam a refletir sobre a questão das exigências na admissão dos candidatos ao sacerdócio e na vigilância ao período formativo”. Ele também disse que a Igreja analisará cada candidato antes de conceder a ordenação sacerdotal. “Se o candidato apresentar qualquer desvio de conduta, ele será imediatamente suspenso da ordenação sacerdotal”.

Assistência às vítimas

De acordo com dom Geraldo, a partir da cartilha, a Igreja estará preparada também para garantir assistência às vítimas. “As vítimas terão assistência espiritual e psicológica. Entendemos que os abusos sexuais trazem complicações e consequências gravíssimas”.

Ainda segundo o presidente da CNBB, a questão (abusos sexuais na Igreja) foi colocada em Assembleia para que todos os bispos tivessem consciência das novas posições da Igreja com relação ao assunto. “A Igreja sempre se preocupou com esse problema, mas agora, com a cartilha que vamos elaborar, queremos ter mais clareza e precisão quanto aos passos concretos que devem ser dados em relação às vítimas e suas famílias”.

A Comissão a ser criada pela CNBB contará com especialistas de várias áreas do conhecimento, entre elas, do direito canônico, do direito civil e psicólogos. A meta da Conferência é elaborar o texto no prazo mais curto possível. Alguns elementos para a formação da equipe e da cartilha, segundo dom Geraldo, já no pronunciamento da Presidência entregue á imprensa

Ficha Limpa

“Parece-me que quanto ao Projeto Ficha Limpa a CNBB vai permanecer vigilante e procurar sempre trazer essa reflexão aos meios que ela alcança, mas eu diria que a agora nós teremos um papel muito importante, tanto da mídia, quanto da sociedade civil, que precisa se articular. Esperamos que o Projeto Ficha Limpa, no Senado, tenha o mesmo trâmite que teve na Câmara, e que não haja modificações, para que possamos vê-lo em atuação ainda nestas eleições”, disse dom Geraldo a respeito do Projeto Ficha Limpa.

48agdomdimascoletiva“Acho ainda que o eleitor é quem precisa ficar vigilante, pois um senador que coloque dificuldades na aprovação deste projeto, se ele se candidata novamente, será que ele vai ter o apoio do eleitor? Alguém que se coloca contra o Projeto Ficha Limpa, será que não está confessando que tem a Ficha Suja?”, indagou o presidente da CNBB.

Para dom Geraldo, esta é uma questão que coloca em reflexão os próprios senadores. “Para mim, quem coloca empecilhos para a aprovação do Projeto Ficha Limpa é porque tem a Ficha Suja!” destacou.

O secretário geral, dom Dimas Lara Barbosa, mostrou otimismo quanto a aprovação do projeto no Senado. “Houve gente que dizia que era mais fácil ‘boi voar que o projeto ser aprovado na Câmara’. Após a derrubada dos 11 destaques e a aprovação pela Câmara, o comentário é que já estão vendo ‘boi voando’”, disse dom Dimas, arrancando risos dos jornalistas.

Congresso Eucarístico

Dom Geraldo Lyrio Rocha falou também sobre o 16º Congresso Eucarístico Nacional, que começa na noite de hoje, 13, e segue até o dia 16, em Brasília (DF).

“A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está em espírito de grande expectativa e muita alegria. Vão chegando às notícias das delegações, das caravanas que chegam a Brasília de tantas partes do nosso país, e cada bispo que recebe a notícia da chegada das caravanas de sua região, se rejubilam com essa boa notícia. Temos certeza que com a organização, o ânimo da cidade pela manifestação de empenho extraordinário da própria arquidiocese de Brasília, tenho certeza que o Congresso Eucarístico Nacional será um grande momento, não só para o Distrito Federal, mas para todo o Brasil”.

Fonte: SSVP

14 maio 2010

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos


Carta acerca da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

Brasília, 12 de maio de 2010.
Caros irmãos e irmãs,
Paz e bem.

A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) se inicia no próximo domingo, 16 de maio, e vai até o dia 23. Portanto, serão oito dias de muitas alegrias, com celebrações que têm como norte o ecumenismo e tudo que ele representa: diálogo, companheirismo, caminhada, fé e unidade na diversidade.

A SOUC deste ano é histórica, isso porque, há 100 anos, missionários cristãos se reuniam na Escócia, por ocasião da Conferência Missionária de Edimburgo, com o objetivo de propor a unidade dos cristãos para a missão. Hoje a missão das igrejas é interna, pois evangelizam por meio do testemunho de que o diálogo intra e interreligioso é possível.

Por isso, cristãos de todo o mundo são chamadas a testemunhar o Cristo na unidade “para que o mundo creia” (João 17:21). Dessa forma, diferenças são eliminadas e objetivos fortalecidos, de modo que a busca pela unidade consegue permanecer mesmo na diversidade, enriquecendo o testemunho de fé.

Esse momento (SOUC) se caracteriza por duas premissas essenciais, a oração, que é capaz de elevar o ser humano a dimensões do sagrado e ao gesto concreto da realização da coleta, que tem por objetivo a manutenção dos trabalhos realizados pelo CONIC, na promoção da união entre os irmãos em Cristo. Sendo assim, de modo especial, somos convocados a valorizar essa data, realizando as celebrações e a coleta, a qual deverá ser depositada na seguinte conta:

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil
Banco Bradesco
Agência 0606-8
Conta poupança 112888-4

Na certeza de que juntos somos e podemos muito mais, desejamos a todos uma abençoada Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.

Em Cristo, que nos une,

Fonte: CONIC

16 de maio: Dia Mundial das Comunicações Sociais


O Pontífice destacou ao anunciar a mensagem para o 44º Dia Mundial das Comunicações Sociais. Bento XVI convocou toda a Igreja a olhar a Rede Mundial de Computadores com entusiasmo, audácia e exortando os sacerdotes a navegar na Internet, participar de redes de relacionamento e levar a Palavra de Deus ao grande “continente digital”.

Ressalvando os limites das novas mídias, na mensagem “O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos meios a serviço da Palavra”, Bento XVI dá o seu “juízo positivo” do mundo digital.

Segundo o presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, dom Cláudio Maria Celli, o papa aconselha os padres a serem partícipes, “dando alma ao fluxo comunicativo da rede e alcançando os não-crentes”.

Fonte: CNBB

Papa despede-se de Portugal desejando renovado impulso espiritual

Bento XVI despede-se dos portugueses no aeroporto da cidade do Porto, após quatro dia de visita.

A 15ª Viagem Apostólica do Pontificado de Bento XVI terminou após quatro dias de intensa programação, que incluiu Santas Missas, Discursos, Orações e uma série de encontros.

O meu desejo é que a minha visita se torne incentivo para um renovado impulso espiritual e apostólico. Que o Evangelho seja acolhido na sua integridade e testemunhado com paixão por todos os discípulos de Cristo, a fim de que se revele como fermento de autêntica renovação de toda a sociedade!", pediu.

Cerimônia de despedida aconteceu no aeroporto internacional do Porto, às 13h30min (em Portugal - 9h30min em Brasília) desta sexta-feira, 14.

O Santo Padre fez seu discurso após as honras militares, a execução dos hinos e o discurso do presidente da República de Portugal, Aníbal Cavaco Silva. "Os Portugueses puderam estar de perto com o Santo Padre e conhecer melhor a Sua pessoa. E Nela encontraram a bondade humana, o carisma sereno, a profundidade de pensamento, a fortaleza de ânimo, sinais inspiradores num tempo de grandes desafios como aquele que atravessamos. [...] Esteve entre nós um Pastor que indica um caminho àqueles que o seguem. Um peregrino sábio que vai ao encontro de todos os homens de boa vontade", ressaltou Cavo Silva.

"Para todos os portugueses, fiéis católicos ou não, aos homens e mulheres que aqui vivem, mesmo sem aqui terem nascido, vai a minha saudação na hora da despedida. Não cesse entre vós de crescer a concórdia, essencial para uma sólida coesão, caminho necessário para enfrentar com responsabilidade comum os desafios com que vos debateis", complementou o Papa.

Bento XVI pediu que a nação continue a manifestar sua grandeza de alma, com uma abertura solidária e profundo sentido de Deus.

"Em Fátima, rezei pelo mundo inteiro pedindo que o futuro traga maior fraternidade e solidariedade, um maior respeito recíproco e uma renovada confiança e confidência em Deus, nosso Pai que está nos céus".

o Santo Padre destacou que leva "guardada na alma a cordialidade do vosso acolhimento afetuoso, a forma tão calorosa e espontânea como se cimentaram os laços de comunhão com os grupos humanos com quem pude contatar, o empenho que significou a preparação e a realização do programa pastoral planejado".

Às 14h (em Portugal - 10h em Brasília) aconteceu a partida do Aeroporto Internacional do Porto para Roma. Ao deixar o território português, Bento XVI enviou uma mensagem telegráfica ao presidente Cavaco Silva, agradecendo o acolhimento do governante e o apoio do governo em garantir a tranquila realização da visita.

"Com ponto mais alto em Fátima, onde pude ajoelhar aos pés de Nossa Senhora, depondo no seu coração materno aflições e esperanças da família humana inteira e, de modo especial, do dileto povo português sobre cujo presente e futuro invoco a luz protetora de Deus com propiciadora bênção apostólica", indica o texto enviado pelo Pontífice.

Saiba mais sobre a visita

Bento XVI chegou nesta terça-feira, 11, a Portugal. Lisboa é a primeira cidade a receber o Pontífice, que também visita Fátima e Porto, celebrando três missas e proferindo sete discursos, além de dirigir uma mensagem e uma saudação aos fiéis portugueses. Nesta 15ª viagem apostólica de seu Pontificado, o Papa vai centrar as suas intervenções em três eixos fundamentais: a cultura, a ação social e a vida da Igreja em Portugal.

No entanto, um dos principais motivos para esta viagem é a celebração do décimo aniversário da beatificação de Jacinta e Francisco Marto, reafirmado pelo próprio Bento XVI no último domingo, 9, durante a saudação inicial da oração Regina Coeli. Neste ano, o País anfitrião também celebra os 100 anos da Proclamação da República.

O Papa vai proferir sete discursos: à chegada e à partida (11 e 14 de Maio), no Encontro com o Mundo da Cultura (dia 12), na celebração das Vésperas e na Bênção das Velas em Fátima (ambas no dia 12) e nos encontros com os agentes da Pastoral Social e com os Bispos, igualmente em Fátima (dia 13).

Terceiro Papa a visitar Fátima, depois de Paulo VI (1967) e João Paulo II (1982, 1991 e 2000), Bento XVI esteve, enquanto Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, estreitamente ligado às Aparições, estudando profundamente a Mensagem de Fátima, além de ter presidido às cerimônias do 13 de Maio em 1996. Foi o autor do comentário teológico sobre a Terceira Parte do Segredo de Fátima, revelado precisamente em 2000, quando João Paulo II se deslocou pela terceira e última vez a Portugal.

A maioria das viagens de Bento XVI foi realizada na Europa: quatro em países que fazem fronteira com a sua Alemanha natal - Polônia (2006), Áustria (2007), França (2008) e República Checa (2009) -, outras duas viagens a solo germânico (2005 e 2006), Espanha (2006), Turquia (2006) e Malta (2010).

Ainda neste ano, o Papa fará mais três viagens em território europeu: Chipre, Reino Unido e Espanha.

Da redação
Leonardo Meira

Fonte: cançãonova

Fiéis se emocionam em missa de abertura do XVI Congresso Eucarístico Nacional


A alegria de poder adorar Cristo Eucarístico e de poder participar do XVI CEN e a beleza da missa compensou todos os sacrifícios

A missa de abertura do XVI Congresso Eucarístico Nacional, celebrada nesta quinta-feira (13), levou 45 mil fieis de todo o país à Esplanada dos Ministérios em Brasília e movimentou durante todo o dia a capital. A rodoferroviária, aonde chegam os ônibus interestaduais, e o aeroporto ficaram lotados de fiéis que chegavam felizes, cantando e orando. O trânsito ficou pesado e as repartições públicas tiveram que fechar uma hora antes do normal. Quem participou da celebração teve que enfrentar engarrafamentos e chegar bem cedo da Esplanada.

Mas a alegria de poder adorar Cristo Eucarístico e de poder participar do XVI CEN e a beleza da missa presidida por Dom Cláudio Hummes, o legado do Papa Bento XVI, compensou todos os sacrifícios. Nos vastos canteiros da Esplanada, leigos, seminaristas, freiras, frades, crianças, jovens, adultos e idosos se espremiam, contentes, para participar do banquete Eucarístico.

Residente em Brasília, Irmã Lucineide, das Oblatas do Menino Jesus, disse que ela e as outras irmãs estavam entusiasmadas. “Acho que vai render muito para nosso espírito”, disse, sobre o Congresso.
Integrante de uma caravana de 60 peregrinos de Imperatriz (MA), Conceição Formiga, que já participou de outros seis congressos eucarísticos, disse que seu grupo está se preparando desde janeiro. “A gente vem com o coração preparado para que ele fique pleno dessa graça de estarmos juntos no grande altar do Senhor”.

Vindo de Salvador, Raimundo Veloso Leal, o Tico, coordenador da Comissão Nacional da Pastoral Familiar, disse esperar que o XVI CEN ajude a construir uma Igreja cada vez mais comprometida com a construção do Reino de Deus. “A eucaristia nos renova, nos faz homens fortes”.

Jovem participante da Comunidade Católica Shalom em Brasília e voluntária na organização do Simpósio de Bioética do XVI CEN, Mariene está participando pela primeira vez de um Congresso Eucarístico. “A gente nunca viu a igreja reunida em tão grande louvor pela Eucaristia”.

O seminarista Everton, de Florianópolis, concorda: “A expectativa é no sentido de ver a Igreja toda reunida para celebrar seu maior mistério, que é a Sagrada Eucaristia”.

Dom Tereza Virgílio, vinda de Natal com mais nove pessoas, achou a missa maravilhosa. “Com certeza vamos voltar mais santificados”.

Dona Irene Vieira, moradora de Brasília e ministra da Eucaristia, chorou durante a missa. “Senti muito forte a presença de Deus. A nossa Igreja é uma rocha. Estou deslumbrada!”

Sentimentos semelhantes foram compartilhados por cada uma das dezenas de milhares de pessoas que participaram da celebração que abriu o Congresso Eucarístico Nacional de 2010. Todos com o coração aberto para Jesus Cristo e a alma em adoração.

Moisés Nazário e Maria Cristina Costa
Fonte: cen2010

Em Fátima Bento XVI defende a família e o matrimônio


O Papa Bento XVI criticou ontem, 13, os projetos legislativos que não defendem a família “instituída sobre o matrimônio indissolúvel de um homem com uma mulher”.

O Papa falava a centenas de membros de organizações de pastoral social, reunidos na igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, que irromperam em aplausos quando reafirmou a oposição ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e ao aborto.


“As iniciativas que visam tutelar os valores essenciais e primários da vida, desde a sua concepção, e da família, fundada sobre o matrimônio indissolúvel de um homem com uma mulher, ajudam a responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum”, disse, fazendo uma pausa no ritmo do seu discurso.

A intervenção ganha relevo num momento em que já que está para promulgação pelo Presidente da República, Cavaco Silva, o diploma sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O Papa criticou também os “mecanismos socio-económicos e culturais que levam ao aborto”, elogiando quantos, na Igreja Católica, se empenham em favor de “iniciativas sociais e pastorais (…) que têm em vista a defesa da vida e a reconciliação e a cura das pessoas feridas pelo drama do aborto”.

Mais uma vez o seu discurso foi interrompido por uma salva de palmas.

Bento XVI deixou uma palavra de estímulo às atividades educativas e caritativas da Igreja, pedindo que as mesmas “sejam completadas com projetos de liberdade que promovam o ser humano, na busca da fraternidade universal”.

“Aqui se situa o urgente empenhamento dos cristãos na defesa dos direitos humanos, preocupados com a totalidade da pessoa humana nas suas diversas dimensões”, prosseguiu.

Segundo o Papa, todo este conjunto de iniciativas “constituem juntamente com muitas outras formas de compromisso, elementos essenciais para a construção da civilização do amor”.

Fonte: cancaonova

Deus nos conduz de maneira maravilhosa

O Senhor conduz a nossa vida de maneira maravilhosa, da forma que nós menos esperamos, por isso, deixemo-nos ser dirigidos do jeito que Ele achar melhor. Com certeza, o nosso melhor não é o melhor de Deus.

Muitas vezes, achamos que algo é bom para nós, mas, na prática, ocasiona danos e desencontros, deixando-nos desconsolados. O Altíssimo é bom e sabe o que é bom para nós, não podemos ter medo de entregar as rédeas da nossa vida nas mãos d’Ele e abandonar-nos na Sua providência.

Hoje é um novo dia, e graças a Deus, temos a oportunidade de recomeçar, não mais sozinhos, mas com Jesus, o Senhor, que admiravelmente cuida de nós, mesmo quando não vemos.

Senhor, em Tuas mãos entregamos as rédeas da nossa vida, “porque, de fato, o Senhor ama seu povo de verdade, e coroa com vitória os seus humildes” (cf. Sl 149), e nós cremos no Teu amor por nós.

Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

Jesus, eu confio em Vós!




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