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10 fevereiro 2011

Todo católico está chamado a promover vocações na Igreja, diz o Papa


VATICANO, 10 Fev. 11 / 02:54 pm (ACI/EWTN Noticias)

Em sua mensagem para a 48ª Jornada Mundial de Oração pelas Vocações que se celebra no dia 15 de maio, o Papa Bento XVI afirma que todo católico está chamado a promover as vocações na Igreja.

"Especialmente neste tempo, em que a voz do Senhor parece sufocada por "outras vozes" e a proposta de O seguir oferecendo a própria vida pode parecer demasiado difícil, cada comunidade cristã, cada fiel, deveria assumir, conscientemente, o compromisso de promover as vocações.", afirma o Papa.

"É importante encorajar e apoiar aqueles que mostram claros sinais de vocação à vida sacerdotal e à consagração religiosa, de modo que sintam o entusiasmo da comunidade inteira quando dizem o seu "sim" a Deus e à Igreja", acrescenta.

"Da minha parte, sempre os encorajo como fiz quando escrevi aos que se decidiram entrar no Seminário: "Fizestes bem [em tomar essa decisão], porque os homens sempre terão necessidade de Deus – mesmo na época do predomínio da técnica no mundo e da globalização –, do Deus que Se mostrou a nós em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja universal, para aprender, com Ele e por meio d’Ele, a verdadeira vida e manter presentes e tornar eficazes os critérios da verdadeira humanidade", afirmou.

09 dezembro 2010

“João Paulo II se flagelava em segredo”, revela padre postulante de sua beatificação


Fonte: Iinformação
João Paulo II flagelava-se em segredo com um cinto das calças que guardava no roupeiro, dormia no chão do quarto mas desarrumava a cama para que no dia seguinte ninguém desse por isso e, em 1989, escreveu uma carta a pedir a demissão das funções caso a doença o incapacitasse.
Estes detalhes da vida de Karol Wojtyla eram até agora desconhecidos. Mas foram descobertos, e revelados, por Slawomir Oder, o sacerdote escolhido para postular a causa da beatificação de João Paulo II. O padre polaco passou cinco anos a recolher provas e testemunhas: ouviu 114 pessoas – entre as quais se incluem três não católicos e um judeu -, e através desses testemunhos e de alguns documentos secretos conseguiu reconstruir uma imagem inédita do Papa.
Slawomir Oder acredita que beneficiou do “factor pós-morte”. “Se tivesse investigado enquanto João Paulo II estava vivo não teria descoberto tanto. Algumas testemunhas preferem manter silêncio enquanto a pessoa em causa está viva. Só depois se sentem livres para contar”, argumenta.
A carta de renúncia tinha sido mantida em segredo pelo Vaticano. O hábito de usar o cinto, no Vaticano como na Polónia, era segredo só para alguns: chegou aos ouvidos de membros da comitiva mais próximos. O hábito de dormir no chão do quarto ou os jejuns rigorosos não escaparam aos olhares da governanta de Cracóvia, nos tempos em que ainda era arcebispo. Para o sacerdote que se transformou numa espécie de advogado de defesa de João Paulo II, falar de práticas masoquistas é despropositado. “Não o fazia para infligir castigos ao seu corpo. É simplesmente uma prática cristã, da tradição dos carmelitas a que ele permaneceu fiel toda a vida.”
Oder conta outros pormenores da vida do Papa que vão além das práticas religiosas. João Paulo II era obcecado com os discursos – antes de ir ao Japão transcreveu as palavras com a fonética japonesa, antes de ir ao Guam escutou durante horas gravações de saudações em chamarro e antes de ir à Papua-Nova Guiné fez questão de aprender pidgin para saudar o povo indígena. Ficava envergonhado por usar bengala (defendia-se dizendo que era instrumento de pastor e não de velho). E tinha uma enorme lucidez sobre o seu estado de saúde: “Julga que não vejo na televisão como estou?”, reagiu um dia perante um colaborador.
Encontros imediatos No dia do funeral, milhares de fiéis ergueram cartazes a pedir “Santo, já”. Mas para a Igreja Católica a fama de santidade não é suficiente para a beatificação. “Não basta que ninguém duvide que aquele homem é santo. É preciso cruzar fontes e detalhar o que fez na vida antes e depois de ser Papa”, explica Slawomir Oder. É ainda necessária a confirmação de um milagre, considerado pela Igreja Católica “o selo de Deus”. Oder descobriu mais: 1500 milagres, contados em 1500 cartas. Um deles – a cura inexplicável, em 2005, de uma madre francesa que sofria de Parkinson – está a ser analisado e é a peça-chave que falta para a beatificação de João Paulo II.
 

07 outubro 2010

A força da Fé Católica: Bento XVI quebra recorde de multidões na Itália

ACI
Em apenas dez horas 300 mil pessoas saíram ao encontro do Papa Bento XVI em sua breve visita à cidade italiana da Sicilia. As multidões que se congregaram em torno do Pontífice quebraram os recordes das visitas papais dentro da Itália.
O sub-diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, o Padre Ciro Benedettini, informou que segundo as cifras oficiais das autoridades sicilianas 200 mil pessoas se reuniram na Missa que o Papa celebrou no Foro Itálico.
Desde o altar, disse, havia gente em todo o campo visual e em cada momento do percurso papal havia uma linha sólida de pessoas para dar as boas-vindas ao Pontífice.
O sacerdote acrescentou que ao menos 30 mil jovens e famílias se reuniram no encontro com o Santo Padre em uma praça da cidade, e disse que para uma visita pastoral na Itália, “são as cifras mais altas que já vimos”.
Do mesmo modo, destacou que o interesse pelo Papa aumenta nas últimas viagens, incluindo o que fez ao Reino Unido, onde foi visto por centenas de milhares de pessoas. Além disso, calcula-se que 500 mil pessoas se uniram ao Papa na Missa que celebrou no santuário Mariano da Fátima, Portugal, durante sua visita em maio passado.

O Padre Benedettini também se referiu ao reverente silêncio das multidões durante os eventos papais.Para o sacerdote, é um fato milagroso que se repete onde vai o Pontífice e recordou especialmente o silêncio das Missas no Bellahouston Park de Glasgow, no Hyde Park de Londres durante a vigília de
oração e na beatificação do Cardeal John Henry Newman em Birmingham.

13 setembro 2010

O Papa pede aos bispos que evangelizem com testemunho de vida e verdade cristã

.- O Papa Bento XVI recordou aos bispos que “o testemunho da própria vida é condição essencial para a eficácia profunda da predicação” e pediu-lhes proclamar a verdade cristã convencidos de que esta “responde à necessidade profunda da existência humana”.

“A vida do Bispo deve ser uma oblação contínua a Deus pela salvação de sua Igreja e, em especial, pela salvação das almas que lhe foram confiadas. Esta oblação pastoral constitui também a verdadeira dignidade do Bispo: que deriva do ser servo de todos, ao ponto de dar a própria vida”, afirmou o Pontífice ao receber ontem pela manhã em Castelgandolfo a um grupo de bispos recém nomeados.

“O episcopado, em efeito – ao igual ao presbiterado – nunca se deve interpretar mal seguindo categorias mundanas. É serviço de amor. O Bispo está chamado a servir à Igreja com o estilo do Deus feito homem, sendo cada vez mais plenamente servo do Senhor e servo da humanidade. É sobre tudo servidor e ministro da Palavra de Deus”, acrescentou.

O Pontífice explicou que em especial nas comunidades que se vivem em situações de ‘fronteira’ religiosa, antropológica e social, sendo inclusive presencia minoritária, os pastores não devem “ceder ao pessimismo e desalento, porque é o Espírito Santo o que guia à Igreja e lhe dá – com seu sopro poderoso – a valentia de perseverar e de procurar novos métodos de evangelização, para alcançar âmbitos até agora inexplorados”.

“A verdade cristã é atraente e persuasiva precisamente porque responde à necessidade profunda da existência humana, anunciando de forma convincente que Cristo é o único Salvador de todo o homem e de todos os homens. Este anúncio segue sendo válido hoje assim como foi ao começo do cristianismo, quando se obrou a primeira grande expansão missionária do Evangelho. Queridos Irmãos no Episcopado, é na potência do Espírito Santo que têm a sabedoria e a fortaleza para obter que suas Igrejas testemunhem a salvação e a paz”, acrescentou.

O Papa fez estas reflexões na audiência que concedeu aos bispos participantes no curso de atualização organizado pela Congregação para a Evangelização dos Povos.

O Pontífice reiterou que a Igreja acompanha os novos bispos com grande esperança, com a oração e com afeto.

“Eu também quero assegurar-lhes minha proximidade espiritual em seu serviço cotidiano ao Evangelho. Conheço os desafios que devem enfrentar, especialmente nas comunidades cristãs que vivem sua própria fé em contextos nada fáceis, onde, além de várias formas de pobreza, verificam-se algumas vezes formas de perseguição por causa da própria fé cristã”, disse o Papa.

Conforme informa Rádio Vaticano, o Papa encomendou o ministério dos novos bispos à intercessão de Maria Santíssima, Rainha dos Apóstolos, e lhes repartiu uma afetuosa Bênção Apostólica, a cada um deles e aos fiéis de suas comunidades. 
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05 junho 2010

Bento XVI aos católicos: Testemunhar o Evangelho e trabalhar pela unidade dos cristãos

Nicósia, 05 Jun. 10 / 12:00 pm (ACI).- Em seu discurso à comunidade católica do Chipre na escola elementar de São Maron (maronitas) da Nicósia, o Papa Bento XVI alentou os fiéis deste país a serem testemunhas do Evangelho de Cristo e a trabalhar pela unidade e o diálogo com outros cristãos e os não-cristãos.

"Nesta ocasião histórica da primeira visita do Bispo de Roma ao Chipre, venho para confirmá-los na fé em Jesus Cristo e para animá-los a permanecerem fiéis à tradição apostólica, com um só coração e uma só alma. Como Sucessor do Pedro, encontro-me entre vós para assegurá-los do meu apoio, minha oração afetuosa e meu ânimo", disse o Santo Padre ao iniciar seu discurso.

Como no Evangelho, disse logo, a Igreja proclama hoje o nome de Deus, "não só em benefício próprio, mas também em favor de toda a humanidade. Também vós, que seguis a Cristo hoje, estais chamados a viverdes vossa fé no mundo promovendo, de palavra e de obra, os valores do Evangelho, que vos entregaram gerações de cristãos cipriotas".

Depois de ressaltar que com estes valores é possível trabalhar pela paz, a justiça e o respeito pela vida humana, o Papa Bento se referiu de maneira específica à "busca de uma maior unidade na caridade com outros cristãos e ao diálogo com os não-cristãos. Do Concílio Vaticano II especialmente, a Igreja se comprometeu a avançar no caminho de um entendimento cada vez maior com nossos irmãos cristãos para fortalecer os laços de amor e respeito entre todos os batizados".

"Tendo em conta suas circunstâncias, estão em condições de contribuir de um modo concreto em sua vida diária a maior unidade dos cristãos. Eu vos animo a que o façais, com a confiança de que o Espírito do Senhor, que pediu que seus discípulos sejam um, estará ao vosso lado nesta importante tarefa", adicionou.

"Ainda há muito que fazer, em todas as partes do mundo, no diálogo inter-religioso. Neste âmbito, os católicos do Chipre se encontram freqüentemente com oportunidades para uma adequada e prudente atuação. Só um trabalho paciente pode edificar a confiança mútua, superar o peso da história e converter as diferenças políticas e culturais entre os povos em motivo para procurar um maior entendimento. Exorto-vos encarecidamente a tentar criar essa confiança mútua entre cristãos e não cristãos, como fundamento para construir uma paz e concórdia duradoura entre povos com diferenças religiosas, políticas e culturais".

O Papa também recordou a estreita comunhão dos católicos do Chipre com a Igreja Universal e animou a promover as vocações ao sacerdócio e à vida religiosa no marco do Ano Sacerdotal que está por terminar: "peço aos pais que considerem esta promessa e animem os seus filhos a responderem generosamente à chamada do Senhor. Exorto os pastores a que se preocupem pelos jovens, de seus desejos e aspirações, e a que os formem em uma fé plena".

Dirigindo-se logo aos trabalhadores das escolas católicas, o Santo Padre os exortou a prosseguir "pacientemente ao serviço de toda a comunidade, esforçando-se por conseguir uma educação excelente. Que o Senhor vos abençoe abundantemente, pois tendes a sagrada tarefa confiada da formação, que é o dom mais precioso que Deus todo-poderoso nos deu a nós e a nossos filhos".

"E agora me dirijo especialmente a vós, queridos jovens do Chipre. Sedes fortes na fé, alegres no serviço de Deus e generosos com seu tempo e seus talentos! Ajudem a construir um futuro melhor para a Igreja e para seu país, pondo o bem dos outros por cima de seu próprio bem".

"Com estas breves palavras confio a cada um de vós ao amparo da Bem aventurada Virgem Maria e à intercessão dos Santos Paulo e Barnabé. Que Deus vos abençoe", concluiu o Papa.

14 maio 2010

Em Fátima Bento XVI defende a família e o matrimônio


O Papa Bento XVI criticou ontem, 13, os projetos legislativos que não defendem a família “instituída sobre o matrimônio indissolúvel de um homem com uma mulher”.

O Papa falava a centenas de membros de organizações de pastoral social, reunidos na igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, que irromperam em aplausos quando reafirmou a oposição ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e ao aborto.


“As iniciativas que visam tutelar os valores essenciais e primários da vida, desde a sua concepção, e da família, fundada sobre o matrimônio indissolúvel de um homem com uma mulher, ajudam a responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum”, disse, fazendo uma pausa no ritmo do seu discurso.

A intervenção ganha relevo num momento em que já que está para promulgação pelo Presidente da República, Cavaco Silva, o diploma sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O Papa criticou também os “mecanismos socio-económicos e culturais que levam ao aborto”, elogiando quantos, na Igreja Católica, se empenham em favor de “iniciativas sociais e pastorais (…) que têm em vista a defesa da vida e a reconciliação e a cura das pessoas feridas pelo drama do aborto”.

Mais uma vez o seu discurso foi interrompido por uma salva de palmas.

Bento XVI deixou uma palavra de estímulo às atividades educativas e caritativas da Igreja, pedindo que as mesmas “sejam completadas com projetos de liberdade que promovam o ser humano, na busca da fraternidade universal”.

“Aqui se situa o urgente empenhamento dos cristãos na defesa dos direitos humanos, preocupados com a totalidade da pessoa humana nas suas diversas dimensões”, prosseguiu.

Segundo o Papa, todo este conjunto de iniciativas “constituem juntamente com muitas outras formas de compromisso, elementos essenciais para a construção da civilização do amor”.

Fonte: cancaonova

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