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15 fevereiro 2014

É possível viver o "Sim" do matrimônio para sempre, diz o Papa Francisco a 10 mil casais reunidos em Roma

Dez mil casais de namorados e noivos vindos dos cinco continentes na festividade de São Valentim, tiveram um encontro na Praça de São Pedro para falar sobre a vocação ao matrimônio sob o lema “A alegria do sim para sempre” e encontrar-se com o Papa Francisco. Em seu discurso aos casais o Papa insistiu que hoje é possível viver o amor para sempre no contexto do matrimônio.
Segundo reportou o Vatican Information Service desta Sexta-feira, 14, o  encontro, organizado pelo Pontifício Conselho para a Família, teve como ponto de partida a perspectiva de que as pessoas não se casam quando os problemas já foram resolvidos, e sim para resolvê-los juntos e apostam pelo “para todos os dias da vida”, um ponto de vista que infunde esperança no futuro e no amor duradouro e fecundo.
O ato começou às 11 da manhã com uma série de testemunhos dos casais, intercalados com leituras e canções dedicadas ao amor em suas diversas manifestações e, às 12:30h o Santo Padre entrou no Lugar para saudar os noivos e responder a três perguntas expostas por outras tantos casais: O medo ao “para sempre”; Viver juntos, o estilo da vida matrimonial; e o tipo de celebração do matrimônio.
“É importante nos perguntar se for possível amar-se "para sempre" - afirmou o Papa- Hoje em dia muitas pessoas têm medo de tomar decisões definitivas , para toda a vida, porque parece impossível... e esta mentalidade leva a muitos que se preparam para o matrimônio a dizer: "Estamos juntos até que nos dure o amor”....

11 dezembro 2012

O matrimônio do cristão


Os casais devem se amar como Cristo ama Sua Igreja
A diferença é brutal. Pelos anos 70, qualquer paróquia de médio porte alcançava um patamar de 500 casamentos por ano. Hoje, a média se concentra ao redor de uma centena anual, no máximo. Durante décadas, nós criticamos o luxo e a ostentação nas celebrações matrimoniais (todas querendo imitar a riqueza da família real inglesa). 
O motivo dessas observações era que tais exageros envergonhavam os pobres que, por essa razão, preferiam não casar na Igreja. Analisando as eventuais razões que levaram a essa amnésia da graça sacramental de Cristo, poderíamos facilmente detectar as seguintes: laicização da vida religiosa. Trata-se de um problema de fé. Um dos noivos, ou os dois, não descobrem sentido no ato religioso.

05 agosto 2012

Formação: A vivência conjugal dentro do matrimônio cristão


A vida sexual do casal é importante para que marido e mulher se completem e sejam felizes. 
O despreparo nesse campo leva muitos casais à separação. O que falta na verdade, por parte dos casais, é o conhecimento exato do sentido e do fim da vida sexual.
A maioria das pessoas não recebeu educação sexual sadia e, muitas vezes, aprendeu sobre sexo de maneira inadequada: nos filmes, com a prostituta nas revistas pornográficas, com pessoas despreparadas ou, o que é pior, maliciosas… Não há legítima vida sexual sem a vivência do amor. Assim como você dá uma flor, um presente, um beijo, para manifestar o seu carinho à sua esposa, vocês se doam fisicamente para manifestar um ao outro o seu amor e se multiplicarem. Sem as dimensões unitiva e procriativa o sexo perde o seu sentido.
Hoje, mais do que nunca o sexo é vilipendiado, explorado, vendido e corrompido. A mulher se deixa usar e vender como simples mercadoria de consumo e de prazer. Basta olhar para os anúncios comerciais. Por causa de toda essa destruidora exploração sexual, muitos se casam com o objetivo quase exclusivo de obter sexo “oficializado” e permanente. Grande ilusão que rapidamente se desfaz. A vida sexual do casal, se não for manifestação intensa de todo o seu amor, em pouco tempo poderá ser motivo de desilusão e até de separação do casal. Conheço casais que, com menos de um ano de casados, já estavam desiludidos com a vida sexual. Para que o casal tenha um saudável ajustamento sexual, é preciso que vença três obstáculos: a ignorância, o medo e o egoísmo. 

02 agosto 2012

Formação: Vale a pena se casar?


É MELHOR CASAR OU FICAR JUNTO?
É verdade que as leis e os costumes sociais retiraram do matrimônio todo o seu sentido. Em primeiro lugar, a admissão do divórcio elimina a segurança na luta por manter o vínculo; em segundo lugar, a aceitação social de “devaneios” extramatrimoniais suprime a exigência da fidelidade; por último, a difusão dos anticoncepcionais despoja os filhos de relevância e valor.
O que resta, então, da grandeza da união conjugal? O que é feito da arriscada aventura que o matrimônio sempre foi? Para que passar pela Igreja ou pelo juiz de paz? Assim vistas as coisas, teríamos de começar por dar razão àqueles que sustentam a absoluta primazia do “amor” para depois lhes fazer ver uma coisa de capital importância: é impossível homem e mulher amarem-se, profundamente, sem estarem casados. 
Ainda que possa causar um certo espanto, o que acabo de dizer não é nada estranho. Em todos os âmbitos da vida humana, é preciso aprender e adquirir competências. Por que teria de ser diferente no amor, que é simultaneamente a mais gratificante, a mais decisiva e a mais difícil das nossas atividades? 

11 março 2012

Bento XVI exorta a defender o matrimônio e recuperar o apreço pela castidade


O Papa Bento XVI alentou a defender matrimônio e a família na sociedade atual, e exortou também a recuperar o apreço pela virtude da castidade no marco da perspectiva cristã da sexualidade, em seu discurso a um grupo de bispos dos Estados Unidos.
Em suas palavras aos prelados das regiões VII-IX da Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos, o Santo Padre advertiu que nestes dias "é cada vez mais evidente que o desprezo pela indissolubilidade da aliança matrimonial, e o rechaço generalizado de uma ética sexual responsável e madura baseada na prática da castidade, deram lugar a graves problemas sociais que conduzem a um imenso custo humano e econômico".
Depois de assegurar que "poderosas correntes políticas e culturais procuram modificar a definição legal do matrimônio", o Papa assinalou que "os conscienciosos esforços da Igreja para resistir esta pressão requerem uma defesa raciocinada do matrimônio como instituição natural, que consiste na comunhão específica de pessoas, essencialmente enraizada na complementaridade dos sexos e orientada à procriação".
"As diferenças sexuais não podem ser descartadas como irrelevantes para a definição do matrimônio. A defesa da instituição do matrimônio como uma realidade social , em última instância, uma questão de justiça, já que implica proteger o bem de toda a comunidade humana e os direitos dos pais e das crianças por igual", afirmou.

10 março 2012

FORMAÇÃO: O SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO E PASSOS PARA OS QUE O QUEREM DE VERDADE

Por Pe. Rômulo Azevedo da Silva
As palavras testemunho, serviço e casais têm um forte sentido e um profundo histórico na nossa Igreja e, especialmente, em toda a caminhada cristã. Em um mundo onde muitas pessoas não acreditam mais no verdadeiro amor e em tudo que dele deve brotar, como afeto, fidelidade, união, nós, discípulos de Jesus de Nazaré, devemos estar prontos para carregar nossa bandeira de anúncio, levantar nossas vozes de quem acredita ainda em um sonho que começou há mais de 2000 anos quando os discípulos do Mestre de Nazaré deram continuidade à sua missão. Este sonho e esta caminhada chegou até nós e também nos chamou, nos encantou. A vida e a esperança que o Senhor suscitou em todos e continua suscitando hoje nós chamamos de Igreja, ainda mais, somos esta Igreja.
Para nós, Católicos, Apostólicos, Romanos, o sentido do Sacramento do Matrimônio é o amor ágape, a caridade, a doação. Se todos os Sacramentos são lugares de encontro com o Cristo Vivo, se são sinais sensíveis e eficazes que além de nos mostrar onde Jesus está, também nos alimentam dele, cada casal tem e é um tesouro que só com  a nossa capacidade intelectual jamais iremos entender por completo. Contudo este tesouro também se torna missão, pois ninguém que ama consegue não ter uma atitude de comunicador do amor que experimenta dentro de si.

10 novembro 2011

Encontro matrimonial reúne casais de todo o Brasil em Salvador


A capital baiana, Salvador, vai sediar nesse final de semana a 5ª Convenção Nacional do Encontro Matrimonial Mundial. Serão cerca de 450 casais e 25 sacerdotes vindos de todo o Brasil para refletir sobre a contribuição da família no mundo contemporâneo. A atividade, que acontece nos dias 12 e 13, no Centro de Convenções da Bahia, é também uma oportunidade para celebrar os 35 anos do Encontro Matrimonial Mundial no Brasil. Esta é a 1ª vez que o evento acontece na região nordeste.
Com o tema: “Ide e transformai o mundo com o vosso amor”, o evento contará com palestras, partilhas, orações e momentos de descontração. O arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, dom Murilo Krieger preside a missa de encerramento no dia 13. A convenção ocorre a cada cinco anos.
O Encontro
Ligado à Pastoral Familiar, o Encontro Matrimonial Mundial (EMM) é um movimento da Igreja Católica. A partir de uma experiência chamada Fim de Semana (FDS), objetiva fortalecer o relacionamento do casal e de sacerdotes e religiosos com sua comunidade, dando ênfase ao valor do diálogo e do compartilhar de sentimentos.
Criado na Espanha, na década de 50, pelo Padre Gabriel Garcia Calvo, espalhou-se pelo mundo e atualmente encontra-se em aproximadamente 100 países. O EMM surgiu no Brasil em 1976, com o nome de Encontro do Diálogo. Em 2003, retomou o nome original de Encontro Matrimonial Mundial, como prova de unidade com a família em todo mundo.
Fonte: CNBB


01 agosto 2011

Formação: Harmonia conjugal e sexual do casal cristão


O casamento é dois que se tornam um
Meditamos sobre as ameaças que pairam sobre esta instituição sagrada que é a família e sabemos que se a família é ameaçada, toda a humanidade está ameaçada. Em 1994 houve uma conferência na China sobre a mulher, que foi patrocinada pela ONU e o Vaticano enviou uma delegação para participar, nessa delegação havia uma mulher como chefe, a Doutora Mary Ann Glendon, já em 1997 no Rio de Janeiro houve um congresso sobre a família e essa mesma doutora esteve presente e nos contou como ficou horrorizada com tudo o que viu e ouviu na conferência em que participou na China, e nos disse que há um movimento para destruição das famílias. 
Ela falava do documento que lhe foi dado neste evento, onde haviam muitos fatores apontando a família como algo negativo, não havia nada que valorizasse a família. Então hoje nós vemos um movimento orquestrado para destruir a família, pois a família traz os valores cristãos e isso não agrada ao mundo de hoje, por isso estamos vivendo essa tentativa de destruição das famílias.
O papa Bento XVI diz bem claro, que o homem de hoje construiu um mundo que não há mais lugar para Deus, então essa cultura anti - família esta descendo sobre nós nos dias atuais, por isso torna-se cada vez mais importante que as famílias vivam bem e dêem seu testemunho. Também o papa João Paulo II quando pregou para as famílias em 2000, disse: “Casais cristãos, sejam para o mundo um sinal do amor de Deus”, o mundo deve olhar para os casais cristãos e dizer é possível viver o amor. 

30 julho 2011

Formação: A base da família é o AMOR


O casal precisa cultivar um no outro o desejo de escutar a voz de Deus. 
O casal precisa se acustumar a ouvir a voz do Senhor pois, quem escuta a voz do Senhor vai ao seu encontro.
Assim como diz na 1ª Carta de São João: Deus é amor e porque foi Deus quem fez o homem e mulher morada de Deus através do Espírito Santo, portanto casal, vós sois portadores do amor de Deus, e quando nós falamos de amor, falamos de relacionamento, de diálogo, entre pais e filhos e entre os cônjuges, que é fruto da família que Deus mesmo instituiu no sacramento do matrimonio. Foi no altar que o casal se comprometeu a serem colaboradores do amor do Deus. 
Para isso São João vem nos dizer: Amemos uns aos outros porque o amor vem Deus e todo àquele que ama nasceu de Deus. 
Casal vocês precisam se amar, porque vocês foram feitos para amar.
Você é chamado para obedecer a voz de Deus, que te chama à amar e a servir no amor. E esta ordem vem revelar algo muito importante, a base da construção de uma família é e precisa ser o amor e esse amor tem nome e a base desse amor se chama Deus.
A base da família é o amor, é Deus. 
E quando a família vai se lançando no amor que é o próprio Deus a família vai crescendo se estruturando, vai se tornando fecunda.
Sem a graça de Deus atuando em vida, vocês serão incapazes de levar a finco o serviço que cada um é chamado a praticar. 
Uma família que reza e uma família que caminha a cada dia para a restauração.

21 julho 2011

Formação: Os demônios da vida conjugal


Vencer a CRISE é indispensável para que o AMOR sobreviva
No amor conjugal, o segredo é não lutar contra a idade, sim estar em união com ela, tal é a regra da sabedoria.
A infância do amor conjugal. 
Ao início é, sobretudo, alegria e esperança. O amor é novo e está intacto. Os dois vivem em estado de descoberta permanente. Entretanto, o amor não escapa aos ataques do tempo. Uma primeira crise, a da desilusão, sacode o lar nascente. O demônio da desilusão faz com que a imagem ideal, que um havia construído do outro, comece a desvanecer-se. Para vencer essa crise terão que se aceitar em suas imperfeições. Nessa época o matrimônio se constitui realmente.
A juventude do amor.
Ao final da fase de adaptação, um mútuo conhecimento impede maiores atritos. O amor se instala. Mas, se a crise da desilusão não foi superada, o tempo precipita a segunda crise, a do silêncio. Se o demônio mudo se apodera dos dois, caem em uma espécie de letargia. O casal vive, então, em retrocesso, sem crescer, sem um ritmo seguro, sem dinamismo. Vencer essa segunda crise é indispensável para que o amor sobreviva.
A maturidade do amor.

19 julho 2011

Formação: Matrimônio, sinal de AMOR

Na primeira Carta de S. João podemos ler não somente quem é Deus, mas também qual 
a razão de tudo o que somos e temos:
"Deus é Amor".
Deus ama porque é o Amor, e nós amamos porque Deus nos amou primeiro. O Catecismo da Igreja Católica fala do mistério do casamento e da família justamente transmitindo isto:
"Deus, que criou o homem por amor, também o chamou para o amor, vocação inata e fundamental de todo ser humano. Pois o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, que é Amor. Tendo-os criado homem e mulher, seu amor mútuo se torna uma imagem do amor absoluto e indefectível de Deus pelo homem. Esse amor é bom, muito bom aos olhos do Criador. E este amor abençoado por Deus é destinado a ser fecundo e realizar-se na obra comum de preservação da criação:
"Deus os qbençoou e lhes disse: sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a" (Gn 1,28)".
Cada ser humano criado no mundo é chamado a ser fecundo, a multiplicar-se, encher a terra e submetê-la. E de modo muito especial, os casais estão no mundo para realizar isto e encontrar através deste chamado a felicidade nesta vida e na vida definitiva.

09 julho 2011

Formação: O cônjuge como um caminho para Deus

Nossa salvação está unida ao outro e vem por meio do outro

O encontro de duas pessoas em Deus – por intermédio da oração ou da vivência religiosa compartilhada – é uma das formas mais ricas e profundas de encontrar-se, já que estamos diante de Deus, com melhor que cada um possui. Diante do Senhor nos desprendemos de tudo o que normalmente dificulta o encontro e vamos assumindo com mais objetividade a atitude compreensiva, benigna e compassiva do amor de Deus.
A união de duas pessoas pelo sacramento do matrimônio abre a eles uma nova possibilidade de amor sobrenatural: o cônjuge como um caminho para Deus, como lugar de encontro com Deus. No momento solene das bodas, Cristo diz a cada um: Eu, desde agora, vou te amar especialmente através do cônjuge, vou convertê-lo em santuário do meu encontro contigo. E com isso me deixa o grande desafio de buscar ao Senhor no coração do outro onde desde agora está me esperando, de descobrir o rosto de Cristo no rosto do meu cônjuge, de acolher seu amor como transparente e reflexo do amor divino. Em contrapartida, eu devo ser Cristo para o outro, dar a ele o amor, a luz e a força que necessita para crescer e chegar até Deus. E assim cada um se aceita e se doa ao outro como lugar privilegiado de encontro com o Senhor.

20 maio 2011

Formação: Casamento é construção da unidade entre um homem e uma mulher


Ana Carolina Muniz e Fausto Teixeira participam de encontros para namorados e noivos afim de compreender o real sentido do matrimônio

Encontrar alguém para dividir os sonhos, as felicidades e construir junto uma família. Esse ainda é o sonho de muitas pessoas. Em 2008, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou 959.901 casamentos no Brasil. Este foi o maior índice desde 1999.
A psicóloga especialista em logoterapia Teresa Militão salienta que a busca por um parceiro é a busca pela construção de uma unidade nos três níveis humanos: físico, mental e espiritual.
A unidade física, que gera novas vidas, está ligada à paixão e ao amor. A partilha de pensamentos, experiências e emoções, mesmo havendo diferenças, fazem parte da busca pela unidade psicológica. Já no nível espiritual, o ser humano busca um sentido para a vida e isso pode ser construído com outra pessoa. "Nesse nível está a concepção do próprio casamento, a comunhão com Deus e com os outros”, explica a logoterapeuta.
A amizade, o diálogo, a partilha de sentimentos, dúvidas, anseios, felicidades e tristezas, e a busca por um sentido dos acontecimentos fazem parte da preparação para o casamento. Na dimensão espiritual, a logoterapeuta ressalta que a vivência numa comunidade é um grande auxiliador na preparação do casamento, pois assim o casal participa de uma realidade mais ampla.
Os namorados Ana Carolina Muniz e Fausto Teixeira já pensam no casamento e, para eles, conversas com casais mais experientes e a participação de encontro de namorados e noivos são oportunidades para aprofundar o sentido do matrimônio. “Sentimos que o nosso caminho para o matrimônio é construído entre nós, mas também com as pessoas que participam da nossa vida”, destacam.
Como namorados, Ana e Fausto procuram amadurecer humanamente e buscam juntos uma unidade com Deus. “Observamos nossos defeitos e qualidades para encontrar tudo aquilo que podemos exercitar para fazer o outro feliz, em paralelo também procuramos crescer na profundidade do relacionamento com Deus”, contam.
O casamento é uma vocação, um chamado de Deus antes de tudo, como também salienta o especialista em Teologia Moral e acompanhamento de casais, padre Ricardo Pinto. E para saber se é a hora certa, a psicóloga esclarece que é preciso ter a certeza da vocação, entender se esta é a forma para a realização da felicidade a qual Deus pensou e é necessária a disposição de amar o outro ao ponto de renunciar coisas pessoais, por amor a essa pessoa.

Sacramento do Matrimônio
“O Sacramento da Matrimônio é expressão do amor de Deus pela humanidade. A união de um homem e de uma mulher no sacramento do matrimônio se torna expressão viva do amor de Deus”, diz o sacerdote. 
Segundo o Catecismo da Igreja Católica (CIC), o pacto matrimonial constitui uma comunhão íntima de toda a vida, entre um homem e uma mulher, "ordenado por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole" (CIC nº 93).
“Depois de uma preparação e de uma decisão livre, eles assumem amar um ao outro até o fim, constituindo essa unidade profunda e verdadeira, caracterizada pela indissolubilidade. E a partir da graça que recebem no sacramento, juntos iniciam uma família, sendo cocriadores com Deus, dando continuidade a obra de Deus", esclarece também o sacerdote.
Para os noivos Flávia De Petri e Daniel Langhi, o casamento não é apenas um evento e sim uma nova etapa na vida de ambos. É a construção de uma família. "Nós queremos ser instrumentos para levar o próximo a Deus e mostrar que, mesmo diante de tantas destruições familiares que vemos hoje no mundo, o amor de um para com o outro, com Jesus entre nós, prevalece",  afirmam.

Os princípios cristãos são a base do noivado de Flávia e Daniel, base que sustentará a família que eles querem construir. 
"Hoje nos deparamos com um mundo superficial onde por qualquer dificuldade tudo desmorona e a Igreja é nosso alicerce, mesmo diante de nossas dificuldades, é a base que sempre permanecerá firme e que nos dá segurança”, diz Flávia.
Mas infelizmente, alguns casais deslumbrados pela indústria que se criou em cima desse evento, se casam sem entender a profundidade deste sacramento. Padre Ricardo salienta que o acompanhamento feito pelas paróquias ajuda o casal a acolher esse dom de Deus.
“Nós como Igreja devemos nos preparar cada vez mais para acolher esses casais. Primeiro, é necessário uma abordagem mais direta, mais aberta, mais profunda e enraizada no sentido teológico do matrimônio", destaca o sacerdote que ressalva que a compreensão do Sacramento do Matrimônio começa na preparação para o Crisma e nos grupos de jovens. 
Amor  verdadeiro
No interior do coração do homem e da mulher, existe um desejo de algo profundo. “Os jovens estão cansados de tanta superficialidade e instrumentalização em torno do sexo e da afetividade. Eles querem coisas verdadeiras, límpidas e puras a serem vividas”, ressalta o teólogo. 

A descoberta da sexualidade segundo o projeto de Deus para a felicidade do homem e a compreensão do casamento como um chamado de Deus, explica o sacerdote, levam à construção de um amor que não passa, que não está sujeito a condicionamentos culturais, um amor que nasce de Deus, com dimensões eternas. 
Como esclarece o especialista em Teologia Moral, a unidade pedida por Jesus ao Pai, passa também pela unidade do casamento, por isso a Igreja não reconhece o divórcio. Existe a possibilidade de nulidade a partir do entendimento de que não houve o Sacramento do Matrimônio. 
Padre Ricardo explica que a unidade do casal começa no dia do matrimônio e cresce no cotidiano e na doação mútua. “Ninguém casa só porque ama o outro, mas casa pelo desejo de resignificar esse amor a cada dia”, enfatiza.
Nicole Melhado, da Redação

26 fevereiro 2011

Obama rechaça a defesa do matrimônio nos tribunais dos EUA



WASHINGTON DC, 25 Fev. 11 / 02:03 pm (ACI)

O Presidente Barack Obama ordenou ao Departamento de Justiça que deixe de defender nos tribunais a lei federal que define omatrimônio como a união entre um homem e uma mulher, para permitir que os grupos homossexuais obtenham sentenças a favor do "matrimônio" gay.

Conforme informou o Secretário de Justiça, Eric Holder, em um comunicado publicado no dia 23 de fevereiro, Obama chegou à conclusão de que a "Lei de Defesa do Matrimônio" é inconstitucional porque discrimina aos casais do mesmo sexo. Esta lei federal de 1996 define ao matrimônio como "uma união legal entre um homem e uma mulher" e exige aos maridos que sejam de "sexos opostos".

A Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) deplorou a decisão da Administração Obama. O principal conselheiro legal da USCCB, Anthony R. Picarello, explicou que a decisão do mandatário é uma ameaça contra aqueles que defendem o matrimônio autêntico em todo o país.

"O matrimônio se entendeu há milênios e em todas as culturas como a união entre um homem e uma mulher", recordou Picarello em uma declaração publicada depois do anúncio da Obama.

O jurista explicou que "a Lei de Defesa do Matrimônio" recolhe a definição tradicional do matrimônio e foi "aprovada por um Congresso republicano e assinada por um presidente democrata (Bill Clinton, NDT) apenas quinze anos atrás".

Picarello sustentou que com sua decisão, Obama abdica "da responsabilidade do Poder Executivo de cumprir com sua obrigação constitucional de velar para que as leis dos Estados Unidos sejam executadas fielmente".

Esta medida, afirma o legista, "também é uma grave afronta aos milhões de americanos que rechaçam a discriminação injusta e que afirmam o valor único e inestimável do matrimônio entre um homem e uma mulher", acrescentou.

Picarello assinalou que "apoiar o matrimônio verdadeiro não é fanatismo" e sim um critério sumamente “razoável, que afirma a instituição fundamental da sociedade civil". O fato que o governo sugira que este critério represente uma "discriminação" é "uma grave ameaça para a liberdade religiosa dos partidários do matrimônio em todo o país". 
Fonte: acidigital

16 fevereiro 2011

Com 82 anos de casados casal nos EUA se converte no matrimônio mais longo do mundo


Novo México, 16 Fev. 11 / 09:33 am (ACI)

Marshall e Winnie Kuykendall residem em Novo México (EUA), casaram-se em 1929 e foram os ganhadores indiscutíveis de um peculiar concurso organizado pela organização pró-família Encontro Matrimonial Mundial para premiar os casais com os matrimônios mais longo.

O casal já tem 82 anos de matrimônio e recebeu o reconhecimento na festa de São Valentim, uma grande celebração nos Estados Unidos. Marshall e Winnie, de 103 e 102 anos de idade, conversaram com o grupo ACI no dia 11 de fevereiro e asseguraram que "quando nos casamos, fizemos o juramento de permanecer juntos até que a morte nos separe".

Os Kuykendalls, ambos os oriundos do estado do Arizona, casaram-se apenas cinco meses depois de conhecer-se, têm uma filha -casada há 56 anos- e dois netos.

O Encontro Matrimonial Mundial organizou uma celebração em homenagem aos Kuykendalls no hotel Hampton Inn de sua cidade natal, Lordsburg, realizada em 12 de fevereiro.

Os organizadores felicitaram o casal que resultou ganhador da ampla busca a nível nacional na qual participaram 300 candidatos de todos os estados norte-americanos.

Marshall e Winnie também chegaram à Câmara de Representantes dos EUA em Washington DC, onde receberam presentes, um certificado e uma placa de reconhecimento do "matrimônio mais longo". Também foram honrados pelo governador, os funcionários legislativos estatais e o prefeito do Lordsburg.

Entre os participantes do concurso estavam 100 casais com mais de 70 anos de casados e 155 matrimônios entre 60 e 69 anos de união matrimonial.

Dick e Dianne Baumbach, organizadores do Encontro Matrimonial e dirigentes do concurso, explicaram ao grupo ACI em novembro de 2010 que o concurso procura "dar aos casais jovens a esperança de seu próprio matrimônio".

O Encontro Matrimonial está presente em mais de 90 países, é o movimento maior a favor do matrimônio.

Mais informação http://www.wwme.org/  
Fonte: acidigital

07 fevereiro 2011

Formação: O sexo nos planos de Deus


Deus não quer sexo sem vida, mas também não quer vida sem sexo
Você sabe qual o sentido do sexo no plano de Deus? O sexo une e é benéfico para o relacionamento. Todavia, Deus Pai é categórico ao propor que ele seja feito apenas dentro do matrimônio. O Senhor não inclui em Seus planos a vivência do sexo fora ou antes do casamento. A vivência sexual entre o homem e a mulher tem dois sentidos no plano divino: unitivo e procriativo. O Criador disse para o casal: "Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra" (cf. Gn 1,28), e ela não está cheia ainda. Falta muito para enchê-la e, para isso, o Senhor deu ao casal a vida sexual. 
Deus não quer sexo sem vida, mas também não quer vida sem sexo. Ele não quer que se tenha vida sexual e se impeça a vida de acontecer. Vida sem sexo, gerada num tubo de ensaio, gerada por fertilização, inseminação artificial, não está nos planos de Deus. Para que haja o ato sexual deve haver corações abertos à vida. Essa é a dimensão da procriação. Não há nada mais lindo neste mundo do que a maternidade e a paternidade. 
O ser humano é gerado pelo ato sexual, o ato da vida. Para o casal, ele é uma fonte de vida, por isso é um ato grandioso e digno. Contudo, no mundo, o sexo encontra-se maltratado, sujo, profanado, prostituído, comercializado e, dessa forma, é comum na mente de algumas pessoas a imagem desse ato [sexo] como algo impuro, ruim. 
Não, o sexo é algo belo! Há pessoas que, antes de praticarem o ato sexual, viram o crucifixo de costas, retiram as imagens sagradas do quarto, porque não compreendem a dignidade desse ato. 
Além do aspecto procriativo do sexo, resta ainda o aspecto unitivo, ou seja, que une o casal. Deus disse para o casal: "Sereis uma só carne" (cf. Mc 10,8), e esta expressão significa: "Serão um só coração, uma só alma, terão um só projeto de vida, serão um". É o que o Todo-poderoso quer para o casal. Ele quer que, no momento de gerar um filho, o casal seja um. Um pelo ato sexual, que é exatamente a celebração do amor conjugal.
O sexo para o casal é a celebração mais profunda do amor conjugal, o ápice do amor. O sentimento amoroso pode ser expresso de inúmeras maneiras: dando uma flor para a pessoa amada, um abraço, um telefonema quando se está longe... Porém, a forma mais intensa, mais profunda e radical de expressá-lo é através do ato sexual, no qual não estão mais presentes as palavras; estão os corpos, a sensibilidade, os corações entregando-se um ao outro. 
Do livro 'A Cura da nossa Afetividade e Sexualidade' - Editora Canção Nova

07 novembro 2010

O Matrimônio e a Família são a esperança da humanidade, afirmou o Papa

.- Ao finalizar a Missa de dedicação do templo da Sagrada Família, o Papa Bento XVI rezou o ângelus com os milhares de fiéis presentes nos subúrbios do templo. Em suas palavras o Santo Padre assinalou que Cristo, Deus mesmo, "no silêncio do lar do Nazaré, ensinou-nos sem palavras, a dignidade e o valor primordial do matrimônio e a família, esperança da humanidade, em que a vida encontra acolhida desde sua concepção até seu declive natural".


Logo depois destas palavras respondidas pelo entusiasmo e os aplausos dos milhares de fiéis presentes, o Papa disse que o Senhor Jesus "ensinou-nos também que toda a Igreja, escutando e cumprindo sua Palavra, converte-se em sua Família. E mais ainda nos encomendou ser semente de fraternidade que semeada em todos os corações alente a esperança".



Antoni Gaudí, continuou, conseguiu converter o templo da Sagrada Família em "um louvor a Deus feito em pedra. Um louvor a Deus que, como no nascimento de Cristo, teve como protagonistas as pessoas mais humildes e singelas".



"Com efeito, Gaudí, com sua obra, pretendia levar o Evangelho a todo o povo. Por isso, concebeu os três pórticos do exterior do templo como uma catequese sobre Jesus Cristo, como um grande rosário, que é a oração dos singelos, no qual pode-se contemplar os mistérios contentes, dolorosos e gloriosos de Nosso Senhor", continuou.



Gaudí, assinalou o Papa, também "desenhou e financiou com suas próprias economias a criação de uma escola para os filhos dos pedreiros e para ascrianças das famílias mais humildes do bairro, neste então um subúrbio marginalizado de Barcelona. Fazia assim realidade a convicção que expressava com estas palavras: ‘Os pobres sempre devem encontrar acolhida no templo, que é a caridade cristã’".


Bento XVI elevou logo suas preces a Maria "com as palavras do Anjo, e confiamos a Ela nossa vida e a de toda a Igreja, ao tempo que suplicamos o dom da paz para todos os homens de boa vontade".


O Santo Padre recordou além que este sábado em Porto Alegre, no Brasil, realizou-se a beatificação da Sirva de Deus Maria Bárbara da Santíssima Trindade, fundadora da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria.



"Que a fé profunda e a ardente caridade com que ela seguiu a Cristo, suscitem em muitos o desejo de entregar por completo sua vida a maior glorificação de Deus e ao serviço generoso dos irmãos, especialmente dos mais pobres e necessitados", exortou.

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06 outubro 2010

Vida, matrimônio e família fundamentais para a Europa, recordam Bispos

.- Ao finalizar sua assembléia plenária, o Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) deu a conhecer uma declaração em que assinala que a defesa da vida da concepção até a morte natural, do autênticomatrimônio entre um homem e uma mulher e a família constituída sobre esta base, assim como da liberdade religiosa, são pilares fundamentais para este continente pelos que aIgreja Católica trabalha incansavelmente.

A declaração reconhece o "inverno demográfico", quer dizer a queda da população na Europa, aonde os católicos necessitam "crescer em uma fé mais consciente e documentada para poder valorizar com sentido mais crítico a cultura dominante que pôs em discussão valores como a vida humana desde a concepção até a morte natural, a pessoa em sua estrutura objetiva, a liberdade como responsabilidade moral, a fidelidade, o amor, a família".

Do mesmo modo, indicam os prelados, "é muito preocupante, por exemplo, o debate destes dias no Conselho da Europa que quer limitar o direito à objeção de consciência do pessoal médico para fazer mais fácil o acesso ao aborto".

Tudo isto, continuam, "permite apreciar a necessidade de ter bem enraizada e viva a fé, é necessário acreditar na capacidade da razão de descobrir a verdade das coisas em si mesmo e da ética. A substancial desconfiança para a razão humana parecer caracterizar a chamada pós-modernidade".

Seguidamente os bispos explicam que a Igreja entende as exigências que derivam de saber que a natureza humana foi redimida por Cristo, por isso, "não cessa de afirmar os valores fundamentais da vida, do matrimônio entre um homem e uma mulher, da família, da liberdade religiosa e educativa: valore sobre os quais se apóia e se garante qualquer outro valor no plano social e político".

"As muitas famílias que acolhem a presença de Jesus e vivem segundo a verdade da família não deixam de dar testemunho da beleza e da correspondência ao coração do homem de quanto a Igreja proclama mostrando que é possível viver em família como Cristo convida", concluem.

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23 setembro 2010

Família cristã deve ser fonte de felicidade para o mundo, diz bispo


Em meio a um contexto social que se parece cada vez mais com um supermercado de infinitas possibilidades de vida, a família cristã tem um desafio e tanto.

"Ela deve estar atenta para colocar em evidência e redescobrir a cada dia não pesos, responsabilidades ou sacrifícios esmagadores, mas as razões pelas quais a sua maneira de viver é fonte de felicidade. Aí sim outros dirão, 'Puxa, se é assim, eu também quero'", destaca o diretor do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família, Dom João Carlos Petrini.

Ele alerta que a sociedade contemporânea vive imersa em experimentações e diversas possibilidades de vida. "Qual prevalecerá após isso? Aquela que mais mais proporciona felicidade, realização humana", indica.

Nesse sentido, a família cristã deve se tornar sempre mais espaço de vida plenamente humana, realizada, pois isso dará a chance de ela continuar como a forma mais difusa de viver o afeto e a intimidade.

"Ao contrário, se, como muitas vezes acontece, ficam se lamentando, salientando sacrifícios, então as novas gerações procurarão outras formas que se apresentam como mais adequadas", pontifica.

Natureza e cultura

O tema esteve entre as discussões do II Seminário Internacional em Família Contemporânea: Natureza e Cultura, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Família na Sociedade Contemporânea da Universidade Católica do Salvador (UCSal) entre os últimos dias 20 e 22.

Segundo Dom Petrini, o evento foi motivado pelo "grande debate que acontece, especialmente na Europa, buscando reduzir sempre mais o espaço da natureza, no sentido de que, se chegamos à conclusão de que tudo que existe é cultural – fruto da decisão livre do ser humano –, tudo pode ser repensado, reconstruído, refeito. Nada se tornaria vinculante".

Ele explica que natureza é "tudo que existe sem interferência de uma intencionalidade humana. Nesse sentido,quando falamos do matrimônio e família, natureza, por exemplo, é a diferença sexual – um dado originário -, bem como os mecanismos biológicos da procriação".

Entretanto, o ser humano já tem a possibilidade de interferir nessas realidades. "A mulher pode escolher não gerar filhos, ou quando fazê-lo, através dos métodos contraceptivos, fecundação artificial. A mão humana pode chegar a manipular tudo ou quase tudo, mas a forma mais digna e humana para viver o afeto, a criação de filhos, é o matrimônio e a família".

A tendência é a necessidade de se superar contraposição entre natureza e cultura, "e compreender a realidade em que a natureza deve ser respeitada nos seus dinamismos próprios e, ao mesmo tempo, a cultura deve sempre tender àquilo que é mais positivo para a pessoa e sociedade", explica.

Fonte: canção nova

12 junho 2010

Feliz Dia dos Namorados a todos os Casais


Namorar é muito bom: o namoro é uma grande conquista antes do casamento.
Penso que toda pessoa deva ter alguém na vida para partilhar as suas alegrias e tristezas, conversar, brincar, descontrair-se. Algumas escolhem ter muitos amigos e por isso colocam nestas relacões de amizade estas possibilidades de partilha.
Mas além dos amigos, outras se sentem atraídas por alguém em especial, que lhes causa certo desejo de estarem juntos, brotando sentimentos e emoções imotivadas quando se encontram, os olhos brilham, o coração bate mais forte: acontece o enamoramento, primeiro sintoma de um amor que pode amadurecer até um casamento feliz. Isso leva tempo e é preciso explorar bem todas essas emoções, cruzar isso com a razão, polvilhar com muito diálogo e uma partilha aberta e irrestrita de vida. A isso tudo podemos chamar de namoro, uma fase a vida de quem é chamado a viver com alguém, que começa e nunca termina, pois ao terminar o namoro, acabou o amor.

Muitos casamentos entram em crises profundas pela falta de namoro. Pensam que depois que estão casados, portanto, morando juntos, isso ficou para trás. Mas é exatamente o contrário, a fase mais extraordinária do namoro é o casamento. O matrimônio proporciona a melhor hora de namorar e namorar muito se os cônjuges buscam ocasiões para estarem juntos e apreciarem a presença um do outro, passear e conversar muito, fazer planos para o futuro e para os filhos, descontrair, beijar e amar-se profundamente.

Essa é uma leitura amadurecida de um relacionamento que não deixou as dificuldades próprias da vida colocarem sombras sobre toda luz que emana de duas pessoas que se amam, que cultivaram este amor e que querem crescer juntas e terem uma vida cheia de sentido e prazer. O prazer, sobretudo o sexual, é uma graça própria do sacramento do matrimônio, fonte de alegria, como diz a Encíclica Casti Connubbi, do Papa Pio XI, a qual citei em outro artigo sobre castidade conjugal (você pode ler neste Blog).

O namoro é uma grande conquista antes do casamento e depois do casamento. Podemos até fazer comparação com o amor de Deus, que é um amor apaixonado. Estamos chegando no Dia dos Namorados e eu quero convocar os casados a reconquistarem as suas esposas ou seus maridos, convidando-os a retomarem urgentemente o namoro. Namorar é tão bom que eleva a alma a Deus, produz efeitos positivos na saúde física e psíquica da pessoa. O amor começa no namoro e tende a acabar quando o namoro para. É tempo de retomada, caprichem!

Se você não é casado ainda, e não tem namorado(a), busque a pessoa certa, o que não quer dizer perfeita, e não tenha medo de namorar, deixando o sexo para depois do casamento. A pessoa é construída pelo amor que lhe damos, se ela for receptiva. O amor nasce de encontros, de olhares, perca o medo e deixe-se levar pelas emoções, invista e insista nos sentimentos.

Boa semana a todos. Deus os abençoe.


Diácono Paulo Lourenço
Fonte: canção nova
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