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17 agosto 2013

Formação: Não dá para ser casado e querer viver como solteiro

Não dá para ser casado e querer viver como solteiro. Não dá para ser casado e pensar em fazer as coisas do seu modo, da sua maneira. Se o casal tem uma atitude e decide se casar, precisa assumir o matrimônio.
“Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe” (Mt 19,5-6).
Que mistério maravilhoso o amor de Deus estar presente no coração do homem e da mulher! Quando os dois se unem para o sacramento e a união matrimonial, acontece a graça sublime do amor de Deus, o qual une duas naturezas representadas no feminino e no masculino. 
As tendências, os gostos, as aptidões, o modo de encarar o mundo, as histórias de vida são tão diferentes entre homens e mulheres. Mas, de repente, em uma graça sublime, um começa a gostar do outro; e desse gostar cresce um sentimento que se torna amor, de modo que decidem viver para sempre um para o outro.
Dar-se em matrimônio é uma graça que exige renúncia, sacrifício. O matrimônio é um desafio, um mistério; ao mesmo tempo, uma graça sublime de Deus.
O mistério do amor divino está ali escondido, presente, é um mistério insondável, impenetrável, mas possível de ser vivido pela união do homem e da mulher. É um desafio, pois a vida a dois não é fácil, ela exige muita doação, sacrifício e renúncia.
Não dá para ser casado e querer viver como solteiro. Não dá para ser casado e querer pensar só em si. Não dá para ser casado e pensar em fazer as coisas do seu modo, da sua maneira. Se o casal tem uma atitude e decide se casar, precisa assumir o matrimônio. Essa é a atitude da humildade, a decisão de renunciar toda a forma de egoísmo que existe no coração do homem.
O homem e a mulher se unem e vivem um novo desafio: ser uma só carne, formar uma única família.
Hoje, quero pedir a Deus a graça de abençoar os casamentos, abençoar os casais que vivem essa linda aventura, esse grande desafio de se casarem conforme a vontade do Senhor. Casar não é fácil, mas é um mistério sublime. Vale a pena o sacrifício, a doação, no entanto é preciso consciência e responsabilidade.
Que o Senhor conceda a cada homem e a cada mulher a graça de viverem na intensidade do amor d’Ele.
Deus abençoe você!


 Por Pe. Roger Araújo - canção nova

09 fevereiro 2013

Formação: O sentido cristão do sexo

O AMOR CONJUGAL TEM UM SENTIDO ÚNICO

Antes de tudo, o casal cristão precisa conhecer bem o sentido do sexo no plano de Deus. Ele o quis. De todas as alternativas possíveis que o Senhor poderia ter empregado para gerar e manter a espécie humana, Ele escolheu a relação física e espiritual do amor conjugal. Deus quis que o casal humano fosse o arquétipo da humanidade e que sua geração fosse por meio da via sexual.
Além disso, por meio deste ato, Ele quis aprofundar o amor do casal. Então, a conclusão a que se chega é que Deus não só inventou o sexo, mas o dotou de profunda dignidade e sentido, por isso colocou normas para ser vivido de maneira correta, para que não causasse desajustamento e sofrimento. O Senhor quis que o ser humano fosse material e espiritual, algo como uma síntese bela do animal que apenas tem corpo com o anjo que apenas é espírito. E, dotando-o de corpo, quis que o homem fosse sexuado como os animais; porém, a sua vida sexual deveria ser guiada não pelo instinto, mas pela alma, e iluminada pela inteligência, embelezada pela liberdade, conduzida pela vontade e vivida no amor.

11 dezembro 2012

O matrimônio do cristão


Os casais devem se amar como Cristo ama Sua Igreja
A diferença é brutal. Pelos anos 70, qualquer paróquia de médio porte alcançava um patamar de 500 casamentos por ano. Hoje, a média se concentra ao redor de uma centena anual, no máximo. Durante décadas, nós criticamos o luxo e a ostentação nas celebrações matrimoniais (todas querendo imitar a riqueza da família real inglesa). 
O motivo dessas observações era que tais exageros envergonhavam os pobres que, por essa razão, preferiam não casar na Igreja. Analisando as eventuais razões que levaram a essa amnésia da graça sacramental de Cristo, poderíamos facilmente detectar as seguintes: laicização da vida religiosa. Trata-se de um problema de fé. Um dos noivos, ou os dois, não descobrem sentido no ato religioso.

05 agosto 2012

Formação: A vivência conjugal dentro do matrimônio cristão


A vida sexual do casal é importante para que marido e mulher se completem e sejam felizes. 
O despreparo nesse campo leva muitos casais à separação. O que falta na verdade, por parte dos casais, é o conhecimento exato do sentido e do fim da vida sexual.
A maioria das pessoas não recebeu educação sexual sadia e, muitas vezes, aprendeu sobre sexo de maneira inadequada: nos filmes, com a prostituta nas revistas pornográficas, com pessoas despreparadas ou, o que é pior, maliciosas… Não há legítima vida sexual sem a vivência do amor. Assim como você dá uma flor, um presente, um beijo, para manifestar o seu carinho à sua esposa, vocês se doam fisicamente para manifestar um ao outro o seu amor e se multiplicarem. Sem as dimensões unitiva e procriativa o sexo perde o seu sentido.
Hoje, mais do que nunca o sexo é vilipendiado, explorado, vendido e corrompido. A mulher se deixa usar e vender como simples mercadoria de consumo e de prazer. Basta olhar para os anúncios comerciais. Por causa de toda essa destruidora exploração sexual, muitos se casam com o objetivo quase exclusivo de obter sexo “oficializado” e permanente. Grande ilusão que rapidamente se desfaz. A vida sexual do casal, se não for manifestação intensa de todo o seu amor, em pouco tempo poderá ser motivo de desilusão e até de separação do casal. Conheço casais que, com menos de um ano de casados, já estavam desiludidos com a vida sexual. Para que o casal tenha um saudável ajustamento sexual, é preciso que vença três obstáculos: a ignorância, o medo e o egoísmo. 

02 agosto 2012

Formação: Vale a pena se casar?


É MELHOR CASAR OU FICAR JUNTO?
É verdade que as leis e os costumes sociais retiraram do matrimônio todo o seu sentido. Em primeiro lugar, a admissão do divórcio elimina a segurança na luta por manter o vínculo; em segundo lugar, a aceitação social de “devaneios” extramatrimoniais suprime a exigência da fidelidade; por último, a difusão dos anticoncepcionais despoja os filhos de relevância e valor.
O que resta, então, da grandeza da união conjugal? O que é feito da arriscada aventura que o matrimônio sempre foi? Para que passar pela Igreja ou pelo juiz de paz? Assim vistas as coisas, teríamos de começar por dar razão àqueles que sustentam a absoluta primazia do “amor” para depois lhes fazer ver uma coisa de capital importância: é impossível homem e mulher amarem-se, profundamente, sem estarem casados. 
Ainda que possa causar um certo espanto, o que acabo de dizer não é nada estranho. Em todos os âmbitos da vida humana, é preciso aprender e adquirir competências. Por que teria de ser diferente no amor, que é simultaneamente a mais gratificante, a mais decisiva e a mais difícil das nossas atividades? 

30 julho 2012

Formação: As faces da fidelidade conjugal


O verdadeiro amor é construído dia a dia
Havia um senhor que, todas as manhãs, ia tomar café com sua esposa, a qual se encontrava internada em um asilo. Certa manhã, este senhor estava esperando o ônibus. Quando olhou para o lado, viu um amigo seu que se aproximava. Cumprimentaram-se e o senhor convidou seu amigo para sentar-se ao seu lado. Contou ao amigo sobre sua jornada matinal de todos os dias. Ouvindo-o atentamente, este amigo lhe perguntou:
"Por que, todas as manhãs, você vai tomar café com sua esposa, se ela não se lembra mais quem é você? Ela tem Alzheimer!" Nisto, aquele senhor virou-se e, olhando profundamente nos olhos de seu amigo, disse-lhe:"Ela pode não se lembrar de quem eu sou, mas eu me lembro de quem ela é e do compromisso que nós assumimos perante Deus!"
Em uma sociedade com tantas propostas de felicidade, esta pequena história nos ensina o valor da fidelidade nas relações conjugais, em todos os momentos da vida: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias, manhãs, tardes e noites da vida a dois. A fidelidade entre o casal começa no período de namoro, momento propício do conhecimento, tempo de construir uma relação madura e humana. Estação de semeadura das flores que, um dia, irão florir nos canteiros de uma vida conjugal sacramentada pela bênção de Deus. 

08 julho 2012

É possível namorar sem “fazer sexo” antes do casamento?


Nos dias de hoje é muito difícil passarmos um único dia sem visualizar, pelo menos, uma cena que ative nossos instintos sexuais. Não precisamos nem ter a iniciativa de buscar, acaba sendo involuntário, pois, tudo está muito exposto. Ao passarmos pela banca de revistas, nos outdoors, nas mídias sociais e na TV, existe um universo de estímulos para quem quer e quem não quer ver.
Parece que tudo, o comercio, a cultura, o entretenimento, etc, usam do artifício do ‘sexo’ para promover desenvolvimento. Nossas danças, o jeito do nosso povo, nossas brincadeiras, desde as propagandas de cerveja, até o anuncio que ensina “como dar más notícias ao esposo” tudo gira em torno do corpo e do prazer.
São tantas “mulheres frutas” e homens “sonho de consumo” que fica quase impossível não projetarmos tais figuras em quem está ou entra em nosso círculo de amizades.
É tanta gente condicionada, movida a apelos sensuais, que fica fácil encontrar alguém para  trocar afetos e logo levar para cama.
Com tantas imposições exteriores e com nosso ser, nosso humano, tendo uma pré disposição da natureza em buscar o ato sexual, é possível que um casal atravesse o período de namoro – estando próximos o bastante para sentir o calor um do outro – mas, mantendo a pureza e guardando-se até o dia do casamento?
Com certeza não será fácil!

10 março 2012

FORMAÇÃO: O SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO E PASSOS PARA OS QUE O QUEREM DE VERDADE

Por Pe. Rômulo Azevedo da Silva
As palavras testemunho, serviço e casais têm um forte sentido e um profundo histórico na nossa Igreja e, especialmente, em toda a caminhada cristã. Em um mundo onde muitas pessoas não acreditam mais no verdadeiro amor e em tudo que dele deve brotar, como afeto, fidelidade, união, nós, discípulos de Jesus de Nazaré, devemos estar prontos para carregar nossa bandeira de anúncio, levantar nossas vozes de quem acredita ainda em um sonho que começou há mais de 2000 anos quando os discípulos do Mestre de Nazaré deram continuidade à sua missão. Este sonho e esta caminhada chegou até nós e também nos chamou, nos encantou. A vida e a esperança que o Senhor suscitou em todos e continua suscitando hoje nós chamamos de Igreja, ainda mais, somos esta Igreja.
Para nós, Católicos, Apostólicos, Romanos, o sentido do Sacramento do Matrimônio é o amor ágape, a caridade, a doação. Se todos os Sacramentos são lugares de encontro com o Cristo Vivo, se são sinais sensíveis e eficazes que além de nos mostrar onde Jesus está, também nos alimentam dele, cada casal tem e é um tesouro que só com  a nossa capacidade intelectual jamais iremos entender por completo. Contudo este tesouro também se torna missão, pois ninguém que ama consegue não ter uma atitude de comunicador do amor que experimenta dentro de si.

07 novembro 2011

Formação: O sexo e a fidelidade conjugal


Sem fidelidade não há união sólida e família feliz
A Igreja ensina o sentido profundo do sexo; ele só deve ser vivido no casamento: 
“Pela união dos esposos realiza-se o duplo fim do matrimônio: o bem dos cônjuges e a transmissão da vida. Esses dois significados ou valores do casamento não podem ser separados sem alterar a vida espiritual do casal e sem comprometer os bens matrimoniais e o futuro da família. Assim, o amor conjugal entre o homem e a mulher atende à dupla exigência da fidelidade e da fecundidade”.
No casamento, a intimidade dos esposos se torna um sinal de comunhão espiritual. “Entre os batizados, os vínculos do matrimônio são santificados pelo sacramento” (Catecismo da Igreja Católica § 2360).
O Papa João Paulo II ensinou que: “A sexualidade, mediante a qual o homem e a mulher se doam um ao outro com os atos próprios e exclusivos dos esposos, não é em absoluto algo puramente biológico, mas diz respeito ao núcleo íntimo da pessoa humana como tal. Ela só se realiza de maneira verdadeiramente humana se for parte integral do amor com o qual homem e mulher se empenham totalmente um para com o outro até a morte” (Familiaris Consortio,11).
A Igreja gosta de apresentar aos esposos o exemplo de Tobias e Sara:

18 outubro 2011

Formação: O Casamento


Minha felicidade depende desta pessoa com a qual me encontrei
Os noivos vêm à Igreja para se casar diante de Deus e da comunidade cristã, pois sentiram que esse amor que nascia se oferecia como uma promessa de felicidade.
Foi tão profunda a experiência de amor, que o casal decidiu fazer com que durasse para sempre. Então, cada um diz a si mesmo: "Minha felicidade depende desta pessoa extraordinária com a qual me encontrei. Percebo que sem ela eu não posso crescer, não posso ser feliz; necessito dela. Por isso quero unir minha vida a dela.
Iniciam o caminho do matrimônio, cheios de esperança. Mas o que significa o sacramento do matrimônio para a história de amor que estão vivendo?
Penso que a grande maioria dos casamentos cristãos não tem muito claro esse significado. Existe muito de costume, de rotina e até de pressão familiar nisso. Muitos creem que o casamento não é mais que uma simples bênção do próprio amor – assim como se abençoa um automóvel ou uma medalhinha – para que Deus os proteja e não lhes suceda nenhum mal.
Eu sei que esse não é o conceito que vocês têm deste sacramento, porque o verdadeiro sentido do matrimônio cristão é que, através dele, o Senhor faz algo com o amor, modificando-o. Deus o faz diferente do que era quando entraram na Igreja.

07 setembro 2011

Formação: Os ajustes no casamento


Casar sem se ajustar é o mesmo que comprar uma casa pronta e não fazer nenhum reparo. Mais cedo ou mais tarde descobrirão que o cômodo, não é necessariamente o melhor. O carpinteiro que colocou a porta principal da nova casa teve que fazer muitos ajustes até que a porta funcionasse. Mexeu no batente, na porta, nos gonzos e na fechadura. Depois veio o pintor. Os dois levaram quase três dias para ajustar uma porta pré fabricada. É que ela estava preparada, mas não estava pronta.
A ternura é a porta principal do casamento. Por ela entrará a felicidade dos dois e também muita coisa perniciosa. Dependerá do tipo de chave, de trave de segurança e do cuidado que terão com aquela porta. Quando alguém é cioso do que tem não deixa a porta escancarada. Mas para que a porta funcione os dois precisarão fazer ajustes.
Nada mais errado do que um casamento onde um, em nome do seu trabalho ou de sua profissão, ou do projeto que fez para ambos exige que o outro engula tudo. Afinal, dizem, ele (ou ela) está cuidando da felicidade do casal! É o seu ponto de vista, mas não é o dos dois. Quem casa quer amar e ser amado e isso exige gentilezas, atenção, cuidados, proximidade, presença, intimidade e momentos quase sagrados e só deles. E não pode ser nem pouco nem de qualquer jeito. Os ajustes do casamento são fundamentais para que os dois possam viver bem e segurar aquela relação.
Nossa sociedade supervalorizou o indivíduo em detrimento da comunidade. Mas é de comunidade que se trata quando alguém se casa. Quem quer que o outro se adapte, mas não faz nenhum esforço para que a pessoa com quem se casou se sinta bem, prometeu e não cumpriu sua parte do trato. A ternura é fundamental. Se não funcionar vai haver conflitos.
Padre Zezinho, SCJ



12 agosto 2011

Formação: Proibições e castidade


Como ficam os estímulos da BÍBLIA  a uma vida casta?
Para expressar uma porção de conceitos, o mais das vezes pouco claros, a psicologia tomou emprestado um vocábulo polinésio. Trata-se da palavra "tabu". Esta imediatamente nos leva a uma ideia potencialmente negativa. Seriam proibições (quase sempre idiotas para o homem moderno) a respeito de assuntos dos quais nem se deve falar. Mexer nessa área seria expor-se a perigos sobrenaturais. Derivam do respeito que se deve ter para com objetos sagrados. Seriam interdições mágicas, que não devem ser discutidas por serem santas. Tal ideia se avizinha de uma neurose. Mais de uma vez na vida já escutei gente sentenciando que a maioria das proibições religiosas, de ordem sexual, seriam meros tabus, portanto, leis irracionais. Neste caso, como ficam os estímulos da Bíblia a uma vida casta? “Ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, honroso e puro” (Fil  4, 8)?
Quando em assuntos sexuais se procura mostrar a beleza da sexualidade, como uma forte energia motivadora, um bem desejado por Deus dentro da vida matrimonial, não se pode mais falar em tabu. Este existe onde não há motivação, onde tudo é misterioso e sem razão de ser. O  verdadeiro discípulo de Cristo sabe por que deve se abster de desregramentos sexuais. Isso é uma espécie de disciplina, visando bens maiores. O que buscamos é relativizar o legítimo prazer sexual, por sabermos que existem bens maiores, como o amor a Deus e ao próximo. "Só os puros verão a Deus" (Mt 5, 8).
Certa ocasião, numa roda de conversa, falei a meus interlocutores que eu admirava muito o gesto heroico da mártir catarinense Beata Albertina Berkenbrock. Ela preferiu derramar seu sangue a satisfazer os instintos sexuais de um homem brutal. Ela preferiu morrer por causa de suas convicções religiosas. E também para defender a honra da mulher. Então um distinto senhor sentenciou: “Essa moça não serve de modelo para a juventude de hoje”. Trata-se de alguém que capitulou diante do mundo moderno. Ele acha que a mulher, em vez de dar a sua vida por convicções de fé, deveria se entregar pacificamente. Essa bem-aventurada – que do céu ela me ouça- seguramente não agiu por força de tabu, mas por convicções de fé.
Dom Aloísio R Oppermann scj - Arcebispo de Uberaba
domroqueopp@terra.com.br

13 julho 2011

Formação: Fiquei noiva, e agora?

É preciso colocar Deus em primeiro lugar

"Eles não têm mais vinho" (Jo 2,3). Essa passagem da Bíblia muito conhecida poderia ter um final trágico não fosse a misericórdia de Jesus e a intercessão de Nossa Senhora. Imagine a cara da noiva com esse probleminha na festa de casamento? 
Afinal, para muitas mulheres o sonho de uma vida é entrar na igreja de véu, grinalda, buquê de flores de laranjeira ao som da marcha nupcial ... E esse sonho fica mais próximo de ser concretizado com o pedido de noivado. A partir do momento em que a namorada diz "sim" (ou o namorado, afinal, as mulheres nem sempre esperam que a iniciativa parta do moço) começa a  contagem regressiva para que o grande dia seja perfeito e nada falte. 

20 maio 2011

Formação: Casamento é construção da unidade entre um homem e uma mulher


Ana Carolina Muniz e Fausto Teixeira participam de encontros para namorados e noivos afim de compreender o real sentido do matrimônio

Encontrar alguém para dividir os sonhos, as felicidades e construir junto uma família. Esse ainda é o sonho de muitas pessoas. Em 2008, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou 959.901 casamentos no Brasil. Este foi o maior índice desde 1999.
A psicóloga especialista em logoterapia Teresa Militão salienta que a busca por um parceiro é a busca pela construção de uma unidade nos três níveis humanos: físico, mental e espiritual.
A unidade física, que gera novas vidas, está ligada à paixão e ao amor. A partilha de pensamentos, experiências e emoções, mesmo havendo diferenças, fazem parte da busca pela unidade psicológica. Já no nível espiritual, o ser humano busca um sentido para a vida e isso pode ser construído com outra pessoa. "Nesse nível está a concepção do próprio casamento, a comunhão com Deus e com os outros”, explica a logoterapeuta.
A amizade, o diálogo, a partilha de sentimentos, dúvidas, anseios, felicidades e tristezas, e a busca por um sentido dos acontecimentos fazem parte da preparação para o casamento. Na dimensão espiritual, a logoterapeuta ressalta que a vivência numa comunidade é um grande auxiliador na preparação do casamento, pois assim o casal participa de uma realidade mais ampla.
Os namorados Ana Carolina Muniz e Fausto Teixeira já pensam no casamento e, para eles, conversas com casais mais experientes e a participação de encontro de namorados e noivos são oportunidades para aprofundar o sentido do matrimônio. “Sentimos que o nosso caminho para o matrimônio é construído entre nós, mas também com as pessoas que participam da nossa vida”, destacam.
Como namorados, Ana e Fausto procuram amadurecer humanamente e buscam juntos uma unidade com Deus. “Observamos nossos defeitos e qualidades para encontrar tudo aquilo que podemos exercitar para fazer o outro feliz, em paralelo também procuramos crescer na profundidade do relacionamento com Deus”, contam.
O casamento é uma vocação, um chamado de Deus antes de tudo, como também salienta o especialista em Teologia Moral e acompanhamento de casais, padre Ricardo Pinto. E para saber se é a hora certa, a psicóloga esclarece que é preciso ter a certeza da vocação, entender se esta é a forma para a realização da felicidade a qual Deus pensou e é necessária a disposição de amar o outro ao ponto de renunciar coisas pessoais, por amor a essa pessoa.

Sacramento do Matrimônio
“O Sacramento da Matrimônio é expressão do amor de Deus pela humanidade. A união de um homem e de uma mulher no sacramento do matrimônio se torna expressão viva do amor de Deus”, diz o sacerdote. 
Segundo o Catecismo da Igreja Católica (CIC), o pacto matrimonial constitui uma comunhão íntima de toda a vida, entre um homem e uma mulher, "ordenado por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole" (CIC nº 93).
“Depois de uma preparação e de uma decisão livre, eles assumem amar um ao outro até o fim, constituindo essa unidade profunda e verdadeira, caracterizada pela indissolubilidade. E a partir da graça que recebem no sacramento, juntos iniciam uma família, sendo cocriadores com Deus, dando continuidade a obra de Deus", esclarece também o sacerdote.
Para os noivos Flávia De Petri e Daniel Langhi, o casamento não é apenas um evento e sim uma nova etapa na vida de ambos. É a construção de uma família. "Nós queremos ser instrumentos para levar o próximo a Deus e mostrar que, mesmo diante de tantas destruições familiares que vemos hoje no mundo, o amor de um para com o outro, com Jesus entre nós, prevalece",  afirmam.

Os princípios cristãos são a base do noivado de Flávia e Daniel, base que sustentará a família que eles querem construir. 
"Hoje nos deparamos com um mundo superficial onde por qualquer dificuldade tudo desmorona e a Igreja é nosso alicerce, mesmo diante de nossas dificuldades, é a base que sempre permanecerá firme e que nos dá segurança”, diz Flávia.
Mas infelizmente, alguns casais deslumbrados pela indústria que se criou em cima desse evento, se casam sem entender a profundidade deste sacramento. Padre Ricardo salienta que o acompanhamento feito pelas paróquias ajuda o casal a acolher esse dom de Deus.
“Nós como Igreja devemos nos preparar cada vez mais para acolher esses casais. Primeiro, é necessário uma abordagem mais direta, mais aberta, mais profunda e enraizada no sentido teológico do matrimônio", destaca o sacerdote que ressalva que a compreensão do Sacramento do Matrimônio começa na preparação para o Crisma e nos grupos de jovens. 
Amor  verdadeiro
No interior do coração do homem e da mulher, existe um desejo de algo profundo. “Os jovens estão cansados de tanta superficialidade e instrumentalização em torno do sexo e da afetividade. Eles querem coisas verdadeiras, límpidas e puras a serem vividas”, ressalta o teólogo. 

A descoberta da sexualidade segundo o projeto de Deus para a felicidade do homem e a compreensão do casamento como um chamado de Deus, explica o sacerdote, levam à construção de um amor que não passa, que não está sujeito a condicionamentos culturais, um amor que nasce de Deus, com dimensões eternas. 
Como esclarece o especialista em Teologia Moral, a unidade pedida por Jesus ao Pai, passa também pela unidade do casamento, por isso a Igreja não reconhece o divórcio. Existe a possibilidade de nulidade a partir do entendimento de que não houve o Sacramento do Matrimônio. 
Padre Ricardo explica que a unidade do casal começa no dia do matrimônio e cresce no cotidiano e na doação mútua. “Ninguém casa só porque ama o outro, mas casa pelo desejo de resignificar esse amor a cada dia”, enfatiza.
Nicole Melhado, da Redação

16 maio 2011

Formação: O sexo nos planos de Deus


O jovem casto exercita o autodomínio para ser fiel no casamento

 O livro do Gênesis assegura que, ao criar todas as coisas, "Deus viu que tudo era bom" (Gen 1,25). Portanto, tudo o que o Criador fez é belo. O mal, muitas vezes, consiste no uso mau das coisas boas. Por exemplo, uma faca é uma coisa boa; sem ela a cozinheira não faz o seu trabalho. Mas, se um criminoso usá-la para tirar a vida de alguém, nem por isso a faca se torna má. Não. O mal é o uso errado que se fez dela. Da mesma forma, o sexo é algo criado por Deus e maravilhoso. É por ele que a criança inocente vem ao mundo.

Como Deus deu ao casal humano a missão de gerar os filhos, "crescei e multiplicai" (Gen 1,28), providenciou o sexo como instrumento de procriação. E mais, para fortalecer a união e o amor do casal fez do sexo também o meio mais profundo da "manifestação" do amor conjugal.
Podemos dizer que o ato sexual é a celebração do amor, como que a "liturgia do amor conjugal". E é no ápice desta celebração do amor que o filho é concebido. Isto é, ele não é somente a carne e o sangue do casal, mas principalmente, o fruto do seu amor. É por isso que a vida sexual de um casal que não se ama de verdade nunca é harmoniosa.
O sexo é manifestação do amor. Sem este, ele fica vazio, desvirtuado e perigoso como aquela faca na mão do assassino. Faz muitas vítimas... O que é a prostituição, senão o sexo sem amor? É apenas um ato de prazer, comprado, com dinheiro ou outros meios. No plano de Deus a vida sexual só tem lugar no casamento.
São Paulo, há dois mil anos, já ensinava aos coríntios: "A mulher não pode dispor do seu corpo: ele pertence ao seu marido. E também o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa" (I Cor 7,4). O apóstolo dos gentios não diz que o corpo da namorada pertence ao namorado, nem que o corpo da noiva pertence ao noivo.
A união sexual só tem sentido no casamento, porque só ali existe um "comprometimento" de vida conjugal, vida a dois, no qual cada um assumiu um compromisso de fidelidade com o outro. Cada um é "responsável pelo outro" até a morte, em todas as circunstâncias fáceis e difíceis da vida. Sem esse compromisso de vida o ato sexual não tem sentido e se torna perigoso.
As consequências do sexo vivido fora do casamento são terríveis: mães e pais solteiros; filhos abandonados, criados pelos avós ou em orfanatos. Muitos desses se tornam os "trombadinhas" e "delinquentes" que, cada vez mais, enchem as nossas ruas, buscando nas drogas e no crime a compensação de suas dores. Quantos abortos são cometidos porque se busca apenas e egoisticamente o prazer do sexo, e depois se elimina o fruto: a criança!
As doenças venéreas são outro flagelo do sexo fora do casamento. Ainda hoje convivemos com os horrores da sífilis, blenorragia, cancro, sem falar do flagelo moderno da AIDS. O remédio contra a AIDS é a vivência sexual apenas no casamento; e não, como se propõe, irresponsavelmente, o uso de “camisinhas”, em vez de se eliminar o vício pela raiz.
É urgente que os cristãos, pais, professores e educadores tenhamos a coragem de ensinar novamente a castidade aos jovens.
Um jovem que se mantém casto até o casamento, além de tudo, prepara a sua vontade e exercita seu autodomínio para ser fiel ao seu cônjuge no casamento. É preciso mostrar urgentemente aos jovens os valores da castidade, tanto em pensamentos como em atos.
A televisão, os filmes pornográficos, as revistas eróticas abundantes e asquerosas injetam pólvora no sangue de nossos filhos, fazendo-os escravos do sexo. E por causa disso estamos vendo meninas de 13, 14 anos, grávidas, sem o menor preparo e maturidade para serem mães. Temos que acordar. Temos que ter a coragem de oferecer aos jovens a opção da pureza que Jesus nos legou: “Bem-aventurados os puros de coração porque verão a Deus” (Mt 5,8). Neste assunto Cristo foi exigente e não deixou margens à dúvida: “Todo aquele que olhar para uma mulher com desejo de cobiça, já adulterou com ela em seu coração” (Mt 5,27).

Felipe Aquino

17 fevereiro 2011

Filhos tornam o casamento mais feliz, afirma pesquisa



Isso é o que prova uma pesquisa feita por cientistas de Glasgow, no Reino Unido: O que deixa você feliz – pensar no sorriso do seu filho, passar horas brincando com ele ou vendo aquele DVD no sofá pela 10ª vez?
Pois uma pesquisa realizada em na Universidade de Glasgow, no Reino Unido, acaba de comprovar: casais que têm filhos são mais felizes. E quanto maior o número de filhos, maior é a satisfação.
O coordenador da pesquisa, Luis Angeles, acredita que o resultado é simples de entender: quando responderam sobre as coisas mais importantes de suas vidas, a maioria das pessoas casadas colocou os filhos no topo da lista. E a influência das crianças na satisfação dos pais está relacionada à maneira com que a família passa as horas de lazer e a satisfação da família com a vida social. Confirma-se o ensinamento de Deus e da Igreja:
“A tarefa  fundamental da família é o serviço à vida. É realizar, através da história, a bênção originária do Criador, transmitindo a imagem divina pela geração de homem a homem.  Fecundidade é o fruto e o sinal do amor conjugal, o testemunho vivo da plena doação recíproca dos esposos” (Familiaris Consortio, 28).
“O amor conjugal deve ser plenamente humano, exclusivo e aberto à nova vida” (GS, 50; HV, 11; FC, 29).
“Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas.
Tais como as flechas nas mãos do guerreiro, assim são os filhos gerados na juventude.
Feliz o homem que assim encheu sua aljava: não será confundido quando defender a sua causa contra seus inimigos à porta da cidade”.  (Sl 126,3-5)
“A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja vêem nas famílias numerosas um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais”. (Cat.§ 2373).
“Os filhos são o dom mais excelente do Matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais” (§ 2378).
O Papa João Paulo II disse:
“Alguns perguntam-se se viver é bom ou se não teria sido melhor nem sequer ter nascido. Duvidam, portanto, da liceidade de chamar outros à vida, que talvez amaldiçoarão a sua existência num mundo cruel, cujos temores nem sequer são previsíveis. Outros pensam que são os únicos destinatários da técnica e excluem os demais, impondo-lhes meios contraceptivos ou técnicas ainda piores.
“Nasceu assim uma mentalidade contra a vida (anti-life mentality), como emerge de muitas questões atuais: pense-se, por exemplo, num certo pânico derivado dos estudos dos ecólogos e dos futurólogos sobre a demografia, que exageram, às vezes, o perigo do incremento demográfico para a qualidade da vida.
“Mas a Igreja crê firmemente que a vida humana, mesmo se débil e com sofrimento, é sempre um esplêndido dom do Deus da bondade. Contra o pessimismo e o egoísmo que obscurecem o mundo, a Igreja está do lado da vida” (Familiaris Consórtio, 30).
“Naõ tenham medo da vida”. (João Paulo II)
Prof.  Felipe Aquino

05 fevereiro 2011

Bento XVI pede atenção especial nos casos de nulidade matrimonial


Nicole Melhado
Da Redação

Em seu discurso proferido nesta sexta-feira, 4, na Plenária do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, o Papa Bento XVIpediu paticular zelo no tratamento dos casos de nulidade matrimonial. “Nos casos em que surjam legitimamente dúvidas sobre a validade do Matrimônio sacramental contraído, deve fazer-se tudo o que for necessário para verificar o fundamento das mesmas”, aconselhou. 

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O Papa Bento XVI disse ao Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica que a atuação judicial deve ofertacer um lugar de diálogo

Bento XVI enfatiza ainda a necessidade de assegurar, no pleno respeito do Direito canônico, a presença no território dos tribunais eclesiásticos, o seu caráter pastoral, a sua atividade correta e ágil. “É necessário haver, em cada diocese, um número suficiente de pessoas preparadas para o solícito funcionamento dos tribunais eclesiásticos”, disse o Papa. 

O Pontífice reiterou que a Instrução Dignitas connubii fornece aos moderadores e aos ministros dos tribunais as normas necessárias para que as causas de nulidade matrimonial sejam tratadas e definidas do modo mais célere e seguro possível. 

“A função deste Tribunal, de fato, não se esgota ao exercício supremo da função judicial, mas possui também como sua missão, no âmbito executivo, a vigilância sobre a reta administração da justiça no Corpo eclesial”, salientou o Santo Padre.

Destacando a importância deste serviço, Bento XVI disse que a atuação judicial deve ofertacer um lugar de diálogo e de restauração da comunhão na Igreja.

“Se é verdade, de fato, que a injustiça é afrontada, antes de mais nada, com as armas espirituais da oração, da caridade, do perdão e da penitência, todavia não se pode excluir, em alguns casos, a oportunidade e a necessidade de que essa seja confrontada com ferramentas processuais. Esses constituem, antes de tudo, lugares de diálogo, que muitas vezes conduzem à concórdia e à reconciliação”, enfatizou o Papa.

04 fevereiro 2011

Casamento é bom para saúde física e mental, diz pesquisa


Da Redação, com informações da Science Daily

Os casados podem ter uma boa razão para se sentirem satisfeitos. Especialistas confirmam que relacionamentos duradouros e seguros são bons para a saúde física e mental, e as vantagens podem aumentar com o passar do tempo. 
Em um editorial publicado, David e João Gallacher, da Universidade de Cardiff, afirmam que, em média, as pessoas casadas vivem mais e que as mulheres em relacionamentos estáveis têm uma melhor saúde mental, enquanto que os homens em relações comprometidas têm uma melhor saúde física. Os pesquisadores concluem que "provavelmente vale a pena fazer o esforço". 
A saúde física dos homens tende a melhorar por causa da influência positiva sobre seu estilo de vida e "a gratificação mental para as mulheres pode ser devido a uma maior ênfase na importância das relações", escrevem eles.
Mas o caminho para o verdadeiro amor nem sempre funcionam bem, ressaltam os autores das pesquisa, ao apontarem as evidências de que as relações na adolescência são associados com aumento de sintomas depressivos nesta fase da vida. 
Além disso, os especialistas apontam, que pessoas solteiras podem ter uma melhor saúde mental do que aquelas em relações tensas. Eles também confirmam ainda a dificuldade em terminar um relacionamento: "sair de um relacionamento é preocupante", além de enfatizarem que o divórcio pode ter um impacto devastador sobre os indivíduos, como a possibilidade da separação estar ligada com risco de morte precoce para algumas pessoas.
Eles concluem que, apesar de falhas no relacionamento prejudicarem a saúde, esta não é uma razão para evitá-lo. Um bom relacionamento vai melhorar a saúde física e mental e, talvez, a única coisa a fazer é tentar evitar as falhas do relacionamento e não evitar de entrar nele. 

Fonte: canção nova




28 janeiro 2011

Formação: Enfrentando os percalços da vida


Aprendamos a ser lentos no julgar e ávidos em ajudar
Tal como numa película cinematográfica, nossa vida é composta por vários quadros, a qual a cada segundo vai se compondo numa obra de arte. Dentro dessa história, que desejamos contar, temos como "script" nossos projetos de vida. Arriscar-se a vivê-los é o que desejamos fazer; mesmo que não tenhamos a vivência daqueles que já passaram pelos percalços da vida e aprenderam a superá-los. Mas, por mais que outras pessoas tendam a nos recomendar cautela ou até mesmo a nos advertir sobre como devem ser os nossos procedimentos, nem sempre estamos interessados em acolher suas sugestões.Podemos ter a pretensão de que nada do que pensamos possa dar errado. Muitas vezes, acreditamos cegamente que todos os nossos planos vão se cumprir como desejamos. Projetamos nossa vida profissional imaginando que logo após o término da faculdade conseguiremos um bom emprego com um bom salário; etc. Outros projetos incluem casamentos e filhos e na maneira como queremos educá-los... Nada poderá acontecer diferentemente daquilo que foi idealizado.
Achamos – e, por vezes, julgamos – que as dificuldades enfrentadas por outras pessoas, como o desemprego, as desilusões ou qualquer outro fato que as tenha feito se sentir frustradas –, são resultados de suas próprias falhas. Como, por exemplo, ao analisarmos a situação de alguém que viveu o desemprego, julgamos que ele talvez não tenha sido um funcionário exemplar. E aos que experimentaram decepções num relacionamento, de acordo com nossa perspectiva limitada, muitas vezes, julgamos que eles não tenham sido tão espertos como acreditamos que deveriam ter sido; e assim por diante. Corremos o risco de – na soberba de quem está fora da situação – julgar e, talvez, condenar a outrem apenas por aquilo que tomamos conhecimento.
Com o decorrer da nossa própria existência, vamos percebendo que infelizmente não temos o controle das coisas nem a onisciência de que gostaríamos. E assim como o futuro não poupa em surpreender a outros; da mesma forma, não nos poupará.
Ao sairmos para um passeio, imaginamos acessar uma determinada rodovia, calculamos o tempo de percurso, estabelecemos as possíveis paradas para descanso, estimamos o horário de chegada, etc. Fazemos tudo como se nada pudesse sair errado; entretanto, se alguma coisa não acontecer como havíamos planejado, não desistiremos do passeio. Ao contrário, pensaremos rapidamente numa alternativa para que seja possível cumprir o que nos propusemos a realizar. Ter em mente um objetivo a ser cumprido ajuda a nos preparar para as possíveis mudanças e inesperadas adaptações aos planos.
A mesma disposição é necessária também para os percalços que a vida nos prepara. Por maiores que sejam as surpresas reservadas por ela [vida], as dificuldades não podem nos fazer desviar do caminho, fazendo-nos deixar de acreditar em nossa capacidade de cumprir o que havíamos projetado como meta a ser alcançada.
Muitas vezes, devemos estar preparados para assumir um "desvio" que a estrada da nossa vida nos força a tomar, mesmo que não seja uma atitude fácil de se aceitar. Por muitas vezes, ouvimos os mais velhos nos dizer que na vida tudo passa... Enfrentar os fatos e entender que não podemos ficar parados no problema – ajuda-nos a encontrar as saídas necessárias para o impasse momentâneo.
Assim como não desistimos de nossos passeios por conta de um contratempo, como um pneu furado por exemplo, da mesma forma não devemos desistir dos nossos projetos de vida. Ainda que as situações adversas possam levantar barreiras de dificuldades, elas não têm o poder de apagar os nossos planos e projetos. Afinal, sabemos que os desafios, que teremos de enfrentar, não se comparam às alegrias que sentiremos ao superá-los. Entendendo que não estamos imunes aos erros, aprendamos, assim, a ser lentos em julgar e ávidos por auxiliar aos que enfrentam dificuldades, com palavras e atitudes de conforto.
De outro modo, de que serviria uma pessoa que se auto-intitula amiga?
Um abraço
Fonte: canção nova

23 janeiro 2011

Papa pede à Igreja mais seriedade ao celebrar e anular casamentos


Terra
O papa Bento XVI disse neste sábado que existe um só casamento, o constituído por um homem e uma mulher, e pediu à Igreja maior seriedade na hora de autorizar uniões, assim como na hora de declarar nulos os casamentos.
As afirmações do Pontífice ocorreram durante o discurso dirigido aos juízes, promotores e colaboradores do Tribunal da Rota Romana, encarregado de validar os casamentos católicos, a que recebeu no Vaticano por ocasião da inauguração do Ano Judicial.
O Bispo de Roma refletiu sobre os cursos de preparação ao casamento e exigiu o “máximo cuidado” na formação dos futuros casais e na “prévia” verificação de suas convicções sobre os “compromissos irrenunciáveis para a validade” do sacramento do casamento.
O papa Ratzinger lamentou que o fato de que muitas vezes os cursos de noivos, os exames dos namorados, as publicações matrimoniais e os outros meios para as necessárias investigações são vistas como “simples formalismo”.
“Não existe um casamento da vida e outro no Direito. Só existe um casamento, o qual é constituído pelo vínculo jurídico real entre um homem e uma mulher, um vínculo no qual se apoia a autêntica dinâmica conjugal de vida e amor”, afirmou o Papa.
O Pontífice acrescentou que está propagada a mentalidade de que na hora de admitir aos casais ao casamento pela Igreja, os sacerdotes devem ter a manga larga, “já que está em jogo o direito natural das pessoas de casarem-se”.
Bento XVI garantiu que “ninguém pode crer-se com direito” a uma cerimônia nupcial, já que não se trata de uma “pretensão” que devem satisfazer os sacerdotes “mediante um mero reconhecimento formal, independentemente do conteúdo efetivo da união”.
O Papa apreciou que o direito de contrair matrimônio pressupõe que “se pode e se pretende” celebrá-lo como ensina a Igreja e ressaltou que o “ius connubili”, o direito a casar-se “se refere a celebrar um verdadeiro casamento”.
Reiterou que para admitir um casal ao casamento é necessário um “sério discernimento”, já que assim se poderá evitar que “impulsos emotivos ou razões superficiais induzam os dois jovens a assumir responsabilidades que não poderão honrar”.
“O casamento e a família são instituições que têm de ser defendidas diante de qualquer equívoco”, acrescentou o Papa, que insistiu em que os namorados devem saber o que significa o casamento, “único e indissolúvel”.
Bento XVI destacou a importância do diálogo dos religiosos com o casal, sempre levando em conta que os aspirantes são os primeiros obrigados a realizar um casamento válido.
O Bispo de Roma exortou ao Tribunal da Rota a transmitir uma mensagem “inequívoca” sobre o que é essencial ao casamento, em sintonia com o magistério da Igreja e a lei canônica, e lamentou que em muitas ocasiões as imprudências do casal se confundam com outras que não afetam a invalidade do casamento.
“O perigo é buscar motivos de nulidade em comportamentos que não são relativos à constituição do vínculo conjugal. É preciso resistir à tentação de transformar as simples faltas do casal em sua vida conjugal em defeitos de consenso”.


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