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06 junho 2010

Bento XVI encerra visita à Chipre e recorda unidade e paz

Da Redação, com Rádio Vaticano

A intensa visita de três dias do Papa Bento XVI a Chipre se concluiu neste domingo, 6, no Aeroporto Internacional de Larnaca (antiga cidade fenícia que nasceu no IX século a.C.)

Assim como na chegada, a cerimônia se realizou com a saudação do Presidente da República de Chipre, Demetris Christofias, e com o discurso do Santo Padre, que recapitulou os principais momentos da viagem, marcada pelos temas do Sínodo, do ecumenismo e da paz no Oriente Médio.

Mais uma vez, o Papa falou da riqueza de culturas que compõem o Mediterrâneo e, não obstante, os conflitos e o derramamento de sangue que se verificam na região, "como vimos nos últimos dias" (em alusão à blitz israelense perto da Faixa de Gaza).

É preciso duplicar os esforços a fim de construir uma paz real e duradoura, pediu o Pontífice, ressaltando o papel de Chipre na promoção do diálogo e da cooperação. Pernoitando na Nunciatura Apostólica, que se encontra na zona controlada pelas Nações Unidas, o Papa disse que pôde observar pessoalmente as conseqüências da "triste divisão" da Ilha e, ao mesmo tempo, ouvir de muitos cipriotas provenientes do norte o anseio por um restabelecimento da paz. Muito já foi feito, constatou Bento XVI, mas muito permanece por fazer para recompor as divisões.

O Papa falou ainda do diálogo inter-religioso, fazendo votos de que, juntos, cristãos e muçulmanos se tornem um fermento de paz e reconciliação entre os cipriotas e isso sirva de exemplo para os outros países.

Sobre as relações ecumênicas, evocou o abraço em Jerusalém do então Patriarca Atenágoras e de seu predecessor Paulo VI – abraço profético que indicou a estrada a percorrer. "Temos um chamado divino a sermos irmãos, a caminhar lado a lado na fé" – disse, garantindo o empenho da Igreja Católica para alcançar o objetivo da perfeita unidade.

Após abençoar uma árvore de oliveira, símbolo da paz, Bento XVI embarcou no avião de bandeira da República de Chipre em direção ao Vaticano, onde sua chegada está prevista para as 20h45 (horário local).

Fonte: http://www.cancaonova.com/

05 junho 2010

Bento XVI aos católicos: Testemunhar o Evangelho e trabalhar pela unidade dos cristãos

Nicósia, 05 Jun. 10 / 12:00 pm (ACI).- Em seu discurso à comunidade católica do Chipre na escola elementar de São Maron (maronitas) da Nicósia, o Papa Bento XVI alentou os fiéis deste país a serem testemunhas do Evangelho de Cristo e a trabalhar pela unidade e o diálogo com outros cristãos e os não-cristãos.

"Nesta ocasião histórica da primeira visita do Bispo de Roma ao Chipre, venho para confirmá-los na fé em Jesus Cristo e para animá-los a permanecerem fiéis à tradição apostólica, com um só coração e uma só alma. Como Sucessor do Pedro, encontro-me entre vós para assegurá-los do meu apoio, minha oração afetuosa e meu ânimo", disse o Santo Padre ao iniciar seu discurso.

Como no Evangelho, disse logo, a Igreja proclama hoje o nome de Deus, "não só em benefício próprio, mas também em favor de toda a humanidade. Também vós, que seguis a Cristo hoje, estais chamados a viverdes vossa fé no mundo promovendo, de palavra e de obra, os valores do Evangelho, que vos entregaram gerações de cristãos cipriotas".

Depois de ressaltar que com estes valores é possível trabalhar pela paz, a justiça e o respeito pela vida humana, o Papa Bento se referiu de maneira específica à "busca de uma maior unidade na caridade com outros cristãos e ao diálogo com os não-cristãos. Do Concílio Vaticano II especialmente, a Igreja se comprometeu a avançar no caminho de um entendimento cada vez maior com nossos irmãos cristãos para fortalecer os laços de amor e respeito entre todos os batizados".

"Tendo em conta suas circunstâncias, estão em condições de contribuir de um modo concreto em sua vida diária a maior unidade dos cristãos. Eu vos animo a que o façais, com a confiança de que o Espírito do Senhor, que pediu que seus discípulos sejam um, estará ao vosso lado nesta importante tarefa", adicionou.

"Ainda há muito que fazer, em todas as partes do mundo, no diálogo inter-religioso. Neste âmbito, os católicos do Chipre se encontram freqüentemente com oportunidades para uma adequada e prudente atuação. Só um trabalho paciente pode edificar a confiança mútua, superar o peso da história e converter as diferenças políticas e culturais entre os povos em motivo para procurar um maior entendimento. Exorto-vos encarecidamente a tentar criar essa confiança mútua entre cristãos e não cristãos, como fundamento para construir uma paz e concórdia duradoura entre povos com diferenças religiosas, políticas e culturais".

O Papa também recordou a estreita comunhão dos católicos do Chipre com a Igreja Universal e animou a promover as vocações ao sacerdócio e à vida religiosa no marco do Ano Sacerdotal que está por terminar: "peço aos pais que considerem esta promessa e animem os seus filhos a responderem generosamente à chamada do Senhor. Exorto os pastores a que se preocupem pelos jovens, de seus desejos e aspirações, e a que os formem em uma fé plena".

Dirigindo-se logo aos trabalhadores das escolas católicas, o Santo Padre os exortou a prosseguir "pacientemente ao serviço de toda a comunidade, esforçando-se por conseguir uma educação excelente. Que o Senhor vos abençoe abundantemente, pois tendes a sagrada tarefa confiada da formação, que é o dom mais precioso que Deus todo-poderoso nos deu a nós e a nossos filhos".

"E agora me dirijo especialmente a vós, queridos jovens do Chipre. Sedes fortes na fé, alegres no serviço de Deus e generosos com seu tempo e seus talentos! Ajudem a construir um futuro melhor para a Igreja e para seu país, pondo o bem dos outros por cima de seu próprio bem".

"Com estas breves palavras confio a cada um de vós ao amparo da Bem aventurada Virgem Maria e à intercessão dos Santos Paulo e Barnabé. Que Deus vos abençoe", concluiu o Papa.

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