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01 julho 2010

Dia 04 de julho, Dia da Coleta do Óbolo de São Pedro


Em boa parte das paróquias do mundo, na missa do próximo domingo (04/07) FESTA DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO, acontecerá a COLETA DO ÓBOLO DE SÃO PEDRO, Dia da Caridade do Papa.

O dinheiro recolhido não é destinado aos gastos da Santa Sé, já que para isso existem outras coletas ou entradas; este valor é  destinado às necessidades da Igreja Universal cujo cuidado afeta prioritariamente aquele com quem todos estamos em comunhão, a quem foi conferida a missão de confirmar os seus irmãos. Com efeito, Jesus disse a Pedro: “E tu, uma vez convertido, confirma teus irmãos”(Cf. Lc. 22,32).

A prática da caridade, mandamento máximo do Senhor, tem diversas formas de expressão do coração que lê, no próximo, no seu irmão, a sua angústia e a sua necessidade, como no exemplo que Jesus nos deixou na parábola do Bom Samaritano e na expressão de sua própria vida: “Tenho pena deste povo que há tantos dias me segue” e no gesto supremo de dar a sua própria vida.

Lemos nos Atos dos Apóstolos e nas epístolas paulinas o empenho daquelas primeiras comunidades, lideradas por Paulo, pela Igreja de Jerusalém que passava por grandes dificuldades.
Bento XVI, falando, na sua Encíclica sobre o amor, assim ensina: “A Igreja nunca poderá ser dispensada da prática da caridade enquanto atividade organizada dos crentes, como aliás nunca haverá uma situação onde não seja precisa a caridade de cada um dos indivíduos cristãos, porque o homem, além da justiça, tem e terá sempre necessidade do amor” (Cf. n.º 29).

Hoje, igualmente, muitas das Igrejas particulares espalhadas pelo mundo, sofrem, como outrora, grandes necessidades. São irmãos nossos que estão, como aquele homem da parábola citada, lançados à beira da estrada. Precisam de que lhes ministrem a palavra do evangelho, o pão da eucaristia e o pão material. A obra missionária, sacerdotes e leigos que deixam tudo para levar a fé, precisam de nosso amparo. A pobreza clama por nosso amor.

O óbolo de São Pedro é destinado à prática desta caridade e também a de mantermos os serviços da Igreja Universal. Como instituição visível ela tem de se manter, de conservar toda a obra evangelizadora construída através dos séculos por nossos irmãos que já se foram e por nós mesmos e que expressam nossa fé, o culto, os templos, os lugares santificados. O Papa João Paulo II, expressou-se, falando aos participantes do Círculo de São Pedro, 28 de Fevereiro de 2003: “O Óbolo constitui uma verdadeira e particular participação na ação evangelizadora, especialmente se se consideram o sentido e a importância de partilhar concretamente as solicitudes da Igreja universal”.

A prática desta espórtula coletiva nasceu da iniciativa de anglo-saxões no século VIII para que, na unidade da Igreja sob o Papa, pudesse ela manter-se e cumprir também, organizadamente, sua missão. Rapidamente se espalhou pelos demais países da Europa. Como outras semelhantes, passou por muitas vicissitudes diversas ao longo dos séculos até que foi consagrada pelo Papa Pio IX através da sua Encíclica Saepe venerabilis, de 5 de Agosto de 1871. No Brasil, firmou-se na espórtula das missas da festa de São Pedro.
São Paulo, dirigindo-se aos Coríntios(Cf. 2Cor. 9,7) nos exorta: ”Que cada um dê conforme decidiu em seu coração, não com tristeza ou por obrigação, pois Deus ama a quem dá com alegria” Pertencemos a uma comunidade que crê, que vive a sua fé na união fraterna da caridade e que recebeu de Deus a missão de levar a Boa Nova ao mundo. Dentro desta conscientização, deve ser recebida com alegria todas as iniciativas e atividades que nos levem a vivê-la.

As comemorações de São Pedro e de São Paulo são um momento propício para esta reflexão e decisão de nos integrar nas iniciativas eclesiais para o exercício de sua missão.
Pedro e Paulo, colunas mestras da Igreja, entregaram-se de corpo e alma ao anúncio da fé e estabeleceram os fundamentos da Igreja visível para que continuasse seus trabalhos que irradiavam sua paixão pelo Mestre.

Selaram com seus sangue este amor e deixaram-nos a firmeza da doutrina o seu exemplo para que continuemos a obra redentora até a consumação dos séculos.

Agradeçamos, neste dia, o seu trabalho e com eles glorifiquemos a Deus em nossas vidas. Assim, que todos os fiéis da DIOCESE DE CAICÓ possam colaborar com generosidade na Coleta do ÓBOLO DE SÃO PEDRO para que o Papa Bento XVI possa atender a sua solicitude pastoral. Que São Pedro e São Paulo abençoem a todos!

Fonte: www.diocesedecaico.org.br 



22 junho 2010

Papa entregará pálio a arcebispos brasileiros no dia 29

Leonardo Meira
Da Redação, com Vatican Information Service (tradução de CN Notícias)

Dois arcebispos metropolitanos brasileiros receberão a imposição do pálio das mãos de Bento XVI na Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, no próximo dia 29 de junho, na Basílica de São Pedro, às 9h30min (em Roma - 4h30min em Brasília).

O Arcebispo de Belem do Pará, Dom Alberto Taveira Corrêa, e o Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Antônio Fernando Saburido, fazem parte da lista que compreende 38 arcebispos de diversos países nomeados pelo Pontífice no último ano.

De acordo com o Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, a Solenidade será concelebrada com os Arcebispos Metropolitanos, aos quais o Papa imporá o sagrado Pálio diante da Confissão do Apóstolo Pedro, localizado no altar central da Basílica e onde, segundo a tradição, São Pedro teria sofrido seu martírio.

O que é o pálio?

O pálio arquiepiscopal (insígnia do arcebispo) é sinal de comunhão com o sucessor de São Pedro, de honra e jurisdição. É uma faixa de lã branca com seis cruzes pretas de seda.

06 junho 2010

Bento XVI encerra visita à Chipre e recorda unidade e paz

Da Redação, com Rádio Vaticano

A intensa visita de três dias do Papa Bento XVI a Chipre se concluiu neste domingo, 6, no Aeroporto Internacional de Larnaca (antiga cidade fenícia que nasceu no IX século a.C.)

Assim como na chegada, a cerimônia se realizou com a saudação do Presidente da República de Chipre, Demetris Christofias, e com o discurso do Santo Padre, que recapitulou os principais momentos da viagem, marcada pelos temas do Sínodo, do ecumenismo e da paz no Oriente Médio.

Mais uma vez, o Papa falou da riqueza de culturas que compõem o Mediterrâneo e, não obstante, os conflitos e o derramamento de sangue que se verificam na região, "como vimos nos últimos dias" (em alusão à blitz israelense perto da Faixa de Gaza).

É preciso duplicar os esforços a fim de construir uma paz real e duradoura, pediu o Pontífice, ressaltando o papel de Chipre na promoção do diálogo e da cooperação. Pernoitando na Nunciatura Apostólica, que se encontra na zona controlada pelas Nações Unidas, o Papa disse que pôde observar pessoalmente as conseqüências da "triste divisão" da Ilha e, ao mesmo tempo, ouvir de muitos cipriotas provenientes do norte o anseio por um restabelecimento da paz. Muito já foi feito, constatou Bento XVI, mas muito permanece por fazer para recompor as divisões.

O Papa falou ainda do diálogo inter-religioso, fazendo votos de que, juntos, cristãos e muçulmanos se tornem um fermento de paz e reconciliação entre os cipriotas e isso sirva de exemplo para os outros países.

Sobre as relações ecumênicas, evocou o abraço em Jerusalém do então Patriarca Atenágoras e de seu predecessor Paulo VI – abraço profético que indicou a estrada a percorrer. "Temos um chamado divino a sermos irmãos, a caminhar lado a lado na fé" – disse, garantindo o empenho da Igreja Católica para alcançar o objetivo da perfeita unidade.

Após abençoar uma árvore de oliveira, símbolo da paz, Bento XVI embarcou no avião de bandeira da República de Chipre em direção ao Vaticano, onde sua chegada está prevista para as 20h45 (horário local).

Fonte: http://www.cancaonova.com/
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