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22 junho 2012

Programação do Ano da Fé divulgada no Vaticano, Bento


Esta manhã foi apresentado na Sala de Imprensa da Santa Sé o programa de atividades para o Ano da Fé, convocado pelo Papa Bento XVI de 11 de outubro a 24 de novembro de 2013.
No ato estiveram presentes o Presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella e o Subsecretário do dicasterio, Dom Graham Bell.
Conforme foi informado à imprensa, os eventos mais importantes deste especial ano contarão com a presença do Santo Padre e serão realizados em Roma. Entre estes destaca-se a abertura do Ano da Fé na Praça de São Pedro (na quinta-feira 11 de outubro) com uma solene Eucaristia, concelebrada por todos os Padres sinodais, os presidentes das Conferências Episcopais e alguns clérigos que participaram do Concílio Vaticano II.
Em 21 de outubro se canonizarão sete mártires e confessores da fé. Entre eles o francês Jacques Barthieu; o filipino Pedro Calugsod; o italiano Giovanni Battista Piamarta; a espanhola María Del Carmen; a iroquesa Katheri Tekakwhita e as alemãs Madre Marianne (Barbara Cope) e Anna Schäffer.
Em 25 de janeiro de 2013, na tradicional celebração ecumênica na Basílica de São Pablo Extramuros, rezará-se para que "através da profissão comum do Símbolo os cristãos (...) não esqueçam o caminho da unidade".

10 outubro 2010

Papa recomenda oração do Santo Rosário a fiéis

"O Rosário é oração bíblica, toda tecida de Sagrada Escritura. É oração do coração, em que a repetição da Ave Maria orienta o pensamento e o afeto para Cristo, tornando-se súplica confiante na sua e nossa Mãe", explicou o Papa Bento XVI na mensagem antes da oração do Ângelus, no Vaticano. 

O Santo Padre recordou que Outubro é chamado “o mês do Rosário”, e que somos convidados a deixar-nos “guiar por Maria nesta oração antiga e sempre nova”, que “nos conduz diretamente a Jesus, contemplado os seus mistérios de salvação”.

O Papa destacou também a presença dos Líderes das Igrejas Orientais, em Roma, para participarem na assembleia sinodal. "Uma realidade diferente, onde a única Igreja de Cristo se exprime em toda a riqueza das suas antigas tradições", destacou.

“Nestes países, infelizmente marcados por profundas divisões e dilacerados por conflitos que duram há muito tempo, a Igreja é chamada a ser sinal e instrumento de unidade e de reconciliação, segundo o modelo da primeira comunidade de Jerusalém, na qual a multidão dos que se tinham tornado crentes tinha um só coração e uma só alma”, disse Bento XVI.

E concluiu confiando à intercessão de Maria o Sínodo para o Oriente Médio. Dentre as saudações em diversos idiomas, não faltou uma em português:

“A minha saudação estende-se a todos os peregrinos de língua portuguesa, em particular aos fiéis cristãos da cidade de Jundiaí, no Brasil, invocando abundantes graças divinas sobre os seus passos para construírem a vida sobre aquela rocha firme que é Cristo vivo na sua Igreja. Deus a todos guarde e abençoe!”

Da Redação, com Rádio Vaticano


15 julho 2010

Igreja estabelece normas mais rígidas contra abusos sexuais

Leonardo Meira
Da Redação, com Bollettino della Sala Stampa della Santa Sede (tradução de CN Notícias)

O Vaticano acaba de estabelecer normas mais rígidas para coibir os casos de abusos sexuais por parte dos membros do clero, bem como outros delitos considerados gravíssimos pela autoridade eclesiástica. 

É que a Congregação para a Doutrina da Fé publicou na manhã desta quinta-feira, 15, uma série de modificações introduzidas no Motu Proprio "Sacramentorum Sanctitatis tutela", publicado em 2001 pelo Papa João Paulo II, e que atribuía à mesma Congregação "a competência para tratar e julgar no âmbito do ordenamento canônico uma série de delitos particularmente graves, cuja competência anteriormente correspondia também a outros dicastérios ou não estava totalmente clara", conforme indica o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi. 

"Os delitos gravíssimos aos que se referia essa normativa dizem respeito a realidades chave para a vida da Igreja, ou seja, aos sacramentos da Eucaristia e da Penitência, mas também aos abusos sexuais cometidos por um clérigo com um menor de 18 anos", continua o sacerdote na nota "O significado da publicação das novas 'Normas sobre os delitos mais graves'". 

As alterações foram divulgadas em três documentos: uma carta da Congregação, assinada pelo prefeito, Cardeal William Joseph Levada, e pelo Secretário, Dom Luis Ladaria, enviada aos bispos; uma nota, também da Congregação, sobre as modificações introduzidas; e, por fim, uma introdução histórica acerca das normas do Motu Proprio "Sacramentorum sanctitatis tutela".

"A publicação destas normas supõe uma grande contribuição para o esclarecimento e a certeza do direito em um campo no qual a Igreja, nestes momentos, está muito determinada a agir com rigor e transparência, para responder plenamente às justas expectativas de tutela da coerência moral e da santidade evangélica que os fiéis e a opinião pública nutrem com relação a ela, e que o Santo Padre reafirmou constantemente", ressalta o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Padre Lombardi também salienta que os frutos dos ensinamentos e reflexões amadurecidas ao longo do doloroso caso da "crise" devida aos abusos sexuais por parte de membros do clero "serão um passo crucial no caminho da Igreja, que deverá traduzi-los em práticas permanentes e ser sempre consciente delas".
As novas normas também contemplam delitos de outra natureza. Foram incluídos: os delitos contra a fé (heresia, apostasia e cisma), para os quais são normalmente competentes os ordinários (bispos locais), mas a Congregação é competente em caso de apelação; a divulgação e gravação - realizadas maliciosamente - das confissões sacramentais, sobre as quais já se havia emitido um decreto de condenação em 1988; a ordenação de mulheres, sobre a qual também existia um decreto de 2007.

As modificações

De acordo com padre Lombardi, a integração e atualização das "Normae de gravioribus delictis" ("Normas sobre os delitos mais graves"), que acompanhavam o Motu proprio de 2001, visa "agilizar ou simplificar os procedimentos, tornando-os mais eficazes, bem como levar em conta novas questões".
As principais mudanças são:
 - os procedimentos serão mais rápidos, com a possibilidade de não seguir "o caminho de processo judicial", mas proceder "por decreto extrajudicial", bem como apresentar ao Santo Padre, em circunstâncias especiais, os casos mais graves, tendo em vista a demissão do estado clerical;
 - permissão para que sejam membros do tribunal responsável por julgar esse tipo de caso, tanto na qualidade de advogados ou procuradores, não somente os sacerdotes, mas também leigos. Para desenvolver essas funções, já não é estritamente necessário o doutorado em Direito Canônico - a competência requerida pode-se demonstrar de outra forma, por exemplo, com um título de licenciatura;
 - a prescrição do delito passa de dez para vinte anos, deixando aberta a possibilidade de revogação desse item após superado o período;
 - equiparação aos menores das pessoas com uso limitado da razão;
 - introdução de uma nova questão, a pedo-pornografia - definida como "a aquisição, posse e divulgação" por parte de um membro do clero "de qualquer forma e por qualquer meio, de imagens pornográficas que tenham como objeto menores de 14 anos";

 - continuação da normativa da confidencialidade dos processos, para tutelar a dignidade de todas as pessoas envolvidas;
 - colaboração com as autoridades civis não é mencionada, uma vez que as normas dizem respeito ao regulamento penal canônico, "em si completo e totalmente independente do dos Estados", ressalta padre Lombardi.

A esse respeito, vale lembrar a seção "Procedimentos Preliminares" do "Guia para a compreensão dos procedimentos básicos da Congregação para a Doutrina da Fé com relação às acusações de abusos sexuais", que indica: "Deve sempre seguir-se o direito civil em matéria de informação dos delitos às autoridades competentes". O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé explica: "Isso significa que na práxis proposta pela Congregação para a Doutrina da Fé é necessário se adequar desde o primeiro momento às disposições de lei vigentes nos diversos países e não de modo desvinculado do procedimento canônico ou posteriormente".

Com relação à publicação, meses atrás, do "Guia para a compreensão dos procedimentos básicos da Congregação para a Doutrina da Fé com relação às acusações de abusos sexuais", o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé afirma que a publicação das novas Normas é diferente, "já que apresenta um texto jurídico oficial atualizado, válido para toda a Igreja".


13 julho 2010

Igreja Católica e o processo de libertação dos prisioneiros políticos de Cuba

O papel da Igreja Católica no processo de libertação dos prisioneiros políticos em Cuba foi ressaltado pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, em seu último editorial ‘Octava dies’, do L'Osservatore Romano.

 “A liberação de 52 detentos políticos em Cuba, resultado do diálogo entre a Igreja e o governo, assim como a suspensão da greve de fome de Guillermo Fariñas, são boas notícias, que nos conduzem a uma reflexão: o papel crucial assumido no processo de diálogo cubano do Cardeal Ortega y Alamino e de Dom Dionisio García, Presidente do Episcopado, foi possível graças ao fato evidente de que a Igreja Católica está profundamente enraizada no povo e é intérprete crível de seu espírito e expectativas”, afirmou.

 Padre Lombardi escreve que a Igreja não é uma realidade alheia e não foge dos problemas em tempos de dificuldade.

 “A Igreja carrega sofrimentos e esperanças, com dignidade e paciência, sem servilismo, mas também sem provocar tensões ou exaltar os ânimos. Ao contrário, esforçando-se sempre em abrir caminhos à compreensão e ao diálogo. De Roma, a Santa Sé acompanha e sustenta a Igreja local com sua solidariedade espiritual e autoridade internacional. 

Desde a viagem de João Paulo II, à recente visita do Cardeal-Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, e de Dom Dominique Mamberti, incluindo os contatos diplomáticos no Vaticano sobre a situação em Cuba, a Santa Sé sempre se manifestou contrária ao embargo e solidária com os sofrimentos do povo”. Padre Frederico encerrou sua mensagem com uma frase do papa João Paulo II.

 “Que Cuba se abra ao mundo e o mundo se abra a Cuba. Está é a mensagem deixada por João Paulo II em sua viagem de 1998. Com paciência, importantes progressos foram realizados nesta direção. Todos queremos que se prossiga neste caminho”, concluiu.

 Em linhas gerais, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé acredita que a Igreja está pronta para sustentar toda perspectiva de um diálogo construtivo para o bem comum.

Fonte: www.a12.com 


01 julho 2010

Dia 04 de julho, Dia da Coleta do Óbolo de São Pedro


Em boa parte das paróquias do mundo, na missa do próximo domingo (04/07) FESTA DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO, acontecerá a COLETA DO ÓBOLO DE SÃO PEDRO, Dia da Caridade do Papa.

O dinheiro recolhido não é destinado aos gastos da Santa Sé, já que para isso existem outras coletas ou entradas; este valor é  destinado às necessidades da Igreja Universal cujo cuidado afeta prioritariamente aquele com quem todos estamos em comunhão, a quem foi conferida a missão de confirmar os seus irmãos. Com efeito, Jesus disse a Pedro: “E tu, uma vez convertido, confirma teus irmãos”(Cf. Lc. 22,32).

A prática da caridade, mandamento máximo do Senhor, tem diversas formas de expressão do coração que lê, no próximo, no seu irmão, a sua angústia e a sua necessidade, como no exemplo que Jesus nos deixou na parábola do Bom Samaritano e na expressão de sua própria vida: “Tenho pena deste povo que há tantos dias me segue” e no gesto supremo de dar a sua própria vida.

Lemos nos Atos dos Apóstolos e nas epístolas paulinas o empenho daquelas primeiras comunidades, lideradas por Paulo, pela Igreja de Jerusalém que passava por grandes dificuldades.
Bento XVI, falando, na sua Encíclica sobre o amor, assim ensina: “A Igreja nunca poderá ser dispensada da prática da caridade enquanto atividade organizada dos crentes, como aliás nunca haverá uma situação onde não seja precisa a caridade de cada um dos indivíduos cristãos, porque o homem, além da justiça, tem e terá sempre necessidade do amor” (Cf. n.º 29).

Hoje, igualmente, muitas das Igrejas particulares espalhadas pelo mundo, sofrem, como outrora, grandes necessidades. São irmãos nossos que estão, como aquele homem da parábola citada, lançados à beira da estrada. Precisam de que lhes ministrem a palavra do evangelho, o pão da eucaristia e o pão material. A obra missionária, sacerdotes e leigos que deixam tudo para levar a fé, precisam de nosso amparo. A pobreza clama por nosso amor.

O óbolo de São Pedro é destinado à prática desta caridade e também a de mantermos os serviços da Igreja Universal. Como instituição visível ela tem de se manter, de conservar toda a obra evangelizadora construída através dos séculos por nossos irmãos que já se foram e por nós mesmos e que expressam nossa fé, o culto, os templos, os lugares santificados. O Papa João Paulo II, expressou-se, falando aos participantes do Círculo de São Pedro, 28 de Fevereiro de 2003: “O Óbolo constitui uma verdadeira e particular participação na ação evangelizadora, especialmente se se consideram o sentido e a importância de partilhar concretamente as solicitudes da Igreja universal”.

A prática desta espórtula coletiva nasceu da iniciativa de anglo-saxões no século VIII para que, na unidade da Igreja sob o Papa, pudesse ela manter-se e cumprir também, organizadamente, sua missão. Rapidamente se espalhou pelos demais países da Europa. Como outras semelhantes, passou por muitas vicissitudes diversas ao longo dos séculos até que foi consagrada pelo Papa Pio IX através da sua Encíclica Saepe venerabilis, de 5 de Agosto de 1871. No Brasil, firmou-se na espórtula das missas da festa de São Pedro.
São Paulo, dirigindo-se aos Coríntios(Cf. 2Cor. 9,7) nos exorta: ”Que cada um dê conforme decidiu em seu coração, não com tristeza ou por obrigação, pois Deus ama a quem dá com alegria” Pertencemos a uma comunidade que crê, que vive a sua fé na união fraterna da caridade e que recebeu de Deus a missão de levar a Boa Nova ao mundo. Dentro desta conscientização, deve ser recebida com alegria todas as iniciativas e atividades que nos levem a vivê-la.

As comemorações de São Pedro e de São Paulo são um momento propício para esta reflexão e decisão de nos integrar nas iniciativas eclesiais para o exercício de sua missão.
Pedro e Paulo, colunas mestras da Igreja, entregaram-se de corpo e alma ao anúncio da fé e estabeleceram os fundamentos da Igreja visível para que continuasse seus trabalhos que irradiavam sua paixão pelo Mestre.

Selaram com seus sangue este amor e deixaram-nos a firmeza da doutrina o seu exemplo para que continuemos a obra redentora até a consumação dos séculos.

Agradeçamos, neste dia, o seu trabalho e com eles glorifiquemos a Deus em nossas vidas. Assim, que todos os fiéis da DIOCESE DE CAICÓ possam colaborar com generosidade na Coleta do ÓBOLO DE SÃO PEDRO para que o Papa Bento XVI possa atender a sua solicitude pastoral. Que São Pedro e São Paulo abençoem a todos!

Fonte: www.diocesedecaico.org.br 



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