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07 outubro 2010

A força da Fé Católica: Bento XVI quebra recorde de multidões na Itália

ACI
Em apenas dez horas 300 mil pessoas saíram ao encontro do Papa Bento XVI em sua breve visita à cidade italiana da Sicilia. As multidões que se congregaram em torno do Pontífice quebraram os recordes das visitas papais dentro da Itália.
O sub-diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, o Padre Ciro Benedettini, informou que segundo as cifras oficiais das autoridades sicilianas 200 mil pessoas se reuniram na Missa que o Papa celebrou no Foro Itálico.
Desde o altar, disse, havia gente em todo o campo visual e em cada momento do percurso papal havia uma linha sólida de pessoas para dar as boas-vindas ao Pontífice.
O sacerdote acrescentou que ao menos 30 mil jovens e famílias se reuniram no encontro com o Santo Padre em uma praça da cidade, e disse que para uma visita pastoral na Itália, “são as cifras mais altas que já vimos”.
Do mesmo modo, destacou que o interesse pelo Papa aumenta nas últimas viagens, incluindo o que fez ao Reino Unido, onde foi visto por centenas de milhares de pessoas. Além disso, calcula-se que 500 mil pessoas se uniram ao Papa na Missa que celebrou no santuário Mariano da Fátima, Portugal, durante sua visita em maio passado.

O Padre Benedettini também se referiu ao reverente silêncio das multidões durante os eventos papais.Para o sacerdote, é um fato milagroso que se repete onde vai o Pontífice e recordou especialmente o silêncio das Missas no Bellahouston Park de Glasgow, no Hyde Park de Londres durante a vigília de
oração e na beatificação do Cardeal John Henry Newman em Birmingham.

08 julho 2010

"Estamos diante de um déficit de evangelização em nossos dias”, afirma arcebispo de São Paulo.


Cardeal Scherer comenta decisão do Papa de criar departamento da nova evangelização

O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, considera que hoje se vive um déficit de evangelização; trata-se de um novo tempo, que requer um novo anúncio do Evangelho.
Em artigo divulgado na edição desta semana do jornal O São Paulo, Dom Odilo comenta a decisão de Bento XVI de criar um Pontifício Conselho para promover, especificamente, a nova evangelização em toda a Igreja. É uma decisão “certamente muito significativa”, diz o arcebispo.
Com a criação desse novo organismo vaticano, o Papa “dá a entender a todos que este é um propósito seu, e deverá ser uma atitude da Igreja em todo o mundo, para responder aos desafios postos pela atual ‘mudança de época na história da humanidade”.
“Não podemos perder esta ocasião, se não queremos que a Boa Nova do Evangelho fique excluída da vida do povo – dos povos – e da nova cultura que está sendo gerada por muitos fatores”, afirma o arcebispo.
Dom Odilo considera que o novo Pontifício Conselho é especialmente importante para a Europa, “onde o Catolicismo foi historicamente muito importante e marcou a vida e a cultura daqueles povos, mas hoje enfrenta grandes dificuldades”.
Segundo o cardeal, o conceito de “nova evangelização” não deve ser mal entendido. “Não se trata de desconsiderar o trabalho evangelizador já feito pelas gerações que nos precederam, ao longo dos séculos”.
“Trata-se, ao invés disso, de valorizar ‘de novo’, aquilo que elas já fizeram e que, talvez, deixou de ser feito em muitos lugares. Estamos, claramente, diante de um déficit de evangelização em nossos dias”, afirma.
Por outro lado – prossegue o arcebispo de São Paulo –, “tempos novos requerem anúncio novo do Evangelho, novas sínteses culturais e o recurso a novas metodologias para evangelizar”.
“Não podemos considerar a evangelização, onde ela já foi feita, um fato consumado de uma vez por todas; a bem da verdade, cada geração necessita ser evangelizada novamente e até mais de uma vez ao longo da vida.”
“Tanto mais, se considerarmos que, atualmente, a passagem da fé, da ‘herança apostólica’ e da vida eclesial não acontece mais de forma automática. Há uma ruptura na corrente de transmissão da fé”, assinala o cardeal.
“Quanta dificuldade representa, para os pais, a evangelização dos filhos! E quantos pais católicos, lamentavelmente, já não consideram mais ser sua missão evangelizar os filhos! Eis, pois, como é necessária uma ‘nova evangelização’!”


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