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13 novembro 2011

Papa Bento VI nos convida a viver na expectativa da vinda do Senhor


O Evangelho de hoje nos ensina a usar bem os dons de Deus, que chama cada homem à vida e lhe confia talentos e entregando-lhe ao mesmo tempo uma missão para realizar, afirmou O Papa Bento XVI antes da recitação do Angelus deste domingo, 13, numa breve reflexão dedicada à parábola dos talentos.  
"Queridos irmãos acolhemos o convite à vigilância que é a atitude de quem sabe que o Senhor voltará e quererá ver em nós os frutos do seu amor", disse o Papa aos fiéis reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano, que somavam cerca de 40 mil pessoas.
O Santo Padre afirmou que a Palavra de Deus deste domingo nos exorta que a vida terrena é provisória e devemos vivê-la como uma peregrinação, mantendo o olhar fixo para a meta que é Deus.
"Deus é o nosso destino último e o sentido do nosso viver, enquanto que a passagem obrigatória para chegar esta realidade definitiva é a morte, seguida pelo juízo final", destaca. 
Ao recordar as palavras do apóstolo Paulo, que diz que o dia do Senhor virá como um ladrão a noite, sem nos avisar, o Papa afirmou que ter a "consciência do regresso glorioso do Senhor Jesus leva-nos a viver numa atitude de vigilância, esperando a sua manifestação na memória constante da sua primeira vinda".
Após o Angelus, o Santo Padre recordou sua viagem à Benin, na África, no próximo final de semana. Em seguida, destacou a jornada de oração pela "Igreja perseguida", promovida na Polônia pela pela organização católica internacional "Ajuda à Igreja que Sofre", recordando em particular os católicos do Sudão. 
“Deixo votos de que esta jornada sensibilize todos para o drama da pobreza humana e das perseguições, para a necessidade de respeitar a dignidade humana e o direito à liberdade religiosa”, afirmou.
O Santo Padre recordou também o Dia Mundial do Diabetes, celebrado nesta segunda-feira, 14, e destacou que reza sempre pelos que sofrem esta enfermidade e pelos profissionais de saúde que se enpenham para ajudá-los. 
Da Redação, com Rádio Vaticano
Fonte: canção nova

27 janeiro 2011

Formação: Família, lugar de transmissão da fé


[Reflexão realizada na festa de São Sebastião, capela do Serrote da Cruz em Caicó-RN, em 13 de janeiro de 2011. Tema da noite: Família, lugar de transmissão da fé; Evangelho: Lc 2, 41-52]
Desse Evangelho de Lucas, um versículo salta aos nossos olhos: “Jesus desceu então com os seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente”. (Lc 2, 51). Mesmo tento acabado o tempo do Natal do Senhor, o fato do Deus que se encarna na natureza humana e permanece seguindo as suas leis ainda continua a nos ensinar.
Sim, Jesus, o menino Deus, se submetia à organização de uma família humana. Deus se curva diante do mistério da união entre homem e mulher. Uma união que torna o amor material, tão concreto que faz gerar a vida, um novo homem: os filhos.
Se o próprio Deus obedece à organização familiar, se curva diante dessa estrutura, é porque ele reconhece o seu valor. Ele sabe que é no colo do pai e da mãe (paternidade ou maternidade) que os filhos podem realmente crescer na fé e na maturidade humana e comunitária. É nesse sentido, Evangelista Lucas continua a sua citação: “E Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens”. (Lc 2, 52).
Toda a santidade de Jesus foi construída dentro de uma família humana. A educação simples e humilde que ele recebia dos seus pais foi de extrema importância para que ele crescesse, evoluísse em todos os aspectos humanos: espiritual, humano e comunitário. A divindade de Jesus foi confirmada, não porque ele buscou “ser Deus”, “ser o maior”, mas por que ele soube aceitar a condição que estava sendo destinada a ele: ser filho, ser homem no meio dos outros.

16 outubro 2010

Evangelho de domingo:O horário de Deus

OVIEDO, sábado, 16 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – Publicamos o comentário ao Evangelho do próximo domingo, 17 de outubro, XXIX do Tempo Comum (Lc 18, 1-8), redigido por Dom Jesús Sanz Montes, ofm, arcebispo de Oviedo (Espanha).
* * *
O ensinamento de Jesus sobre a oração não era uma questão banal. Ele queria ensinar seus discípulos a orar de tal maneira que permanentemente pudessem estar falando com e escutando Quem está permanentemente disposto a acolher nossas palavras e nos dirigir as suas.
O Mestre lhes propõe uma parábola com dois personagens curiosos: um juiz e uma viúva. A pessoa mais desprotegida que demanda ajuda ao juiz menos indicado. Como se resolveria a demanda da pobre mulher perante a falta de misericórdia do injusto juiz?
Disse Jesus que aquele juiz de muita lei e pouco coração terminou por ceder à viúva e determinou fazer justiça perante o adversário desta. Mas não porque houvesse mudado no seu interior, simplesmente para proteger o seu exterior, quer dizer, por puro temor e para que o deixassem em paz. Aqui para o Senhor e diz aos discípulos: “escutai bem o que diz esse juiz iníquo!” Ao final fez justiça a uma pobre mulher que suplicava. Um homem que não foi capaz de fazer isso pela verdadeira razão: o serviço ao outro, o direito do outro, o amor ao outro, o fez por egoísmo, por amor a si mesmo... mas fez. E Deus, que fará? Como se comportará perante seus eleitos que dia e noite gritam a Ele e suplicam?
O cristão é aquele que precisamente aprende a viver a partir da inesgotável relação com seu Deus e Senhor, em um contínuo face a face perante seu bendito Rosto, com um constante saber-se visto pelos olhos do Outro. Esta Presença que é sempre companhia e jamais foge. Não tira dos cristãos a fadiga apaixonante do viver cada dia com suas luzes e sombras, mas permite vivê-lo de outro modo, a partir de outros Olhos que nos veem, a partir de outro Coração que nos ama e por nós palpita, e a partir de outra Vida que nos acolhe, presenteando-nos a felicidade.
A oração, como certeza de uma companhia daquela que nos fala e olha, é uma educação para a vida: também nós, cristão, podemos sofrer todas as provações, mas nunca com tristeza e desesperança. A circunstância pode não mudar, mas o nosso modo de olhá-la e vivê-la sim, porque sabemos que Deus nos acompanha sem interrupção, em horário completo e sem declínio.
Por José Jesús Sanz Montes, ofm
Fonte: zenit

04 outubro 2010

Jovens e famílias que seguem o Evangelho são sinal de esperança, afirma Bento XVI

.- Em seu último encontro com milhares de jovens congregados na Praça Politeama em Palermo, o Papa Bento XVI propôs o testemunho da nova jovem beata falecida aos 19 anos, Chiara "Luz" Badano; e assinalou que os jovens e as famílias que vivem sua vida de acordo ao Evangelho são verdadeiros sinais de esperança para o mundo de hoje.

Depois de comentar que a jovem beata irradiava a luz de Cristo aos demais, o Papa disse que seus pais "acenderam na alma da filha a chama da fé e a ajudaram a mantê-la sempre acesa, também nos momentos difíceis do crescimento e sobre tudo na grande prova do sofrimento" e explicou que "a relação entre os pais e os filhos é a chama da fé que se transmite de geração em geração".

"A família é fundamental, porque ali germina na alma humana a primeira percepção do sentido da vida. Floresce na relação com a mãe e com o pai, que não são donos da vida dos filhos, mas os primeiros colaboradores de Deus para a transmissão da vida e da fé".

Seguidamente o Pontífice indicou que na Sicilia existem "esplêndidos testemunhos de jovens crescidos como belas árvores, frondosas", o Santo Padre pediu-lhes que não tenham medo de "rebater o mal. Não cedam às sugestões da máfia, que é um caminho de morte, incompatível com o Evangelho, como tantas vezes disseram os seus bispos!".

Ao comentar o tema da próxima Jornada Mundial da Juventude que será celebrada em Madrid em 2011: "Arraigados e edificados em Cristo, firmes na fé", o Papa assinalou que "a imagem da árvore nos diz que cada um de nós necessita um terreno fértil no qual arraigar as próprias raízes, um terreno rico de substâncias nutritivas que fazem que a pessoa cresça: são os valores, mas sobre tudo, o amor e a fé, o conhecimento do verdadeiro rosto de Deus, a consciência de que Ele nos ama imensamente, fielmente e pacientemente até dar a vida por nós".

"Neste sentido, a família é ‘pequena igreja’, porque transmite a Deus, transmite o amor de Cristo, em virtude do Sacramento do matrimônio. A família, para ser ‘pequena igreja’, deve viver dentro da ‘grande Igreja’, quer dizer na família que Cristo deveu formar".

Bento XVI se referiu logo às dificuldades que atravessa o povo siciliano e o esforço por confrontá-las e recordou que "onde há jovens e famílias que escolhem o caminho do Evangelho há esperança. E vocês são um sinal de esperança não só para a Sicilia, mas também para toda a Itália".

Finalmente o Papa disse que "trouxe-lhes um testemunho de santidade e vocês me oferecem a sua: os rostos dos muitos jovens desta terra que amaram a Cristo com radicalidade evangélica. Este é o maior presente que recebemos: ser Igreja, ser em Cristo sinal e instrumento de unidade, de paz, de verdadeira liberdade. Ninguém pode tirar-nos esta alegria! Ninguém pode nos tirar esta força! Coragem, queridos jovens e famílias da Sicilia! Sejam Santos!" 

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25 setembro 2010

Formação: Saia da Igreja

"Leve para o mundo aquilo que tem aprendido"

Por favor, saia da igreja. Vá ao estádio de futebol, à fazenda, ao escritório, ao hospital, ao teatro, ao parque, ao cinema...
Saia da igreja na segunda-feira à noite, após o grupo de oração. E vá ao shopping. No trânsito, mostre, com palavras e gestos, que você não vai destruir o mundo por causa do engarrafamento. Sintonize uma rádio cristã e siga em frente. Ao chegar às lojas, só compre o que, de fato, precisa. E, de quebra, escolha uma roupa para alguém que você sabe não ter condições de comprá-la. O beneficiado poderá até desconfiar que você anda saindo muito da igreja.

Na terça-feira, saia da igreja de novo. Após participar da Santa Missa, depois de um dia todo de trabalho, vá curtir um cineminha. Na fila, à espera do ingresso para ver o filme, não economize seu bom humor e descontração. Depois da sessão, fale com seus amigos sobre os valores e mensagens que aprendeu. Afinal de contas, você saiu da igreja no fim da tarde.
Saia da igreja também na quarta-feira. Após momentos de silêncio diante do Santíssimo Sacramento, saia e passe em casa para pegar a esposa e os filhos. Vá ao estádio de futebol. Justamente porque você vive saindo da igreja, quase não sabe fazer nada sem a família. Inclusive, torcer pelo time do coração.
Saia da igreja o máximo de dias e vezes que conseguir. Especialmente no domingo pela manhã, após a Missa. Saia e corra para a praia. Vá com sua família ou amigos. Sorria bastante, conte muitas histórias engraçadas e, no final da tarde, combine de rezar o terço na casa de alguém da turma.
Uma pessoa de fora, que ouvir esse papo, logo vai pensar: "Esses aí devem ter saído da igreja".
Saia da igreja muitas vezes. Sempre.
Maurício Rebouças

06 setembro 2010

A AUTOSSUFICIÊNCIA - O afeto das pessoas se conquista com os gestos simples

No mundo da ciência e da tecnologia, a palavra de ordem que comanda é a "perfeição", a alta definição.
Acontece que isso não satisfaz às exigências dos seus destinatários, isto é, a realização da felicidade da realidade social. As pessoas não têm sido mais felizes por isso. É sinal de que algo não está totalmente certo e perfeito.
De outro lado, temos os indicativos precisos da Palavra de Deus. Jesus convida as pessoas para que deixem a arrogância, a autossuficiência, o querer ocupar os primeiros lugares e o ser melhores do que os outros. A forma de ser feliz passa por outros caminhos, pela prática da sabedoria e da gratuidade.
Não podemos nos conformar com uma cultura de "qualidade total" no seu instrumental de ação deixando na marginalidade os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos e desvalidos de hoje. Um tempo de prosperidade e de desenvolvimento não pode ser excludente a ponto de privilegiar alguns e não levar em conta a maioria da população.
Um mundo de igualdade, apesar dos direitos individuais adquiridos honestamente, leva a superar as desigualdades e a competição social existente.
Não é fácil entender e praticar a proposta do Evangelho quando diz que "o primeiro é aquele que serve, o maior é o último". Nestas atitudes estão os autênticos valores para o cristão.
A sociedade capitalista vive num intercâmbio de favores. Ela negocia com quem é capaz de competir, deixando de lado o valor da gratuidade, do perdão a quem não pode pagar e da realidade do pobre. Esses últimos não têm lugar à mesa da classe abastada e privilegiada na posse de bens materiais.
O importante é viver com sabedoria, confiante em Deus e na humildade de coração. O afeto das pessoas e de Deus se conquista com os gestos simples de humildade, muito mais do que com presentes valiosos, mas sem a força do amor e da espiritualidade. Isso significa que os mistérios de Deus são revelados aos simples e não aos orgulhosos e autossuficientes.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Diocese de S. Jose Rio Preto - SP

14 maio 2010

Papa despede-se de Portugal desejando renovado impulso espiritual

Bento XVI despede-se dos portugueses no aeroporto da cidade do Porto, após quatro dia de visita.

A 15ª Viagem Apostólica do Pontificado de Bento XVI terminou após quatro dias de intensa programação, que incluiu Santas Missas, Discursos, Orações e uma série de encontros.

O meu desejo é que a minha visita se torne incentivo para um renovado impulso espiritual e apostólico. Que o Evangelho seja acolhido na sua integridade e testemunhado com paixão por todos os discípulos de Cristo, a fim de que se revele como fermento de autêntica renovação de toda a sociedade!", pediu.

Cerimônia de despedida aconteceu no aeroporto internacional do Porto, às 13h30min (em Portugal - 9h30min em Brasília) desta sexta-feira, 14.

O Santo Padre fez seu discurso após as honras militares, a execução dos hinos e o discurso do presidente da República de Portugal, Aníbal Cavaco Silva. "Os Portugueses puderam estar de perto com o Santo Padre e conhecer melhor a Sua pessoa. E Nela encontraram a bondade humana, o carisma sereno, a profundidade de pensamento, a fortaleza de ânimo, sinais inspiradores num tempo de grandes desafios como aquele que atravessamos. [...] Esteve entre nós um Pastor que indica um caminho àqueles que o seguem. Um peregrino sábio que vai ao encontro de todos os homens de boa vontade", ressaltou Cavo Silva.

"Para todos os portugueses, fiéis católicos ou não, aos homens e mulheres que aqui vivem, mesmo sem aqui terem nascido, vai a minha saudação na hora da despedida. Não cesse entre vós de crescer a concórdia, essencial para uma sólida coesão, caminho necessário para enfrentar com responsabilidade comum os desafios com que vos debateis", complementou o Papa.

Bento XVI pediu que a nação continue a manifestar sua grandeza de alma, com uma abertura solidária e profundo sentido de Deus.

"Em Fátima, rezei pelo mundo inteiro pedindo que o futuro traga maior fraternidade e solidariedade, um maior respeito recíproco e uma renovada confiança e confidência em Deus, nosso Pai que está nos céus".

o Santo Padre destacou que leva "guardada na alma a cordialidade do vosso acolhimento afetuoso, a forma tão calorosa e espontânea como se cimentaram os laços de comunhão com os grupos humanos com quem pude contatar, o empenho que significou a preparação e a realização do programa pastoral planejado".

Às 14h (em Portugal - 10h em Brasília) aconteceu a partida do Aeroporto Internacional do Porto para Roma. Ao deixar o território português, Bento XVI enviou uma mensagem telegráfica ao presidente Cavaco Silva, agradecendo o acolhimento do governante e o apoio do governo em garantir a tranquila realização da visita.

"Com ponto mais alto em Fátima, onde pude ajoelhar aos pés de Nossa Senhora, depondo no seu coração materno aflições e esperanças da família humana inteira e, de modo especial, do dileto povo português sobre cujo presente e futuro invoco a luz protetora de Deus com propiciadora bênção apostólica", indica o texto enviado pelo Pontífice.

Saiba mais sobre a visita

Bento XVI chegou nesta terça-feira, 11, a Portugal. Lisboa é a primeira cidade a receber o Pontífice, que também visita Fátima e Porto, celebrando três missas e proferindo sete discursos, além de dirigir uma mensagem e uma saudação aos fiéis portugueses. Nesta 15ª viagem apostólica de seu Pontificado, o Papa vai centrar as suas intervenções em três eixos fundamentais: a cultura, a ação social e a vida da Igreja em Portugal.

No entanto, um dos principais motivos para esta viagem é a celebração do décimo aniversário da beatificação de Jacinta e Francisco Marto, reafirmado pelo próprio Bento XVI no último domingo, 9, durante a saudação inicial da oração Regina Coeli. Neste ano, o País anfitrião também celebra os 100 anos da Proclamação da República.

O Papa vai proferir sete discursos: à chegada e à partida (11 e 14 de Maio), no Encontro com o Mundo da Cultura (dia 12), na celebração das Vésperas e na Bênção das Velas em Fátima (ambas no dia 12) e nos encontros com os agentes da Pastoral Social e com os Bispos, igualmente em Fátima (dia 13).

Terceiro Papa a visitar Fátima, depois de Paulo VI (1967) e João Paulo II (1982, 1991 e 2000), Bento XVI esteve, enquanto Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, estreitamente ligado às Aparições, estudando profundamente a Mensagem de Fátima, além de ter presidido às cerimônias do 13 de Maio em 1996. Foi o autor do comentário teológico sobre a Terceira Parte do Segredo de Fátima, revelado precisamente em 2000, quando João Paulo II se deslocou pela terceira e última vez a Portugal.

A maioria das viagens de Bento XVI foi realizada na Europa: quatro em países que fazem fronteira com a sua Alemanha natal - Polônia (2006), Áustria (2007), França (2008) e República Checa (2009) -, outras duas viagens a solo germânico (2005 e 2006), Espanha (2006), Turquia (2006) e Malta (2010).

Ainda neste ano, o Papa fará mais três viagens em território europeu: Chipre, Reino Unido e Espanha.

Da redação
Leonardo Meira

Fonte: cançãonova

30 março 2010

DINHEIRO: AMOR OU TRAIÇÃO?

TERÇA-FEIRA SANTA

A traição de Judas é capítulo indispensável da paixão de Cristo. E’ o que a liturgia coloca nesta terça-feira da Semana Santa. E, de novo, o dinheiro integra o cenário desta traição.

Diz o Evangelho que o Mestre estava perturbado diante da iminência da traição. Partilha esses sentimentos com seus discípulos. Pois o contexto era de intimidade, de amizade, de confiança: uma refeição.

Tanto mais destoava a traição, pois vinha de um amigo, e usava as aparências da amizade para se perpetrar. Observa o Evangelho que Judas pôde sair tranqüilo da sala, e partir para a traição, aparentando as boas intenções do seu ofício: como encarregado do dinheiro, todos pensavam que ele fosse “comprar o que precisavam para a festa, ou dar alguma coisa para os pobres”. ara isto serve o dinheiro: para a festa da vida, e para ajudar os pobres. Nada mais comovente do que ver a alegria dos pobres partilhando o pouco que possuem. As festas dos pobres são bonitas.

Com seus parcos recursos, multiplicam a alegria da convivência, da acolhida mútua, da descontração, da alegria de viver. Parece o milagre da multiplicação dos pães: a carência de todos se transforma em surpreendente abundância, e resulta que todos se saciam, e ainda sobre alguma coisa. Na casa do pobre sempre há lugar para mais um.

Quando chega o visitante, é bem acolhido, é convidado à mesa, e ninguém se preocupa se a comida será suficiente. Com um pouco de dinheiro dá para multiplicar o amor. Aí o dinheiro se transforma em vida e em alegria. Ele fica abençoado. Ele atinge sua finalidade. O dinheiro que caía na bolsa de Judas deveria servir ao amor. O drama é que o dinheiro está tão perto da traição, quando passa a ser objeto de cobiça. Aí ele perde sentido, e leva para a perdição. Viver a Páscoa é recolocar o dinheiro a serviço da vida e do amor.






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