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04 outubro 2010

Jovens e famílias que seguem o Evangelho são sinal de esperança, afirma Bento XVI

.- Em seu último encontro com milhares de jovens congregados na Praça Politeama em Palermo, o Papa Bento XVI propôs o testemunho da nova jovem beata falecida aos 19 anos, Chiara "Luz" Badano; e assinalou que os jovens e as famílias que vivem sua vida de acordo ao Evangelho são verdadeiros sinais de esperança para o mundo de hoje.

Depois de comentar que a jovem beata irradiava a luz de Cristo aos demais, o Papa disse que seus pais "acenderam na alma da filha a chama da fé e a ajudaram a mantê-la sempre acesa, também nos momentos difíceis do crescimento e sobre tudo na grande prova do sofrimento" e explicou que "a relação entre os pais e os filhos é a chama da fé que se transmite de geração em geração".

"A família é fundamental, porque ali germina na alma humana a primeira percepção do sentido da vida. Floresce na relação com a mãe e com o pai, que não são donos da vida dos filhos, mas os primeiros colaboradores de Deus para a transmissão da vida e da fé".

Seguidamente o Pontífice indicou que na Sicilia existem "esplêndidos testemunhos de jovens crescidos como belas árvores, frondosas", o Santo Padre pediu-lhes que não tenham medo de "rebater o mal. Não cedam às sugestões da máfia, que é um caminho de morte, incompatível com o Evangelho, como tantas vezes disseram os seus bispos!".

Ao comentar o tema da próxima Jornada Mundial da Juventude que será celebrada em Madrid em 2011: "Arraigados e edificados em Cristo, firmes na fé", o Papa assinalou que "a imagem da árvore nos diz que cada um de nós necessita um terreno fértil no qual arraigar as próprias raízes, um terreno rico de substâncias nutritivas que fazem que a pessoa cresça: são os valores, mas sobre tudo, o amor e a fé, o conhecimento do verdadeiro rosto de Deus, a consciência de que Ele nos ama imensamente, fielmente e pacientemente até dar a vida por nós".

"Neste sentido, a família é ‘pequena igreja’, porque transmite a Deus, transmite o amor de Cristo, em virtude do Sacramento do matrimônio. A família, para ser ‘pequena igreja’, deve viver dentro da ‘grande Igreja’, quer dizer na família que Cristo deveu formar".

Bento XVI se referiu logo às dificuldades que atravessa o povo siciliano e o esforço por confrontá-las e recordou que "onde há jovens e famílias que escolhem o caminho do Evangelho há esperança. E vocês são um sinal de esperança não só para a Sicilia, mas também para toda a Itália".

Finalmente o Papa disse que "trouxe-lhes um testemunho de santidade e vocês me oferecem a sua: os rostos dos muitos jovens desta terra que amaram a Cristo com radicalidade evangélica. Este é o maior presente que recebemos: ser Igreja, ser em Cristo sinal e instrumento de unidade, de paz, de verdadeira liberdade. Ninguém pode tirar-nos esta alegria! Ninguém pode nos tirar esta força! Coragem, queridos jovens e famílias da Sicilia! Sejam Santos!" 

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29 setembro 2010

“A família é a base da sociedade e da natureza humana”

O bispo de Ciudad del Este (Paraguai), Dom Rogelio Livieres , afirmou que a família não é apenas a base da sociedade, mas também da “natureza humana”, em uma declaração publicada na semana passada.
O bispo paraguaio afirma que se dedicou a escrever esta declaração porque, “neste momento, a identidade de nossas famílias está sendo atacada em suas raízes. A família é a base da sociedade e também da natureza humana”.
Neste sentido, convida a defendê-la “contra agressivos grupos minoritários que exercem uma poderosa pressão midiática, econômica e política” e cujo objetivo, garante o prelado, é “mudar a definição da família e do matrimônio”.
O pastor de Ciudad del Este constata a existência de uma “propaganda que nos inunda por meio da mídia”, por meio “destas minorias que estão desenvolvendo campanhas na maioria de nossos países”.
A declaração do bispo responde ao fato de também no Paraguai estarem a ponto de mudar as leis fundamentais que, afirma, “atentarão contra o que somos como pessoas humanas e como filhos de Deus”.
O matrimônio é a união do homem e da mulher, isso é um ensinamento contido na Bíblia, na tradição de todos os povos no senso comum, garante Dom Livieres.
O pastor se remontou à origem da palavra “matrimônio”, entre os romanos antes de serem cristãos, e que significa “cuidar da mãe” ou “proteger a mulher que é mãe”. Ou seja, “matris” e “munio”, “matri-monio”.
O matrimônio, explica, “é a instituição que protege a mulher para que, ao unir-se a um homem e tornar-se mãe, não seja abandonada  junto com seus filhos, que necessitam de proteção, atenção e educação. O matrimônio garante que nem a mãe nem os filhos serão abandonados irresponsavelmente pelo pai”.
Exorta a viver a própria tradição e a estar “abertos ao futuro, respeitando sempre todas as minorias legítimas”, ainda que advirta “que essas não podem agredir os direitos da maioria”.
“Nem as maiorias nem as minorias podem manipular a natureza humana nem agredir a lei de Deus”, destaca.
O prelado paraguaio denuncia que “querem definir a família não como união de homem e mulher, mas também de mulher com mulher ou de homem com homem. E querem dar a estas uniões homossexuais o direito de adoção de filhos”.
“Sem cair na discriminação injusta – indica -, não podemos permitir que estas minorias roubem nossa identidade como seres humanos e filhos de Deus”.
“Que não queiram roubar o que só um homem e uma mulher podem dar com a ajuda de Deus: a vida!” – acrescenta.
E conclui convidando a “apoiar todas as manifestações públicas legítimas a favor da vida e da família, porque precisamos evitar que nos próximos meses se aprovem leis que terminarão arruinando a nossa sociedade”.

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