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03 março 2014

“Hora da Família” propõe reflexão sobre a espiritualidade

A Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB apresenta a edição 2014 do subsídio “Hora da Família”, que já está disponível para aquisição. Com uma proposta moderna e explicativa, o material é organizado em duas partes, sendo sete encontros de reflexão sobre a família e dez celebrações como Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia dos Avós, Aniversário de Casamento, Família Cidadã e Eleições, e ainda uma celebração especial para a Copa do Mundo 2014.
 O subsídio apresenta reflexão sobre temas familiares para a Semana Nacional da Família que, este ano, será de 10 a 16 de agosto. É possível encontrar no livreto roteiros de orações, cantos, o calendário da Comissão Nacional da Pastoral Familiar, contatos dos casais responsáveis pela pastoral nos regionais, instruções sobre associação de famílias e a organização da própria Comissão Vida e Família da CNBB.
O tema central deste ano é “A espiritualidade cristã na família: um casamento que dá certo” que propõe a prática espiritual do casal e em família. Para o bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família, dom João Carlos Petrini, o tema proposto quer ajudar as famílias a viverem a espiritualidade. De acordo com o bispo, “são gestos de espiritualidade que podem fazer a grande diferença na convivência dos esposos, no crescimento dos filhos na fé, na renovação da alegria pelo amor que se renova no dia a dia pelo dom da graça de Deus”.
Encontros
São sugeridos para os sete encontros temas como comunhão e fidelidade, a religiosidade e piedade, eucaristia dominical, família de Nazaré, desafios da espiritualidade e a família como lugar da espiritualidade cristã. O subsídio destaca ainda a realização da 3º Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família convocada pelo papa Francisco, que ocorrerá de 9 a 15 de outubro, no Vaticano.
O assessor nacional da Comissão para a Vida e a Família, padre Wladimir Porreca, comenta a importância do tema deste ano. “A prática da espiritualidade cristã é uma graça, um recurso precioso, que colabora para que a família torne-se cada vez mais um lugar cujo amor fecunda o seu reino e onde se vivem as maiores exigências da fé fiel, da esperança gratuita e do amor doação e acolhimento”, explica.
Como adquirir
O subsídio “Hora da Família” é distribuído pela Secretaria Executiva Nacional da Pastoral Familiar - SECREN, e está disponível em algumas livrarias católicas. Encomendas podem ser feitas pelo telefone (61) 3443-2900, ou pelo e-mail vendas@cnpf.org e site: www.cnpf.org.br

 Fonte: CNBB

07 fevereiro 2012

Comissão episcopal discute importância de associações familiares


Assim como outras instituições, a família tem o direito de reivindicar seus direitos, até mesmo como forma de solucionar os problemas que afetam diariamente o ambiente familiar. Um auxílio para esta tarefa pode ser a associação familiar, que tem sido alvo de discussão na Comissão Episcopal para Vida e Família da CNBB.
O tema foi destaque da reunião realizada pela comissão na última segunda-feira, 6. O assessor da comissão, padre Wladimir Porreca, ressaltou a importância do assunto. “As associações da família foram o tema mais central que nós tivemos porque houve a preocupação de que a família seja estimulada a reivindicar os seus direitos”.
Ele lembrou ainda que igrejas do mundo inteiro estão mobilizadas em torno dessa temática e que a comissão quer criar um estatuto para fazer com que haja mais associações de famílias nas dioceses e nas paróquias. O objetivo é permitir maior reivindicação dos trabalhos.
Desafios
Além de explicar as diretrizes que a comissão episcopal para Vida e Família da CNBB está traçando para este ano, o sacerdote comentou o as dificuldades que as famílias enfrentam nos dias de hoje. 
“O maior desafio é o que estamos trabalhando esse ano a pedido do papa: que a família saiba conciliar o trabalho e a festa. Hoje, com a questão do trabalho, da busca do lucro pelo lucro, a família está gastando pouco tempo com ela mesma. A competição, o individualismo e o relativismo têm feito com que a família esteja perdendo os valores que estão dentro dela mesma”.
O padre completou dizendo que uma das propostas é fazer a família aproveitar mais as festas familiares, em especial a santa missa. Ele revelou, ainda, qual o grande valor da instituição familiar. “A maior riqueza que a família tem é o valor da própria família. Uma preocupação é fazer com que ela descubra que, por si só, ela é um bem para a sociedade”. 
A reunião
Os participantes também discutiram a Semana Nacional da Vida, os preparativos para a Semana Nacional da Família, que será realizada em agosto, e o trabalho do Instituto Nacional da Família e da Pastoral Familiar (Inapaf). 
De acordo com o padre Wladimir, a formação dos membros da Pastoral da Família também é uma preocupação da comissão. “Nós também trabalhamos sobre o Inapaf, que envolve um curso de formação da nossa pastoral familiar. A preocupação é formar os novos agentes de pastoral e, nesses anos de 2012 e 2013, fazer com que as pessoas tenham mais acesso e organização”. 
O padre também comentou que a comissão quer falar sobre os filhos no próximo ano. A ideia é realizar um trabalho voltado para os filhos. “Já que vai ter a Jornada Mundial da Juventude, nós estaremos juntos abordando a questão dos filhos durante o ano de 2013”, contou padre Wladimir.
Jéssica Marçal, da Redação
Fonte: canção nova

30 novembro 2011

CNBB adverte sobre uso indevido de termos da doutrina católica por grupos que enganam os fiéis


Em nota pastoral emitida nesta quarta-feira a presidência da Conferência Nacional dos bispos do Brasil CNBB realizou uma advertência sobre algumas questões relativas ao uso indevido dos termos: católico, igreja católica, clero e outros por parte de grupos que se auto proclamam católicos enganando os fiéis.
“A CNBB, na defesa da verdade e da liberdade, considerou oportuno publicar a presente Nota Pastoral, destinada aos membros do episcopado, do clero, aos religiosos e a todos os fiéis leigos”, destaca a missiva dos bispos brasileiros em seu primeiro parágrafo.
“O uso de nomes, termos, símbolos e instituições próprios da Igreja Católica Apostólica Romana, por outras denominações religiosas distintas da mesma, pode gerar equívocos e confusões entre os fiéis católicos. Nestes casos o uso da palavra “católico”, “bispo diocesano”, “vigário episcopal”, “diocese”, “clero”, “catedral”, “paróquia”, “padre”, “diácono”, “frei”, pode induzir a engano e erro”. 

25 julho 2011

Hora da Família 2011 discute “Família, Pessoa e Sociedade”


Dos dias 14 a 20 de agosto, acontece em todo o Brasil, o evento promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pela Comissão Nacional da Família, que é a tradicional “Hora da Família”.
Este evento, que está em sua 15ª edição é promovido desde 1992 e acontece anualmente no mês de agosto, que é o Mês Vocacional. Este ano, o tema do encontro é “Família, Pessoa e Sociedade”.
Os organizadores já lançaram o subsídio de 2011, que pode ser adquirido pela Secretaria Nacional da Pastoral Familiar, em Brasília. Até hoje, mais de 220 mil exemplares do subsídio já foram editados, desde a vinda do papa João Paulo II ao Brasil, em 1994. A publicação traz sugestões de celebrações, Terça das Famílias e reflexões sobre o Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia do Catequista, Dia do Nascituro, e outros.
Segundo dom Petrini, a Hora da Família deve ser celebrada como uma festa. “Quando uma família cristã faz festa, celebra o dom da vida e o dom da fé que cada um recebeu, festeja o dom do amor entre marido e mulher, o dom da maternidade e da paternidade, o dom do sacramento do matrimônio e, portanto, o dom que é a presença de Jesus Cristo na convivência familiar”, destacou o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, dom João Carlos Petrini.
Segundo o subsídio da Hora da Família 2011, os participantes do evento pretendem externar publicamente o seu apreço à família.
“O papa bento XVI destacou a importância da família para a edificação da sociedade e seu bem-estar e exortou a todos os cristãos a confiar em Deus como aquele que concede todos os bens e sustenta as famílias no seu cotidiano. Uma sociedade sólida nasce, certamente, do compromisso de todos os seus membros, mas tem necessidade da bênção e do suporte de Deus que, infelizmente, é frequentemente excluído e ignorado. Sem Deus, busca-se inutilmente construir uma casa estável, edificar uma cidade segura, porém, com Deus, teremos uma família rica de filhos e serena, uma cidade bem segura e defendida, livre de pesadelos e de insegurança”, disse o arcebispo de Londrina (PR) e ex-presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, dom Orlando Brandes, na apresentação do subsídio. Dom Orlando foi presidente da Comissão até maio desse ano.
Além da Secretaria Nacional da Pastoral Familiar, o interessado em adquirir o subsídio pode acessar o site da Comissão Nacional da Pastoral Familiar, no endereço www.cnpf.org.br ou no telefone: (61) 3443-2900. Nos Regionais da CNBB o material também pode ser adquirido junto aos casais coordenadores da Pastoral Familiar.
7º Encontro Mundial das Famílias
O papa Bento XVI escolheu, no dia 22 de janeiro de 2009, a cidade de Milão, Itália, como sede do próximo Encontro Mundial das Famílias. O tema do evento será “A Família, o Trabalho e a Festa”.
Fonte: CNBB 

26 junho 2011

Divulgados os nomes dos eleitos para as Comissões Episcopais Pastorais da CNBB



A CNBB divulgou, neste sábado, 25, a lista com os nomes dos bispos eleitos para compor as 12 Comissões Episcopais Pastorais da CNBB. Ao contrário dos presidentes de cada Comissão, que são eleitos pela Assembléia Geral, os membros das Comissões são escolhidos, por eleição, pelo Conselho Permanente.
As eleições foram um dos principais pontos de pauta da primeira reunião do novo Conselho Permanente, na semana passada, dias 15 a 17. Foram escolhidos os bispos para compor outras Comissões e Conselhos que fazem parte da estrutura da CNBB. Há Conselhos e Comissões cujos membros são nomeados pela Presidência.
O número de membros de cada Comissão não é o mesmo, variando de três a seis, incluído seu presidente.
Confira, abaixo, a lista dos eleitos e nomeados, incluindo os respectivos suplentes.

29 maio 2011

Dom Damasceno: “Família é a primeira sociedade humana natural, a primeira comunidade de pessoas”



Dando continuidade as atividades da 3ª Peregrinação Nacional das Famílias, o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal dom Raymundo Damasceno Assis presidiu a missa principal deste sábado, 28, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.
Em sua homilia, dom Damasceno destacou que a família é a primeira sociedade humana natural, a primeira comunidade de pessoas, e é na Família que o homem aprende ser pessoa.
“3ª Romaria Nacional da Família tem como tema: Família, Pessoa e Sociedade. A Família é a primeira sociedade humana natural, a primeira comunidade de pessoas, e é na Família que o homem aprende ser pessoa. Ela contribui de modo único e insubstituível para o bem da sociedade. Cabe ao Estado estabelecer políticas públicas em defesa e promoção da Família”, destacou dom Raymundo Damasceno.
Em seguida uma multidão de fieis saiu em procissão pelo caminho que liga a basílica nova com a antiga. Fé e espiritualidade marcaram o trajeto, que foi acompanhado por bispos, padres, religiosos e religiosas e as caravanas da Pastoral Familiar que vieram de todos os estados.
Fonte: CNBB

10 maio 2011

Cardeal Raymundo Damasceno é o novo presidente da CNBB


O arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis foi eleito o novo presidente da CNBB. Com 196 votos, dom Damasceno foi eleito no segundo escrutínio. O cardeal de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer ficou em segundo lugar, com 75 votos.
No primeiro escrutínio, dom Damasceno havia obtido 161 votos contra 91 de dom Odilo. Por não ter alcançado 2/3 dos votos (182), houve a necessidade do segundo escrutínio. Dom Damasceno foi secretário da CNBB por dois mandatos consecutivos (1995-1998; 1999-2003).
Na primeira votação, também receberam votos o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta (14); o arcebispo de São Luís (MA), dom José Belisário da Silva; o arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom walmor Oliveira de Azevedo; o bispo de Jundiaí (SP), dom Vicente Costa; o bispo da prelazia de São Felix (MT), dom Leonardo Steiner e o bispo de Cruz Alta (RS), dom Friederich Heimler, com um voto cada.
No segundo escrutínio, receberam votos o arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta (4) e o bispo de Santo André, dom Nelson Westrupp (1).
Nesta terça (10) as eleições continuam para vice-presidente e secretário. Eleitos os membros da Presidência, a Assembleia escolherá os 12 presidentes das Comissões Pastorais e o delegado da CNBB junto ao Conselho Episcopal da América Latina e Caribe (Celam)
Currículo de Dom Raymundo Damasceno AssisCardeal dom Raymundo Damasceno Assis é arcebispo de Aparecida (SP). Nasceu em 1937 na cidade mineira de Capela Nova (MG). Teve sua ordenação presbiteral em 1968, em Conselheiro Lafaiete (MG) e ordenação episcopal em 1986, em Brasília (DF). 
Dom Raymundo estudou Filosofia no Seminário Maior de Mariana (MG) e Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (Itália). Dom Raymundo Damasceno foi, antes do episcopado, professor no Seminário Maior e na Universidade de Brasília (UnB) de 1976 a 1986.
Foi bispo auxiliar de Brasília, vigário geral e vigário episcopal na arquidiocese de Brasília, professor do departamento de Filosofia da UnB, Secretário Geral do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), secretário geral da IV Conferência Geral do Episcopado Latino-americano, em Santo Domingo, Secretário Geral da CNBB por dois mandatos, Delegado ao Sínodo Especial para a África, Sínodo sobre a vida religiosa, como convidado, Delegado à Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a América por eleição da Assembleia da CNBB e confirmado pelo papa João Paulo II, membro do Pontifício Conselho para as Comunicações, membro do Departamento de Comunicação do CELAM, membro da Comissão para a Comunicação, Educação e Cultura da CNBB, Delegado do CELAM, Presidente do CELAM, membro da Pontifícia Comissão para a América Latina – CAL e sínodo para a África (2009).
Seu lema episcopal é: “In Gaudium domini” (Na Alegria do Senhor)
Fonte: CNBB

06 maio 2011

49ª AG: “Cuidar da família é uma das preocupações centrais da Igreja”, diz dom Petrini


O membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e bispo de Camaçari (BA), dom João Carlos Petrini, convidou na coletiva de imprensa desta sexta-feira, 6, as famílias de todo o Brasil para participarem da 3ª Peregrinação da Família a Aparecida (SP), que acontece nos próximos dias 28 e 29 de maio. As duas primeiras Peregrinações das Famílias a Aparecida receberam 150 mil pessoas cada uma.
O bispo explicou que a Peregrinação é a “oportunidade de aprofundar e compreender mais o significado de família” e que no evento as famílias encontram “o caminho que corresponde à felicidade para viver com beleza o significado dos diversos aspectos da vida”. Dom Petrini lembrou ainda que cuidar das famílias é uma das preocupações centrais da Igreja.
A Igreja, segundo o bispo tem se preocupado “nas paróquias e comunidades” com os valores da família. Ele comentou que nas comunidades estão nascendo “família portadores de uma riqueza humana extraordinária e nós queremos ajudar cada membro destas famílias a viverem em plenitude numa família monogâmica e indissolúvel”.
Para acolher bem as famílias e seus valores, o bispo frisou que a Igreja difunde escolas de família que aprofundam o significado da vida destas novas instituições que estão nascendo. “Na origem destas escolas da Família está o Pontifício Instituto João Paulo II para estudos sobre matrimônio e família que tem uma sede central em Roma e oito sedes à distância como filiais na África, na Austrália, na Coreia, nos Estados Unidos, entre outros lugares, inclusive aqui no Brasil, em Salvador”.
União homoafetiva
Sobre a aprovação no Supremo Tribunal Federal (STF) na quinta-feira, 5, da união homoafetiva, dom Petrini reafirmou que este assunto não faz parte da pauta da Assembleia da CNBB e esclareceu a posição da Igreja quanto ao significado da família.
“A Igreja não vai fazer uma cruzada sobre esse assunto; não faz parte do estilo da Igreja especialmente nos últimos séculos, mas nós vamos aprofundar cada vez mais a sua proposta que é aquela de permanecer fiel àquilo que é reconhecido como um desígnio de Deus sobre a pessoa e a família”, afirmou.
O bispo comentou ainda que a decisão do STF trouxe uma mudança radical para a humanidade e que as pessoas ainda não pararam para pensar sobre o teor do assunto. Ele recorreu ao livro de Gênesis para falar de família e da união homoafetiva. “Está no início da Bíblia, no Livro do Gênesis, nos primeiros versículos a origem e a diferença nos sexos. Não é uma elaboração posterior da parte das culturas humanas. Talvez não avaliamos a importância da mudança que está sendo introduzida estes dias que não é um pormenor da vida. Trata-se de uma alteração na história que é multimilenar e  não é exclusividade da Igreja e do cristianismo”.
Dom Petrini afirmou que a Igreja respeita a decisão dos órgãos do Governo brasileiro, mas ressaltou que a nomenclatura “família” para as uniões homoafetivas descaracteriza o verdadeiro significado de família. “A família é outra realidade, tem outro fundamento, se move dentro de outro horizonte e esperamos que seja mantida esta distinção; assim como seria estranho uma pessoa que usasse um jaleco branco fosse chamada de médico, mas não é médico enquanto não tiver certos atributos para poder exercitar a medicina, da mesma forma é estranho também chamar qualquer tipo de união de casamento só porque duas pessoas decidiram morar embaixo do mesmo teto”.
O bispo de Camaçari reafirmou que a Igreja não vai fazer cruzada sobre o tema e que a sua posição é muito aberta para quem quiser acolher ou rejeitar. “Quem quiser poderá acolher ou rejeitar a posição da Igreja. Não vamos dar início a nenhuma cruzada, mas vamos procurar defender aquilo que desde Adão e Eva e até ontem foi sempre uma característica típica da vida em nossas sociedades”.
Fonte: CNBB

05 maio 2011

49ª Assembléia Geral da CNBB: Bispos rezam pelas vítimas das catástrofes ocorridas no país



Os participantes da 49ª Assembleia Geral da CNBB rezaram, na missa desta quinta-feira, 5, pelas vítimas das catástrofes naturais ocorridas em várias regiões do país neste ano. Dom Edney Gouvêa Mattoso, bispo de Nova Friburgo, uma das cidades mais castigadas na região serrana do Rio de Janeiro, presidiu a celebração no Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida (SP).
Dom Edney destacou, nos textos litúrgicos, a coragem de Pedro ao afirmar a necessidade de “obedecer a Deus antes que aos homens”. “A voz do apóstolo, com o colégio apostólico reunido, torna-se a voz da Igreja e do Espírito Santo”, disse.
O bispo lembrou os desequilíbrios da ordem natural e destacou o papel da Igreja de denunciar o pecado “na sua dimensão pessoal e social” e anunciar “a redenção em Cristo de toda a ordem criada”.
Para dom Edney, as catástrofes, como a ocorrida na região serrana do Rio, são causadas “pela impetuosidade indômita da natureza, em parte, agravada pelas omissões e irresponsabilidade daqueles que deveriam ter presente a tutela do bem comum e, apesar disso, por interesses escusos permitem construções em áreas que são naturalmente de risco”.
“Faz parte de nossa missão de pastores do rebanho que nos foi confiado estar com os infelizes e ser sua voz que grita a Deus, não com critérios da terra pura e simplesmente, como assistentes sociais ou ativistas políticos”, sublinhou dom Edney.
Segundo o bispo, ao lado de iniciativas emergenciais de socorro às vítimas deve estar presente “o compromisso evangélico do anúncio da vida e a denúncia profética das injustiças, fraudes e verdadeiros crimes contra a humanidade e a criação”.
Fonte: CNBB

25 março 2011

CNBB divulga mensagem pela beatificação de João Paulo II


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, hoje, 25, uma mensagem pela beatificação do papa João Paulo II, que ocorrerá no dia 1º de maio, em Roma. A mensagem foi aprovada pelo Conselho Permanente da entidade, reunido em Brasília desde quarta-feira, 23. A reunião terminha hoje, ao meio dia.
Na mensagem, a CNBB exalta as virtudes de João Paulo II, lembrando suas três visitas ao Brasil. “Entre nós, ele foi carinhosamente acolhido e aclamado como ‘João de Deus’”, recorda a mensagem.
Segundo a CNBB, João Paulo II foi marcado pela espiritualidade da cruz que “o acompanhou na experiência da orfandade e da pobreza, nas atrocidades da guerra e do regime comunista, mas principalmente no atentado sofrido na Praça de São Pedro”.
A CNBB destaca, ainda, o empenho do papa na defesa da vida e da família. “O mundo inteiro foi edificado pelo seu empenho em favor da vida, da família e da paz, dos direitos humanos, da ecologia, do ecumenismo e do diálogo com as religiões”, diz a mensagem.
Leia, abaixo, a íntegra da mensagem.

09 março 2011

Papa envia mensagem para a Campanha da Fraternidade


O papa Bento XVI enviou ao presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, uma mensagem cumprimentando a Igreja no Brasil pela pela Campanha da Fraternidade, aberta hoje, Quarta-feira de Cinzas.
Leia a íntegra da mensagem. 

Ao venerado irmão,
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana (MG) e Presidente da CNBB
É com viva satisfação que venho unir-me, uma vez mais, a toda Igreja no Brasil que se propõe percorrer o itinerário penitencial da quaresma, em preparação para a Páscoa do Senhor Jesus, no qual se insere a Campanha da Fraternidade cujo tema neste ano é: “Fraternidade e vida no Planeta”, pedindo a mudança de mentalidade e atitudes para a salvaguarda da criação.
Pensando no lema da referida Campanha, “a criação geme em dores de parto”, que faz eco às palavras de São Paulo na sua Carta aos Romanos (8,22), podemos incluir entre os motivos de tais gemidos o dano provocado na criação pelo egoísmo humano. Contudo, é igualmente verdadeiro que a “criação espera ansiosamente a revelação dos filhos de Deus” (Rm 8,19). Assim como o pecado destrói a criação, esta é também restaurada quando se fazem presentes “os filhos de Deus”, cuidando do mundo para que Deus seja tudo em todos (cf. 1Co 15,28).
O primeiro passo para uma reta relação com o mundo que nos circunda é justamente o reconhecimento, da parte do homem, da sua condição de criatura: o homem não é Deus, mas Sua imagem; por isso, ele deve procurar tornar-se mais sensível à presença de Deus naquilo que está ao seu redor: em todas as criaturas e, especialmente, na pessoa humana há uma certa epifania de Deus. “Quem sabe reconhecer no cosmos os reflexos do rosto invisível do Criador, é levado a ter maior amor pelas criaturas” (Bento XVI, Homilia na Solenidade da Santíssima Mãe de Deus, 1/1/2010). O homem só será capaz de respeitar as criaturas na medida em que tiver no seu espírito um sentido pleno da vida; caso contrário, será levado a desprezar-se a si mesmo e aquilo que o circunda, a não ter respeito pelo ambiente em que vive, pela criação. Por isso, a primeira ecologia a ser defendida é a “ecologia humana” (cf. Bento XVI, Encíclica Caritas in veritate, 51). Ou seja, sem uma clara defesa da vida humana, desde sua concepção até a morte natural; sem uma defesa da família baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher; sem uma verdadeira defesa daqueles que são excluídos e marginalizados pela sociedade, sem esquecer, neste contexto, daqueles que perdem tudo, vítimas de desastres naturais, nunca se poderá falar de uma autêntica defesa do meio-ambiente.
Recordando que o dever de cuidar do meio-ambiente é um imperativo que nasce da consciência de que Deus confia Sua criação ao homem não para que este exerça sobre ela um domínio arbitrário, mas que a conserve e cuide como um filho cuida da herança de seu pai, e uma grande herança Deus confiou aos brasileiros, de bom grado envio-lhes uma propiciadora bênção apostólica.
Vaticano, 16 de fevereiro de 2011
Bento XVI
Fonte: CNBB

05 março 2011

CNBB abre Campanha da Fraternidade na Quarta-feira de Cinzas


Na próxima quarta-feira, 9, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abre oficialmente a Campanha da Fraternidade 2011 (CF), que tem por tema: “Fraternidade e a Vida no Planeta” e lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8,22). O ato de lançamento nacional, aberto à imprensa, acontece no auditório Dom Helder Câmara, na sede da CNBB, em Brasília, às 14h30, e será presidido pelo secretário geral da Conferência dos Bispos, dom Dimas Lara Barbosa.
A programação será bastante objetiva, iniciando com a apresentação da mensagem do papa Bento XVI, saudando a Campanha. Em seguida, o secretário executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias, exporá os objetivos da Campanha, bem como a dinâmica de sua realização nas dioceses, paróquias e comunidades do país. O secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, encerra o ato falando sobre as expectativas da Igreja com a Campanha. Terminada a cerimônia, dom Dimas atende os jornalistas, numa coletiva de imprensa.
Esta é a 47ª Campanha da Fraternidade desde que foi criada em 1964. A conscientização sobre o aquecimento global e as mudanças climáticas está entre os principais objetivos da Campanha. A busca de ações que preservem a vida no planeta é outra meta da CF.
Com 124 páginas e dividido em quatro partes, o texto-base, carro-chefe da CF, apresenta o conteúdo a ser discutido ao longo da Campanha. Na primeira, faz uma análise da realidade procurando estabelecer as causas do aquecimento global e das mudanças climáticas. Toca na relação que há entre o aquecimento global e as atividades humanas; questiona o modelo energético do país; denuncia o desmatamento e as queimadas, responsáveis por 50% da emissão de gases de efeito estufa no Brasil; interpela o agronegócio e o atual modelo de desenvolvimento. A Campanha vai alertar, ainda, para a ameaça à biodiversidade e para o risco da escassez de água no planeta.
A segunda parte do texto-base busca na bíblia, na teologia e na palavra da Igreja a fundamentação do tema e do lema da CF. Já na terceira parte, aponta diversas atitudes que podem ser tomadas por pessoas, comunidades, governo, empresas e instituições, com o objetivo de preservar a vida no planeta terra.
Para o secretário geral da CNBB, a Igreja é motivada pela fé quando discute temas como o proposto pela CF deste ano. “A fé nos torna específicos numa discussão como essa. A nossa fundamentação é teológica e se baseia no próprio projeto de Deus para com a criação e para com o ser humano”, explica dom Dimas. “A ecologia humana é um tema fundamental trazido pelo papa João Paulo II e, depois, por Bento XVI. De acordo com o papa, o centro do universo está na pessoa humana e, muitas vezes, as políticas públicas não levam em conta esses dois pontos, principalmente as pessoas mais vulneráveis, os mais pobres”, acrescenta.
O secretário executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias, diz que a preocupação da Igreja com o meio ambiente está ligada à sua missão de defender a vida. “A Igreja demonstra suas preocupações com o estado de nosso planeta, que precisa de cuidados para que continue a oferecer as condições necessárias para a vida nele instalada”, disse o secretário.
Esta não é a primeira vez que a CF aborda o tema meio ambiente. Em 1979, a Campanha discutiu o tema “Preserve o que é de todos”; em 2004, “Fraternidade e Água – Água, fonte de vida”; e, em 2007, a Amazônia foi lembrada: “Fraternidade e Amazônia – vida e missão neste chão”.
Fonte: CNBB

17 fevereiro 2011

Presidência da CNBB é recebida pela presidente Dilma Rousseff


Os bispos da Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio Rocha (presidente), dom Luis Soares Vieira (vice-presidente) e dom Dimas Lara Barbosa (secretário geral), foram recebidos em audiência, nesta quinta-feira, 17, pela presidente da República, Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. A audiência começou por volta das 15h30 e durou pouco mais de 40 minutos.
A CNBB conversou com a presidente sobre trabalhos sociais de fronteiras como assistência aos aidéticos, aos dependentes químicos, pessoas com deficiência, filantropia. Outros temas que fizeram parte da pauta foram a erradicação da miséria e da fome, economia solidária, agricultura familiar.
A Presidência da CNBB discutiu também com a presidente Dilma a questão dos  povos indígenas e quilombolas, água para a população do nordeste, reformas política e agrária e o Código Florestal.
Segundo o presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, a presidente Dilma acolheu com muita atenção os assuntos apresentados pela CNBB. Ao final da audiência, a presidente pediu a dom Geraldo que benzesse a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que ela traz junto à sua mesa de trabalho.
Fonte: CNBB

CNBB divulga nota sobre ética e programas de TV


Têm chegado à CNBB diversos pedidos de uma manifestação a respeito do baixo nível moral que se verifica em alguns programas das emissoras de televisão, particularmente naqueles denominados Reality Shows, que têm o lucro como seu principal objetivo.
Nós, bispos do Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), reunidos em Brasília, de 15 a 17 de fevereiro de 2011, compreendendo a gravidade do problema e em atenção a esses pedidos, acolhendo o clamor de pessoas, famílias e organizações, vimos nos manifestar a respeito.
Destacamos primeiramente o papel desempenhado pela TV em nosso País e os importantes serviços por ela prestados à Sociedade. Nesse sentido, muitos programas têm sido objeto de reconhecimento explícito por parte da Igreja com a concessão do Prêmio Clara de Assis para a Televisão, atribuído anualmente.
Lamentamos, entretanto, que esses serviços, prestados com apurada qualidade técnica e inegável valor cultural e moral, sejam ofuscados por alguns programas, entre os quais os chamados reality shows, que atentam contra a dignidade de pessoa humana, tanto de seus participantes, fascinados por um prêmio em dinheiro ou por fugaz celebridade, quanto do público receptor que é a família brasileira.
Cônscios de nossa missão e responsabilidade evangelizadoras, exortamos a todos no sentido de se buscar um esforço comum pela superação desse mal na sociedade, sempre no respeito à legítima liberdade de expressão, que não assegura a ninguém o direito de agressão impune aos valores morais que sustentam a Sociedade.
Dirigimo-nos, antes de tudo, às emissoras de televisão, sugerindo-lhes uma reflexão mais profunda sobre seu papel e seus limites, na vida social, tendo por parâmetro o sentido da concessão que lhes é dada pelo Estado.
Ao Ministério Público pedimos uma atenção mais acurada no acompanhamento e adequadas providências em relação à programação televisiva, identificando os evidentes malefícios que ela traz em desrespeito aos princípios basilares da Constituição Federal (Art. 1º, II e III).
Aos pais, mães e educadores, atentos a sua responsabilidade na formação moral dos filhos e alunos, sugerimos que busquem através do diálogo formar neles o senso crítico indispensável e capaz de protegê-los contra essa exploração abusiva e imoral.
Por fim, dirigimo-nos também aos anunciantes e agentes publicitários, alertando-os sobre o significado da associação de suas marcas a esse processo de degradação dos valores da sociedade.
Rogamos a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, luz e proteção a todos os profissionais e empresários da comunicação, para que, usando esses maravilhosos meios, possamos juntos construir uma sociedade mais justa e humana.
Brasília, 17 de fevereiro de 2011
Dom Geraldo Lyrio Rocha – Arcebispo de Mariana – Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares – Arcebispo de Manaus – Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa – Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro – Secretário Geral da CNBB

Fonte: CNBB

15 fevereiro 2011

CNBB lança concurso para música do hino da CF 2012


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está lançando o concurso para a música do Hino da Campanha da Fraternidade de 2012. O prazo para o envio das composições à CNBB é até o dia 15 de maio. A primeira etapa foi concluída em 1º de fevereiro, com a escolha da letra.
“A CNBB agradece a todos os que participaram do concurso da letra e solicita a colaboração dos compositores para a criação de uma música fluente e bela para o hino da CF 2012”, afirmou o assessor da CNBB para a Música Litúrgica, padre José Carlos Sala.
A CF de 2012 tem como tema: “Fraternidade e saúde pública”, e lema: “Que a saúde se difunda sobre a terra!” (Cf. Eclo, 38,8).
O objetivo geral da Campanha da Fraternidade 2012 é promover ampla discussão sobre a realidade da saúde no Brasil e das políticas públicas da área, para contribuir na qualificação, no fortalecimento e na consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), em vista da melhoria da qualidade dos serviços, do acesso e da vida da população.

Concurso Cartaz

As inscrições para o concurso do cartaz continuam abertas até o dia 03 de junho.
Comunicadores, Agentes da PASCOM, Designers, Agentes da Campanha da Fraternidade nos estados, ou qualquer pessoa interessada está convidada a criar e enviar para a sede da CNBB, em Brasília, seu trabalho gráfico.
No cartaz deverá conter uma imagem ou arte que represente o lema da CF 2012, além dos seguintes textos: “Campanha da Fraternidade 2012”; “Fraternidade e saúde pública” e “Que a saúde se difunda sobre a terra (Cf. Eclo, 38,8).
Mais informações sobre a Campanha da Fraternidade estão disponíveis no site da CNBB (www.cnbb.org.br).
Fonte: CNBB

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