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13 outubro 2011

Brasil terá novo canal de Televisão Católica


Membros do Instituto de Missionários Leigos de Governador Valadares (MG), entre eles o seu fundador, Padre Antônio Geraldo de Assis Pereira estiveram em Brasília nesta terça-feira, 11, para a assinatura do contrato da outorga de concessão do mais novo canal de TV de inspiração católica do país.
O ato final de concessão da nova TV foi marcado pelo momento em que o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo Silva, assinou o contrato juntamente com o presidente do Conselho Diretor da Fundação José Heleno, responsável pela nova TV, Edson Pinto de Freitas.
A Fundação Dom José Heleno foi criada pelo Instituto de Missionários Leigos em 1998. No mesmo ano deu início à concorrência para o canal de TV de Governador Valadares juntamente com mais 14 concorrentes dos estados de São Paulo, Minas e Rio de Janeiro. Dez anos depois, em 2008, o então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou o decreto de concessão da TV e, em 2009, a Câmara e o Senado aprovaram o decreto do presidente. Desde 2010 acontecem as últimas tramitações para a conclusão do processo.
A TV ainda não tem previsão para começar suas atividades. De acordo com Padre Assis, isso deverá acontecer quando a fundação finalizar o pagamento da segunda e última parcela da concessão. Ele disse ainda que o canal deverá funcionar somente por meio da doação dos fiéis.
O Instituto trabalha na evangelização local e além-fronteiras. Tem como regra a espiritualidade de Santo Inácio de Loyola e se baseia no método das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), linhas que deverão ser seguidas pelo novo canal católico. A princípio, deverá atuar por meio de parcerias com outros canais católicos já existentes. (*CNBB)

17 fevereiro 2011

CNBB divulga nota sobre ética e programas de TV


Têm chegado à CNBB diversos pedidos de uma manifestação a respeito do baixo nível moral que se verifica em alguns programas das emissoras de televisão, particularmente naqueles denominados Reality Shows, que têm o lucro como seu principal objetivo.
Nós, bispos do Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), reunidos em Brasília, de 15 a 17 de fevereiro de 2011, compreendendo a gravidade do problema e em atenção a esses pedidos, acolhendo o clamor de pessoas, famílias e organizações, vimos nos manifestar a respeito.
Destacamos primeiramente o papel desempenhado pela TV em nosso País e os importantes serviços por ela prestados à Sociedade. Nesse sentido, muitos programas têm sido objeto de reconhecimento explícito por parte da Igreja com a concessão do Prêmio Clara de Assis para a Televisão, atribuído anualmente.
Lamentamos, entretanto, que esses serviços, prestados com apurada qualidade técnica e inegável valor cultural e moral, sejam ofuscados por alguns programas, entre os quais os chamados reality shows, que atentam contra a dignidade de pessoa humana, tanto de seus participantes, fascinados por um prêmio em dinheiro ou por fugaz celebridade, quanto do público receptor que é a família brasileira.
Cônscios de nossa missão e responsabilidade evangelizadoras, exortamos a todos no sentido de se buscar um esforço comum pela superação desse mal na sociedade, sempre no respeito à legítima liberdade de expressão, que não assegura a ninguém o direito de agressão impune aos valores morais que sustentam a Sociedade.
Dirigimo-nos, antes de tudo, às emissoras de televisão, sugerindo-lhes uma reflexão mais profunda sobre seu papel e seus limites, na vida social, tendo por parâmetro o sentido da concessão que lhes é dada pelo Estado.
Ao Ministério Público pedimos uma atenção mais acurada no acompanhamento e adequadas providências em relação à programação televisiva, identificando os evidentes malefícios que ela traz em desrespeito aos princípios basilares da Constituição Federal (Art. 1º, II e III).
Aos pais, mães e educadores, atentos a sua responsabilidade na formação moral dos filhos e alunos, sugerimos que busquem através do diálogo formar neles o senso crítico indispensável e capaz de protegê-los contra essa exploração abusiva e imoral.
Por fim, dirigimo-nos também aos anunciantes e agentes publicitários, alertando-os sobre o significado da associação de suas marcas a esse processo de degradação dos valores da sociedade.
Rogamos a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, luz e proteção a todos os profissionais e empresários da comunicação, para que, usando esses maravilhosos meios, possamos juntos construir uma sociedade mais justa e humana.
Brasília, 17 de fevereiro de 2011
Dom Geraldo Lyrio Rocha – Arcebispo de Mariana – Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares – Arcebispo de Manaus – Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa – Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro – Secretário Geral da CNBB

Fonte: CNBB

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