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23 março 2013

Como viver a Semana Santa?


A Semana Santa deve ser um tempo de reflexão e reconstrução.

Num clima de alegria e esperança, provocado pela ascensão ao pontificado petrino do Papa Francisco, iniciaremos - no Domingo de Ramos - mais uma Semana Santa com a entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerusalém.
Aí começa uma nova fase na história do povo de Israel, quando todos se voltam para a cena da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.
A Semana Santa deve ser um tempo de recolhimento, de interiorização e de abertura do coração e da mente para o Deus da vida. Significa fazer uma parada para reflexão e reconstrução da espiritualidade, essencial para o equilíbrio emocional e segurança no caminho natural da história de vida com mais objetividade e firmeza.
As dificuldades encontradas não são fracasso nem caminho sem saída. Elas nos levam a firmar a esperança na luta por uma vida sem obstáculos intransponíveis. Foi o que aconteceu com Cristo, no trajeto da Paixão, culminando com Sua morte na cruz. Em todo esse caminho, Ele passou por diversos atos de humilhação.
A estrada da cruz foi uma perfeita reveladora da identidade de Jesus. Ele teve de enfrentar os atos de infidelidade e rebeldia do povo que estava sendo infiel ao projeto de Deus, inclusive sendo crucificado entre malfeitores. Jesus partilha da mesma sorte e dos mesmos sofrimentos dos assassinos e ladrões de sua época.
Na Semana Santa devemos associar ao sofrimento de Cristo o mesmo que acontece com tantas famílias e pessoas violentadas em nosso tempo. Podemos dizer da violência armada, dos trágicos acidentes de trânsito, das doenças que causam morte, do surto da dengue, dos vícios que ceifam muita gente, etc.
Jesus foi açoitado, esbofeteado, teve a barba arrancada, foi insultado e cuspido. O detalhe principal é que nenhum sofrimento O fez desistir de Sua missão nem ter atitude de vingança. Ele deixou claro que o perdão é mais forte do que a vingança.
Devemos aprender com Ele e olhar a vida de forma positiva, sabendo que seu destino é projetado para a eternidade em Deus.
Dom Paulo M. Peixoto - Arcebispo de Uberaba (MG
Fonte: Comunidade canção nova

08 abril 2012

Missa de Páscoa na praça de São Pedro reúne quase 100 mil pessoas


Papa Bento XVI chega ao altar para celebrar Missa de Páscoa no Vaticano
Foto: (Pier Paolo Cito/AP)

PAPA BENTO XVI CELEBROU MISSA NA PRAÇA DA BASÍLICA DE SÃO PEDRO. DEPOIS, PONTÍFICE PRONUNCIOU MENSAGEM DE PÁSCOA EM 65 IDIOMAS.

Quase 100 mil pessoas compareceram neste domingo (8) à praça de São Pedro, no Vaticano, para assistir à missa de Páscoa celebrada pelo Papa Bento XVI. A estimativa de público foi divulgada pelo Vaticano.
A missa, que começou às 10h30 (5h30, no horário de Brasília), é a principal festa do cristianismo e precede a bênção "urbi et orbi" (à cidade de Roma e ao mundo), durante a qual o papa pronuncia uma mensagem de Páscoa em 65 idiomas.
Fim da violência na Síria
Na mensagem, exibida ao vivo para vários países, Bento XVI condenou as discriminações e perseguições sofridas pelos cristãos no mundo, em particular no Oriente Médio, ao mesmo tempo que pediu o fim da violência e o início do diálogo na Síria.
"Cristo é esperança e consolo de modo particular para as comunidades cristãs que mais provas sofrem por causa da fé, por discriminações e perseguições", disse ao mencionar os conflitos no Oriente Médio, Síria, Mali e Nigéria.
O pontífice pediu pelo fim do derramamento de sangue na Síria e defendeu o diálogo e a reconciliação no país, afetado por uma revolta popular duramente reprimida pelo regime de Bashar al-Assad. "Que na Síria cesse o derramamento de sangue e se inicie sem demora a via do respeito, do diálogo e da reconciliação, como também defende a comunidade internacional".
Antes da missa na praça da basílica de São Pedro, o pontífice atravessou a multidão à frente de uma procissão de religiosos. Bento XVI vestiu os ornamentos litúrgicos dourados, como é tradição. A mensagem de Páscoa concluiu os ritos da Semana Santa. O papa deverá passar a segunda-feira (9) de Páscoa, que é dia festivo no Vaticano e na Itália, no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, no sul de Roma.
Também neste domingo (8), o Vaticano anunciou que Bento XVI visitará o Líbano entre os dias 14 e 16 de setembro. A viagem terá como objetivo enviar uma mensagem de paz e unidade aos cristãos desta região do Oriente Médio.
Fiéis se reúnem na praça da basílica de São Pedro na manhã deste domingo 
(8) (Foto: Pier Paolo Cito/AP)


Fonte: G1

06 abril 2012

Mensagem de Páscoa aos leigos do Brasil


O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, dom Severino Clasen, enviou uma mensagem de Páscoa para todos os leigos da Igreja no Brasil. No texto, ele destaca a missão de cada cristão de anunciar o Cristo Ressuscitado a todas as pessoas. Confira a íntegra da mensagem a seguir:
Cristo ressuscitou, eis a nossa grande alegria!
Estimadas leigas e leigos, bispos, padres, diáconos, religiosas e religiosos, leigas consagradas, CEBs, Conselho dos Leigos, CEFEP, associações laicais e novas comunidades, enfim, todas as formas de chamados à vida cristã,
Tomados pela grande esperança e iluminados pela penitência quaresmal, chegou a hora de celebrar solenemente o anúncio da ressurreição de Cristo, “Ele está no meio de nós”. Eis agora a nossa missão, anunciar o Cristo ressuscitado a todas as pessoas.  Pelo dom do batismo, temos essa missão. A nossa satisfação na vida consiste em viver e deixar-se conduzir pelos mesmos sentimentos de nosso Senhor Jesus Cristo, morto na cruz e ressuscitado no primeiro dia da semana.
Comemorando os 50 anos do Concílio Vaticano II, eis um dentre tantos outros frutos produzidos, num dos seus documentos sobre o apostolado dos leigos e leigas, Apostolicam Actuositatem: “Sendo Cristo, enviado pelo Pai, fonte e origem de todo o apostolado da Igreja, é evidente que a fecundidade do apostolado da Igreja depende da sua união vital com Cristo, como diz o  Senhor: “aquele que permanece em mim e eu nele produz muito fruto; porque, sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15,5) [...] Desta forma é necessário que os leigos, com prontidão e alegria de espírito, progridam na santidade, esforçando-se por superar as dificuldades, com prudência e paciência. Nem os cuidados familiares nem os outros negócios seculares devem ser estranhos à orientação espiritual da vida, segundo a palavra do Apóstolo: “tudo o que fizerdes de palavra ou ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, por ele dando graças a Deus Pai” (Cl 3,17). Tal vida exige contínuo exercício da fé, da esperança e da caridade. Só pela luz da fé e meditação da palavra de Deus é possível, sempre e em toda a parte, reconhecer Deus no qual “vivemos, nos movemos e somos” (At 17,28), procurar a sua vontade em todo o acontecimento, ver Cristo em todos os homens, quer próximos, quer afastados, ter um conceito do verdadeiro significado e do valor das coisas temporais, em si mesmas e em ordem ao fim do homem.
Os que possuem esta fé vivem na esperança da revelação dos filhos de Deus, lembrados da cruz e da ressurreição do Senhor” (A.A. 4).
Com essa belíssima mensagem, a Comissão Pastoral Episcopal para o Laicato, quer desejar a todos e a todas as redobradas bênçãos e verdadeiros sentimentos de alegria pela festa da Páscoa do Senhor. Sejamos os verdadeiros e alegres testemunhas da ressurreição do Senhor com nossas vidas e contagiemos toda a sociedade com a sincera vida digna, justa e fiel ao Senhor. Que o nosso apostolado dentro da Igreja e dentro da sociedade traga frutos de profundas mudanças, reconquistando a justiça, a fidelidade, a honestidade e a sensibilidade fraterna entre todos nós, seres humanos, em harmonia com toda a criação. Façamos a bela experiência de Maria em receber em nossas vidas a verdade e certeza de que Cristo ressuscitou e agora está no meio de nós.
Feliz Páscoa!
Dom Frei Severino Clasen, OFM
Bispo de Caçador – SC
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicat
Fonte: CNBB

05 abril 2012

Programação religiosa para esta Quinta-feira Santa aqui na paróquia de Jardim do Seridó


INÍCIO DO TRÍDUO PASCAL: NESSE DIA, JESUS INSTITUIU A SAGRADA EUCARISTIA E O SACERDÓCIO DA NOVA ALIANÇA.
17h00: Missa da Ceia do Senhor e lava-pés na Igreja Matriz;
19h00: Missa da Ceia do Senhor e lava-pés no Povoado Currais Novos;
HORÁRIOS DAS PASTORAIS PARA AS ADORAÇÕES AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO
19h00: Ministros da Eucaristia;
20h00: Associação N. Sra. da Rosa Mística;
21h00: Terço dos Homens;
22h00: ECC;
23h00: Grupo Jovem e Crismandos.

01 abril 2012

Domingo de Ramos


A entrada de JESUS em Jerusalém

A Semana Santa começa no domingo chamado de Ramos porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples que o aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”.
Esse povo tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia há poucos dias e estava maravilhado. Ele tinha a certeza de que este era o Messias anunciado pelos Profetas; mas esse povo tinha se enganado no tipo de Messias que ele era. Pensavam que fosse um Messias político, libertador social que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.
Para deixar claro a este povo que ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, mas o grande libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, Ele entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo!
Dessa forma o Domingo de Ramos é o início da Semana que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras. Os ramos significam a vitória: "Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas".
Os Ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que ela é desvalorizada e espezinhada.
Os Ramos sagrados que levamos para nossas casas após a Missa, lembram-nos que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.
O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rápido. Ela nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo mas na eternidade, que aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai.
A Missa do domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a paixão de Jesus: sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas, a prisão, os mau tratos nas mãos do soldados na casa de Anãs, Caifás; seu julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, sua condenação, o povo a vociferar “crucifica-o, crucifica-o”; as bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do Cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, seu diálogo com o bom ladrão, sua morte e sepultura.
A entrada "solene" de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que o homenageou motivada por seus milagres, agora lhe vira as costas e muitos pedem a sua morte. Jesus que conhecia o coração dos homens não estava iludido. Quanta falsidade nas atitudes de certas pessoas!
Quantas lições nos deixam esse domingo de Ramos!

30 março 2012

Programação Religiosa da Semana Santa em Jardim do Seridó


01/04 (Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor): Neste dia se faz a COLETA NACIONAL DA SOLIDARIEDADE como gesto concreto da Campanha da Fraternidade.
06h30: Bênção dos ramos na Praça Dr. Paulo Gonçalves de Medeiros, seguida de procissão até a Matriz e Santa Missa.
19h00: Bênção e Missa dos ramos na Vila do Catururé e Celebração no Povoado Currais Novos.
03/04 (Terça-feira Santa):
19h00: Missa no Santuário do Sagrado Coração de Jesus.
04/04 (Quarta-feira Santa):
08h00: Missa no Abrigo Dispensário São Judas Tadeu.
19h00: Terço dos Homens na Igreja Matriz.
19h00: Via-Sacra no Santuário do Sagrado Coração de Jesus.
19h00: Via-Sacra luminosa pelas ruas do Bairro Bela Vista.
05/04 (Quinta-feira Santa / Início do tríduo pascal): Nesse dia, Jesus instituiu a Sagrada Eucaristia e o Sacerdócio da Nova Aliança.
08h00: Missa do crisma (santos óleos) na Catedral de Sant`Ana em Caicó.
17h00: Missa da Ceia do Senhor e lava-pés na Igreja Matriz.
19h00: Missa da Ceia do Senhor e lava-pés no Povoado Currais Novos.
Das 19h00 às 24h00: Adoração ao Santíssimo Sacramento na Igreja Matriz pelas Pastorais.
06/04 (Sexta-feira da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo): Nesse dia, a Igreja recomenda jejum e abstinência de carne. A coleta realizada na Celebração é destinada a ajudar a preservação de LUGARES SANTOS.
Das 07h00 às 15h00: Adoração ao Santíssimo Sacramento na Igreja Matriz pelas Pastorais.
15h00: Celebração da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo na Igreja Matriz, em seguida procissão com as imagens do Senhor Morto e Nossa Senhora das Dores até o Santuário, sermão da cruz e início do grande silêncio.
19h00: Via-Sacra na Vila do Catururé e no Povoado Currais Novos.
07/04 (Sábado Santo): A Igreja proclama solenemente a sua fé na ressurreição de Jesus e convida todos os fiéis a alegrarem-se pela vitória de Cristo, que é a nossa própria vitória.
22h00: Solene Vigília Pascal na Igreja Matriz.
08/04 (Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor)
09h00: Batizados na Igreja Matriz.
16h30: Missa da Ressurreição no Sítio Recanto e Celebração no Povoado Currais Novos.
19h00: Missa da Ressurreição na Igreja Matriz.
NOTAS
- A Secretaria Paroquial será fechada da quinta-feira, 05/04, ao sábado, 07/04, sendo reaberta somente na segunda-feira após a semana santa. Portanto, quem quiser colocar suas intenções para a missa do domingo de Páscoa, deve procurar a referida Secretaria Paroquial até a quarta-feira, dia 04 de abril;
- No sábado santo, os fiéis deverão trazer uma vela para a renovação das promessas batismais e, se desejarem, uma garrafa com água para a bênção da mesma.
HORÁRIOS DAS PASTORAIS PARA AS ADORAÇÕES AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO
05/04 (Quinta-feira Santa):
19h00: Ministros da Eucaristia
20h00: Associação N. Sra. da Rosa Mística
21h00: Terço dos Homens
22h00: ECC
23h00: Grupo Jovem e crismandos
06/04 (Sexta-feira Santa):
07h00: Conselho, conferências vicentinas e famílias assistidas
08h00: Apostolado da Oração e Pia União de Santa Teresinha
09h00: Crianças da catequese da 1ª Eucaristia e da IAM
10h00: Pastoral do Dízimo
11h00: Movimento das Capelinhas e EVP
12h00: Setores Missionários
13h00: Adoração individual
14h00: Coroinhas
Padre Amaurilo José da Silva - Pároco

24 abril 2011

Papa Bento XVI celebra missa de Páscoa para 100.000 fiéis no Vaticano



Cristãos de todo o mundo celebram o Domingo de Páscoa: os calendários de diferentes igrejas coincidem este ano. (AFP)
Dezenas de milhares de fiéis, cerca de 100.000 segundo fontes vaticanas, participam na praça de São Pedro do Vaticano da missa solene do Domingo da Ressurreição, oficiada pelo papa Bento XVI. 
Ela é celebrada ao lado dos cardeais Jean Lous Tauran e Raffaele Farina. Ainda participam do rito dezenas de cardeais, bispos e sacerdotes. Depois da celebração, o pontífice lerá a Mensagem Pascal e dará a bênção “Urbi et Orbi”, à cidade de Roma e a todo o mundo. 
Como ocorre desde o ano 2000, quando se recuperou uma tradição perdida há 800 anos, no altar está colocado o ícone do Santíssimo Salvador conhecido como “Acheropita” (que significa não pintado por mãos humanas). Trata-se de uma das imagens mais veneradas da cristandade e que se conserva na capela do “Sancta Santorum” – existente no prédio anexo à Basílica de São João de Latrão, onde está a Escada Santa que segundo a tradição Jesus subiu durante sua paixão.
Antes de começar a missa, o papa orou alguns minutos frente ao ícone do Santíssimo Salvador. A praça vaticana está adornada com 42.000 flores, entre elas rosas, cravos, lírios, flor de macieira e tulipas, assim como rododendros, azaleias, magnólias, narcisos, jacintos, todas elas procedentes, como já é de tradição, da Holanda. A Mensagem Pascal porá fim aos ritos da Semana Santa.
No meio da tarde, Bento XVI partirá para a residência de Castelgandolfo, situada há 33 quilômetros ao sul de Roma, para passar alguns dias de descanso. Ele voltará na quarta-feira ao Vaticano para a audiência pública e voltará a Castelgandolfo, para retornar definitivamente em 30 de abril e acompanhar do Vaticano a Vigília no Circo Massimo de Roma por ocasião da beatificação no dia seguinte, 1º de maio, do papa João Paulo II.
Apelo – O papa Bento XVI aproveitou a ocasião para lançar um chamado para a crise na Líbia. “Que a diplomacia e o diálogo ocupem o lugar das armas na Líbia, e que na atual situação seja favorecido o acesso das ajudas humanitárias a todos que sofrem as consequências do conflito”, pediu, antes de realizar sua bênção “Urbi et Orbi”, a celebração mais solene do calendário cristão.
“Que o fulgor de Cristo chegue também aos povos do Oriente Médio, para que a luz da paz e da dignidade humana vença as trevas da divisão, do ódio e da violência”, completou o pontífice. Em sua mensagem, o papa convidou em particular os jovens da África e do Oriente Médio a promover o bem comum e construir uma sociedade na qual a “pobreza seja derrotada” e toda decisão política inspire-se no “respeito à pessoa humana”.
Jerusalém - Cristãos de todo o mundo também celebram o domingo de Páscoa em Jerusalém, marcando o dia da ressurreição de Jesus na Cidade Santa há dois milênios. Cristãos ortodoxos e católicos romanos tiveram cerimônias na Igreja do Santo Sepulcro, reverenciado como o local nas imediações onde Jesus foi crucificado, enterrado e ressuscitou.
Os calendários diferentes das igrejas coincidem este ano. Religiosos fizeram procissão no local, onde as celebrações de cada igreja são coordenadas cuidadosamente para evitar conflitos. Protestantes mantiveram suas próprias celebrações de Páscoa fora dos muros da Cidade Velha, no Jardim da Tumba, onde alguns identificam como o local onde Jesus foi enterrado.
(Com agências Estado e France-Presse)
Fonte: Blog Carmadélio - Comunidade Shalom



Formação: Ressuscitou de verdade!


Celebrar a Páscoa é chegar ao encontro com Cristo vivo

Uma antiga e sempre atual saudação para o Tempo Pascal resume em poucas palavras a fé dos cristãos: “Cristo ressuscitou”! A resposta confirma a convicção: “Ressuscitou de verdade”! Pode ser retomada na Liturgia e repetida nos cumprimentos entre as pessoas e, mais ainda, pode ser roteiro de vida! É o nosso modo de desejar uma Santa Páscoa a todos, augurando vida nova e testemunho vivo do Ressuscitado, com todas as consequências para a vida pessoal e para a sociedade.
Celebrar a Páscoa é penetrar no mistério de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nestes dias de Semana Santa salta à vista Seu modo tão divino e humano de viver a entrega definitiva. “Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora, hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13, 1). É a entrega livre daquele de quem ninguém tira a vida, mas se faz dom de salvação.
Jesus Cristo, que é verdadeiro Deus, oferece o testemunho de inigualável maturidade, na qual se encontra a referência para todos os seres humanos. “Os guardas voltaram aos sumos sacerdotes e aos fariseus, que lhes perguntaram: Por que não o trouxestes? Responderam: Ninguém jamais falou como este homem” (Jo 7, 45-46). Encontrá-Lo é descobrir o caminho da realização pessoal. Mas seria pouco considerá-Lo apenas exemplo a ser seguido. “De fato, Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16). O homem verdadeiro é Senhor e Salvador. N'Ele estão nossas esperanças e a certeza da ressurreição. Mais do que Mestre ou sábio de renome, n'Ele está a salvação.

Formação: Domingo da Ressurreição


Reconhecer o Cristo ressuscitado e testemunhar


Páscoa é passagem para uma situação melhor, da morte para vida, do pecado para graça, da escravidão para liberdade, baseado não em nossas forças, mas na fé em Jesus Cristo. Páscoa se dá não só no rito da Liturgia; deve acontecer em cada instante da vida do homem em busca da terra prometida, da vida nova da felicidade. O Tempo Pascal acontece do Domingo da ressurreição até o Domingo de Pentecostes, por isso, cinqüenta dias na presença do ressuscitado nos preparando para receber o Espírito Santo prometido.
Nas leituras bíblicas, sobretudo nos Evangelhos do Tempo Pascal, percebemos que Jesus se dá a conhecer, que Jesus ressuscita lá onde existe acolhimento, lá onde se presta serviço ao próximo. podemos dizer que Jesus ressuscita lá onde se vive o novo mandamento do amor, da caridade. Primeiramente Jesus se dá a conhecer às mulheres que vão ao sepulcro pra ungir com aromas o seu corpo. Jesus se dá a conhecer a madalena, que vai em busca do seu corpo. Jesus se manifesta a Pedro e João que vão ao sepulcro. Jesus aparece à comunidade reunida no cenáculo. Tomé que não está presente não usufrui da presença do Senhor; tornando-se presente, no entanto, também reconhece o Senhor.
O Evangelho mais significativo nesta linha é certamente o Evangelho dos discípulos de Emaús (Cf. Lc 24, 13-35). Aqueles em que Cristo se dá a conhecer pela sua Palavra e pela fração do pão (Eucaristia). Aqueles que, a seu exemplo, acolhem os irmãos na caridade e compartilham com eles sua vida, constituem o Cristo ressuscitado entre os homens. Cristo ressuscita os que andam a procura, Cristo ressuscita os que vivem os acontecimentos a luz da Escritura, Cristo ressuscita nos que acolhem e nos que servem, Cristo ressuscita nos que sabem partir o pão. Na medida em que existir entre os homens a atitude hospitaleira, isto é, de serviço, a exemplo dos discípulos de Emaús, Cristo vai ressuscitando através da história dos homens.
É preciso, pois, a exemplo de Cristo, partir o pão e servir, isto é, colocar-se a serviço do próximo, tornando-se pão, alimento para a vida do mundo. Eis o sentido atual do milagre da multiplicação dos pães. Cristo então está ressuscitando em sua vida?
Quando os discípulos o reconhecem na fração do pão, ele desapareceu. Não é mais necessidade de Cristo permanecer entre os homens de maneira corpórea, pois ele continua presente de maneira sacramental nos seus discípulos, na sua Igreja, naqueles que vivem o serviço do amor, pois o novo mandamento tudo renova, faz reviver todas as coisas.
“Ide dirá Ele, vós sereis minhas testemunhas até os confins da terra”. Vós sereis meus continuadores no meio dos homens. Isso vem expresso no que segue: “Levantaram na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Eles, por sua vez, contaram o que havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão” (Cf. Lc 24, 33-35).
Pela caridade os cristãos se apresentam no mundo como chagas do Cristo ressuscitado, onde o homem, a exemplo de Tomé, poderá perceber e apalpar o amor de Cristo e crer Nele; e, acreditando, tenha a vida eterna. Cada cristão é convidado a se tornar presença do Cristo ressuscitado entre os irmãos, de tal sorte que os homens reconheçam a face de Cristo na caridade do irmão.
Clique em comentários e diga, tenho vivido como alguém ressuscitado em Cristo? Deixe os seus pedidos de orações.
Fonte de pesquisa: Livro Celebrar a Vida Cristã, Frei Alberto Beckhauser, OFM; Ed. Vozes, 1991.
Soltemos o nosso grito: ALELUIA! Pois Cristo ressuscitou e nos deu vida nova. Este é um canto litúrgico muito antigo que se reza em todas as grandes solenidades de nossa fé, cantemos os louvores do Senhor:
Clique em comentários como você vive sua fé e deixe seus pedidos de orações.
Oração: Ó Deus, que fazeis crescer a vossa Igreja dando-lhe sempre novos filhos e filhas, concedei que por toda a sua vida estes vossos servos e servas sejam fiéis ao sacramento do batismo que receberam professando a fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Oração: Ó Deus, que nos concedestes à salvação pascal, acompanhai o vosso povo com vossos dons celestes, para que, tendo conseguido a verdadeira liberdade, possa um dia alegrar-se no céu, como exulta agora na terra. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém
Minha benção fraterna+
Padre Luizinho,
Missionário Canção Nova.
Fonte: canção nova 

23 abril 2011

Formação: Sábado Santo


"Durante o Sábado santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e sua morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição (Circ 73).
No dia do silêncio: a comunidade cristã vela junto ao sepulcro. Calam os sinos e os instrumentos. É ensaiado o aleluia, mas em voz baixa. É o dia para aprofundar. Para contemplar. O altar está despojado. O sacrário aberto e vazio.

A Cruz continua entronizada desde o dia anterior. Central, iluminada, com um pano vermelho com o louro da vitória. Deus morreu. Quis vencer com sua própria dor o mal da humanidade. É o dia da ausência. O Esposo nos foi arrebatado. Dia de dor, de repouso, de esperança, de solidão. O próprio Cristo está calado. Ele, que é Verbo, a Palavra, está calado. Depois de seu último grito da cruz "por que me abandonaste?", agora ele cala no sepulcro. Descansa: "consummantum est", "tudo está consumado". Mas este silêncio pode ser chamado de plenitude da palavra. O assombro é eloqüente. "Fulget crucis mysterium", "resplandece o mistério da Cruz".
O Sábado é o dia em que experimentamos o vazio. Se a fé, ungida de esperança, não visse no horizonte último desta realidade, cairíamos no desalento: "nós o experimentávamos… ", diziam os discípulos de Emaús.
É um dia de meditação e silêncio. Algo pareceido à cena que nos descreve o livro de Jó, quando os amigos que foram visitá-lo, ao ver o seu estado, ficaram mudos, atônitos frente à sua imensa dor: "Sentaram-se no chão ao lado dele, sete dias e sete noites, sem dizer-lhe uma palavra, vendo como era atroz seu sofrimento" (Jó. 2, 13).
Ou seja, não é um dia vazio em que "não acontece nada". Nem uma duplicação da Sexta-feira. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo em que pode ir uma pessoa. E junto a Ele, como sua Mãe Maria, está a Igreja, a esposa. Calada, como ele. O Sábado está no próprio coração do Tríduo Pascal. Entre a morte da Sexta-feira e a ressurreição do Domingo nos detemos no sepulcro. Um dia ponte, mas com personalidade. São três aspectos -não tanto momentos cronológicos- de um mesmo e único mistério, o mesmo da Páscoa de Jesus: morto, sepultado, ressuscitado:
"...se despojou de sua posição e tomou a condição de escravo…se rebaixou até se submeter inclusive à morte, quer dizer, conhecesse o estado de morte, o estado de separação entre sua alma e seu corpo, durante o tempo compreendido entre o momento em que Ele expirou na cruz e o momento em que ressuscitou. Este estado de Cristo morto é o mistério do sepulcro e da descida à mansão dos mortos. É o mistério do Sábado Santo em que Cristo depositado na tumba manifesta o grande repouso sabático de Deus depois de realizar a salvação dos homens, que estabelece na paz o universo inteiro". 
Vigília Pascal
A celebração é no sábado à noite, é uma Vigília em honra ao Senhor, segundo uma antiqüíssima tradição, (Ex. 12, 42), de maneira que os fiéis, seguindo a exortação do Evangelho (Lc. 12, 35 ss), tenham acesas as lâmpadas como os que aguardam a seu Senhor quando chega, para que, ao chegar, os encontre em vigília e os faça sentar em sua mesa.
Vigília Pascal se desenvolve na seguinte ordem:
·         Breve Lucernário
·         Abençõa-se o fogo. Prepara-se o círio no qual o sacerdote com uma punção traça uma cruz. Depois marca na parte superior a letra Alfa e na inferior Ômega, entre os braços da cruz marca as cifras do anos em curso. A continuação se anuncia o Pregão Pascal.
·         Liturgia da Palavra
Nela a Igreja confiada na Palavra e na promessa do Senhor, media as maravilhas que desde os inícios Deus realizou com seu povo.
·         Liturgia Batismal
São chamados os catecúmenos, que são apresentados ao povo por seus padrinhos: se são crianças serão levados por seus pais e padrinhos. Faz-se a renovação dos compromissos batismais.
·         Liturgia Eucarística
Ao se aproximar o dia da Ressurreição, a Igreja é convidada a participar do banquete eucarístico, que por sua Morte Ressurreição, o Senhor preparou para seu povo. Nele participam pelas primeira vez os neófitos.
Toda a celebração da Vigília Pascal é realizada durante a noite, de tal maneira que não se deva começar antes de anoitecer, ou se termine a aurora do Domingo.
A missa ainda que se celebre antes da meia noite, é a Missa Pascal do Domingo da Ressurreição. Os que participam desta missa, podem voltar a comungar na segunda Missa de Páscoa.
O sacerdote e os ministros se revestem de branco para a Missa. Preparam-se os velas para todos os que participem da Vigília.
Fonte: acidigital

22 abril 2011

Formação: Sexta-feira da Paixão do Senhor


Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito
A Igreja, com a meditação da Paixão de seu Senhor e Esposo e com a Adoração da Cruz, comemora a sua origem, nascida do lado de Cristo crucificado, e intercede pelo mundo. Na celebração da tarde de Sexta-feira Santa, recebemos em comunhão o Corpo do Senhor. “Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito”.
Is 52,13-53,12
Sl 30 (31),2.6.12-13.15-16.17.25 (R/. Lc
23,46)
Hb 4,14-16; 5,7-9
Jo 18,1-19,42
Roteiro diário
Oração: Reze esta oração, composta pelo Papa Paulo VI. Pouco a pouco, você saberá repeti-la com calma e ser acompanhado por ela muitas vezes durante o ano.
Ó Espírito Santo, dai-me um coração grande, aberto à vossa silenciosa e forte palavra inspiradora, fechado a todas as ambições mesquinhas, alheio a qualquer desprezível competição humana, compenetrado do sentido da santa Igreja! Um coração grande, desejoso de se tornar semelhante ao coração do Senhor Jesus! Um coração grande e forte para amar a todos, para servir a todos, para sofrer por todos! Um coração grande e forte, para superar todas as provações, todo tédio, todo cansaço, toda desilusão, toda ofensa! Um coração grande e forte, constante até o sacrifício, quando for necessário! Um coração cuja felicidade é palpitar com o coração de Cristo e cumprir, humilde, fiel e firmemente a vontade do Pai. Amém.
Leitura orante da Palavra de Deus: Leia o texto indicado para cada dia, escolhendo o Evangelho do dia ou uma das leituras indicadas pela Igreja.
Gestos penitenciais: Três práticas acompanham nossa Quaresma: a oração, a penitência ou jejum e a caridade. Acolha nossas propostas e exercite a criatividade, descobrindo e atualizando estas práticas em sua vida diária.
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA

21 abril 2011

Quinta-feira Santa


A liturgia da Quinta-feira Santa é um convite a aprofundar concretamente no misterio da Paixão de Cristo, já que quem deseja seguí-lo deve sentar-se à sua mesa e, com o máximo recolhimento, ser espectador de tudo o que aconteceu na noite em que iam entregá-lo.
E por outro lado, o mesmo Senhor Jesus nos dá um testemunho idôneo da vocação ao serviço do mundo e da Igreja que temos todos os fiéis quando decide lavar os pés dos seus discípulos.
Neste sentido, o Evangelho de São João apresenta a Jesus 'sabendo que o Pai pôs tudo em suas mãos, que vinha de Deus e a Deus retornava', mas que, ante cada homem, sente tal amor que, igual como fez com os discípulos, se ajoelha e lava os seus pés, como gesto inquietante de uma acolhida inalcansável.
São Paulo completa a representação lembrando a todas as comunidades cristãs o que ele mesmo recebeu: que aquela memorável noite a entrega de Cristo chegou a fazer-se sacramento permanente em um pão e em um vinho que convertem em alimento seu Corpo e seu Sangue para todos os que queiram recordá-lo e esperar sua vinda no final dos tempos, ficando assim instituída a Eucaristía.
A Santa Missa é então a celebração da Ceia do Senhor na qual Jesus, um dia como hoje, na véspera da su paixão, "enquanto ceava com seus discípulos tomou pão..." (Mt 26, 26).
Ele quis que, como em sua última Ceia, seus discípulos se reunissem e se recordassem dEle abençoando o pão e o vinho: "Fazei isto em memória de mim" (Lc 22,19).
Antes de ser entregue, Cristo se entrega como alimento. Entretanto, nesta Ceia, o Senhor Jesus celebra sua morte: o que fez, o fez como anúncio profético e oferecimento antecipado e real da sua morte antes da sua Paixão. Por isso "quando comemos deste pão y bebemos deste cálice, proclamamos a morte do Senhor até que ele volte" (1Cor 11, 26).
Assim podemos afirmar que a Eucaristia é o memorial não tanto da Última Ceia, e sim da Morte de Cristo que é Senhor, e "Senhor da Morte", isto é, o Resuscitado cujo regresso esperamos de acordo com a promessa que Ele mesmo fez ao despedir-se: "Um pouco de tempo e já não me vereis, mais um pouco de tempo ainda e me vereis" (Jo 16, 16).
Como diz o prefácio deste dia: "Cristo verdadeiro e único sacerdote, se ofereceu como vítima de salvação e nos mandou perpetuar esta oferenda em sua comemoração". Porém esta Eucaristia deve ser celebrada com características próprias: como Missa "na Ceia do Senhor".
Nesta Missa, de maneira diferente de todas as demais Eucaristias, não celebramos "diretamente" nem a morte nem a ressurreição de Cristo. Não nos adiantamos à Sexta-feira Santa nem à noite de Páscoa.
Hoje celebramos a alegria de saber que esta morte do Senhor, que não terminou no fracasso mas no êxito, teve um por quê e um para quê: foi uma "entrega", um "dar-se", foi "por algo"ou melhor dizendo, "por alguém" e nada menos que por "nós e por nossa salvação" (Credo). "Ninguém a tira de mim,(Jesus se refere à sua vida) mas eu a dou livremente. Tenho poder de entregá-la e poder de retomá-la." (Jo 10, 18), e hoje nos diz que foi para "remissão dos pecados" (Mt 26, 28c).
Por isso esta Eucaristia deve ser celebrada o mais solenemente possível, porém, nos cantos, na mensagem, nos símbolos, não deve ser nem tão festiva nem tão jubilosamente explosiva como a Noite de Páscoa, noite em que celebramos o desfecho glorioso desta entrega, sem a qual tivesse sido inútil; tivesse sido apenas a entrega de alguém mais que morre pelos pobres e não os liberta. Porém não está repleta da solene e contrita tristeza da Sexta-feira Santa, porque o que nos interessa "sublinhar" neste momento, é que "o Pai entregou o Seu Filho para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna"(Jo 3, 16) e que o Filho entregou-se voluntariamente a nós apesar de que fosse através da morte em uma cruz ignominiosa.
Hoje há alegria e a Igreja rompe a austeridade quaresmal cantando o "glória": é a alegria de quem se sabe amado por Deus; porém ao mesmo tempo é sóbria e dolorida, porque conhecemos o preço que Cristo pagou por nós.
Poderíamos dizer que a alegria é por nós e a dor por Ele. Entretanto predomina o gozo porque no amor nunca podemos falar estritamente de tristeza, porque aquele que dá e se entrega con amor e por amor, o faz com alegria e para dar alegria.
Podemos dizer que hoje celebramos com a liturgia (1a. Leitura) a Páscoa. Porém a da Noite do Êxodo (Ex 12) e não a da chegada à Terra Prometida (Js 5, 10-ss).
Hoje inicia a festa da "crise pascoal", isto é, da luta entre a morte e a vida, já que a vida nunca foi absorvida pela morte mas sim combatida por ela. A noite do sábado de Glória é o canto à vitória porém tingida de sangue, e hoje é o hino à luta, mas de quem vence, porque sua arma é o amor.
Fonte: acidigital

Papa explica significado do Tríduo Pascal: acolher vontade de Deus

Da Redação, Leonardo Meira
"O critério que guiou cada escolha de Jesus durante toda a sua vida foi a firme vontade de amar o Pai, de ser um com o Pai, e ser-Lhe fiel. Essa decisão de corresponder ao seu amor o levou a abraçar, em cada circunstância, o projeto do Pai. No reviver o santo Tríduo, disponhamo-nos a acolher também nós na nossa vida a vontade de Deus, conscientes de que na vontade de Deus, também se parece dura, em contraste com as nossas intenções, encontra-se o nosso verdadeiro bem, o caminho da vida", destacou o Papa Bento XVI na Catequese nesta quarta-feira, 20, dedicada ao sentido do Tríduo Pascal, que começa na Quinta-feira Santa e vai até o Sábado Santo.
O Pontífice exortou os fiéis reunidos na Praça de São Pedro a acolher o mistério da Salvação operada por Cristo e a participar intensamente do Tríduo, buscando o recolhimento e a oração, de forma a alcançar mais profundamente a fonte de graça que é esse período para a vida de cada cristão.
Sobre o episódio em que Jesus dirige-se ao Horto das Oliveiras para rezar com o Pai e pede para que os discípulos Pedro, Tiago e João vigiem com ele - os três adormecem e não atendem ao pedido do Senhor -, recordado na Adoração da Quinta-feira Santa, o Papa explicou:
"É uma mensagem permanente para todos os tempos, porque a sonolência dos discípulos era não somente o problema daquele momento, mas é o problema de toda a história. A questão está em que consiste essa sonolência, em que consistiria a vigilância à qual o Senhor nos convida. Diria que a sonolência dos discípulos ao longo da história é uma certa insensibilidade da alma frente ao poder do mal, uma insensibilidade por todo o mal do mundo. É insensibilidade por Deus: essa é a nossa verdadeira sonolência; essa insensibilidade pela presença de Deus que nos torna insensíveis também para o mal. Não ouvimos Deus – nos perturbaria – e assim não ouvimos, naturalmente, também a força do mal e permanecemos sobre a estrada da nossa comodidade. A adoração noturna da Quinta-feira Santa, o ser vigilantes com o Senhor, deveria ser exatamente o momento para fazer-nos refletir sobre a sonolência dos discípulos, dos defensores de Jesus, dos apóstolos, de nós, que não vemos, não desejamos ver toda a força do mal, e que não desejamos entrar na sua paixão pelo bem, pela presença de Deus no mundo, pelo amor ao próximo e a Deus".
O Papa também sublinhou que a oração do Senhor no Horto - "Não a minha vontade, mas a tua seja realizada" - indica que a vontade puramente humana do Senhor era não querer morrer, que lhe fosse afastado o cálice do sofrimento:
"E assim Jesus transforma, nessa oração, a aversão natural, a aversão contra o cálice, contra a sua missão de morrer por nós; transforma essa sua vontade natural em vontade de Deus, em um 'sim' à vontade de Deus. O homem por si só é tentado a opor-se à vontade de Deus, a ter a intenção de seguir a própria vontade, de sentir-se livre somente se é autônomo. Esse é o drama da nossa redenção, que Jesus puxa para o alto a nossa vontade, toda a nossa aversão contra a vontade de Deus e a nossa aversão contra a morte e o pecado, e a une com a vontade do Pai: 'Não a minha vontade mas a tua'. Nessa transformação do 'não' em 'sim', nessa inserção da vontade da criatura na vontade do Pai, Ele transforma a humanidade e nos redime. E convida-nos a entrar neste seu movimento: sair do nosso 'não' e entrar no 'sim' do Filho.
 A minha vontade existe, mas decisiva é a vontade do Pai, porque essa é a verdade e o amor. Se refletimos sobre este drama do Getsemani, podemos também ver o grande contraste entre Jesus com a angústia, com o seu sofrimento, em relação ao grande filósofo Sócrates, que permanece pacífico, sem perturbação diante da morte. E parece esse o ideal. Podemos admirar esse filósofo, mas a missão de Jesus era uma outra. A sua missão não era essa total indiferença e liberdade; a sua missão era levar em si todo o nosso sofrimento, todo o drama humano. E por isso exatamente essa humilhação do Getsemani é essencial para a missão do Homem-Deus. Ele carrega em si o nosso sofrimento, a nossa pobreza, e a transforma segundo a vontade de Deus. E assim abre as portas do céu, abre o céu".
Dia a dia
O Santo Padre explicou que a Quinta-feira Santa é o dia em que se faz memória da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio Ministerial. "Na tarde da Quinta-feira Santa inicia efetivamente o Tríduo Pascal, com a memória da Última Ceia, na qual Jesus instituiu o Memorial da sua Páscoa, dando cumprimento ao rito pascal hebraico. A Quinta-feira Santa, enfim, encerra-se com a Adoração eucarística, na recordação da agonia do Senhor no Horto das Oliveiras", disse.
A Sexta-feira Santa é dedicada à memória da paixão e da morte do Senhor. "Adoraremos Cristo Crucificado, participaremos nos seus sofrimentos com a penitência e o jejum. Acompanhemos, portanto, na Sexta-feira Santa também nós Jesus que sai ao Calvário, deixemo-nos guiar por Ele até a cruz, recebamos a oferta do seu corpo imolado", afirmou.
Já na noite do Sábado Santo, celebra-se a solene Vigília Pascal, "na qual nos é anunciada a ressurreição de Cristo, a sua vitória definitiva sobre a morte que nos interpela a ser n'Ele homens novos", concluiu. 
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