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08 abril 2012

Missa de Páscoa na praça de São Pedro reúne quase 100 mil pessoas


Papa Bento XVI chega ao altar para celebrar Missa de Páscoa no Vaticano
Foto: (Pier Paolo Cito/AP)

PAPA BENTO XVI CELEBROU MISSA NA PRAÇA DA BASÍLICA DE SÃO PEDRO. DEPOIS, PONTÍFICE PRONUNCIOU MENSAGEM DE PÁSCOA EM 65 IDIOMAS.

Quase 100 mil pessoas compareceram neste domingo (8) à praça de São Pedro, no Vaticano, para assistir à missa de Páscoa celebrada pelo Papa Bento XVI. A estimativa de público foi divulgada pelo Vaticano.
A missa, que começou às 10h30 (5h30, no horário de Brasília), é a principal festa do cristianismo e precede a bênção "urbi et orbi" (à cidade de Roma e ao mundo), durante a qual o papa pronuncia uma mensagem de Páscoa em 65 idiomas.
Fim da violência na Síria
Na mensagem, exibida ao vivo para vários países, Bento XVI condenou as discriminações e perseguições sofridas pelos cristãos no mundo, em particular no Oriente Médio, ao mesmo tempo que pediu o fim da violência e o início do diálogo na Síria.
"Cristo é esperança e consolo de modo particular para as comunidades cristãs que mais provas sofrem por causa da fé, por discriminações e perseguições", disse ao mencionar os conflitos no Oriente Médio, Síria, Mali e Nigéria.
O pontífice pediu pelo fim do derramamento de sangue na Síria e defendeu o diálogo e a reconciliação no país, afetado por uma revolta popular duramente reprimida pelo regime de Bashar al-Assad. "Que na Síria cesse o derramamento de sangue e se inicie sem demora a via do respeito, do diálogo e da reconciliação, como também defende a comunidade internacional".
Antes da missa na praça da basílica de São Pedro, o pontífice atravessou a multidão à frente de uma procissão de religiosos. Bento XVI vestiu os ornamentos litúrgicos dourados, como é tradição. A mensagem de Páscoa concluiu os ritos da Semana Santa. O papa deverá passar a segunda-feira (9) de Páscoa, que é dia festivo no Vaticano e na Itália, no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, no sul de Roma.
Também neste domingo (8), o Vaticano anunciou que Bento XVI visitará o Líbano entre os dias 14 e 16 de setembro. A viagem terá como objetivo enviar uma mensagem de paz e unidade aos cristãos desta região do Oriente Médio.
Fiéis se reúnem na praça da basílica de São Pedro na manhã deste domingo 
(8) (Foto: Pier Paolo Cito/AP)


Fonte: G1

06 abril 2012

Mensagem de Páscoa aos leigos do Brasil


O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, dom Severino Clasen, enviou uma mensagem de Páscoa para todos os leigos da Igreja no Brasil. No texto, ele destaca a missão de cada cristão de anunciar o Cristo Ressuscitado a todas as pessoas. Confira a íntegra da mensagem a seguir:
Cristo ressuscitou, eis a nossa grande alegria!
Estimadas leigas e leigos, bispos, padres, diáconos, religiosas e religiosos, leigas consagradas, CEBs, Conselho dos Leigos, CEFEP, associações laicais e novas comunidades, enfim, todas as formas de chamados à vida cristã,
Tomados pela grande esperança e iluminados pela penitência quaresmal, chegou a hora de celebrar solenemente o anúncio da ressurreição de Cristo, “Ele está no meio de nós”. Eis agora a nossa missão, anunciar o Cristo ressuscitado a todas as pessoas.  Pelo dom do batismo, temos essa missão. A nossa satisfação na vida consiste em viver e deixar-se conduzir pelos mesmos sentimentos de nosso Senhor Jesus Cristo, morto na cruz e ressuscitado no primeiro dia da semana.
Comemorando os 50 anos do Concílio Vaticano II, eis um dentre tantos outros frutos produzidos, num dos seus documentos sobre o apostolado dos leigos e leigas, Apostolicam Actuositatem: “Sendo Cristo, enviado pelo Pai, fonte e origem de todo o apostolado da Igreja, é evidente que a fecundidade do apostolado da Igreja depende da sua união vital com Cristo, como diz o  Senhor: “aquele que permanece em mim e eu nele produz muito fruto; porque, sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15,5) [...] Desta forma é necessário que os leigos, com prontidão e alegria de espírito, progridam na santidade, esforçando-se por superar as dificuldades, com prudência e paciência. Nem os cuidados familiares nem os outros negócios seculares devem ser estranhos à orientação espiritual da vida, segundo a palavra do Apóstolo: “tudo o que fizerdes de palavra ou ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, por ele dando graças a Deus Pai” (Cl 3,17). Tal vida exige contínuo exercício da fé, da esperança e da caridade. Só pela luz da fé e meditação da palavra de Deus é possível, sempre e em toda a parte, reconhecer Deus no qual “vivemos, nos movemos e somos” (At 17,28), procurar a sua vontade em todo o acontecimento, ver Cristo em todos os homens, quer próximos, quer afastados, ter um conceito do verdadeiro significado e do valor das coisas temporais, em si mesmas e em ordem ao fim do homem.
Os que possuem esta fé vivem na esperança da revelação dos filhos de Deus, lembrados da cruz e da ressurreição do Senhor” (A.A. 4).
Com essa belíssima mensagem, a Comissão Pastoral Episcopal para o Laicato, quer desejar a todos e a todas as redobradas bênçãos e verdadeiros sentimentos de alegria pela festa da Páscoa do Senhor. Sejamos os verdadeiros e alegres testemunhas da ressurreição do Senhor com nossas vidas e contagiemos toda a sociedade com a sincera vida digna, justa e fiel ao Senhor. Que o nosso apostolado dentro da Igreja e dentro da sociedade traga frutos de profundas mudanças, reconquistando a justiça, a fidelidade, a honestidade e a sensibilidade fraterna entre todos nós, seres humanos, em harmonia com toda a criação. Façamos a bela experiência de Maria em receber em nossas vidas a verdade e certeza de que Cristo ressuscitou e agora está no meio de nós.
Feliz Páscoa!
Dom Frei Severino Clasen, OFM
Bispo de Caçador – SC
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicat
Fonte: CNBB

30 junho 2011

Formação: O que devemos fazer depois da Páscoa e de Pentecostes?


Depois de um período intenso, como é a Páscoa, cuja culminância está no envio do Paráclito, devemos nos perguntar: o que vem depois da Páscoa e de Pentecostes? O Tempo Comum pode parecer uma resposta muito simples e pronta, mas revela uma profunda espiritualidade, apresentada no mistério do Tabor.
Naquela ocasião, Nosso senhor subira ao monte com Tiago, Pedro e João (Lc 9, 28-36) para rezar. Enquanto orava, o rosto e as vestes de Jesus brilhavam de modo intenso e reluzente a tal ponto que os discípulos ficaram como que assustados (Lc 9, 32 ou Mc 9, 6) e perplexos, uma vez que podiam ver a glória do Senhor. De tal modo esse fato mexeu com eles que perguntaram a Jesus se não podiam ficar por ali, num indicativo de: para sempre! Jesus responde negativamente, indicando que o caminho a seguir não era aquele. Ora, tal resposta nos indica um modo muito profundo de continuarmos nossa caminhada depois de celebrarmos os "sagrados mistérios" que todos os dias são atualizados na ara santa do altar.
Não podemos nos apegar às manifestações de Nosso Senhor, senão ao próprio Senhor que nos guia. E para temos a Deus como íntimo, somente na vida do cotidiano isso se torna possível, ou seja, muitos viram os milagres do senhor; outros até o presenciaram de modo quase que exclusivo - como neste caso da Transfiguração -, contudo, todos o negaram no momento derradeiro. Isso mostra que a resposta negativa de Jesus queria indicar um: cuidado para não se perder no seguimento com aquilo que é passageiro. Milagres, manifestações de Nosso Senhor servem para nos animar e não para nos apegarmos a tal. Devemos provar que queremos segui-lo cada dia, carregando a cruz: "Quem quiser ser meu discípulo, pegue a sua cruz e siga-me" (lc 9, 23) e não lembre de meus milagres e siga-me.
A própria manifestação da vinda do Espírito sobre nós mostra que não é uma memória histórica pura e simplesmente, mas uma memória - como nos ensina a Igreja de Deus - de atualização da mesma ação. Cada dia o Senhor derrama sua graça e benção sobre nós para do comum retirarmos a santidade. Na verdade, não há nada de comum, pois andar com o Senhor dia-a-dia não é comum, mas santo. Quem prova isso é a Sua e nossa Mãe, Maria Santíssima. Guardava tudo em seu coração (Lc , 51). Aquela que pouco viu de extraordinário - pelo menos no que se conta na Sagrada Escritura - fora a melhor discípula, seguidora, pois estava lá no "tempo comum" incansável, dando respostas de amor.
Assim, a resposta à pergunta do início, o que deve fazer depois da Páscoa e Pentecostes?, é : amar cada dia no escondimento dos filhos amados de Deus, seguindo os passos de Maria e guardar tudo em nosso coração para que a memória do que fora celebrado, seja atualizada em nossa vida cada dia.
Um Santo Tempo Comum!

10 março 2011

Formação: O caminho da Páscoa do Senhor


O que mais nos afasta de Deus é o pecado
A Quaresma, com início na Quarta-feira de Cinzas, é um tempo litúrgico muito importante para a nossa caminhada cristã. Ajuda as pessoas e as comunidades eclesiais a se prepararem dignamente para a celebração da Páscoa do Senhor.
O período quaresmal é tempo sobremaneira apropriado à conversão de vida e à renovação interior. Aliás, não há Quaresma sem conversão. Converter-se é separar-se do mal e voltar-se para o bem. É mudar radicalmente de vida e de critérios. A conversão radical insere-se no coração da vida. Exige gestos concretos de amor e de misericórdia, de partilha fraterna e de justiça. Podemos dizer que o cristão é um convertido em estado de conversão, pois a conversão dura enquanto perdurar nosso peregrinar neste mundo.
Converter-se é procurar viver todos os dias a “vida nova”, da qual Cristo nos revestiu, transformando-nos n'Ele, para fazer um só corpo com Ele e com os irmãos.
Há em nós atitudes que devem morrer. Converter-nos, a cada dia, exige morrer aos poucos, sepultar-nos com Cristo para ressuscitarmos com Ele.
O amor de Deus chama-nos à conversão, a renunciar a tudo o que d'Ele nos afasta. O que mais nos afasta de Deus é o pecado. Pecar é estar no lugar errado, longe da amizade e da graça de Deus.
A conversão quaresmal significa, portanto, crescer na prática das virtudes cristãs. Somos sempre catecúmenos em formação permanente, progredindo no conhecimento e no amor de Cristo.
Ao longo da Quaresma, somos convidados para contemplar o Mistério da Cruz, entrando em comunhão com os sofrimentos de Cristo, tornando-nos semelhantes a Ele na Sua Morte, para alcançarmos a Ressurreição dentre os mortos (cf. Fl 3, 10-11). Isso exige uma transformação profunda pela ação do Espírito Santo, orientando nossa vida segundo a vontade de Deus, libertando-nos de todo egoísmo, superando o instinto de dominação sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo (cf. Bento XVI, Mensagem da Quaresma 2011).
O período quaresmal é ainda tempo favorável para reconhecermos a nossa fragilidade, abeirando-nos do trono da graça, mediante uma purificadora confissão de nossos pecados (cf. Hb 4, 16). Na Igreja “existem a água e as lágrimas: a água do Batismo e as lágrimas da penitência” (Santo Ambrósio). Vale a pena derramar essas lágrimas com uma boa confissão sacramental.
Jesus convida à conversão. Este apelo é parte essencial do anúncio do Reino de Deus: “Convertei-vos e crede na Boa-Nova” (Mc, 1, 15).
O itinerário quaresmal é um convite à prática de exercícios espirituais, às liturgias penitenciais, às privações voluntárias como o jejum e a esmola, à partilha fraterna e às obras de caridade (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1438). É igualmente um tempo forte de escuta mais intensa da Palavra de Deus e de oração mais assídua.
Quanto mais fervorosa for a prática dos exercícios quaresmais, tanto maiores e mais abundantes serão os frutos que colheremos e hauriremos do mistério de nossa redenção.
Também a vivência da Campanha da Fraternidade ajuda a fazermos uma boa preparação para a Páscoa. A CNBB propõe para este ano o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta”, e como Lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8, 22).
Maria Santíssima, Mãe do Redentor, guie-nos neste itinerário quaresmal, caminho de conversão ao encontro pessoal com Cristo ressuscitado.
Com o coração voltado para Cristo, vencedor da morte e do pecado, vivamos intensamente o período santo e santificador da Quaresma.
Dom Nelson Westrupp, SCJ
Bispo Diocesano de Santo André (SP)

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