22 maio 2013

CNBB promove coleta nacional em prol da JMJ Rio2013 no próximo final de semana


Nos dias 25 e 26 de maio, a coleta de todas as missas e celebrações realizadas nas comunidades católicas de todo o país terá uma destinação especial. Por decisão da última Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, será realizada uma coleta especial para ajudar nos custos da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013.
A seguir, leia a íntegra da carta enviada pela Presidência da CNBB ao episcopado brasileiro:
Brasília, 03 de maio de 2013
P – C. Nº 0228/13

COLETA PARA A JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE
SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE
25 e 26 de maio de 2013
“Ide e fazei discípulos entre todas as nações!” (cf. Mt 28,19)
Caros irmãos no Episcopado,
Graça e Paz!

A 51ª Assembleia Geral da nossa Conferência Episcopal, em Aparecida – SP, de 10 a 19 de abril de 2013 contemplou, com especial atenção, o tema da Jornada Mundial da Juventude que acontecerá nos dias 23 a 28 de julho no Rio de Janeiro, com a presença do Papa Francisco e de milhares de Jovens do Brasil e de todo o mundo.

12 maio 2013

Igreja inicia Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos


A Igreja celebra entre os dias 12 e 19 de maio, a edição 2013 da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC), no hemisfério sul. O tema da Semana será “O que Deus exige de nós?”.  Inspirado em Miquéias 6,6-8, o material foi todo preparado pelo Movimento de Estudantes Cristãos da Índia, com a consultoria da Federação de Universidade Católica de Toda a Índia e do Conselho Nacional de Igrejas na Índia.
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), por sua vez, se encarregou de produzir todo o material que será utilizado por igrejas e movimentos ecumênicos.
A Semana de Oração é promovida mundialmente pelo Conselho Pontifício para Unidade dos Cristãos (CPUC) e pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e acontece em períodos diferentes nos dois hemisférios. 
No hemisfério norte, o período tradicional para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) é de 18 a 25 de janeiro. Essas datas foram propostas em 1908, por Paul Watson, pois cobriam o tempo entre as festas de São Pedro e São Paulo, e tinham, portanto, um significado simbólico.

Por sua vez, no hemisfério Sul, as Igrejas geralmente celebram a Semana de Oração no período de Pentecostes (como foi sugerido pelo movimento Fé e Ordem, em 1926), que também é um momento simbólico para a unidade da Igreja. No Brasil, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) lidera e coordena as iniciativas para a celebração da Semana em diversos estados.

O Subsídio para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2013 afirma que o querer de Deus é que os homens trilhem, hoje, um caminho feito de justiça, de compaixão e de humildade. "Esse caminho de discipulado envolve trilhar o caminho estreito do Reino de Deus e não as estradas dos impérios de hoje. Andar por esse caminho de retidão inclui as dificuldades da luta, o isolamento que acompanha protestos e o risco associado ao ato de resistir aos 'poderes e dominadores', explica o documento.
A unidade

06 maio 2013

O Papa exorta as famílias a rezarem o Terço

Papa Francisco: News.va

VATICANO, 06 Mai. 13 / 11:23 am (ACI/EWTN Noticias).- Em uma mensagem escrita pelo Papa Francisco na rede social Twitter, destacou a importância de rezar o Terço em família especialmente neste mês de maio dedicado à Santa Mãe de Deus.

No tweet se lê: "Seria maravilhoso, no mês de maio, rezar juntos em família o Terço. A oração faz com que a vida familiar torne-se ainda mais sólida".

Maio é o mês consagrado a Maria, por ser o mês no que não havia nenhuma festa particular, portanto a Igreja Católica alentou esta devoção à Santíssima Virgem, por duas bulas, uma de 21 de março de 1815 e a outra de 18 de junho de 1822, quando Pio VII concede as indulgências aplicáveis às almas do Purgatório.

Neste mês Mariano, lembramos no dia 13 a Festa de Nossa Senhora de Fátima, no dia 24 a festa de Maria Auxiliadora e no dia 31 festejamos aVisitação de Maria a Santa Isabel.
Na América Latina se celebra Nossa Senhora de Luján, padroeira da Argentina, terra do Santo Padre.

Fonte: acidigital

03 maio 2013

O Sentido do Casamento


O mesmo Deus que criou o homem e a mulher uniu-os em matrimônio. A Bíblia nos diz que, ao criar o homem, Deus sentiu-se insatisfeito, porque não encontrara em todos os seres criados nenhuma criatura que o completasse.
E Deus percebeu que “não é bom que o homem esteja só” (Gn 2,18a). Então, disse ao homem: “Eu vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada” (Gn 2,18b), alguém que seria como você e que o ajude a viver. E fez a mulher. Retirou “um pedaço” do homem para criar a mulher (cf. Gn 2,21-22).
Nessa linguagem figurada, a Palavra de Deus quer nos ensinar que a mulher foi feita da mesma essência e da mesma natureza do homem, isto é, “à imagem e semelhança de Deus” (cf. Gn 1,26). Santo Agostinho nos lembra que Deus, para fazer a mulher, não tirou um pedaço da cabeça do homem e nem um pedaço do seu calcanhar, por que a mulher não deveria ser chefe nem escrava do homem, mas companheira e auxiliar. Esse é o sentido da palavra que diz que Deus tirou “uma costela do homem” para fazer a mulher.

02 maio 2013

Papel da família na educação para a fé é tema de encontro na CN - Canção Nova

A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, realiza neste mês de maio o 3º Simpósio Nacional da Família e a 5ª Peregrinação Nacional da Família, com o tema: "A transmissão da fé na família, tarefa dos pais". 
O Simpósio será realizado no dia 25, na sede da Canção Nova em Cachoeira Paulista (SP). O evento tem como objetivo refletir o papel da família na transmissão da fé e despertar nos pais a preciosa e insubstituível missão na transmissão e educação da fé aos filhos.
O Simpósio será transmitido ao vivo pela TV Canção Nova e contará com a presença do presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família e bispo de Camaçari (SP), Dom João Carlos Petrini; membros da Comissão; bispos responsáveis pela Pastoral Familiar nos 17 Regionais da CNBB; padres assessores Nacionais da Comissão Episcopal para a Vida e a Família; coordenadores nacional, regionais, diocesanos e paroquiais da Pastoral Familiar; assessores do Instituto João Paulo II e de famílias vindas de todas as dioceses do Brasil.
Ainda no dia 25 de maio haverá uma procissão luminosa pedindo a Deus pelas famílias, que sairá do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), às 19h30, e seguirá até a “Basílica Velha”.

Peregrinação nacional da família

E no domingo, 26, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB realizará a 5ª Peregrinação Nacional da Família de Aparecida. São aguardadas para o evento cerca de 150 mil pessoas que em peregrinação torna visível toda a ação evangelizadora em favor da família. O tema escolhido para o evento está em sintonia com o ano da fé e com a Jornada Mundial da Juventude.
Os membros da Comissão organizadora estão preparando subsídios como: oração comunitária, reflexão teológica e pastoral sobre o tema, sugestões para que as comunidades organizem simpósios, palestras e momentos de fraternidade e de intercâmbio entre as famílias.  Os subsídios estarão disponíveis no site da Pastoral Familiar, regionais e Dioceses.

Oração do Peregrino

Deus nosso Pai, que nos criou a Vossa imagem e semelhança e nos presenteou com o dom precioso da família, concedei, a nós, peregrinos rumo ao céu, participar pela presença e oração do 3º. Simpósio e da 5ª. Peregrinação Nacionais da Família com o propósito de renovarmos nossa unidade e visibilidade na missão da transmissão da fé.
Jesus Cristo, o Peregrino do Pai, que tendo nascido e crescido numa família humana, a santificou, olhai com bondade para nossas famílias peregrinas, para que continuem com coragem cristã o anúncio e testemunho da beleza de sermos e termos família, como o lugar privilegiado e próprio para que os pais ensinem aos filhos as lições do Evangelho.
Espírito Santificador, companheiro de nossas caminhadas, guia nas incertezas e perigos da vida, alento no cansaço, luz na escuridão, fortalecei nossos pais autênticos e insubstituíveis guardiães da educação dos filhos segundo a medida do amor divino e conduzi os peregrinos são e salvos a Casa da Mãe Aparecida e no retorno aos seus lares.

Sagrada Família, abençoai nosso 3º. Simpósio e 5ª. Peregrinação Nacionais da Família.

Fonte: canção nova

30 abril 2013

HORA DA FAMÍLIA 2013

O tema deste ano é a “transmissão e educação da fé na família cristã” considerando, especialmente, a responsabilidade dos pais. A reflexão também leva em conta o “Ano da Fé”, instituído pelo Papa emérito, Bento XVI, a Campanha da Fraternidade e a Jornada Mundial da Juventude a ser realizada no final do mês de julho, no Rio de Janeiro.


20 abril 2013


JÓIAS RARAS

Boa tarde Amigos!!

Nossas jóias raras são aquelas pessoas que fazem de pequenos instantes grandes lembranças, mesmo que não falem nada, somente pelo fato de poder contar sempre, ficam no local mais seguro, em nossos corações eternamente! 

Reflitam...

Narra antiga lenda que um rabi, religioso dedicado, vivia muito feliz com sua família. Esposa admirável e dois filhos queridos.
Certa vez, por imperativos da religião, o rabi empreendeu longa viagem ausentando-se do lar por vários dias.
No período em que estava ausente, um grave acidente provocou a morte dos dois filhos amados.
A mãezinha sentiu o coração dilacerado de dor. No entanto, por ser uma mulher forte, sustentada pela fé e pela confiança em Deus, suportou o choque com bravura.
Todavia, uma preocupação lhe vinha à mente: como dar ao esposo a triste notícia?
Sabendo-o portador de insuficiência cardíaca, temia que não suportasse tamanha comoção.
Lembrou-se de fazer uma prece. Rogou a Deus auxílio para resolver a difícil questão.
Alguns dias depois, num final de tarde, o rabi retornou ao lar.
Abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos...
Ela pediu para que não se preocupasse. Que tomasse o seu banho, e logo depois ela lhe falaria dos moços.
Alguns minutos depois estavam ambos sentados à mesa. Ela lhe perguntou sobre a viagem, e logo ele perguntou novamente pelos filhos.
A esposa, numa atitude um tanto embaraçada, respondeu ao marido: deixe os filhos. Primeiro quero que me ajude a resolver um problema que considero grave.
O marido, já um pouco preocupado perguntou: o que aconteceu? Notei você abatida! Fale! Resolveremos juntos, com a ajuda de Deus.
- Enquanto você esteve ausente, um amigo nosso visitou-me e deixou duas jóias de valor incalculável, para que as guardasse. São jóias muito preciosas! Jamais vi algo tão belo!
- O problema é esse! Ele vem buscá-las e eu não estou disposta a devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas. O que você me diz?
- Ora mulher! Não estou entendendo o seu comportamento! Você nunca cultivou vaidades!...
Por que isso agora?
- É que nunca havia visto jóias assim! São maravilhosas!
- Podem até ser, mas não lhe pertencem! Terá que devolvê-las.
- Mas eu não consigo aceitar a ideia de perdê-las!
E o rabi respondeu com firmeza: ninguém perde o que não possui. Retê-las equivaleria a roubo!
- Vamos devolvê-las, eu a ajudarei. Faremos isso juntos, hoje mesmo.
- Pois bem, meu querido, seja feita a sua vontade. O tesouro será devolvido. Na verdade isso já foi feito.
- As jóias preciosas eram nossos filhos.
- Deus os confiou à nossa guarda, e durante a sua viagem veio buscá-los. Eles se foram.
O rabi compreendeu a mensagem. Abraçou a esposa, e juntos derramaram grossas lágrimas. Sem revolta nem desespero.

Os filhos são jóias preciosas que o Criador nos confia a fim de que as ajudemos a burilar-se.
Não percamos a oportunidade de enfeitá-las de virtudes. Assim, quando tivermos que devolvê-las a Deus, que possam estar ainda mais belas e mais valiosas.
Fonte: www.velhosabio.com

29 março 2013

Família, escola do perdão e da vida

Precisamos amar e valorizar a família que temos

Sabe qual é a maior família que existe? É a que nós possuímos, por mais frágil e complicada que ela seja.
Sabe qual é o pior inimigo do real? Pensou? O pior inimigo do real – da família real, daquela que temos – é o ideal. É aquela “ideia” que carregamos acerca de um modelo, cuja realidade toda é “obrigada” a se adequar, mas que – definitivamente – não corresponde à nossa realidade.
Nem sempre o real corresponderá aos nossos ideais, e quase perenemente precisaremos, com leveza e maturidade, nos reconciliar com o real para podermos, a partir dele, construir uma encarnada felicidade. A felicidade só será possível a partir da verdade e da realidade que, verdadeiramente, nos compõem.
Como dizia o poeta: “Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita: é bonita, é bonita e é bonita (Gonzaguinha). E por mais que a vida nos apresente problemas e deformidades, ela sempre será um palco de belezas no qual precisaremos protagonizar nossa história. 
Nossos familiares são mesmo, inúmeras vezes, imperfeitos e muito difíceis de conviver. Todavia, é no solo dessa verdade (de nossa verdade) que precisamos nos assumir e, com bravura e heroísmo, nos lançar na construção da felicidade e de suas específicas exigências.
Precisamos amar e valorizar a família que temos: o pai, a mãe, os irmãos que Deus nos deu, independentemente de como são. Sem dúvida, isso não é fácil e se revela como realidade muito desafiadora. Entretanto, ninguém poderá construir uma vida verdadeiramente feliz sem ter a consciência tranquila pelo fato de ter lutado pelos seus e de não os ter abandonado em virtude de suas fraquezas.
Percebo como muito sábio e real o ditado que diz: “Quer conhecer alguém? É só observar como ele trata seus pais”, pois uma consciente e constante atitude de desamor com relação aos próprios pais revela uma séria e profunda deficiência no caráter e na forma de se relacionar.
Nossos familiares (os pais e os demais) manifestam nossas raízes e nossa identidade, e negá-los seria negarmos a nós mesmos.
Nossa família sempre oferecerá possibilidades, seja por meio de alegrias ou de dores, para nos tornarmos pessoas melhores. Nela, poderemos viver a relação e a abertura aos demais (não sem conflitos, é claro), assim compreendendo que não somos o centro “absoluto” do mundo.
Na família aprendemos – por bem ou por mal - a repartir o que temos e o que somos, com a possibilidade de, constantemente, frequentar a escola do perdão. Assim aprenderemos a oferecer, aos outros e a nós mesmos, uma nova chance diante de cada circunstância ou erro cometido.
Pela família aprendemos a compreender a imensa fragilidade humana que envolve a todos, percebendo-nos também como seres fracos e constantemente necessitados de ajuda e atenção.
Enfim, a família é uma escola de vida e de construção da felicidade; nela, o ser tem espaço para, de fato, “ser” e acontecer.
(Trecho extraído do livro "Construindo a felicidade"
Padre Adriano Zandoná
Fonte: canção nova

23 março 2013

Como viver a Semana Santa?


A Semana Santa deve ser um tempo de reflexão e reconstrução.

Num clima de alegria e esperança, provocado pela ascensão ao pontificado petrino do Papa Francisco, iniciaremos - no Domingo de Ramos - mais uma Semana Santa com a entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerusalém.
Aí começa uma nova fase na história do povo de Israel, quando todos se voltam para a cena da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.
A Semana Santa deve ser um tempo de recolhimento, de interiorização e de abertura do coração e da mente para o Deus da vida. Significa fazer uma parada para reflexão e reconstrução da espiritualidade, essencial para o equilíbrio emocional e segurança no caminho natural da história de vida com mais objetividade e firmeza.
As dificuldades encontradas não são fracasso nem caminho sem saída. Elas nos levam a firmar a esperança na luta por uma vida sem obstáculos intransponíveis. Foi o que aconteceu com Cristo, no trajeto da Paixão, culminando com Sua morte na cruz. Em todo esse caminho, Ele passou por diversos atos de humilhação.
A estrada da cruz foi uma perfeita reveladora da identidade de Jesus. Ele teve de enfrentar os atos de infidelidade e rebeldia do povo que estava sendo infiel ao projeto de Deus, inclusive sendo crucificado entre malfeitores. Jesus partilha da mesma sorte e dos mesmos sofrimentos dos assassinos e ladrões de sua época.
Na Semana Santa devemos associar ao sofrimento de Cristo o mesmo que acontece com tantas famílias e pessoas violentadas em nosso tempo. Podemos dizer da violência armada, dos trágicos acidentes de trânsito, das doenças que causam morte, do surto da dengue, dos vícios que ceifam muita gente, etc.
Jesus foi açoitado, esbofeteado, teve a barba arrancada, foi insultado e cuspido. O detalhe principal é que nenhum sofrimento O fez desistir de Sua missão nem ter atitude de vingança. Ele deixou claro que o perdão é mais forte do que a vingança.
Devemos aprender com Ele e olhar a vida de forma positiva, sabendo que seu destino é projetado para a eternidade em Deus.
Dom Paulo M. Peixoto - Arcebispo de Uberaba (MG
Fonte: Comunidade canção nova

04 março 2013

Agradecidos, Bento XVI


UMA LIÇÃO SIMPLES E PROFUNDA
Com reverência e grande apreço, somos agradecidos pelo pontificado de Bento XVI que, como sucessor do apóstolo Pedro, ajudou a Igreja, em tempos de aceleradas mudanças e enormes desafios humanitários, a cumprir sua tarefa missionária: anunciar o Evangelho da vida, para fazer de todos discípulos e discípulas de Jesus Cristo.
O agradecimento reverente projeta luzes sobre um ministério exercido com extrema lealdade, humildade edificante, cultivado a partir de uma sabedoria temperada, admirável envergadura intelectual aliada a uma espiritualidade reveladora de uma profunda intimidade com Deus. Essas qualidades de Bento XVI, para além das vicissitudes humanas enfrentadas nas instituições todas, produzindo desafios relacionais e existenciais, traçou para a Igreja horizontes que a capacitaram ainda mais no enfrentamento das questões fundamentais da fé no seu diálogo imprescindível com a razão.
Um caminho exigente, na contramão de uma religiosidade entendida e vivida como mágica milagreira ou como lugar da conquista e de exercícios inadequados do poder que seduz, desfigura e distancia-se da condição de todos como servos da vinha do Senhor. Há de se recordar que Bento XVI, em 2005, dirigindo-se pela primeira vez à multidão presente na Praça de São Pedro, delineia a consciência clara de seu entendimento sobre sua pessoa e sobre seu ministério iniciante como sucessor de Pedro. Ele se apresenta - como não pode deixar de ser a apresentação dos discípulos de Jesus, sejam quais forem as circunstâncias, cargos, ofícios e responsabilidades - como simples servo da vinha do Senhor, chamado naquele momento ao exigente serviço como Papa.
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