17 março 2010

SÓ A DEUS AMARÁS


”É próprio da alma sensível ao amor e a Deus procurar sempre a glória de Deus, deleitando-se em realizar todos os preceitos com submissão. Porque a Deus, por causa de sua magnificência, convém a glória. Ao homem, porém, convém a submissão que nos faz familiares de Deus. Quando procedemos assim, nós nos alegraremos com a glória do Senhor e, a exemplo de João Batista, começaremos a dizer sem nunca cessar: É preciso que Ele cresça e que nós diminuamos.

Quem ama a Deus no íntimo do coração é por Ele conhecido. Pois de toda a caridade de Deus que alguém guarda no fundo da alma, nesta mesma medida o ama. Por isso, vem a amar com extremos a luz do conhecimento, a ponto de senti-la até nos ossos. Já não se conhece mais a si mesmo. Está todo transformado pela caridade” (Diádoco de Foticéia, bispo).

Peçamos hoje ao Senhor a graça de reconhecer o Seu amor por nós, para que possamos amá-Lo cada vez mais.

Jesus, eu confio em Vós!



SACRAMENTO DA CONFISSÃO: ENTENDA O SEU SENTIDO E COMO FAZÊ-LA

Aproveite a Semana Santa, tempo de conversão, tempo de seguir os passos de Jesus, tempo de confessar os pecados. O blog do ECC está junto com você, com notícias e novidades sobre nossa paróquia, o ECC e sempre priorizando a família. Entenda tudo sobre o Sacramento da Confissão.

1. O QUE É A CONFISSÃO?

Confissão ou Penitência é o Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para que os cristãos possam ser perdoados de seus pecados e receberem a graça santificante. Também é chamado de sacramento da Reconciliação.

2. QUEM INSTITUIU O SACRAMENTO DA CONFISSÃO OU PENITÊNCIA?

O sacramento da Penitência foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo nos ensina o Evangelho de São João: "Depois dessas palavras (Jesus) soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem vocês perdoarem os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20, 22-23).

3. A IGREJA TEM A AUTORIDADE PARA PERDOAR OS PECADOS ATRAVÉS DO SACRAMENTO DA PENITÊNCIA?

Sim, a Igreja tem esta autoridade porque a recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu" (Mt 18,18).

4. POR QUE ME CONFESSAR E PEDIR O PERDÃO PARA UM HOMEM IGUAL A MIM?

Só Deus perdoa os pecados. O Padre, mesmo sendo um homem sujeito às fraquezas como outros homens, está ali em nome de Deus e da Igreja para absolver os pecados. Ele é o ministro do perdão, isto é, o intermediário ou instrumento do perdão de Deus, como os pais são instrumentos de Deus para transmitir a vida a seus filhos; e como o médico é um instrumento para restituir a saúde física, etc.

5. OS PADRES E BISPOS TAMBÉM SE CONFESSAM?

Sim, obedientes aos ensinamentos de Cristo e da Igreja, todos os Padres, Bispos e mesmo o Papa se confessam com frequência, conforme o mandamento: "Confessai os vossos pecados uns aos outros" (Tg 5,16 ).

6. O QUE É NECESSÁRIO PARA FAZER UMA BOA CONFISSÃO?

Para se fazer uma boa confissão são necessárias 5 condições:

a) um bom e honesto exame de consciência diante de Deus;
b) arrependimento sincero por ter ofendido a Deus e ao próximo;
c) firme propósito diante de Deus de não pecar mais, mudar de vida, se converter;
d) confissão objetiva e clara a um sacerdote;
e) cumprir a penitência que o padre nos indicar.

7. COMO DEVE SER A CONFISSÃO?

Diga o tempo transcorrido desde a última confissão. Acuse (diga) seus pecados com clareza, primeiro os mais graves, depois os mais leves. Fale resumidamente, mas sem omitir o necessário. Devemos confessar os nossos pecados e não os dos outros. Porém, se participamos ou facilitamos de alguma forma o pecado alheio, também cometemos um pecado e devemos confessá-lo (por exemplo, se aconselhamos ou facilitamos alguém a praticar um aborto, somos tão culpados como quem cometeu o aborto).

8. O QUE PENSAR DA CONFISSÃO FEITA SEM ARREPENDIMENTO OU SEM PROPÓSITO DE CONVERSÃO, OU SEJA, SÓ PARA "DESCARREGAR" UM POUCO OS PECADOS?

Além de ser uma confissão totalmente sem valor, é uma grave ofensa à Misericórdia Divina. Quem a pratica comete um pecado grave de sacrilégio.

9. QUE PECADOS SOMOS OBRIGADOS A CONFESSAR?

Somos obrigados a confessar todos os pecados graves (mortais). Mas é aconselhável também confessar os pecados leves (veniais) para exercitar a virtude da humildade.

10. O QUE SÃO PECADOS GRAVES (MORTAIS) E SUAS CONSEQUÊNCIAS?

São ofensas graves a Deus ou ao próximo. Eles apagam a caridade no coração do homem e o desviam de Deus. Quem morre em pecado grave (mortal) sem arrependimento, merece a morte eterna, conforme diz a Escritura: "Há pecado que leva à morte" (1Jo 5,16b).

11. O QUE SÃO PECADOS LEVES (ou também chamados de VENIAIS)?

São ofensas leves a Deus e ao próximo. Embora ofendam a Deus, não destroem a amizade entre Ele e o homem. Quem morre em pecado leve não merece a morte eterna. "Toda iniquidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte" (1Jo 5, 17).

12. PODEIS DAR ALGUNS EXEMPLOS DE PECADOS GRAVES?

São pecados graves, por exemplo: O assassinato, o aborto provocado, assistir ou ler material pornográfico, destruir de forma grave e injusta a reputação do próximo, oprimir o pobre, o órfão ou a viúva, fazer mau uso do dinheiro público, o adultério, a fornicação, entre outros.

13. QUER DIZER QUE TODO AQUELE QUE MORRE EM PECADO MORTAL ESTÁ CONDENADO?

Merece a condenação eterna. Porém, somente Deus, que é justo e misericordioso e que conhece o coração de cada pessoa, pode julgar.

14. E SE TENHO DÚVIDAS SE COMETI PECADO GRAVE OU NÃO?

Para que haja pecado grave (mortal) é necessário:

a) conhecimento, ou seja, a pessoa deve saber, estar informada que o ato a ser praticado é pecado;
b) consentimento, ou seja, a pessoa tem tempo para refletir, e escolhe (consente) cometer o pecado;
c) liberdade, isto é, significa que somente comete pecado quem é livre para fazê-lo;
d) matéria, ou seja, significa que o ato a ser praticado é uma ofensa grave aos Mandamentos de Deus e da Igreja.

Estas 4 condições também são aplicáveis aos pecados leves, com a diferença que neste caso a matéria é uma ofensa leve contra os Mandamentos de Deus.

15. SE ESQUECI DE CONFESSAR UM PECADO QUE JULGO GRAVE?

Se esquecestes realmente, o Senhor te perdoou, mas é preciso acusá-lo ao sacerdote em uma próxima confissão.

16. E SE NÃO SINTO REMORSO, COMETI PECADO?

Não sentir peso na consciência (remorso) não significa que não tenhamos pecado. Se nós cometemos livremente uma falta contra um Mandamento de Deus, de forma deliberada, nós cometemos um pecado. A falta de remorso pode ser um sinal de um coração duro, ou de uma consciência pouco educada para as coisas espirituais (por exemplo, um assassino pode não ter remorso por ter feito um crime, mas seu pecado é muito grave).

17. A CONFISSÃO É OBRIGATÓRIA?

O católico deve confessar-se no mínimo uma vez por ano, ao menos a fim de se preparar para a Páscoa. Mas somos também obrigados toda vez que cometemos um pecado mortal.

18. QUAIS OS FRUTOS DE SE CONFESSAR CONSTANTEMENTE?

Toda confissão apaga completamente nossos pecados, até mesmo aqueles que tenhamos esquecido. E nos dá a graça santificante, tornando-nos naquele instante uma pessoa santa. Tranquilidade de consciência, consolo espiritual. Aumenta nossos méritos diante do Criador. Diminui a influência do demônio em nossa vida. Faz criar gosto pelas coisas do alto. Exercita-nos na humildade e nos faz crescer em todas as virtudes.

19. E SE TENHO DIFICULDADE PARA CONFESSAR UM DETERMINADO PECADO?

Se somos conhecidos de nosso pároco, devemos neste caso fazer a confissão com outro padre para nos sentirmos mais à vontade. Em todo caso, antes de se confessar converse com o sacerdote sobre a sua dificuldade. Ele usará de caridade para que a sua confissão seja válida sem lhe causar constrangimentos. Lembre-se: ele está no lugar de Jesus Cristo!

20. O QUE SIGNIFICA A PENITÊNCIA DADA NO FINAL DA CONFISSÃO?

A penitência proposta no fim da confissão não é um castigo; mas antes uma expressão de alegria pelo perdão celebrado.

Padre Wagner Augusto Portugal


15 março 2010

IMPLANTAÇÃO DO TERÇO DOS HOMENS NA PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

Acontecerá nesta sexta-feira (19), na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a implantação do Terço dos Homens em nossa paróquia. Convidamos todos os homens a participarem da reza do Terço que seguirá acontecendo nas quartas-feiras às 19:00 horas na Igreja Matriz. Na ocasião, teremos a presença de uma caravana de Cruzeta com homens representando o Terço dos Homens daquela cidade.

Cada homem que participa do Terço dos Homens sabe, por experiência, que essa prática representa um bem para si mesmo, para sua família e para a comunidade cristã. Cada homem dá um exemplo de oração a outros homens, cada um se torna um missionário junto a muitos amigos e companheiros que estão distantes de Deus e da Igreja Católica.

A ORIGEM DO TERÇO DOS HOMENS

No ano de 1821, oriundos da Fazenda Sítios Novos (hoje município de Canhoba), dois caçadores em seus desbravamentos, chegaram a descobrir uma lagoa nas proximidades da Pedra da Paciência (nome dado pelos próprios por se tratar de uma beleza). A então região ficou por eles denomina “Lagoa das Panelas”, em razão de terem encontrado no local inúmeras quantidades de panelas de origem indígena.

Os dois desbravadores por nome de José Ferreira de Góis e Antônio José dos Santos, por serem freqüentadores da feira pública de Propriá, espalharam a noticia da localização da Lagoa das Panelas, chegando então aos ouvidos do comerciante de açúcar Manoel Quincas Palatem, Senhor de engenho no povoado Cutia, no município de Capela, o qual colocou os devidos dados sobre a exata localização, tendo como ponto de orientação a Serra da Melancia e como ponto exato a Pedra da Paciência, onde no local foi erguida uma bandeira para melhor exatidão.

O comerciante e senhor de engenho Manoel Quincas Palatem, traçando um percurso cansativo, saindo da Cutia acompanhado de escravos e zabumbas, que serviam para espantar as onças que havia na região passando pela Taquera, Segredo, Saco de Areia, Moita Redonda, Braúna Torta, Queimadinha, Guedes e Travessia (município de Aquidabã), Mata Grande, Baixo do Mamoeiro e Pedra da Formosa, rumo a Lagoa das Panelas, também acompanhado da família, Manoel Quincas Palatem fixou-se no local construindo seu sobrado no alto da atual rua Boa Vista, denominando de Panelas o lugarejo já em 1884, onde teria um cruzeiro construído na Fazenda Bela Vista de Propriedade de João Correa Palatem, onde foi celebrada a primeira missa pelo padre Francisco Gonçalves de Lima. Em 1886 tornava-se concluída a pequena capela do lugarejo, que a 8 de setembro de 1897 o padre Francisco de Lima, introduziu a imagem de Nossa Sra. da Conceição padroeira do lugarejo, que, em seguida, ficou denominado, não mais de Lagoa das Panelas, mas de N. Sra. da Providência, denominação dada em virtude do constante crescimento do lugarejo pela Divina Providência. Já em 7 de janeiro de 1891 foi realizada a primeira feira, tendo dentre seus vários moradores a alferes Pedro Vieira de Menezes, precursor político, oriundo do município Jacaré dos Homens (Alagoas).

Em decorrência do avanço que o lugarejo obtinha, surgiram moradores de diversos pontos, tendo como sua economia de destaque o cultivo do algodão, transformando-se em um dos maiores produtores do estado, com usinas de beneficiamento.

Em 1936, foi criado o Terço dos Homens pelo Frei Peregrino, quando já havia uma comunidade que tinha como sua padroeira Nossa Senhora da Conceição, sua capela e sua fé.

Em 1938, foi criado o Distrito de Paz. Já em 1944 foi elevado a vila, ocasião em que o poeta sergipano Simeão Sobral denominou-a então vila por nome de Itabi, em razão das duas Pedras que em Tupi-Guarani, tem o significado de Ita- Pedra e Bi-Duas.

Já na conjunção política destacava-se Francisco Vieira de Menezes, filho de Pedro Vieira de Menezes. Enquanto o vilarejo era descrito os principais nos principais meios de comunicação, como o Correio Brasileiro, por ser a primeira localidade no território nacional a queimar uma Urna eleitoral, numa campanha tumultuada, onde os candidatos Arnaldo Garcez e Leandro Marciel decidiram o governo do estão vilarejo de Itabi. Por conseqüência o governador eleito Arnaldo Garcez, em reconhecimento elevou o vilarejo a município no dia 25 de novembro de 1953, pelo Decreto-Lei Estadual n° 525-A. criando também o povoado Boa Hora (palavra de Arnaldo Garcez, “Foi o meu presente a Itabi”).

Em 1954 foi realizada a primeira eleição municipal, tendo como o primeiro prefeito Francisco Vieira de Menezes (mandato de 1955 a 1960).



VII ENCONTRO NACIONAL DE COMUNICAÇÃO DA SSVP

MAIORIA DOS CONSELHOS METROPOLITANOS JÁ CONFIRMARAM PRESENÇA PARA O ENCONTRO NACIONAL DE COMUNICAÇÃO 


‘Comunicar para o mundo, a essência de ser vicentino’. Este é o tema do ‘VII Encontro Nacional de Comunicação’ (ENCOM), que acontece neste fim de semana no Rio de Janeiro. A maioria dos Conselhos Metropolitanos vão enviar representantes ao evento, que começa em 19 de março e termina no dia 21.

O Departamento Nacional de Comunicação está empenhado em promover um encontro de capacitação, espiritualidade e dinamismo, por isso, preparou uma programação bem eclética, com simpósios, workshops, grupos de discussão, mostra de cinema, dentre outros atrativos.

Um dos destaques do evento é o seminário da jornalista Filomena Bomfim, a única pós-doutora em Comunicação de Minas Gerais, formada pela Universidade de Toronto (Canadá). Filomena Bomfim já foi assessora da Vale, trabalhou na Globo e na BBC de Londres. Atualmente, é professora da Universidade Federal de São João Del-Rey.

Também vai ministrar uma capacitação a assessora de Comunicação do Santuário Nacional de Aparecida (SP), Flávia Gabriela.

Fonte: da redação do SSVPBRASIL

14 março 2010

INICIA-SE PROCESSO DE BEATIFICAÇÃO DE MAIS UM BRASILEIRO

Mais um nome se une à já extensa lista de brasileiros que podem chegar à glória dos altares. Trata-se do irmão professo da Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo (Estigmatinos), Roberto Giovanni, que desenvolveu um apostolado voltado à caridade, no interior de São Paulo.

Na próxima terça feira, 16, será instalado oficialmente o Tribunal para a instrução do processo de Beatificação do Servo de Deus. A data também marca o aniversário natalício de irmão Roberto (107 anos). A solenidade acontece na cidade de Casa Branca (Paróquia Santuário Nossa Senhora do Desterro), às 19h30min.

A Diocese de São João da Boa Vista (SP), responsável pela primeira parte do processo, recebeu há pouco o “nada obsta” da Congregação das Causas dos Santos. As providências começaram a ser tomadas em 2003, centenário de nascimento de irmão Roberto, quando a população de Casa Branca pediu que o bispo de São João iniciasse o processo de Beatificação.


Quem foi Irmão Roberto?
Roberto Giovanni nasceu em 16 de março de 1903, em Rio Claro (SP). Fez seus estudos na cidade natal, onde exerceu as funções de guarda-livros e contador, e se destacou por seu trabalho junto aos Vicentinos. Com mais de vinte anos de idade decidiu abraçar a vida religiosa, entrando para o seminário.

Após alguns anos de estudo, ao ingressar no noviciado, decidiu, após longa reflexão, ser irmão coadjutor e não sacerdote. Fez sua profissão a 16 de setembro de 1931, na Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo (Estigmatinos).

Trabalhou em Rio Claro(SP), Castro (PR), Ituiutaba (MG), Morrinhos (GO) e Caconde (SP).

Em 1939, foi transferido para Casa Branca (SP), onde viveu até as vésperas de sua morte. Faleceu em 11 de janeiro de 1994, em Campinas (SP), onde estava em tratamento de saúde.

Por mais de meio século, irmão Roberto desenvolveu, em Casa Branca, um apostolado inteiramente voltado à caridade. Alma generosa, coração aberto, sorriso farto e mente preparada para o contínuo exercício do bem. Foi um evangelizador incansável, perseverante, austero, apesar de se mostrar calmo, sereno, paciente e humilde. Sua sabedoria era tanta que suas palavras fluíam suavemente e tocavam fundo o coração das pessoas.

Fervoroso devoto de São Gaspar Bertoni, fundador da Congregação Estigmatina, foi o maior propagador do carisma bertoniano. Dedicou especial atenção aos órfãos, crianças carentes, idosos, enfermos, pobres, presidiários, fracos e migrantes, orando por eles, assistindo-os material e espiritualmente e levando a Sagrada Eucaristia aos acamados, ininterruptamente, por anos e anos.

São muitos os que relatam graças alcançadas por intercessão de irmão Roberto, como se nota pelos agradecimentos e flores deixados em seu túmulo, situado ao lado do altar da Igreja Nossa Senhora do Desterro.

No ano de 2003, centenário de seu nascimento, a população de Casa Branca pediu ao bispo de São João da Boa Vista a abertura do processo de beatificação.

Após as providências necessárias, em âmbito diocesano e junto ao Vaticano, e recebido o “nada obsta”, será agora iniciada a Causa de Beatificação e Canonização do Servo de Deus Roberto Giovanni.

Fontes: Livro “Uma Obra inacabada”, de Dr. Sérgio Osaki
Site: www.larirmãoroberto.org.br
“Prot. N, 2891-2/09-Congregação das Causas dos Santos”
www.cancaonova.com


13 março 2010

ADORAR IMAGENS?


Uma das mais freqüentes acusações que nós, católicos, sofremos de nossos irmãos protestantes, é a de praticar a “idolatria”, porque, segundo eles, “adoramos” imagens. Trata-se de uma acusação absolutamente sem fundamento, que somente se explica pelo desconhecimento da Palavra de Deus. Com efeito, os protestantes falam esse tipo de coisa dos católicos, muitas vezes com violência e de modo agressivo, simplesmente porque não sabem o que é idolatria.

Idolatria não é o uso de imagens no culto divino, mas prestar a uma criatura o culto de adoração que devemos exclusivamente a Deus. É por isso que São Paulo Apóstolo nos adverte que a avareza é uma idolatria (cf. Col 3,5), uma vez que o avarento coloca o dinheiro no lugar de Deus, como o valor supremo de sua vida.

Todo o comportamento humano depende de valores: é em vista de um determinado valor que escolhemos agir de um modo ou de outro. Se, por exemplo, preferimos gastar nosso tempo dando catequese para crianças, é porque essa opção nos pareceu mais valiosa do que outras.

Assim sendo, a forma como ordenamos as nossas ações vai depender de como hierarquizamos os valores que adotamos para reger nossas vidas. Se colocamos como valor supremo o prazer da vida corporal, certamente não poderemos levar uma vida de pureza e abnegação. Todavia, a forma como hierarquizamos esses valores, em nossa subjetividade, deve coincidir com a hierarquia objetiva dos valores presente no universo. Se isto não se der, haverá uma distorção entre a forma com que vemos o mundo e o próprio mundo.

Repetindo: a nossa hierarquia subjetiva de valores deve coincidir com a ordem objetiva de valores presente no cosmos. Se não for assim, estaremos dando a certas coisas mais importância do que elas merecem, enquanto a outras não prestamos o devido valor. Isto é introduzir a desordem em nossa alma, é quebrar a harmonia que deve existir em nosso interior.

Ora, o que há de mais importante no universo é Deus, pois é Ele quem o criou e sustenta no ser. Todo o cosmos depende de Deus para existir. Logo, também em nossa hierarquia de valores, Deus deve ocupar o primeiro lugar, como valor supremo. Todos os demais valores e ideais devem submeter-se a ele. Quando colocamos outro bem, valor ou ideal no lugar que é exclusivo de Deus, destoamos da ordem do cosmos e caímos na idolatria. Afinal de contas, todo o universo canta a glória de Deus (cf. Sl 18,2). Diz o salmista: “Louve a Deus tudo o que vive e que respira, / tudo cante os louvores do Senhor!” (Sl 150,5).

Quem, portanto, não coloca a Deus como valor supremo de sua vida, não apenas nega a adoração exclusivamente a Ele devida, como também prejudica a si próprio. Por isso Deus ordenou no primeiro mandamento de sua Lei: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da escravidão. Não terás outros deuses diante de mim” (Ex 20,2-3). Do mesmo modo o Senhor Jesus, quando repeliu o demônio que o tentava, repetiu o preceito: “Adorarás o Senhor teu Deus, e só a Ele servirás” (Mt 4,10).

Todavia, se devemos adorar somente a Deus, isso não significa que não devemos honrar e invocar seus santos e anjos. O mesmo Deus que ordenou que adorássemos só a Deus, também mandou honrar os pais (cf Ex 20,12), as autoridades públicas (cf. Rom 13) os nossos superiores e as pessoas mais idosas. Prestar honra a essas pessoas, simples criaturas, em nada prejudica a adoração devida exclusivamente ao Criador.

Se devemos honrar os governantes deste mundo, quanto mais os anjos, de cujo ministério Deus se serve para governar não só a Igreja, como também todas as coisas criadas. Foi por isso que Abraão prostrou-se diante dos três anjos que lhe apareceram em forma humana, para anunciar o nascimento de seu filho Isaac (cf. Gen 18,2).

Ensina a Igreja e a Sagrada Escritura que desde o início até a morte a vida humana é cercada pela proteção e intercessão do anjo da guarda: “Eis que eu enviarei o meu anjo, que vá adiante de ti, e te guarde pelo caminho” (Ex 23,20). Pela invisível assistência dos anjos, somos quotidianamente preservados dos maiores perigos, tanto da alma como do corpo. Com a maior boa vontade, patrocinam a nossa salvação e oferecem a Deus as nossas orações e nossas lágrimas. O Senhor Jesus advertiu que não se devia dar escândalo aos pequeninos, porque “seus anjos nos céus vêem incessantemente a face de seu Pai, que está nos céus” (cf. Mt 18,10). Se os anjos contemplam a Deus sem cessar, por que não seriam merecedores de grande honra?

Também o culto aos santos, longe de diminuir a glória de Deus, lhe dá o maior incremento possível. Canta a Virgem Maria no Magníficat que “o Poderoso fez em mim maravilhas” (Lc 1,49). Quando honramos retamente um santo, proclamamos as maravilhas que a graça de Deus operou na vida dele. Como se diz no Prefácio dos Santos, “na assembléia dos santos vós sois glorificado e, coroando seus méritos, exaltai vossos próprios dons”. A santidade que veneramos nos homens santos é dom do único Santo. Honrando os santos, glorificamos a Deus que os santificou.

Deus é um Pai amoroso, a quem muito agrada ver seus filhos intercedendo uns pelos outros. Ademais, quis associar suas criaturas na obtenção e distribuição de suas graças. Muitas coisas Deus não as concede, se não houver a intervenção de um intercessor. Para que os amigos de Jó fossem perdoados, por exemplo, foi necessária a sua intercessão: “O meu servo Jó orará por vós; admitirei propício a sua intercessão para que se não vos impute esta estultícia, porque vós não falastes de mim o que era reto” (Jó 42,8). Também não é sinal de falta de fé em Deus, recorrermos à intercessão dos santos em nossas orações. O centurião, por exemplo, recorreu à intercessão dos anciãos dos judeus (cf. Lc 7,3) para que Jesus curasse seu servo, mas nem por isso o Senhor deixou de enaltecer sua fé com os maiores elogios: “Em verdade vos digo que não encontrei tanta fé em Israel” (Lc 7,9).

É verdade que temos um único Mediador na pessoa de Jesus Cristo Nosso Senhor. Só Ele nos reconciliou com o Pai pelo oferecimento de seu precioso sangue, entrando uma só vez no Santo dos Santos, consumou uma Redenção eterna (cf. Hebr 9,11-12) e não cessa de interceder por nós (cf. Hebr 7,25). Todavia, o fato de termos um único Mediador de Redenção, não significa que não podemos ter junto dele outros mediadores de intercessão. Se recorrer à intercessão dos santos prejudicasse a glória devida unicamente a Cristo Mediador, o Apóstolo Paulo não pediria, com tanta insistência, que seus irmãos rezassem por ele: “Rogo-vos, pois, irmãos, por Nosso Senhor Jesus Cristo e pela caridade do Espírito Santo, que me ajudeis com as vossas orações por mim a Deus” (Rom 15,30). “Se vós nos ajudardes também, orando por nós…” (2Cor 1,11). Se as orações dos que vivem nesta terra são úteis e eficazes para que sejamos ouvidos por Deus, quem dirá as orações daqueles que já estão em glória, contemplando a Deus face a face.

No livro dos Atos dos Apóstolos, conta-se que “Deus fazia milagres não vulgares por mão de Paulo, de tal modo que até, sendo aplicados aos enfermos os lenços e aventais que tinham tocado no seu corpo, não só saiam deles as doenças, mas também os espíritos malignos se retiravam” (At 19,11-12). E também que “traziam os doentes para as ruas e punham-nos em leitos e enxergões, a fim de que, ao passar Pedro, cobrisse ao menos a sua sombra algum deles” (At 5,15). Se as vestes, os lenços e a sombra dos santos, já antes de sua morte, removiam doenças e expulsavam demônios, quem será louco de dizer que Deus não possa fazer os mesmos milagres por intermédio deles, depois de mortos? E também disso as Sagradas Escrituras dão testemunho, quando se narra o episódio do cadáver lançado na sepultura do profeta Eliseu: “Logo que o cadáver tocou os ossos de Eliseu, o homem ressuscitou e levantou-se sobre os seus pés” (2Rs 13,21).

Todavia, se devemos honrar e venerar os santos e anjos como fiéis servidores do Senhor, é gravíssimo pecado colocá-los no lugar de Deus, prestando-lhes culto de adoração. Este abuso é estranho a verdadeira doutrina católica.

Quanto às imagens, é verdade que o Antigo Testamento proibia que fossem feitas: “Não farás para ti imagem alguma do que há em cima no céu, e do que há embaixo na terra, nem do que há nas águas debaixo da terra” (Ex 20,4). Todavia, precisamos compreender a razão desta proibição.

Os hebreus viviam no meio de povos idólatras, cujos deuses eram concebidos como tendo formas visíveis, muitas vezes com figura de animais. Para ressaltar a transcendência e a espiritualidade do Deus verdadeiro, este preceito proibia que os israelitas representassem a divindade com imagens. Com efeito, Deus em si mesmo não está ao alcance da nossa vista: é um ser puramente espiritual, não tem corpo, não cabe nos limites do espaço, nem pode ser representado por nenhuma figura. “Não vistes figura alguma no dia em que o Senhor vos falou sobre o Horeb do meio do fogo” (Dt 4,15).

Todavia, a encarnação do Filho de Deus superou a proibição de se fazer imagens. Isso porque, quando “o Verbo se fez carne, / e habitou entre nós” (Jo 1,14), Ele se tornou visível a nós como homem. Invisível em sua divindade, Deus se tornou visível na humanidade de nossa carne. Como diz o Prefácio do Natal do Senhor, “reconhecendo a Jesus como Deus visível a nossos olhos, aprendemos a amar nele a divindade que não vemos”.

A diferença do cristianismo com todas as outras as religiões é que o nosso Deus se fez homem. O centro da Fé cristã é o mistério de Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro. Perfeitamente homem, sem deixar de ser Deus. Mesmo depois da Ressurreição, o Cristo manteve a sua natureza humana na sua integridade e perfeição, como fez questão de sublinhar aos Apóstolos: “Olhai para as minhas mãos e pés, porque sou eu mesmo; apalpai, e vede, porque um espírito não tem carne, nem ossos, como vós vedes que eu tenho” (Lc 24,39). Até hoje, no Céu, dentro do peito de Jesus bate incessantemente um coração de carne, em suas veias corre sangue verdadeiramente humano.

Jesus Cristo é “a imagem visível de Deus invisível” (cf. Col 1,15). Se antes eu não podia fazer imagens de Deus, pois enquanto tal Ele é invisível; após a Encarnação do Verbo eu não apenas posso como devo fazer imagens, para atestar que Deus se fez visível aos olhos dos homens. Ensina São João Damasceno: “Quando virmos aquele que não tem corpo tornar-se homem por nossa causa, então poderemos executar a representação de seu aspecto humano. Quando o Invisível, revestido de carne, torna-se visível, então representa a imagem daquele que apareceu…”

Assim sendo, toda vez que honramos uma imagem sagrada, damos testemunho da nossa Fé no mistério da Encarnação do Filho de Deus. Portanto, quem renega as imagens, de certo modo atenta contra a fé nesse mistério. Este foi o critério que São João propôs para discernir o anticristo: “Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio na carne, é de Deus; todo espírito que divide Jesus, não é de Deus, mas é um anticristo, do qual vós ouvistes que vem, e agora está já no mundo” (1Jo 4,2-3).

Rejeitar as imagens sagradas é voltar à Antiga Lei, quando Deus ainda não tinha se feito homem. Quem defende isso, para ser coerente, deve também praticar a circuncisão e guardar o sábado, como é prescrito na Lei de Moisés. Para essas pessoas, o Cristo não veio ainda.

Portanto, beijar uma imagem ou acender diante dela uma vela não são práticas idolátricas, mas atos de piedade. Somente pessoas ignorantes, que não compreendem os dogmas da Fé em seu verdadeiro sentido, podem ter a audácia de chamar de idolatria essas práticas.

Quem venera uma imagem, venera a pessoa que nela está representada. Aquilo que a Bíblia nos ensina com palavras, as imagens nos anunciam com figuras visíveis. A imagem representa, ou seja, torna presente a pessoa simbolizada. Por isso podemos rezar diante das imagens como se estivéssemos diante das personagens que elas representam. Todavia, não podemos confundir essa presença, que é meramente uma presença simbólica, com a presença real de Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento da Eucaristia. Na imagem Jesus está presente como em um símbolo, na Eucaristia como realidade substancial. Por isso, diante do Santíssimo Sacramento fazemos genuflexão, diante de uma imagem fazemos o sinal-da-cruz ou uma simples reverência de cabeça.

Prefácio dos Santos, I

(Missal Romano)

Na verdade, é justo e necessário,
é nosso dever e salvação dar-vos graças,
sempre e em todo lugar,
Senhor, Pai santo,
Deus eterno e todo-poderoso.
Na assembléia dos santos vós sois glorificado
e, coroando seus méritos, exaltai vossos próprios dons.
Nos vossos santos ofereceis
um exemplo para a nossa vida,
a comunhão que nos une,
a intercessão que nos ajuda.
Assistidos por tão grandes testemunhas,
possamos correr, com perseverança,
no certame que nos é proposto
e receber com eles a coroa imperecível,
por Cristo, Senhor Nosso.
Enquanto esperamos a glória eterna,
com os anjos e todos os santos,
nós vos aclamamos,
cantando a uma só voz:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo.
O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hosana nas alturas!
Bendito o que vem em nome do Senhor.
Hosana nas alturas!

Autor: Rodrigo Pedroso



11 março 2010

ATRAVESSEMOS A PONTE!

Todas as coisas encontram o seu sentido perfeito no Senhor. Não podemos parar nas “pontes” da vida; ao contrário, precisamos atravessá-las para que encontremos o sentido da nossa esperança: Deus.

Com grande facilidade, nos apegados às coisas, às pessoas e a nós mesmos, mas precisamos nos desvencilhar de tudo o que passageiro e nos faz mal e nos agarrar somente a tudo o que é eterno.

Nada nos falta quando temos fé em Nosso Senhor Jesus Cristo. Passamos por dificuldades, tribulações e tantas outras situações próprias da vida humana, mas no Senhor temos tudo, porque Ele é a fonte de todo bem e de toda graça.

Reze ao longo de todo este dia pedindo a proteção e a bênção do Senhor. Quando vierem o medo, a tristeza, a angústia, as inquietações e as irritações “durante a travessia da ponte”, ore e não se deixe abater, porque o Senhor ouve a voz da nossa súplica.

Peçamos a Jesus a graça de um coração obediente e dócil à Palavra de Deus.

Peçamos ao Senhor que nos ajude a nos desapegar de tudo e de todos.

Jesus, eu confio em Vós!






100 ANOS DO NASCIMENTO DE DOM JOSÉ ADELINO DANTAS

No dia 17 próximo transcorrerá o centenário do nascimento de Dom José Adelino Dantas que foi o segundo Bispo da Diocese de Caicó, de 1952 a 1958. Dom José Adelino, nasceu na cidade de São Vicente, aos 17 de março de 1910. Foi ordenado Sacerdote aos 18 de novembro de 1934. Reitor do Seminário São Pedro de Natal, foi eleito Bispo de Caicó aos 10 de junho de 1952, foi o Bispo que por menos tempo dirigiu a Diocese de Caicó, apenas 06 anos, em 13 de setembro de 1958, foi transferido para a Diocese de Garanhuns em Pernambuco, a fim de substituir Dom Francisco Expedito Lopes, que havia sido assassinato.

Em 08 de maio de 1967, foi transferido para a Diocese de Rui Barbosa. Renunciou ao Governo desta Diocese e como Bispo Emérito, veio residir em Carnaúba dos Dantas, onde faleceu em 24 de março de 1983 e está sepultado na Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Monte do Galo.

Dom José Adelino era tetraneto de Antônio de Azevedo Maia Júnior, o fundador de Jardim do Seridó, Dom Adelino foi responsável pela grande celebração do centenário da paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Jardim do Seridó em 1956, quando o vigário era o Monsenhor Aloisio Rocha Barreto, inclusive com uma das maiores exposições histórico-culturais já realizadas no Seridó. Era também pentaneto do patriarca Caetano Dantas Correia. Em 1957, nos 160 anos de falecimento deste patriarca, por iniciativa de Dom Adelino foram prestadas grandes homenagens ao mesmo, coma a inauguração de um monumento no lugar onde outrora se erguia a casa do patriarca na Fazenda Picos de Cima e outro monumento na praça central de Carnaúba dos Dantas, praça que tem o nome do mesmo. O patriarca Caetano Dantas Correia é o fundador da cidade de Cuité, na Paraíba. E a Fazenda Carnaúba também era de sua propriedade, onde mais tarde surgiu a cidade de Carnaúba dos Dantas.

Dom José Adelino foi também, professor e era um grande latinista.

Dia 17 em Carnaúba dos Dantas, às 09 horas da manhã, será celebrada Missa Festiva na Capela onde o mesmo está sepultado e durante todo o dia várias homenagens serão prestadas como lançamentos de livros e muitas outras.

Sebastião Arnóbio de Morais
Articulador da PASCOM no Zonal 5 e pesquisador da história do Seridó



08 março 2010

PAIS BRILHANTES... Uma bela reflexão.

É bastante comum as pessoas justificarem os seus erros, invocando suas precárias condições de vida. Dizem que foi o desespero que as levou a tomar atitudes equivocadas ou que circunstâncias negativas as fizeram agredir o seu semelhante ou suas propriedades.

Filhos agridem pais porque eles não lhes deram o que pediram, no momento exato em que o fizeram. Irmãos que mentem, enganam para ter um quinhão maior em heranças, não se importando em que condições ficarão os demais irmãos.

Viktor Frankl, um judeu vienense, que foi prisioneiro dos alemães, durante a segunda guerra mundial, escreveu: Nós que vivemos em campos de concentração podemos lembrar dos homens que andavam pelos alojamentos confortando os outros, distribuindo seus últimos pedaços de pão.

Talvez eles tenham sido poucos. Mas são prova suficiente de que tudo pode ser retirado de um homem. Menos uma coisa, a última das liberdades humanas - escolher que atitude tomar em quaisquer circunstâncias, escolher o seu próprio caminho.

Portanto, escolher o bem ou o mal compete a cada um. O que nos falta, sim, é uma melhor educação. Não essa educação que se aprende nos livros. Mas aquela que tem a ver com a formação do caráter da criatura.

E para isso precisamos urgentemente, de pais conscientes que ensinem verdadeiros valores a seus filhos. Que lhes digam que é nobre dizer a verdade, mesmo que isso não os credencie a receber algum prêmio ou compensação.

Pais que tenham coragem de falar aos seus filhos sobre os dias mais tristes das suas vidas. Que tenham a ousadia de contar sobre as suas dificuldades do passado e como as conseguiram vencer.

Pais que não desejem dar o mundo aos seus filhos, mas que queiram sim lhes abrir o livro da vida. Pais presentes que desenvolvam em seus filhos: auto-estima, capacidade de trabalhar perdas e frustrações, filtrar estímulos estressantes, dialogar e ouvir.

Pais que tenham tempo, mesmo que o tempo seja muito curto. Pais que joguem menos golfe, futebol e se sentem para conversar com os filhos, descobrindo-lhes o mundo íntimo. Pais que não se preocupem somente com festas de aniversário, tênis, roupas, produtos eletrônicos. Mas que também se preocupem em dialogar.

Pais que sabem que não devem atender todos os desejos dos seus filhos, pois isso os tornará fracos, dependentes. Pais que dêem algo que todo o dinheiro do mundo não pode comprar: o seu amor, as suas experiências, as suas lágrimas e o seu tempo.

Em suma: um autêntico processo de educação, em que o filho aprende que amar é o maior dos tesouros. E não haverá de se tornar infeliz somente porque não tem a roupa de griffe, ou não conseguiu viajar ao exterior nas férias. Será alguém que se preocupa não somente consigo mesmo, mas com o seu semelhante.

Alguém que reconhecerá a grande diferença entre ter coisas e ser uma pessoa útil à comunidade, um cidadão honrado, um homem de bem.

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É possível que você diga que trabalha muito e não tem tempo.
Contudo, faça do pouco tempo disponível, grandes momentos de convívio com seus filhos.
Role no tapete, faça poesias. Brinque, sorria. Conheça-os e permita que eles o conheçam.
Lembre-se, por fim: seus filhos não precisam de um super-homem, de um executivo bem sucedido, de um empresário muito rico.
Para eles não importa se você é médico, professor, administrador de empresa, copeiro, enfermeiro.

Importa, sim, o ser humano que você é e que os ensinará a ser.

Pense nisso!





DIA INTERNACIONAL DA MULHER


As flores irradiam a glória e a beleza de Deus-Mãe, pois ela caminha sobre a Terra em cada mulher.

Mulher! Todos os grandes senhores te reverenciam no dia de hoje, pois eles nasceram do teu ventre. Mulher! Além de todos os poderes cósmicos, levas dentro de ti a semente sagrada que provê a vida. Tu és o mais belo pensamento de Deus. Teu coração é manancial de sabedoria. De teu íntimo brota a força amorosa que nutre, regenera e ressuscita.

Homem! Neste dia internacional da mulher, lembra-te que podes divinizar-te pela admiração da mulher.
Estás aflito? Recorre à mulher. Ela é o consolo dos aflitos.
Estás enfermo? O toque da mulher é curativo.
Queres descobrir os mistérios da Divindade? Busca compreender o coração da mulher.
Porque quem não reverencia a mulher, fecha as portas à graça e à beleza.

Mulher! Ao olhar-te no espelho, reconhece ali a Mãe Divina! Mira-te nela! Encarna com dignidade os dons femininos de amor, fidelidade, pureza, sensibilidade, compreensão, delicadeza, generosidade, doçura, abnegação, serenidade e o dom de tudo embelezar.

Mulher! Não te deixes corromper pela futilidade e mediocridade do mundo. Aumenta ainda mais tua força, apreendendo as virtudes dos homens, mas nunca os vícios. A regeneração do mundo depende de ti, pois tens o poder de moldar o caráter de um ser, desde o teu ventre e por toda a sua vida.

Podes transformar teu lar num templo da Divina Missão de Amor. Quando defendes tua dignidade, defendes a dignidade de cada ser humano .
Mulher! Rejeita qualquer pensamento ou sentimento de rivalidade, pois isto destrói a unidade das mulheres. Caminha graciosamente, olhando sempre com admiração o teu eterno companheiro, o homem.

Mulher! Neste Dia Internacional da Mulher, dedicado a ti, todos te proclamam como a Senhora da criação e da beleza e admiram a dádiva que é ser mulher!

O Blog do ECC parabeniza a todas as mulheres neste dia e que a mãe de Jesus seja exemplo de paz, amor e serenidade.





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