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14 julho 2011

Formação: O Perdão

Perdoar passa pelo coração e depois pela inteligência

O perdão começa sempre em nosso coração. Passa depois pela nossa inteligência. É uma decisão! Depois de concebido no coração e gestado no pensamento, ele [perdão] ganha vida por uma decisão irreversível e explícita. Enquanto não perdoamos, perpetuamos a falsa ideia de que a vingança e o ódio podem ser remédios para curar nossa dor, a vingança parece ser mais justa do que o perdão. Mas é só na hora. A longo prazo suas consequências serão terríveis e cruéis.
O perdão afeta o presente e o futuro, mas não pode mexer no passado. Não adianta nada querer sonhar com o passado melhor ou diferente. O passado foi o que foi. Não há o que fazer para mudá-lo. Podemos e devemos assimilá-lo e aprender o que ele tem a nos ensinar. Mais do que isso é impossível.

30 dezembro 2010

Formação: Ano novo, coração novo


Um coração envelhecido é aquele que desistiu de amar
Estamos acostumados aos rituais, às comemorações, às celebrações. Quando um ano se encerra e outro se inicia, celebramos o Dia da Paz, a confraternização entre os povos. Quando um novo ciclo se inicia, somos convidados a renovar algo em nós. Quem sabe, neste novo ano, possamos ter um coração novo.
O coração é a metáfora dos sentimentos, das intenções. Um coração envelhecido é aquele que desistiu de amar, que não acredita na humanidade e que, consequentemente, se fecha. E é, por isso, solitário. A solidão pela ausência do amor envelhece o coração.
As desculpas para um coração envelhecido recaem nas decepções com as pessoas que amamos.
Reclamamos dos erros dos outros, lamentamos as atitudes incorretas de nossos irmãos e, assim, optamos pelo fechamento. Vivemos condenando nossa triste situação. Pais, filhos, amigos, parece que não há ninguém de valor a nosso lado. Pensamos como seria bom se eles mudassem, se eles melhorassem.
No ano que passou, vivi momentos de muita emoção. Um deles ao lado de meu querido irmão Dunga. Eu fazia uma pregação em um grupo de oração em Presidente Prudente (SP). Enquanto isso, ele compunha o refrão de uma música. A reflexão era sobre as mudanças que temos de fazer para que nosso irmão seja mais feliz. E o refrão diz exatamente isto: "Quem tem que mudar sou eu, para que você seja mais feliz".
Eu escrevi o restante da música que fala em aprendizado, em perdão, em saber ouvir, em lembrar que não há ninguém perfeito. E que talvez precisemos do tempo da boa ingenuidade de volta, do sorriso leve, dos sonhos dos primeiros encontros.

O tempo pode ser uma boa escola. Ele nos ensina a tolerância, o respeito às limitações do outro e às nossas próprias limitações, a bondade no julgar. É uma lição de vida a reflexão de Madre Teresa de Calcutá: "Quem julga as pessoas, não tem tempo para amá-las".
Às vezes, os pais exigem dos filhos algo que não podem dar. O inverso é verdadeiro. E na relação entre o casal também. Cada ser é único. E talvez grande parte dos erros não sejam intencionais.

Meu irmão, não espere que o outro mude. Mude você. Diga à pessoa que você ama: "Quem tem que mudar sou eu, para que você seja mais feliz". E, se precisar, complete com o pensamento de Madre Teresa: Não vou perder tempo julgando, quero gastar esse tempo amando.
E é esse o convite para o novo ano. A consciência de que a sua família será melhor se você for melhor. Que o seu trabalho será melhor se você for melhor. Que o mundo, esse grande coração que pulsa, será renovado se o seu coração for renovado.
Feliz ano novo, feliz coração novo.
Gabriel Chalita
twitter.com/gabriel_chalita

 

09 setembro 2010

Do coração de Jesus derrama toda a cura de que precisamos

Mensagem de Márcio Mendes no programa "Sorrindo pra Vida" da TV Canção Nova, nesta quinta-feira, dia 9 de setembro de 2010.
Luzia Santiago e Márcio Mendes (foto Robson Siqueira)
Eu quero convidar você para abrir a Palavra de Deus em: 
Mateus 8,1-4.




Nessa passagem, Jesus desceu da montanha e grandes multidões O seguiam. Ele estava em oração, e embora seja inteiramente Deus, também o é profundamente humano. Cristo, na presença do Pai, se colocava em oração porque Ele sabia que somos humanos, precisamos rezar, o nosso coração carece de oração. E, muitas vezes, aquilo que sentimos como um vazio interior, na verdade, é o vazio de Deus, de espiritualidade, é fome de rezar. Só que, muitas vezes, não sabemos disso.
Como uma pessoa anêmica tem antipatia à comida, pois a anemia faz com que ela não queira comer; da mesma forma, muitas vezes, quando passamos muito tempo sem rezar, não reconhecemos mais a nossa necessidade de rezar; por vezes, até ficamos incomodados, basta um tempinho rezando e já nos sentimos incomodados. Veja: assim como o nosso corpo não vive sem o alimento, o nosso espírito não vive sem oração.
Por que Jesus se encarnou? Ele veio viver a nossa vida para que eu e você pudéssemos viver a vida d'Ele, para que tivéssemos a vida eterna. No entanto, para desfrutarmos dessa graça precisamos fazer o que o homem da passagem meditada hoje fez: nos aproximarmos do Senhor, ter coragem de nos achegar a Ele e, muitas vezes, nos prostrar diante d'Ele clamando por Seu socorro. Não tenha dúvida de que do coração Eucarístico e Misericordioso do Senhor vai ser manifestada toda a cura necessária ao nosso coração.

Márcio Mendes


22 junho 2010

Fazer o bem é uma oração eficaz


“Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles” (Mt 7,12).

Ao fazermos ao outro o que queremos que este nos faça nós nos tornamos mais humanos, e, dessa forma, a semelhança de Deus em nós é restaurada.

Praticar o bem é uma oração eficaz capaz de transformar os corações mais endurecidos. 

E quanto mais nós fazemos boas obras, tanto mais o nosso coração se dilata e o amor ganha espaço e se traduz em atos concretos, em serviço.

Temos um longo dia a percorrer e a ajudar o próximo, sem olhar a quem. Aprendamos com Jesus a fazer o bem e a fazer bem todas as coisas.
Rezemos assim em todos os momentos: Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso.

Jesus, eu confio em Vós!


17 março 2010

SÓ A DEUS AMARÁS


”É próprio da alma sensível ao amor e a Deus procurar sempre a glória de Deus, deleitando-se em realizar todos os preceitos com submissão. Porque a Deus, por causa de sua magnificência, convém a glória. Ao homem, porém, convém a submissão que nos faz familiares de Deus. Quando procedemos assim, nós nos alegraremos com a glória do Senhor e, a exemplo de João Batista, começaremos a dizer sem nunca cessar: É preciso que Ele cresça e que nós diminuamos.

Quem ama a Deus no íntimo do coração é por Ele conhecido. Pois de toda a caridade de Deus que alguém guarda no fundo da alma, nesta mesma medida o ama. Por isso, vem a amar com extremos a luz do conhecimento, a ponto de senti-la até nos ossos. Já não se conhece mais a si mesmo. Está todo transformado pela caridade” (Diádoco de Foticéia, bispo).

Peçamos hoje ao Senhor a graça de reconhecer o Seu amor por nós, para que possamos amá-Lo cada vez mais.

Jesus, eu confio em Vós!



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