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22 janeiro 2011

Formação: Se outras igrejas também se dizem verdadeiras, como podemos saber que a Igreja Católica é a Igreja fundada por Cristo?


A IGREJA DE CRISTO DEVE TER QUATRO NOTAS
I. Unidade
a) Cristo instituiu uma só Igreja: “Eu edificarei a minha Igreja” (Mt 16.19); e ela deve conservar-se uma só : “um só rebanho e um só pastor” (Jô 10.16)
E S. Paulo explica que “há um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef. 4.5)
b) A Igreja é una, porque tem um só governo, uma só fé e um só culto.
II. Santidade.
a) Cristo veio ao mundo para santificar os homens. Ele quer que nós nos santifiquemos (Jo 17.19). E para isto pregou uma doutrina de santidade e instituiu os meios de santificação ( os sacramentos).
b) Por isso a sua Igreja deve ter santidade, isto é, deve:
Pregar uma doutrina de santidade
Utilizar os seus meios de santificação;
Produzir Santos.
III. Catolicidade.
a) Cristo veio salvar todos os homens: “pregai o Evangelho a todas as criaturas” ( Mc 16.15). em todos os tempos” até a consumação dos séculos” (Mt 28.20)
b) Então a sua Igreja deve ser para todos os homens e para todos os tempos, sem nada mudar dos seus princípios.
IV. Apostolicidade
a) Cristo entregou sua Igreja aos apóstolos confiando-lhes a pregação do Evangelho e o governo espiritual dos homens.
b) Portanto, a Igreja de Cristo tem de ser a mesma que começou com os Apóstolos, conservando a mesma doutrina pregada pelos Apóstolos e com chefes que se prendem aos Apóstolos por uma serie ininterrupta.
Só ela tem as notas da Igreja de Cristo. Só ela é una, santa, católica e apostólica.
Vejamos:
I. Só ela é una. Tem:
- um só chefe universal – o Papa;
– uma só fé: é uma beleza ver a Igreja de S. Pedro em Roma, católicos de todo o mundo rezarem o Credo: todos crêem as mesmas verdades.
- um só culto: Em Roma, na Austrália, ou no congo, acompanho a S. Missa pelo meu missal, como na minha paróquia: e recebo do mesmo modo, os mesmo sacramentos
Observe que, quando se fala da Igreja Católica, apenas se diz: a Igreja : e quando se diz do protestantismo, se diz: as igrejas.
II. Só ela é santa:
- prega doutrina de santidade do Evangelho.
Sempre ensinou que boas obras são necessárias à salvação. Nunca alterou a doutrina de Cristo, embora chamem de atrasada – como no caso do divórcio e das falsas liberdades;
- utiliza de meios de santificação. Tornando-os até obrigatórios (como Missa aos domingos e dias de santos, Comunhão da Pascoa, confissão anual, jejum, abstinência) e aconselhando sua maior freqüência;
- produz Santos.
A Igreja Católica tem uma legião imensa de santos de todas as condições e idades, em todos os tempos e ainda hoje.
Convida seus filhos à santidade nas associações, congregações e ordens religiosas, algumas de grande rigor.
Produz verdadeiros heróis , que cuidam do próximo com uma dedicação desconhecida das outras religiões.
Vivendo em estado de graça, cumprindo os mandamentos de Deus e da Igreja, freqüentando os Sacramentos, praticando as virtudes alcançaremos também a perfeição.
III. Só ela é Católica:
-está estendida por todo o mundo;
- é a mesma em toda parte;
- procura alcançar todos os homens, mandando missionários aos países mais longínquos e convidando-nos a trabalhar pela conversão dos homens.
IV. Só ela é apostólica.
- conserva a mesma doutrina dos apóstolos;
- seu chefe é o sucessor de S. Pedro
De Pio XII (hoje Bento XVI) a S Pedro é ininterrupta a sério dos papas que governaram a igreja de Cristo .
Fonte: Olhar católico


02 outubro 2010

Formação: A arte de reconciliar-se com os próprios limites

Ninguém consegue ser perfeito em todas as coisas
A limitação é uma realidade profundamente inerente ao humano. Ser gente significa ser essencialmente limitado e marcado pela fragilidade.
Não existem super-homens – por mais que a sociedade e as circunstâncias atuais façam com que muitos acreditem sê-lo –, toda pessoa humana é marcada por algum tipo de imperfeição, com a qual, em algum momento de sua história, terá que se encontrar.
Ninguém é bom em tudo, ninguém consegue ser perfeito em todas as dimensões de sua vida: há quem seja bom no trabalho, mas falho nos estudos; assim como há aqueles que são perfeitos em casa como pais e esposos, mas nunca conseguem ascensão profissional; ainda existem aqueles que são ótimos nos esportes e péssimos na dimensão relacional/afetiva; da mesma forma, há os que possuem muitos amigos, mas não conseguem se firmar em um namoro ou relacionamento sério; e assim por diante. Todos portamos algum tipo de imperfeição e limite, com os quais teremos de aprender a “dialogar” em nossa trajetória pela vida.
A verdadeira virtude consiste em saber, de fato, dialogar com os próprios limites, reconciliando-se constantemente com eles e buscando realmente integrá-los àquilo que somos, visto que somos um “acontecimento” composto por virtude e fraqueza.
A maturidade só será concebida no coração que soube relacionar seus prós e contras, suas virtudes e limites, integrando-os ao que se é (com consciência da própria verdade) e buscando assim potencializar as virtudes e trabalhar as fraquezas.
O autoconhecimento é essencial em todo processo de crescimento e maturação enquanto gente, e principalmente, o conhecimento dos próprios limites. Do contrário, a pessoa será eternamente escrava de uma ilusão desencarnada acerca de si, não podendo crescer e experienciar a alegria e a liberdade que brotam do fato de reconciliar-se com os próprios limites.
Há limites que poderemos vencer, contudo, há aqueles com quais teremos que aprender a conviver… Quem não aceita os próprios limites acabará empregando – inutilmente – uma imensa energia no combate a um inimigo fictício, gerando assim um conflito interior desnecessário, pelo fato de combater uma realidade que deveria, em vez de negada, ser agregada ao todo que o compõe.
O limite é algo natural e até mesmo pedagógico no processo humano: negá-lo seria negar a própria humanidade e dependência do Eterno.
Reconciliar-se com os próprios limites: eis um passo de sabedoria que nos faz mais completos e encontrados em nossa verdade. Tenhamos a coragem de assurmir tal postura e atitude, e contemplemos os belíssimos frutos que procederão de semelhante prática e compreensão.
Adriano Zandoná Seminarista e Missionário da Comunidade Canção Nova.

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