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28 novembro 2010

Formação: Tempo de Esperança

O primeiro olhar do tempo do Advento
A Igreja acompanha os mistérios de Jesus Cristo durante os diversos ciclos da Liturgia. Com o primeiro domingo do Advento inicia-se um novo ano litúrgico. Não se trata de girar continuamente em torno de um eixo, mas de reencontrar a presença de Deus em etapas novas de nossa vida, nas quais a morte e a ressurreição de Cristo, o núcleo de nossa fé, iluminam a compreensão dos desafios de cada hora presente.
O primeiro olhar do tempo do Advento descortina o horizonte de sua volta do fim dos tempos. Olhamos para a definitiva manifestação do Cristo, quando vier em Sua glória, e clamamos com a Igreja “Vem, Senhor Jesus”. Verdadeiramente, o Senhor voltará e seremos julgados pelo amor, como Ele mesmo indicou no sermão escatológico do Evangelho de São Mateus. “O Senhor virá!”
Na conjugação do verbo da esperança, diremos depois que o Senhor vem. De fato, as duas semanas centrais do Advento abrirão nossos corações para a experiência da presença de Cristo em nossa história. Presente no próximo, especialmente nos mais pobres, presente na Comunidade, em sua Palavra e na Eucaristia. E Ele nos espera ainda no silêncio orante de nosso coração.
Para acompanhar-nos, a Igreja oferece dois "padrinhos" de Advento, o profeta Isaías e São João Batista. O profeta viu de longe e anunciou a chegada do Salvador. Com ele se aprende a sonhar alto!

08 outubro 2010

Formação: O remédio do veneno

Da serpente vem o sôro, da cruz a salvação
O remédio para curada picada da serpente é feito a partir do próprio veneno da cobra. Consegue-se tirar um bem maior, um remédio, uma solução a partir do próprio veneno.
No deserto, depois de ter murmurado, o povo de Israel foi picado por serpentes venenosas e mortíferas. A solução que Deus ofereceu é muito interessante:
“O Senhor disse a Moisés: “Faze para ti uma serpente ardente e mete-a sobre um poste. Todo o que for mordido, olhando para ela, será salvo.” Moisés fez, pois, uma serpente de bronze, e fixou-a sobre um poste. Se alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, conservava a vida”. ( Nm 21,8-9)
Deus é tão forte e soberano que até através da serpente cura.
E Jesus disse: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem,” ( Jo 3,14). Jesus foi levantado e a vitória sobre a serpente aconteceu, reparando o erro de nossos pais no paraíso:
“A serpente era o mais astuto de todos os animais dos campos que o Senhor Deus tinha formado. Ela disse a mulher: É verdade que Deus vos proibiu comer do fruto de toda árvore do jardim?” ( Gn 3,1). A serpente convenceu Eva a comer o fruto proibido. Mas, eis que chegaria um tempo que apareceria um outro fruto mais poderoso. Isabel o reconheceu “exclamando em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”. (Lc 1,42)
Por Eva “recebemos” o maldito fruto que trouxe a morte. Por Maria, o bendito fruto que nos trouxe a salvação.
Debaixo da árvore do paraíso estava Eva para receber da serpente o fruto que geraria a morte e todas as demais desgraças que há no mundo. Aos pés da cruz estava Maria, a nova Eva, para receber em seus braços o Fruto que nos salvou definitivamente.
Se da serpente sai o veneno que mata, de Jesus verte o sangue nos lava de todo pecado, como nos diz o Apocalipse: “Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro“. (Ap 7,14)
Na cruz está a solução para todos os males da humanidade. Ali, todos, encontramos a graça: “Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e achar a graça de um auxílio oportuno”. ( Hb 4,16).
A Cruz é o trono da graça por que nela está dependurado o cordeiro que tira o pecado do mundo.
Todos os dias milhares de toneladas de esgoto entram no mar. Mas, se entrarmos 100 Km mar a dentro encontraremos águas limpas e cristalinas. Por mais que se jogue esgoto no mar, ele consegue absorver tudo e manter-se limpo. Ele é mais forte e poderoso que o esgoto.
De modo análogo, não há pecado que não possa ser purificado, pois “o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado”. (1Jo 1,7).
Fazem muito anos que a humanidade joga esgoto no mar. Mesmo assim, ele continua cristalino. Fazem muitos anos que a humanidade peca. Mesmo assim, jamais conseguirá diminuir o amor de Deus pela humanidade. Deus é MAIS!
Padre Alir Sanagiotto, SCJ
Fonte: http://blog.cancaonova.com/padrealir

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