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22 dezembro 2012

"É no Evangelho que os cristãos encontram inspiração para a vida cotidiana", diz Bento XVI



Foi publicado, na quinta-feira, 20 de dezembro, no jornal londrino "Financial Times" um artigo do papa Bento XVI sobre a celebração do Natal em tempos de austeridade e o compromisso dos cristãos na transformação do mundo.
Segundo a Sala de Imprensa da Santa Sé, o artigo do Papa nasce de um pedido da redação desse jornal inglês que se baseando no último livro de Bento XVI sobre a infância de Jesus, pediu ao Pontífice uma reflexão sobre o Natal.
"O nascimento de Cristo nos desafia a repensar as nossas prioridades, os nossos valores e o nosso modo de vida. Sendo um tempo de grande alegria, o Natal é também ocasião para uma profunda reflexão, um exame de consciência", ressalta o Papa na mensagem.
Bento XVI recorda que este ano significou privações econômicas para muitas pessoas e com a cena do presépio podemos aprender uma lição de humildade, pobreza e simplicidade.
"O Natal pode ser um tempo em que aprendemos a ler o Evangelho, a conhecer Jesus não somente como o Menino da manjedoura, mas como aquele no qual reconhecemos o Deus que se fez carne", destaca ainda o Pontífice.
"É no Evangelho que os cristãos encontram inspiração para a vida cotidiana e seu envolvimento nos assuntos do mundo. Os cristãos não devem fugir mundo, mas comprometer-se nele. O seu envolvimento na política e na economia deve transcender todas as formas de ideologia", sublinha Bento XVI.
"Quando os cristãos se recusam a inclinar-se aos falsos deuses propostos em nossos tempos, não é por causa de uma visão do mundo antiquada, mas porque estão livres de amarras das ideologias e animados por uma nobre visão do destino humano", observa o Pontífice.
O Santo Padre recorda que "os cristãos combatem a pobreza porque reconhecem a suprema dignidade de todo ser humano, criado à imagem de Deus e destinado à vida eterna. Os cristãos condenam a ganância e exploração na certeza de que a generosidade e o amor ensinados por Jesus são o caminho que leva à plenitude da vida. A fé cristã convida a promover a paz e a justiça para todos".
O Papa ressalta em seu artigo que o nascimento de Jesus "marca o fim da antiga ordem". "Agora, há um novo rei, que não confia na força das armas, mas no poder do amor. Da manjedoura, Cristo nos chama a viver como cidadãos de seu reino celestial, um reino que todas as pessoas de boa vontade podem ajudar a construir aqui na terra", conclui Bento XVI.
Por CNBB

24 dezembro 2011

Formação: Natal todo dia


Natal é celebrar a decisão de Deus vir mora no meio de Seu povo
Uma das maiores festas celebradas em todo o mundo é o Natal. A data comemora o nascimento de Jesus Cristo, em Belém; fato que marcou a linha do tempo com um antes e um depois. Essa festa tornou-se tradição, inspirou artistas e espalhou-se pelo mundo inteiro.
A natividade tornou-se fonte de inspiração para artistas clássicos como Michelangelo e Caravaggio, motivou São Francisco de Assis a montar o primeiro presépio vivo do mundo, contagiou escultores anônimos a prepararem presépios dos mais variados tipos e, na música, são inúmeras as canções natalinas como “Oh Holy Night”, “White Christmas” e, claro, “Noite Feliz”. No início dos anos 70, John Lennon compôs “Merry Christmas, The War is Over”, para celebrar o fim da guerra no Vietnã; até hoje a canção está presente nas comemorações natalinas.

25 dezembro 2010

Um lar para Deus - Sagrada Família


A história se faz no dia-a-dia de muitas pessoas que se esforçam, lutam, se alegram, curtem a vida, adoecem... A vida de uma família não pode ser resumida apenas à celebração de aniversário, às férias ou a alguns outros acontecimentos especiais. A vida de uma família se faz no dia-a-dia, na limpeza da casa, no esforço para se levantar e fazer com que todos estejam prontos a tempo de ir a seus respectivos trabalhos, na contribuição diária para que todos sejam felizes e se sintam bem em casa. A vida de uma família se realiza no amor, no respeito, na paciência e no diálogo. A vida de uma família é vivida no pão de cada dia e não no banquete do dia de festa.
No domingo que sucede ao Natal do Senhor, celebramos a festa da Sagrada Família. Maria e José formam uma família comum. Tiveram de trabalhar duramente. Sua vida familiar era composta de muitos dias seguidos, cheios de trabalho, preocupações, alegrias, angústias compartilhadas, paciência, amor, diálogo e respeito mútuo. Mas mais do que tudo isso eram dias de muita oração e de confiança inabalável na vontade de Deus. Dias em que não se celebrava nada de especial, apenas se vivia. Mas precisamente aí, nesse dia-a-dia, foi que se forjou a santidade daquela família. Hoje ela se torna para nós sinal do amor de Deus no nosso mundo e modelo de nossa vida familiar. Modelo dos dias de festa e dos dias comuns.
Nossas famílias devem olhar para este espelho estupendo que é a Família Sagrada Jesus, Maria e José. O objetivo não é viver como viveram Jesus, Maria e José. A vida mudou muito desde então. Os problemas que nós hoje temos de enfrentar não são os mesmos daquela família. Não há dúvida de que o relacionamento entre os esposos mudou, assim como a relação entre pais e filhos. Mas há algo que não pode mudar: a vida de uma família é construída sobre a base do amor e do respeito mútuo, com grandes doses de paciência e diálogo e, fundamentalmente, com muita oração em casa, desde o início de seu casamento, seguindo a vida matrimonial na guisa da fraternidade espiritual. A violência, a rigidez, a falta de comunicação levam à destruição das pessoas que constituem a família. Amor, respeito e diálogo formam a base segura sobre a qual podemos consolidar a vida de nossas famílias. Desta forma, tal como a Sagrada Família, nossas famílias serão também um sinal da presença amorosa de Deus em nosso mundo, que vive tão alienado e tão carente de amor.
Será que podemos melhorar a vida de nossa família? Se cada família tentar melhorar, o mundo será melhor. Que nossas famílias sejam sempre abençoadas pela Família Sagrada para que, nas alegrias e nas tristezas, possamos sempre recorrer a Jesus, Maria e José para que nossos compromissos familiares sejam sempre abençoados. A família é dom e graça de Deus para o mundo e para a Igreja. Aproveitemos esta solenidade para valorizar a família, porque como santuário doméstico, a família merece nosso respeito e a nossa oração. Que as famílias vivam este espírito de Natal para sentir o carinho da família Divina que nos abençoa!
A história se faz no dia-a-dia de muitas pessoas que se esforçam, lutam, se alegram, curtem a vida, adoecem... A vida de uma família não pode ser resumida apenas à celebração de aniversário, às férias ou a alguns outros acontecimentos especiais. A vida de uma família se faz no dia-a-dia, na limpeza da casa, no esforço para se levantar e fazer com que todos estejam prontos a tempo de ir a seus respectivos trabalhos, na contribuição diária para que todos sejam felizes e se sintam bem em casa. A vida de uma família se realiza no amor, no respeito, na paciência e no diálogo. A vida de uma família é vivida no pão de cada dia e não no banquete do dia de festa.
No domingo que sucede ao Natal do Senhor, celebramos a festa da Sagrada Família. Maria e José formam uma família comum. Tiveram de trabalhar duramente. Sua vida familiar era composta de muitos dias seguidos, cheios de trabalho, preocupações, alegrias, angústias compartilhadas, paciência, amor, diálogo e respeito mútuo. Mas mais do que tudo isso eram dias de muita oração e de confiança inabalável na vontade de Deus. Dias em que não se celebrava nada de especial, apenas se vivia. Mas precisamente aí, nesse dia-a-dia, foi que se forjou a santidade daquela família. Hoje ela se torna para nós sinal do amor de Deus no nosso mundo e modelo de nossa vida familiar. Modelo dos dias de festa e dos dias comuns.
Nossas famílias devem olhar para este espelho estupendo que é a Família Sagrada Jesus, Maria e José. O objetivo não é viver como viveram Jesus, Maria e José. A vida mudou muito desde então. Os problemas que nós hoje temos de enfrentar não são os mesmos daquela família. Não há dúvida de que o relacionamento entre os esposos mudou, assim como a relação entre pais e filhos. Mas há algo que não pode mudar: a vida de uma família é construída sobre a base do amor e do respeito mútuo, com grandes doses de paciência e diálogo e, fundamentalmente, com muita oração em casa, desde o início de seu casamento, seguindo a vida matrimonial na guisa da fraternidade espiritual. A violência, a rigidez, a falta de comunicação levam à destruição das pessoas que constituem a família. Amor, respeito e diálogo formam a base segura sobre a qual podemos consolidar a vida de nossas famílias. Desta forma, tal como a Sagrada Família, nossas famílias serão também um sinal da presença amorosa de Deus em nosso mundo, que vive tão alienado e tão carente de amor.
Será que podemos melhorar a vida de nossa família? Se cada família tentar melhorar, o mundo será melhor. Que nossas famílias sejam sempre abençoadas pela Família Sagrada para que, nas alegrias e nas tristezas, possamos sempre recorrer a Jesus, Maria e José para que nossos compromissos familiares sejam sempre abençoados. A família é dom e graça de Deus para o mundo e para a Igreja. Aproveitemos esta solenidade para valorizar a família, porque como santuário doméstico, a família merece nosso respeito e a nossa oração. 
Que as famílias vivam este espírito de Natal para sentir o carinho da família Divina que nos abençoa!
Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO 
ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG

23 dezembro 2010

Mensagem Natalina a todas as famílias

Que este Natal seja um momento especial, que Jesus esteja presente em seu coração. Que as palavras pronunciadas por Ele há dois mil anos, possam encontrar lugar em seu Espírito. Com a simplicidade , o trabalho e a confiança em Deus essência dos ensinos de Jesus que o Natal ganhe um novo significado em sua vida. Para que brilhe a sua luz. Para que você seja aquele que semeia a paz, que vivencia o amor universal. 

Um Feliz Natal e que Jesus possa nascer no coração de cada um de nós, tornando-nos seres humanos cada vez melhor.

Blog do ECC de Jardim do Seridó/RN

21 dezembro 2010

Formação: Ainda dá tempo de preparar o seu Natal!


E como nos preparar para vivê-lo?
Você deve estar pensando: "Meu Deus, como passou rápido o ano, já estamos de novo no Natal! Gente, eu nem vi o ano passar! Parece que os anos estão passando mais rapidamente...". Bom, se o Natal deste ano o pegou nessa situação, certamente é porque você não encontrou tempo para se preparar para ele. Então, que tal começar agora, mesmo em cima da hora, não deixando que este ano seja somente mais um ano? Pelo tempo dedicado à preparação podemos imaginar a consideração e a importância de um acontecimento.
Se você deixa tudo para a última hora e sempre confia que no final dá tempo de improvisar e dar um jeitinho nas coisas, isso mostra que tudo o que vem pela frente tem pouca importância para você – do jeito que as coisas saírem, está bem! O contrário também é válido. Se você se prepara, com antecedência, tudo bem planejado com sentido correto e na expectativa de bem celebrar, esse acontecimento realmente é para você um fato de muita importância.
O tempo que gastamos na preparação anuncia a importância do acontecimento para nós. Por isso, vive bem o Natal quem se prepara para ele. Mas, como me preparar para o Natal? Será que é fazendo as minhas compras, escolhendo bem as roupas e presentes? Antes de tudo isso, você precisa descobrir que o Natal verdadeiro acontece de "dentro para fora". Todas as celebrações e manifestações de carinho são demonstrações externas de um Natal bem celebrado no coração. Isso significa deixar que, por primeiro, o Menino Deus nasça em seu coração. O lugar onde acontece o Natal é no seu coração e não nas vitrines das lojas.
Mas será que isso dói? Não, pode ficar tranquilo. O que sempre acontece com quem deixa o Natal ocorrer dentro de si são mudanças positivas e o amadurecimento da própria fé. Experimente, neste ano, oferecer-se ao Senhor, como o presépio do ano de 2010, dando a Ele toda a liberdade de nascer em você. Isso certamente mudará sua vida. É muito simples e, talvez, por isso, nós adultos tenhamos tanta dificuldade de cultivar em nós a alegria natalina. Nós gostamos de complicar todas as coisas e o Natal é muito simples. Tão simples que se nós não nos prepararmos, deixaremos passar despercebida a graça de ser visitados pelo nosso bom Deus.
Prepare-se e experimente! O Natal de quem acolhe o Menino Jesus é sempre um novo Natal. Deixa marcas e lembranças maravilhosas. Acontece quando a Sagrada Família encontra um coração para ficar e fazer aí sua morada. A Luz se faz presente, os anjos cantam “Glória a Deus nas Alturas...” e você se torna para os outros um presépio vivo, sendo na sua própria vida uma testemunha do nascimento de Cristo Jesus. Aí tem sentido trocar presentes e abraços, pois assim o Menino Jesus está no centro desse tempo maravilhoso.

Tenha um Feliz Natal! Isso só depende de você! Prepare-se, será inesquecível!
Padre Fabrício Andrade
Comunidade Canção Nova
Fonte: canção nova

19 dezembro 2010

Formação: Então é Natal


O tempo de oferecermos ao outro o que temos de melhor
Mas um ano termina, outro começa a chegar e com ele chegam também novos sonhos, planos, aspirações e desejos de fazer o mundo melhor. As ruas iluminadas, as casas decoradas, a troca de cartões e presentes nos contagiam. Há um clima diferente no ar que nos envolve e faz nosso lado melhor vir à tona. Gestos de ternura e perdão são espontâneos e votos de felicidades voam distâncias e cruzam mares para chegar aos corações.
Então é Natal! A esperança volta a brilhar nos horizontes, nos lares e na alma de cada um que se deixa contagiar pelo encanto desta época de paz, amor e luz. E é precisamente no contexto deste tempo que somos convidados a vivenciar o Mistério do nascimento de Cristo.
Acredito que quando celebramos o Natal algo diferente acontece dentro de nós e nos contagia, inclinando-nos à mudança, à simplicidade e à busca do essencial.

14 dezembro 2010

Formação: A felicidade que se busca no Natal


Presente algum poderá eliminar o vazio do nosso coração
É praticamente impossível não deixar de perceber que o Natal está chegando. As casas ganham uma ornamentação especial, árvores são iluminadas, jardins decorados e o comércio se movimenta traçando estratégias para melhores faturamentos. As pessoas se mobilizam de tal maneira que nenhuma outra celebração do ano parece igual. Os mais desavisados podem pensar que dezembro é o mês das festas. O comércio se desdobra em turnos de trabalho, promovendo competições, distribuindo prêmios por meio de sorteios, entre muitas outras ações.
Nas empresas, colaboradores brindam a chegada de mais um Natal, com festas, brincadeiras e troca de presentes... Toda essa movimentação parece revigorar nas pessoas a força de encontrar um sentido para suas vidas que, por muitas vezes, não passam de dias rotineiros, repletos de superficialidades, os quais se repetem por anos a fio.
Não é raro nós vermos pessoas reclamando ou tristes exatamente na noite em que a humanidade se rejubila com a graça que Deus dispensou à humanidade. Talvez, essas pessoas esperassem viver – na atitude de presentear e de serem presenteadas – o verdadeiro significado dos votos de felicidade expressos nos cartões ou nas frases, muitas vezes, repetidas quase que automaticamente. Para outras, os votos de felicidades são traduzidos na esperança de gozarem de muita saúde e muito dinheiro para realizar todos os sonhos de consumo.
Infelizmente, devido à necessidade de se alcançar a alegria vendida pelo mundo, muitos de nós mal nós damos conta da grandeza da oferta concedida por Deus a cada um de nós neste tempo. A felicidade que se busca não está contida num pacote ou, simplesmente, nos votos de dias sem preocupações, crises ou sofrimentos. Sabemos que presente algum poderá eliminar o vazio de nosso coração ou tirar a inquietude de nossa alma com as diversas preocupações e decepções. O grande diferencial que supre as lacunas de nossa alma e que revitaliza nossas forças, especialmente quando somos assolados pelas tempestades da vida, tem sido proclamado pela Igreja há mais de 2.000 anos.
Talvez esteja faltando em nossa vida – entre as atividades agendadas para o feriado de Natal – o compromisso de buscarmos viver o encontro com Aquele que é a salvação para ricos e pobres; brancos e negros; livres e cativos; e razão de toda existência. Em nossos dias, grandes transformações continuam acontecendo na vida daquelas pessoas que se dispõem a conhecê-Lo. Pois, ao vivermos uma experiência com Ele não nos encontramos com um personagem histórico que viveu há milhares de anos, mas com Alguém que vive e realiza prodígios na vida de quem O acolhe como Amigo.
Não se conhece alguém que, ao assumir a participação de Jesus Cristo na sua vida, tenha sido decepcionado ou abandonado às margens do caminho; ou que, ao ter clamado por Sua ajuda, tenha sido desprezado.
Neste novo tempo, em vez de permitirmos que o Menino Deus nasça numa manjedoura fria, que possamos testemunhar a alegria de acolher em nosso coração Aquele que pode preencher a nossa alma e nos propor um novo caminho em direção à almejada felicidade.
Abraços e votos de feliz Natal repleto de mudanças!
Dado Moura
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