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03 outubro 2010

Bento XVI é a sexta pessoa mais influente do planeta

A revista britânica New Statesman elaborou uma lista das 50 personalidades mais influentes do planeta colocando o PapaBento XVI na sexta posição.

Para os editores da publicação progressista e "de esquerda", o Papa teve um salto tremendo, pois subiu 20 posições no ranking em relação ao ano anterior, que o situava no 26º lugar.

De acordo com analistas, essa classificação é significativa por acontecer após a conclusão da exitosa visita do Santo Padre ao Reino Unido e em um ano no qual sua figura apareceu persistentemente nos meios jornalísticos em um contexto especialmente negativo.

No artigo "A lista de indivíduos com influência global e poder para transformar nosso mundo", a revista reconhece que a visita papal à Escócia e Inglaterra indica o "impacto duradouro do pontificado hoje", sem deixar de também trazer críticas e falar sobre aspectos que considerou negativos.

New Statesman destaca que Bento XVI lidera quase 1,2 bilhões de católicos batizados em todo o mundo e que a "influência do Papa vai muito além da inspiração espiritual de seu rebanho".

A lista coloca no primeiro lugar da lista o multimilionário das comunicações Rupert Murdoch; em segundo, aparece o presidente norte-americano Barack Obama; em terceiro, figura o mandatário iraniano Mahmoud Ahmedinijad e, em quarto, o vice-presidente da China, Xi Jinping, bem como dois membros mais importantes do Secretariado do Comitê Central do Partido Comunista deste país.

Uma posição acima do Papa está o fundador e dono da Apple, Steve Jobs, e logo depois o Santo Padre encontra-se o chefe do exército do Paquistão, general Ashfaq Kayani. O oitavo, nono e décimo lugares estão ocupados pela chanceler alemã Angela Merkel; os fundadores do Google, Eric Schmidt, Larry Page & Sergey Brin; e, finalmente, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, respectivamente.



19 setembro 2010

Papa se despede do Reino Unido e destaca momentos da viagem

Danusa Rego - Da Redação
Após ter falado aos bispos da Inglaterra, Gales e Escócia na Capela do Francis Martin House, do Oscott College, o Papa Bento XVI dirigiu-se ao Aeroporto Internacional de Birmingham.

Despedindo-se do povo do Reino Unido, o Santo Padre agradeceu a contribuição e acolhida de todos os que trabalharam para sua visita apostólica ao país.

O Papa fez memória das oportunidades que teve de seencontrar com representantes de comunidades, culturas, línguas e religiões que compõem a sociedade Britânica, com a Rainha Elizabeth II e com outros líderes políticos. 

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.: Oração oficial da visita do Papa ao Reino Unido
.: Missal das celebrações litúrgicas do Papa no Reino Unido

O Pontífice referiu-se ao convite que recebeu para comparecer às duas Câmaras do Parlamento no histórico recinto de Westminster Hall como uma honra: "Desejo sinceramente que esses encontros contribuam para confirmar e reforçar as excelentes relações entre a Santa Sé e o Reino Unido".

Falando das visitas que fez ao Arcebispo de Canterburye Primaz da Comunhão Anglicana, Rowan Williams, e aos bispos da Igreja da Inglaterra e ao momento de oração na Abadia de Westminster, considerou: "Uma vez que a Grã-Bretanha acolhe muitas tradições religiosas, fico grato pela oportunidade que tive de encontrar seus representantes e compartilhar com eles algumas ideias sobre a contribuição que as religiões podem oferecer para o desenvolvimento de uma sociedade saudável e pluralista".

Por fim, o Bispo de Roma remeteu-se à cerimônia de beatificação do Cardeal Newman e concluiu: "Estou convencido de que, com seu vasto legado de escritos acadêmicos e espirituais, tem ainda muito a nos ensinar sobre a vida cristã e o testemunho cristão em meio aos desafios do mundo de hoje, desafios que previu com surpreendente clareza".

A previsão é que o Santo Padre chegue ao Aeroporto de Roma (Ciampino) às 22h30min (18h30min em Brasília).


Papa no Reino Unido: pequeno resumo desta histórica viagem.

Em meio a uma grande expectativa, o Papa Bento XVI chegou na manhã da última quinta-feira ao Reino Unido: primeiro a Edimburgo, Escócia e agora Londres, Inglaterra, naquela que é a segunda visita de um Sumo Pontífice ao Reino Unido depois de João Paulo II há 28 anos. Mas esta é a primeira visita de um Papa ao Reino na condição de chefe de Estado, convidado pela rainha Elizabeth II.
Quatro dias de visitas a um país considerado como um dos mais seculares do continente europeu.
Naturalmente os temas dessa visita falam antes de tudo da confirmação na fé dos católicos locais e a afirmação do Papa de que eles fazem parte da grande família católica.
Temas também ligados à vida, ao futuro dos jovens e aos casos de abusos sexuais perpetrados por membros da Igreja, tema que Bento XVI enfrentou já durante o vôo que o levou ao Reino Unido, não se furtando de responder com força que “é difícil entender como essa perversão do ministério sacerdotal foi possível. E fez mais uma fez uma dura constatação: “É uma grande tristeza, tristeza também que as autoridades da Igreja não tenham sido suficientemente vigilantes e rápidas em tomar as medidas necessárias. Um momento agora de “penitência, de humildade, e de renovada sinceridade”.
Momento importante foi o encontro privado como Arcebispo de Cantuária, Dr. Rowan Williams e primaz da Igreja anglicana e em seguida a oração na Abadia de Westminster, com a oração das vésperas. Dirigindo-se a Bento XVI, o arcebispo disse: “rezamos para que o seu tempo conosco seja um grande passo para todos nós em direção ao mistério da cruz e da ressurreição”. Uma ocasião para voltar às raízes comuns culturais e religiosas que tanto contribuíram para formar a Grã-Bretanha.
Entretanto, um dos discursos mais contundente e forte de Bento XVI foi na tarde desta sexta-feira, quando ele falou ao povo britânico e a seus representantes.
O Papa fez uma constatação afirmando que “existem alguns que defendem que a voz da religião deveria ser silenciada ou relegada à esfera puramente privada”. Há alguns que defendem – disse o Papa – que a celebração pública de festividades como o Natal deveria ser desencorajada, segundo a discutível convicção de que ela poderia ofender aqueles que pertencem a outras religiões ou a nenhuma. E existem outros ainda que consideram que os cristãos que ocupam cargos públicos deveriam, em determinados casos, agir contra a sua consciência. O Santo Padre assegurou que “o mundo da razão e o mundo da fé precisam um do outro e não deveriam ter temor de entrar num profundo e contínuo diálogo, para o bem da civilização. Em outras palavras, a religião, para os legisladores, não é um problema a ser resolvido, mas um fator que contribui de modo vital para o debate público na nação.
Um discurso de Bento XVI que certamente fará a sociedade britânica pensar muito sobre o rumo que está tomando e sobre a saúde da sua democracia, pois uma verdadeira democracia não marginaliza a religião, mas promove a colaboração entre fé e razão.
Recordamos que o lema da viagem de Bento XVI ao Reino Unido é “O coração fala ao coração” tomado do lema cardinalício do Cardeal John Henry Newman que o Papa beatificará neste domingo, e motivo principal da sua viagem Apostólica. Certamente na figura do Cardeal Newman, anglicano que se converteu ao catolicismo, vemos um homem de Igreja que pode ensinar as virtudes que o ecumenismo exige e ajudar ainda mais no diálogo entre católicos e anglicanos.
Rádio Vaticano

07 setembro 2010

Vaticano divulga números da Igreja Católica na Grã-Bretanha

O Escritório Central de Estatísticas da Igreja, no Vaticano, divulgou esta semana os dados atuais sobre a Igreja Católica na Grã-Bretanha. O Reino Unido se prepara para a visita do Papa Bento XVI na próxima semana, entre os dias 16 e 19 de setembro. 


Os números apontam que a população total da Grã-Bretanha é de 59.381.000 pessoas, destas 5.264.000 (8,87%) se denominam católicas.

Ao serviço dos fiéis, nas 32 dioceses e 2977 paróquias, estão 59 bispos, 5.225 sacerdotes, 6.497 religiosos e 34.669 catequistas. Além disso, o país tem dois seminaristas menores e 245 seminaristas maiores.

Um total de 806.334 estudantes frequentam as 2.828 escolas católicas, que oferecem o ensino desde o jardim de infância à faculdade. A Grã-Bretanha tem ainda várias outras instituições dirigidas pela Igreja, entre as quais: oito hospitais, 171 residências para idosos ou deficientes, 79 orfanatos, 94 centros de aconselhamento familiar e pró-vida, e 147 centros de educação e reabilitação social.

Entre as atividades do Papa Bento XVI no país, estão a beatificação do teólogo Cardeal John Henry Newman, o encontro com a rainha Elizabeth II e com os bispos da Inglaterra, Gales e Escócia.
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