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18 fevereiro 2012

Formação: Como os santos viviam o Carnaval?


É POSSÍVEL ENCONTRAR COM JESUS NESTES DIAS
Essa pergunta desperta uma certa curiosidade. A maior festa popular do país está se aproximando, fiquei muito surpreso ao ler na obra: Meditações para todos os dias do ano, tiradas das obras ascéticas de Santo Afonso Maria de Ligório, do padre Thiago Maria Cristini, reflexões sobre este doutor da Igreja a respeito dessa festividade. Apresento essa reflexão para nos ajudar a santificar este tempo, que, infelizmente, tem sido de incentivo ao pecado por parte da mídia em geral.
“Guarde a fé ao teu amigo na sua pobreza, para que também te alegres com ele nas suas riquezas” (Eclo 22,28).
A partir deste versículo, Santo Afonso nos ensina que, por este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender Jesus Cristo, que especialmente nestes dias de folia é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que reduzido à extrema penúria.

11 fevereiro 2012

Formação: A força do Deserto


Na correria da vida, fonte de stress dos tempos modernos, é fundamental tirar momentos para outras experiências. Muitos vão para as chácaras, para sítios e lugares onde possam ter mais contato com a beleza e as riquezas contidas na natureza.
No tempo de Jesus, ir para o deserto era ficar na margem da sociedade, experimentar as condições dos leprosos que não podiam ter contato com os “puros” e com quem não tinha essa doença contagiante. Constituía um verdadeiro “tabu” para o povo.
Indo para o deserto, Cristo supera o preconceito e vai ao encontro dos leprosos, que eram intocáveis. Jesus acaba ocupando o lugar desses doentes, agindo com autoridade e compaixão. Conforme a Lei, Ele não podia tocar no leproso, mas não levou em conta isto.
A intenção de Jesus era a reintegração dos marginalizados numa atitude totalmente além da compaixão, de neutralização dos mecanismos que geram a exclusão. Ele age com verdadeira solidariedade, tendo como base o amor ao próximo.
Essa prática não tinha em vista sucesso pessoal, mas o bem das pessoas, contra as atitudes de exclusão casadas pela cultura do tempo. Era Deus, em Jesus Cristo, visitando seu povo, superando as forças do mal, vistas como obra de espírito mau.
No deserto Jesus cura um leproso. Toca nele e diz: “sê purificado”. Ele dá um sinal do Reino, da vida e da qualidade de vida. O curado não esconde sua felicidade, fazendo Jesus assumir seu lugar no deserto para ficar distante do assédio do povo.
A prática de compaixão de Jesus faz crescer a oposição das autoridades religiosas, porque Ele mostra que fazer o bem é mais importante do que seguir as exigências da Lei dos judeus. Enquanto a Lei marginaliza os “impuros”, Jesus os integra na convivência social.
Vivemos sob a lei do mercado, da competição e da exclusão. Perdemos a mística da fraternidade e partilha. Só a força do deserto, da espiritualidade será capaz de fragilizar essa lei. O mundo saudável é conforme o sonho de Deus, que deve ser conquistado por nós.
Por: DOM PAULO MENDES PEIXOTO 
BISPO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO - SP
Fonte: www.catequisar.com.br

01 dezembro 2011

Formação: Proposta de Deus e resposta do homem


Recebemos de Deus um “jardim” desenhado e projetado por Ele, um paraíso. Entretanto, onde havia ordem e harmonia, o pecado traz a desordem, quebra a harmonia e destrói esse “jardim”.
No mundo hodierno, do ter, do ser e do possuir, em detrimento a vida evangélica e a inserção comunitária, são tantos os sinais do pecado: o egoísmo, a destruição da vida das pessoas e do meio ambiente, o poder, a concentração de riquezas, a fome, a miséria, as guerras. Não há, porém, razão para desespero, pois, como diz São Paulo Apóstolo, “onde se multiplicou o pecado, aí superabundou à graça de Deus” (cf. Rm 5,20).
Jesus, em sua incondicional obediência ao Pai, nos trouxe vida novamente.
Muitos homens e mulheres tiveram que conservar sua fidelidade ao Senhor vencendo provações e contratempos. Jesus, o Filho de Deus feito homem, também foi provado. Pautado na Palavra de Deus, Jesus vence a provação e manifesta sua total adesão e obediência ao Pai. Ele compreende que o caminho da libertação, querido por Deus, não passa pelos caminhos do poder, nem sagrado, nem político e muito menos miraculoso.

26 outubro 2011

Formação: Missão de Batizados


O batismo realizado por João era um rito penitenciai. Pressupunha a tomada de consciência dos próprios pecados e o desejo de conversão. E isso em vista da chegada do Messias, que iria realizar a justiça de Deus.
O próprio Messias, no entanto, apresenta-se para ser balizado por João. Não porque tivesse pecados, como todo ser humano. Ao receber o batismo de João, o Filho de Deus, que assumiu em tudo a condição humana, menos o pecado, não tem pecados de que se arrepender. Mas e/e quer se solidarizar com todos nós, pecadores. O Messias vem mostrar, assim, que a justiça da chegada do reino exige o reconhecimento de nossa condição pecadora. Exige a mudança de mentalidade que nos transforme constantemente e nos permita transformar o mundo segundo a lógica do reino.
Jesus vem, de fato, para realizar "toda a justiça" do reino. E seu batismo, selado no Espírito em forma de pomba, é o início de uma missão confirmada pela voz divina: "Este é meu Filho amado". Jesus é o Filho que vem cumprir em tudo a vontade salvadora de Deus. Os céus que se abrem mostram que Deus está agindo, enviando o Espírito que dará autoridade para Jesus cumprir toda a justiça.
O batismo de Jesus e sua missão em vista da justiça do reino nos fazem pensar em nossa missão. Nós, batizados, nos movemos e somos por força do Espírito de Deus. Espírito que nos impulsiona a uma constante mudança de mentalidade. Espírito que, dependendo de nosso empenho, tem o poder de nos converter da frieza das leis para a justiça misericordiosa de Deus.
A justiça do reino é a um só tempo dom de Deus e resposta humana. Deus continua agindo em nossa vida. Em nossa missão de batizados, portanto, se joga nossa resposta à ação de Deus. Que possamos nos levantar das quedas, dos erros, ir morrendo ao pecado, para que Deus, descendo com sua força, nos vivifique com seu Espírito.
Texto: Pe. Paulo Bazaglia, SSP
Fonte: Catequisar

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