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13 março 2012

Missa recorda os 20 anos da morte de Irmã Dulce


Fiéis e admiradores da vida e da obra da Bem-aventurada Dulce dos Pobres participaram de uma Missa, nesta terça-feira, 13, em memória dos 20 anos do falecimento de Irmã Dulce. A cerimônia, marcada para as 9h, foi presidida pelo arcebispo emérito e cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo, no Santuário da freira baiana, em Salvador (BA).
Nascida em 26 de maio de 1914, na cidade de Salvador, Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, o Anjo Bom do Brasil, faleceu no dia 13 de março de 1992, aos 77 anos, no Convento Santo Antônio, situado no bairro de Roma. O interesse pela vida religiosa começou a se manifestar já no início da adolescência, quando aos 13 anos de idade já atendia doentes no portão de sua casa, no bairro de Nazaré. 
Em 1933, a jovem ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em São Cristóvão (Sergipe). No mesmo ano recebeu o hábito e adotou, em homenagem à sua mãe, o nome de Irmã Dulce.
Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos.
A religiosa, beatificada em maio de 2011 e atualmente em processo de Canonização, fundou em 1959 as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). A instituição abriga hoje o maior complexo de atendimento 100% gratuito em saúde do país, com mais de 5 milhões de atendimentos ambulatoriais por ano. 
A entidade é formada por 17 núcleos que prestam assistência à população de baixa renda nas áreas de Saúde, Assistência Social e Educação, dedicando-se ainda à Pesquisa Científica, Ensino Médico e preservação e difusão da história de sua fundadora.
Da redação, com Site Oficial da OSID
Fonte: canção nova

26 maio 2011

Formação: Irmã Dulce, uma santa nordestina


Deixou-nos grandes lições de vida, como a humildade

Quando se fala de santos, a tendência das pessoas é pensar naqueles que estão nos altares representados pelas imagens, ou que se encontram no céu, ou ainda num passado muito distante. De fato, inúmeros santos viveram há séculos ou há quase dois mil anos, porém, muitos outros viveram em nosso tempo. Antes de serem imagens sacras ou de chegarem ao céu, foram pessoas que viveram na terra em meio aos desafios e alegrias da vida cotidiana, como nós. Assim aconteceu com a baiana Irmã Dulce, que foi beatificada em Salvador, sua terra natal, no dia 22 de maio.
Sua beatificação é relevante para todo o Brasil, porém, enaltece especialmente a Bahia e todo o nosso querido Nordeste. Sua figura e atuação vão muito além da Igreja Católica, sendo muito querida e admirada também por gente de outras denominações religiosas. Para a sua beatificação foi importante o reconhecimento de um milagre por intermédio de sua intercessão, a recuperação de uma mulher sergipana que havia sido desenganada por médicos após sofrer hemorragia durante o parto. Contudo, a sua beatificação é, acima de tudo, o reconhecimento de uma vida santa que serve de exemplo para todos nós.
Falecida em 1992, já com fama de santidade, a Irmã Dulce, conhecida como o “Anjo bom da Bahia”, chamava-se Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. Ao tornar-se religiosa na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, passou a ser chamada Irmã Dulce. Quando enferma, teve a graça de ser visitada pelo beato Papa João Paulo II, em 1991. 
Ela nos deixou grandes lições de vida como a humildade, a caridade, o serviço, a solidariedade e a partilha, motivada pela fé em Cristo e animada por uma vida intensa de oração. Consagrou-se a Deus servindo aos que sofrem e testemunhando o valor da vida dos que não têm a própria dignidade e direitos reconhecidos. Dedicou-se, com admirável caridade, ao serviço dos pobres, dos desamparados e dos doentes, reconhecendo neles o rosto sofredor de Jesus Cristo. Confiando na Divina Providência e contando com a solidariedade das pessoas, fundou diversas obras sociais e estabelecimentos, dentre os quais se destaca o renomado Hospital Santo Antonio, em Salvador, em cuja capela encontra-se sepultada. Louvamos a Deus pela nova beata declarada pela Igreja, Irmã Dulce, assim como, por tantas mulheres e homens que se dedicam generosamente ao serviço da caridade em nossas famílias, hospitais, casas de acolhida e comunidades. “Beato”, isto é, “feliz” quem vive o mandamento do amor que Jesus nos deixou, como fez Irmã Dulce.
Saiba mais sobre a Beatificação de Irmã Dulce
Dom Sérgio da Rocha
Arcebispo de Teresina – PI

23 maio 2011

Mais de 70 mil pessoas presentes na beatificação da Irmã Dulce dos Pobres em Salvador


SALVADOR, 23 Mai. 11 / 01:04 pm (ACI)
Milhares de pessoas acompanharam ontem (22), em Salvador (BA), a cerimônia de beatificação da Irmã Dulce, a religiosa que dedicou sua vida a ajudar os pobres conhecida como o ‘Anjo Bom do Brasil’.  Com a beatificação, a religiosa será chamada de agora em adiante ‘Bem-Aventurada Dulce dos Pobres’ e sua festa foi fixada no dia 13 de agosto.
A cerimônia, iniciada às 17 horas no Parque de Exposições de Salvador, foi acompanhada por 77 mil pessoas e diversas autoridades, entre elas, a presidente da República Dilma Rousseff, o governador da Bahia, Jaques Wagner e o presidente do Senado, José Sarney. A Eucaristia foi presidida pelo cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo, representando o Papa Bento XVI. Com a beatificação, a religiosa passou a ser chamada de ‘Bem-Aventurada Dulce dos Pobres’.
Segundo informou hoje o Portal Canção Nova Notícias, a Santa Missa começou com a leitura do pedido de beatificação, feito pelo Arcebispo da capital baiana, Dom Murilo Krieger. 
“O Arcebispo Metropolitano de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil pede a Vossa Eminência Reverendíssima de proclamar Bem-Aventurada a Venerável Serva de Deus Dulce Lopes Pontes, professa da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus”, solicitou o prelado.
Logo em seguida, o bispo da diocese de Irecê (BA), Dom Tommaso Cascianelli, leu uma resumida biografia da Bem-Aventurada e, Dom Geraldo, a Carta Apostólica (carta na qual o Papa autoriza a beatificação), primeiro em latim e depois em português. No documento, Bento XVI afirmou que “tendo consultado a Congregação das Causas dos Santos, por nossa autoridade apostólica, damos a faculdade para que a Venerável Serva de Deus Dulce Lopes Pontes (…) seja chamada de hoje em diante com o nome de Bem-Aventurada, com sua festa fixada no dia 13 de agosto”.
Após a leitura, a foto de Irmã Dulce foi descerrada, levando a multidão à euforia. Paralelamente, a miraculada Cláudia Cristiane Santos de Araújo, seu marido, Francisco Assis de Araújo, e o filho Gabriel entraram em procissão para apresentar aos fiéis a relíquia da nova beata. A sobrinha de Irmã Dulce, Maria Rita Pontes, e a voluntária mais antiga das Obras Sociais da freira, Iraci Lordello, também entraram em procissão. O rito de beatificação terminou com o agradecimento de Dom Murilo ao representante do Sumo Pontífice.
Entre as autoridades religiosas presentes, destaque para o Núncio Apostólico do Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, o Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer e os postuladores da causa de beatificação e canonização, frei Paolo Lombardo e Paolo Vilotta. Além deles, a cerimônia contou ainda com mais de 500 religiosos, entre padres, arcebispos, bispos, diáconos e seminaristas.
Em 1988, foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz. Com a saúde extremamente debilitada, a religiosa morreu em 1992, com 77 anos de idade. Com o processo de canonização, os restos mortais foram levados para a Capela do Convento Santo Antônio. Depois de receber o título de venerável, foram transferidos para a Capela das Relíquias, ambos em Salvador.
Saudando os fiéis de língua portuguesa ontem ao final do Regina Caeli, o Papa Bento XVI recordou a beatificação da Irmã Dulce Lopes Pontes, que “deixou atrás de si um prodigioso rastro de caridade ao serviço dos últimos, levando o Brasil inteiro a ver nela 'a mãe dos desamparados'".
Para assistir a homilia e ver os melhores momentos da canonização visite o Portal de Notícias da Rede Canção Nova em: 
Fonte: acidigital

14 maio 2011

Apresentada identidade da mulher que recebeu o milagre de Irmã Dulce


Cláudia Cristiane Santos teve a identidade revelada nesta sexta-feira, 13, em coletiva de imprensa/ Foto: Assessoria  Obras Sociais Irmã Dulce
Salvador (Sexta-feira, 13-05-2011, Gaudium Press) Cláudia Cristiane Santos é a responsável pelo milagre atribuído a Irmã Dulce que lhe concedeu a beatificação a ser celebrada no próximo dia 22 na capital baiana. A identidade da "miraculada" foi apresentada nesta sexta-feira durante uma coletiva de imprensa na Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no Largo do Roma em Salvador, local onde está sepultado o corpo de Irmã Dulce.
"Ela seria apresentada somente no dia da beatificação atendendo a uma determinação do Vaticano, mas conseguimos uma autorização para antecipar este anúncio", explicou Alan Guedes, do setor de comunicação das Obras Sociais Irmã Dulce.
Em 11 de janeiro de 2001, Cláudia deu entrada na Maternidade São José, instalada na cidade sergipana de Itabaiana, quando estava completando a 39ª semana de gestação, já em trabalho de parto. Durante o procedimento, houve um intenso sangramento e foi necessária uma transfusão de sangue.
Segundo o relatório médico "a paciente apresentou sangramento, distensão abdominal, choque hipovolêmico, necessitando de uma 2ª intervenção cirúrgica. Após a abertura foi constada a necessidade de receber mais transfusão devida a intensa perda de sangue".
O relatório segue ainda informando que "uma hora e meia após o encerramento da 2ª intervenção cirúrgica, foi necessário realizar um novo procedimento porque foi observada uma distensão na vesícula, originando o sangramento da mucosa".
Quando a situação de Cláudia parecia irreversível a família decidiu procurar o Padre José Almir Menezes, capelão do hospital, para lhe ministrar a unção dos enfermos. Entretanto, o sacerdote, que apesar de não ter conhecido Irmã Dulce pessoalmente era muito devoto da freira, entrou no quarto e fez uma proposta para a paciente: "Você acredita que Deus pode te curar a partir da intercessão de Irmã Dulce?" O sacerdote foi além e afirmou para Cláudia que "Irmã Dulce está precisando de um milagre para que o seu processo de canonização siga adiante e você precisa de um milagre para continuar vivendo e continuar cuidando de seus filhos e de sua família". Segundo Padre Almir, Cláudia aceitou imediatamente, rezaram e ela recebeu a unção dos enfermos.

Antes de deixar a UTI, o sacerdote pegou uma fotografia de Irmã Dulce e colocou no suporte do soro e recomendou a Cláudia: "olhe para a foto de Irmã Dulce que ela vai olhar para você". Poucas horas depois, uma tia de Cláudia telefona para o sacerdote informando que ela já estava bem de saúde.
No próprio laudo médico, assinado pelo Dr. Antônio Cardoso Moura, médico ginecologista e obstetra da Maternidade São José e responsável pelo acompanhamento do quadro de saúde de Cláudia, há uma observação que diz: "Diante do quadro obstétrico gravíssimo e dramático, em tempo algum durante meus 25 anos fazendo esta especialidade vivenciei situação semelhante. Em todos os momentos em que a paciente foi assistida, senti segurança, equilíbrio emocional e forças para persistir em todos os procedimentos realizados".
Segundo o médico Sandro Cal Barral, um dos peritos médicos que avaliou o milagre, é realmente difícil explicar a cura de Cláudia. "Do ponto de vista médico é difícil explicar, porque as condições em que se encontrava a paciente e os poucos recursos disponíveis, a falta de vaga na UTI, a falta de hemoderivados que existia e a velocidade que se processou a melhora não tem explicação".
Da esquerda para a direita: Padre José Almir Menezes, Irmã Augustinha Ferreira dos Santos, Dr. Sandro Cal Barral/ Foto: Luciano Batista
Ele explicou ainda que o processo foi avaliado por mais de 10 médicos brasileiros e seis italianos e nenhum deles conseguiu explicar como a melhora se processou de uma forma tão rápida numa condição adversa. Ele lembra que a recuperação de Cláudia se deu em menos de uma hora. "O colega não tinha mais o que oferecer para a paciente, tudo o que poderia ter sido feito foi feito; ele então saiu para descansar um pouco e em menos de uma hora foi chamado novamente, acreditando que seria para dar o atestado de óbito, e quando entra no quarto recebe da própria paciente um agradecimento por tê-la ajudado".
Na época, o Hospital e Maternidade São José estava sendo dirigido pela Irmã Augustinha Ferreira dos Santos, pertencente à mesma congregação de Irmã Dulce. Segundo ela "este milagre a gente acredita que, por já ter começado na maternidade, quando todos os recursos já haviam sido empregados e ela teve de ser transferida por falta de UTI, foi graças a Irmã Dulce e a Jesus, porque o sangramento foi estancado e hoje ela goza de perfeita saúde".
Atualmente Cláudia Cristiane dos Santos está com 42 anos e Gabriel - nome sugerido pelas Irmãs da Maternidade, já completou 12 anos.
Irmã Dulce será beatificada no próximo dia 22 no Parque de Exposições de Salvador. A missa será presidida pelo arcebispo emérito, Dom Geraldo Majella, nomeado representante do Papa Bento XVI na cerimônia.
Segundo os organizadores do evento, estão sendo esperadas mais de 70 mil pessoas. Já confirmaram presença representantes da Congregação das Irmãs da Imaculada Conceição da Mãe de Deus - a qual pertenceu Irmã Dulce - provenientes das Filipinas, México, Espanha e Portugal. Dos Estados Unidos está vindo a superiora da Congregação.

03 maio 2011

Ingressos para Beatificação de Irmã Dulce têm distribuição gratuita


A cerimônia de beatificação acontece no próximo dia 22 de maio, em Salvador (BA)

Ariane Fonseca
Da Redação, com informações das Obras Sociais Irmã Dulce
Os ingressos para a cerimônia de beatificação da Irmã Dulce começaram a ser distribuídos gratuitamente nesta terça-feira, 3, em Salvador (BA). Ao todo, 70 mil bilhetes foram disponibilizados para o evento, que será realizado no Parque de Exposições da capital baiana, no próximo dia 22 de maio. 
Em Salvador, os interessados podem solicitar ingressos nas paróquias da cidade; na Rádio Excelsior, no bairro do Garcia; ou na Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no Largo de Roma, na Cidade Baixa.
No interior da Bahia e em outros estados, o público deve fazer o pedido pelas paróquias. Já quem se cadastrou no Cerimonial de Irmã Dulce, deve procurar a Cúria Diocesana para a retirada dos ingressos solicitados. As caravanas de outros estados podem solicitar os bilhetes na Igreja Ascensão do Senhor, no Centro Administrativo da Bahia, no bairro da Paralela.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (71) 3310-1102 ou pelo e-mail cerimonial@irmadulce.org.br. 
Sobre Irmã Dulce
Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes nasceu em Salvador (BA) no dia 26 de maio de 1914. Conhecida como Irmã Dulce, o 'Anjo bom da Bahia', foi uma religiosa católica brasileira. Ela notabilizou-se por suas obras de caridade e de assistência aos pobres e aos necessitados. Após a beatificação, será chamada de 'Bem-aventurada Dulce dos Pobres'.
A religiosa começou a praticar caridade aos 13 anos, ajudando mendigos que moravam nas ruas da capital baiana. Aos 18, entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição. Dedicou toda sua vida à caridade.
Em 2000, foi realizada a abertura do Processo Canônico sobre a sua vida, virtudes e fama de santidade. A graça obtida pela intercessão de Irmã Dulce, em 2003, foi examinada primeiramente no Brasil e reconhecida pelos peritos médicos como um caso que não pôde ser explicado pelos meios da ciência. Os peritos e os cardeais da Congregação para as Causas dos Santos foram unânimes no reconhecimento deste milagre, constando que se tratava de um caso extraordinário de cura. 
Em abril de 2009, foram reconhecidas suas virtudes heróicas e ela foi declarada Venerável pelo Vaticano. Em junho de 2010, seu corpo foi exumado e transferido junto às suas relíquias, últimos atos antes da beatificação.

18 março 2011

Beatificação de Irmã Dulce deve reunir 60 mil em Salvador

Irmã Dulce
MATHEUS MAGENTA, de Salvador
A Arquidiocese de Salvador e as Osid (Obras Sociais Irmã Dulce) divulgaram a programação da cerimônia de beatificação de Irmã Dulce.
Marcada para o próximo dia 22 de maio, a celebração deve reunir mais de 60 mil pessoas no parque de exposições de Salvador, segundo expectativa dos organizadores.
A programação da cerimônia foi divulgada na quinta-feira (17) durante evento na sede das Osid. Serão cinco dias de celebração, entre os dias 21 e 28 de maio, sendo que o rito de beatificação (evento principal) será no dia 22.
O decreto de beatificação de Irmã Dulce (1914-1992), conhecida como "o anjo bom da Bahia", foi assinado pelo papa Bento 16 em dezembro passado.
O Vaticano reconheceu a intercessão da religiosa na recuperação de uma mulher sergipana, desenganada pelos médicos após sofrer uma forte hemorragia durante o parto. O processo tramitava desde junho de 2001.
No dia 21, que antecede a cerimônia de beatificação, haverá uma missa no Santuário de Irmã Dulce, seguida de vigília. No dia 22, a celebração está prevista para começar às 14h. O primeiro evento será a exibição de um espetáculo sobre a vida da religiosa, com a participação de 700 alunos do núcleo de educação da Osid.
Em seguida, às 17h, o cardeal D. Geraldo Majella Agnelo presidirá a celebração canônica com uma missa seguida do roteiro litúrgico do rito de beatificação do Vaticano. O cardeal representará o papa Bento 16 na cerimônia.
O altar da cerimônia foi planejado pelo arquiteto João Martins, da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). "Com dois grandes pórticos, os quais vistos de cima formam a figura de uma cruz, o altar contará também com uma arquibancada para um coral de 300 pessoas", explicou Martins.
Os ingressos para a festa serão distribuídos gratuitamente, mas não há previsão de data. Em Salvador, os interessados devem procurar as paróquias, a sede das Obras Sociais e a rádio Excelsior. Uma central de atendimento foi montada para atender as caravanas do interior baiano e de outros Estados. A central funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h, pelo telefone 0800-284-5284 e do email cerimonial@irmadulce.org.br.
Com a beatificação, o fluxo anual de turistas que visitam o memorial de Irmã Dulce, em Salvador, deve passar de 35 mil para 100 mil, segundo estimativa da superintendente da Osid, Maria Rita Pontes.
A Secretaria de Turismo do Estado deve investir R$ 5 milhões na requalificação do largo de Roma, onde fica o memorial. O governo baiano espera atrair principalmente o comércio voltado para romeiros, com a venda de artigos religiosos.
BEATA
Irmã Dulce será a primeira baiana a se tornar beata. O título de santa só poderá é dado após a comprovação de mais um milagre atribuído à religiosa e reconhecido pelo Vaticano. Após a beatificação, ela será chamada de Bem-aventurada Dulce dos Pobres.
Irmã Dulce, cujo nome era Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, começou a praticar caridade aos 13 anos, ajudando mendigos que moravam nas ruas da capital baiana. Aos 18 anos, entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição. Dedicou toda sua vida à caridade.
O corpo de Irmã Dulce foi transferido em 2009 para um túmulo lacrado na capela das Relíquias, na igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no Largo de Roma, bairro onde a religiosa fez trabalhos de caridade, em Salvador. Antes da transferência, o corpo mumificado da religiosa ficou exposto por três dias e atraiu centenas de pessoas.
Fonte: Folha

24 dezembro 2010

Definida a data de beatificação de Irmã Dulce

A data para a cerimônia de beatificação de Irmã Dulce já foi definida. Será no dia 22 de maio de 2011, em missa que será celebrada no Parque de Exposição (Av. Paralela), em Salvador (BA). A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 24, pela assessoria de comunicação da arquidiocese de Salvador.
De acordo com a assessoria, o arcebispo de Salvador, cardeal dom Geraldo Majella Agnelo, designou o padre Manoel Filho para coordenar o evento. O horário da missa ainda não foi definido. A comissão organizadora do evento é composta por padres, leigos e representantes das Obras Sociais Irmã Dulce.
Fonte: CNBB

11 dezembro 2010

Brasil e Portugal ganharão novas Beatas: a Irmã Dulce e a religiosa Maria Clara do Menino Jesus

.- Na manhã desta sexta-feira, 10, o Papa Bento XVI recebeu em Audiência privada o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, o Cardeal Angelo Amato, e durante o encontro, o Sumo Pontíficeautorizou a Congregação a promulgar os Decretos de 15 Servos de Deus e um Beato, e entre eles os decretos de um milagre atribuído à intercessão da religiosa nascida na Bahia, a Irmã Dulce e outro a uma freira portuguesa, a Serva de Deus Maria Clara do Menino Jesus.
Abaixo reproduzimos os decretos aprovados hoje por Bento XVI, divulgados pelo portal Canção Nova Notícias:

- um milagre, atribuído à intercessão do Beato Guido Maria Conforti, Arcebispo de Parma e fundador da Pia Sociedade de São Francisco Saverio para as Missões no Exterior; nascido em Ravadese (Itália) em 30 de março de 1865 e falecido em Parma (Itália) em 5 de novembro de 1931;

- um milagre, atribuído à intercessão do Venerável Servo de Deus Francesco Paleari, Sacerdote do Instituto Cottolengo; nascido em Pogliano Milanese (Itália) em 22 de outubro de 1863 e falecido em Turim (Itália) em 7 de maio de 1939;

- um milagre, atribuído à intercessão da Venerável Serva de Deus Anna Maria Janer Anglarill, fundadora do Instituto das Irmãs da Sagrada Família de Urgell; nascida em Cervera (Espanha) em 18 de dezembro de 1800 e falecida em Talarn (Espanha) em 11 de janeiro de 1885;

- um milagre, atribuído à intercessão da Venerável Serva de Deus Maria Clara do Menino Jesus (no século: Libânia do Carmo Galvão Meixa De Moura Telles e Albuquerque), fundadora da Congregação das Irmãs Franciscanas dos Hospitais da Imaculada Conceição; nascida em Amadora (Portugal) em 15 de junho de 1843 e falecida em Lisboa (Portugal) em 1° de dezembro de 1899;

27 outubro 2010

Cardeais do Vaticano reconhecem milagre de Irmã Dulce

Irmã Dulce dedicou sua vida aos mais pobre e necessitados

Leonardo Meira e Nicole Melhado
Da Redação

Até o início do Tempo do Advento, o Brasil deve oferecer mais um exemplo de vida santa ao mundo. O processo de beatificação da Irmã Dulce passa agora para a análise doPapa Bento XVI. 

Nesta terça-feira, 26, o Arcebispo de São Salvador da Bahia, Dom Geraldo Majella Agnelo, foi informado pelo Vaticano que os cardeais foram unânimes em reconhecer o milagre atribuído a intercessão de Irmã Dulce. 

Acesse


Conhecida como o “anjo bom da Bahia”, Irmã Dulce era um exemplo de vida cristã.  Em abril de 2009, foram reconhecidas suas virtudes heróicas e ela foi declarada venerável pelo Vaticano. Em  junho de 2010, seu corpo foi exumado e transferido junto às suas relíquias, últimos atos antes da beatificação.

Reconhecimento do milagre para a beatificação 

Dom Geraldo explica que primeiramente a graça obtida pela intercessão da Irmã Dulce em 2003 foi examinada no Brasil, e reconhecida pelos peritos médicos com um caso que não pode ser explicado pelos meios da ciência. 

O caso de um possível milagre foi encaminhado então para a Congregação para as Causas dos Santos. “Os peritos examinaram detidamente e reconheceram por unanimidade que se tratava de um caso extraordinário de cura”, esclarece o arcebispo. O resultado da perícia foi passado aos cardeais de Roma que também foram unânimes em reconhecer o caso como um verdadeiro milagre. “Agora o que falta é o decreto do Santo Padre para que ela seja beatificada”, elucida Dom Geraldo.

Logo após saber das novidades do processo de beatificação da religiosa, o Arcebispo de São Salvador da Bahia concedeu uma coletiva de imprensa e notificou os fiéis. “Não há duvida que toda Bahia conhece Irmã Dulce. Imediatamente ouve a reação do povo que correu para a igreja e seu túmulo”, conta o arcebispo.

Foram notificadas muitas graças obtidas às obras da Irmã e que agora estão sendo examinadas para serem encaminhadas para o processo de canonização. 

Uma vida dedicada à caridade

Irmã Dulce, que ao nascer recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, era filha do dentista Augusto Lopes Pontes e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes. 

Em 8 de fevereiro de 1933, logo após se formar professora, Maria Rita entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Em 15 de agosto de 1934, aos 20 anos de idade, foi ordenada freira, recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.

Por cerca de 10 anos, a religiosa andou pelas ruas da cidade com seus pobres sem encontrar morada fixa. Permaneceu com eles, até mesmo, nas escadas da Igreja do Bonfim e o lugar que deu origem às suas obras sociais foi um galinheiro. “Viveu de modo heróico as virtudes cristãs especialmente a caridade para com os semelhantes, principalmente para com os que mais sofrem – os doentes e os pobres – dando-lhes uma atenção e cuidado extraordinário durante toda a sua vida”, ressalta Dom Geraldo.

Irmã Dulce faleceu em 13 de março de 1992. Suas obras sociais alcançam hoje todo o estado. 

No memorial dedicado à religiosa podem ser vistas fotos, relíquias como o seu leito de morte e a cadeira em que dormiu por 30 anos, para cumprir uma promessa. Meses antes de sua morte o médico que a acompanhava deu ordens expressas para que voltasse a dormir na cama, devido a debilidade de sua doença. 

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