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11 outubro 2010

Qual será o futuro da imprensa católica, em uma época de plena revolução digital, que colocou em crise muitos jornais?

Zenit
Qual será o futuro da imprensa católica, em uma época de plena revolução digital, que colocou em crise muitos jornais? Para o arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, o futuro dependerá da capacidade dos jornais e revistas católicos de serem fiéis à sua missão.
E as crises comunicativas ou escândalos que a Igreja viveu nos últimos anos demonstram ainda mais a necessidade de contar com esses meios de comunicação com vocação católica, esclareceu o prelado, ao inaugurar um congresso mundial inédito da imprensa católica que se realiza em Roma.
No encontro, que Bento XVI encerrará no dia 7 de outubro, participam 230 diretores e representantes de jornais católicos e publicações digitais, bispos e sacerdotes especialistas de comissões e instituições eclesiais encarregadas da comunicação, assim como professores universitários, em representação de 85 países.
Na intervenção inaugural, o arcebispo apresentou a imprensa católica “como realidade próxima, capaz de acompanhar a vida, capaz de perceber as preocupações, os desejos, os projetos das pessoas que são seus leitores. Não só dos que pertencem à comunidade católica – pareceria óbvio dizer isso, ainda que às vezes não seja tão evidente”.
No campo da comunicação, disse Dom Celli, a Igreja também é “especialista em humanidade”, ainda que, “neste momento, alguém poderia sorrir frente a esta afirmação, sobretudo quando se faz referência às conhecidas e dolorosas vicissitudes dos escândalos sexuais, que a imprensa tanto divulgou”.
O prelado reconheceu também que, “ainda que estas revelações tenham sido um choque para o Papa e para a Igreja, como o próprio Bento XVI disse aos jornalistas que o acompanharam no avião rumo à Escócia, este grave e vergonhoso pecado não põe em dúvida nem minimamente a vocação e missão da Igreja de colocar-se ao serviço do homem com amor”.
“Destes fatos e episódios difíceis e dolorosos deve emergir em toda a comunidade crente uma maior decisão para seguir o Senhor e colocar-se ao serviço do homem com um testemunho ainda mais intenso de vida, que saiba fazer emergir o que carregamos no coração”, sublinhou o presidente do conselho vaticano.
Neste sentido, reconheceu, “a missão da imprensa católica é mais necessária que nunca, para dar uma informação religiosa rigorosa e correta, sobretudo quando a oferecida por boa parte da imprensa leiga é pouco objetiva e às vezes cria confusão”.
O novo contexto no qual se move a imprensa católica, afirma Dom Celli, é o de “uma ‘ditadura do relativismo’, na qual se assiste à tentativa de reduzir a ação da Igreja e da religião a ‘um fato privado, sem importância pública’, deslegitimando-a como se fosse inimiga do homem, da sua liberdade e dignidade, nesta época das ‘paixões tristes’”.
Nesta realidade, concluiu Dom Celli, a imprensa católica deve “manter viva a busca de sentido e garantir o espaço à busca do Infinito”.
Fonte: Blog carmadélio/comunidade shalom

08 outubro 2010

Os meios de comunicação católicos têm o desafio de abrir a sociedade a Deus

Os meios de comunicação católicos têm o desafio de abrir a sociedade a Deus, considera o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado de Bento XVI.
Assim explicou aos 230 comunicadores, procedentes de 83 países, que participam do congresso mundial da imprensa católica, convocado pelo Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, que Bento XVI encerrará amanhã no Vaticano.
O purpurado, na homilia que lhes dirigiu durante uma Missa concelebrada hoje na Basílica de São Pedro, esclareceu que os jornalistas católicos, “como os demais, estão chamados a informar e formar”, mas também têm de contribuir para “o anúncio e a abertura da sociedade a Deus”.
O cardeal convidou os comunicadores a mostrarem “a relação entre fé e razão, uma relação respeitosa e clara com as diferentes posições presentes no debate público”.
E acrescentou: “Sem cair na tentação de dar espaço a interesses partidários, políticos, econômicos ou inclusive religiosos, para servir unicamente à verdade”.
Esta é uma grande tarefa, portanto, “quando se leva em consideração a pobreza de recursos disponíveis. Mas precisamente esta condição faz parte do estilo com que o Reino de Deus abre caminho. Sua riqueza e força estão no Evangelho que vocês comunicam, seu apoio é Deus. Deem-lhe espaço”.
A Missa na Basílica de São Pedro foi concelebrada por 12 prelados, entre os quais se encontrava o arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, e por aproximadamente 60 sacerdotes.

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