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11 janeiro 2011

Como "trazer de volta" os jovens que deixaram a fé e a igreja?

Pesquisas e levantamentos mostram que muitos ateus, agnósticos e pessoas que não tem afiliação religiosa são ex-cristãos. Mas não havia nenhum livro baseado em pesquisa que explicasse em profundidade porque as pessoas se desviam.
O artigo  abaixo retrata a realidade protestante e americana destes jovens e oferece algumas dicas interessantes.
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O livro Generation Ex-Christian (A geração dos ex-cristãos), lançado recentemente por Drew Dyck, gerente editorial da equipe do ministério em Christianity Today International, divide o “abandono” da igreja em seis categorias: abandono pós-moderno, recoilers, abandono moderno, neo-pagãos, rebeldes e indecisos.
Essas categorias foram formadas após Dyck entrevistar cerca de 100 pessoas. “Eu não sou um sociólogo ou estatístico, mas sabia que como jornalista poderia trazer algo acerca desta questão através da introdução de pessoas e de histórias por trás das estatísticas. Apenas fornecer os perfis desses, que eu chamo de ‘abandono’, destes que com 20 e poucos anos ou no início dos seus 30 anos se afastaram da fé. E em seguida, fornecer algum tipo de dica sobre como engajá-los em conversas sobre Deus que acabará por trazê-los de volta”.

02 janeiro 2011

Papa reflete sobre encarnação de Jesus e valor da família


Da Redação, com Rádio Vaticano
Antes da oração do Ângelus, o Papa Bento XVI fez uma breve reflexão sobre as leituras da Missa deste domingo, 2 (no Brasil, a liturgia é diferente pois se celebra a festa da Epifania. Em Roma, ela será celebrada na quinta-feira, 6). O Santo Padre destacou o Evangelho de São João, e afirmou que se trata "de um texto admirável que, em forma de hino, exprime o mistério da encarnação".
"Quando lemos ‘No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus’ (cf. Jo 1,1ss), o Evangelista – tradicionalmente comparado com uma águia – eleva-se acima da história humana, perscrutando as profundidades de Deus; mas rapidamente, seguindo o seu Mestre, regressa à dimensão terrena dizendo ‘E o Verbo se fez carne’ (cf. Jo 1,14).
O Verbo é uma realidade viva: um Deus que se comunica fazendo-se Ele próprio Homem. De fato, afirma João, Ele ‘veio habitar no meio de nós, e nós contemplamos a sua glória”.
Além dos fiéis reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano, o Ângelus deste domingo contou com a participação especial de centenas de famílias reunidas em Madri, na Espanha. Elas acompanharam as palavras do Papa, através de uma video conferência. 
Para elas, o Papa enviou uma mensagem especial: “Queridos irmãos, convido-vos a serdes fortes no amor e a contemplar com humildade o mistério do Natal, que continua a falar ao coração e se converte em escola de vida familiar e fraterna”.
Convidando-os a contemplar a família de Nazaré, o Papa recordou que, seguindo esse exemplo, as famílias cristãs serão “autênticos santuários de fidelidade, respeito e compreensão, onde se transmite também a fé, se fortalece a esperança e se revigora a caridade”.
“Encorajo todos a viverem com renovado entusiasmo a vocação cristã no seio do lar, como autênticos servidores do amor que acolhe, acompanha e defende a vida… Que Deus vos abençoe sempre”, disse Bento XVI.
Depois da oração do Ângelus, o Papa criticou o atentado que matou 21 cristãos em Alexandria, no Egito. O Pontífice afirmou que tal atitude "ofende a Deus e a toda humanidade" e pediu aos cristãos que perserverem na fé "e no testemunho de não-violência que vem do Evangelho". 
 

06 dezembro 2010

Defender e promover matrimônio autêntico, a família e a vida desde a concepção, exorta Bento XVI

Não se deve aprovar leis que favoreçam a fecundação in vitro ou o aborto.

.- Ao receber esta manhã as credenciais do novo Embaixador da Costa Rica perante a Santa Sé, Fernando Felipe Sánchez Campos, o Papa Bento XVI exortou a defender e promover o matrimônio autêntico conformado por um homem e uma mulher, a família que nasce deste e toda vida humana desde a concepção até a morte natural.

Em seu discurso o Santo Padre elevou suas orações por esta nação centro-americana e recordou seus estreitos laços com o Sucessor de Pedro. O Papa também se referiu ao Ano Jubilar pelos 375 anos da imagem de Nossa Senhora dos Anjos, Padroeira do país.

O Papa se referiu em seguida ao patrimônio espiritual da Costa Rica, que faz possível lutar pelo bem comum e a justiça social, tarefa na qual "ninguém pode sentir-se à margem". Isto, precisou Bento XVI, deve ser feito "sem menosprezar os valores fundamentais que constituem a inviolável dignidade da pessoa, começando pela firme defesa da vida humana".

Bento XVI recordou então que foi precisamente na Costa Rica "onde se assinou o Pacto de San José, no qual se reconhece expressamente o valor da vida humana desde sua concepção. Assim, é desejável que a Costa Rica não viole os direitos do nasciturus com leis que legitimem a fecundação in vitro e o aborto".

Depois de referir-se ao desejo de gerar um novo acordo entre a Santa Sé e a Costa Rica que concretize "as matérias de interesse comum, fixando pormenorizadamente os direitos e obrigações das partes signatárias", o Papa elevou suas orações pelos afetados pelas chuvas neste país nos últimos dias.

Logo depois de enumerar uma série de tarefas importantes da Costa Rica a favor dos mais pobres e necessitados para assegurar lhes uma vida digna, em caminho para a verdadeira paz através também do estado de direito, o Santo Padre explicou que "muito contribuirá a dilatar este horizonte o fortalecimento na sociedade de um pilar tão substancial e irrenunciável como a estabilidade e união da família, instituição que está sofrendo, possivelmente como nenhuma outra, o ataque das amplas e rápidas transformações da sociedade e da cultura". 

Diante destes ataques à família, disse o Papa, esta célula básica da sociedade "não pode perder sua identidade genuína, pois está chamada a ser viveiro de virtudes humanas e cristãs, onde os filhos aprendam de seus pais de forma natural a respeitar-se e compreender-se, a amadurecer como pessoas, crentes e cidadãos exemplares".

"Por conseguinte, nada de quanto favoreça, tutele e apóie a família fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher será em vão. Neste sentido, a Igreja não se cansará de animar especialmente os jovens, para que descubram a beleza e grandeza que entranha servir fiel e generosamente o amor matrimonial e a transmissão da vida", precisou.

Finalmente, o Papa também fez um especial chamado à paz, e ao bom entendimento entre as nações. Neste contexto ressaltou a necessidade de contribuir à defesa da natureza em consonância do desenvolvimento humano integral para obter "essa aliança entre ser humano e o meio ambiente que deve ser reflexo do amor criador de Deus, do qual procedemos e para o qual caminhamos".

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Fonte: acidigital

21 novembro 2010

Formação: Cristo Rei

Será que você tem deixado Cristo ser o Senhor e o dono de sua vida?
A Igreja canta, neste dia, na sua oração: "Cristo Rei, sois dos séculos Príncipe, Soberano e Senhor das nações! Ó Juiz, só a vós é devido julgar mentes, julgar corações".
Muito significativo para nós este dia em que proclamamos em alta voz: Jesus Cristo é o Rei no Universo, da Igreja e de nossas vidas. Nada e ninguém pode tirar isto de nós! Mas será que a nossa vida diz e expressa que Jesus é o Rei e o Senhor, Aquele que tem a realeza e supremacia sobre nós? Pergunta que cabe a cada um de nós responder ao próprio Jesus.
Contudo, queremos entender o significado desta festa para a Igreja.
Hoje, último domingo do Ano Litúrgico, celebra-se a Solenidade de Cristo Rei do Universo. Desde o anúncio do nascimento do Senhor, o Filho unigênito do Pai, que nasceu da Virgem Maria, é definido "rei" no sentido messiânico, ou seja, herdeiro do trono de David, segundo as promessas dos profetas, para um reino que não terá fim (cf. Lc 1, 32-33). A realeza de Cristo permaneceu totalmente escondida até aos seus trinta anos, transcorridos numa existência comum em Nazaré. Depois, durante a vida pública, Jesus inaugurou o novo Reino, que "não é deste mundo" (cf. Jo 18, 36) e, no final, realizou-o plenamente com a sua morte e ressurreição. Ao aparecer ressuscitado aos Apóstolos, disse: "Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra" (Mt 28, 18). Esta autoridade brota do amor, o qual foi plenamente manifestado por Deus no sacrifício do seu Filho. O Reino de Cristo é dom oferecido aos homens de todos os tempos, para que todo aquele que acredita no Verbo encarnado "não morra, mas tenha a vida eterna" (Jo 3, 16).
A realeza de Cristo, que nasce da morte no Calvário e culmina no acontecimento dela inseparável, a ressurreição, recorda-nos aquela centralidade, que a ele compete por motivo daquilo que é e daquilo que fez. Verbo de Deus e Filho de Deus, primeiro que tudo e acima de tudo, «por Ele — como em breve repetiremos no Credo — todas as coisas foram feitas», Ele tem um intrínseco, essencial e inalienável primado na ordem da criação a respeito da qual é a suprema causa exemplar. E depois que «o Verbo se fez homem e habitou entre nós» (Jo 1, 14), também como homem e Filho do homem, adquire um segundo título na ordem da redenção, mediante a obediência ao desígnio do Pai, mediante o sofrimento da morte e conseqüente triunfo da ressurreição.
Por isso, precisamente no último Livro da Bíblia, o Apocalipse, o Senhor proclama: "Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim" (Ap 22, 13).
Falando de algo pessoal. Será que você tem deixado o Cristo ser o Senhor e o dono de sua vida, de sua vontade? E até que ponto você tem deixado Aquele que é o centro, o Rei e tem o controle de todos as coisas, dirigir sua vida? Isso não nos constrange, mas nos leva a refletir qual o lugar que temos dado ao Senhor em nossa vida.
Que você tome a linda decisão de assumir em suas ações, sua vida e, principalmente, sobre sua vontade o Cristo, que é Rei e Senhor.
Padre Reinaldo C. da Silva
Fonte: canção nova

05 novembro 2010

Formação: A família e a Igreja

"Cristo quis nascer e crescer no seio da Sagrada família de José e Maria. A Igreja não é outra coisa senão a " família de Deus". Desde suas origens, o núcleo da Igreja era em geral constituído por aqueles que " com toda a casa" se tornavam cristãos. Quando eles se convertiam, desejavam também que "toda a sua casa" fosse salva. Essas famílias que se tornavam cristãs eram redutos de vida cristã num mundo incrédulo".
A orientação para a fecundidade do casal orienta para o serviço à Igreja. A consciência disto vem tanto da própria Igreja como da experiência concreta de inúmeros casais cristãos, que compreenderam que sua espiritualidade não atinge somente o âmbito de sua família, mas a Igreja. Se o matrimônio é sinal da Igreja (Cf. Ef 5,32). A família é Igreja enquanto comunidade de batizados. É uma pequena Igreja que se abre ao mundo.
Quando possui clara esta consciência, o casal não se isola, mas se enraíza vitalmente no serviço à Igreja, assumindo a postura de um ministério que nasce como resposta ao convite que Deus faz continuamente para que cresça na graça e se dê generosamente, como sinal de amor e de unidade, com seu testemunho de vida, como ministros da vida física espiritual, pela procriação, educação, hospitalidade e serviço, como apóstolos, através do exercício de outros dons e outros carismas.
O casal cristão é chamado a ser estrutura sustentadora de uma família capaz de encontrar relações novas, não ditadas pela carne e o sangue, mas pela vida nova que Cristo confere pelo Batismo. Isto reduz o egoísmo, e faz com que cresça a caridade, dom do Espírito e se realize a Igreja doméstica.
Podemos encontrar dois exemplos claros disto no Livro dos atos dos Apóstolos: o primeiro acontece quando Pedro foi acusado por entrar na casa de incircuncisos e comer com eles, e respondeu á acusação narrando que havia sido enviado por Deus para entrar na casa de um homem pagão, anunciar a boa nova e batizar no Espírito Santo não somente a ele, mas a toda a sua casa.(Cf. At 11,1-18).
O outro exemplo narra a libertação milagrosa de Paulo e Silas da prisão, que acabou na conversão do carcereiro, a quem eles prometeram: "Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa". O carcereiro recebeu o batismo no Espírito e os levou para sua casa, onde lhes ofereceu uma refeição e se alegrou com eles. (Cf. At 16,16-34).
O Senhor deseja salvar não somente alguns em uma casa, mas a todos, embora comece por apenas um, e os outros o sigam a seu tempo. Mas precisamos encontrar nele a sabedoria para que a graça acolhida por nós se estenda a todos, e que juntos, nos transformemos em mananciais de graça para o mundo inteiro.
Muitos casais priorizam e cultivam diversos tipos de afinidade e o relacionamento sexual esquecendo a necessidade primeira de alimentar união de suas almas através da oração juntos. Esta oração faz reconhecer a unidade sobrenatural que existe entre os dois, e abre seus corações para as graças atuais que Deus quer derramar em sua casa para que viam as situações que se apresentam no dia a dia.
É na oração que recebe a graça de perdoar um ao outro e amá-lo verdadeiramente. Um pequeno momento de oração facilita o entendimento numa conversa posterior e às vezes até o substitui, tirando as necessidades de explicações excessivas.
É na oração do casal que Deus esclarece sua consciência familiar, corrige os vícios em comum, chama e envia o casal a novos desafios, ungindo-os para cumpri-los.
É claro que a oração em comum não substitui a oração pessoal de cada cônjuge, mas uma se torna estímulo para a outra.
O Concílio Vaticano II chama a família de Igreja Doméstica porque é no seio da família que os pais são " para os filhos, pela palavra e pelo exemplo os primeiros mestres da fé.
"É na família que se exerce de modo privilegiado o sacerdócio batismal do pai de família, da mãe, dos filhos, de todos os membros da família, " na recepção dos sacramentos, na oração e ação de graças, no testemunho de uma vida santa, na abnegação e na caridade ativa" (LG 10). O lar é assim a primeira escola de vida cristã e, "uma escola de enriquecimento humano" (GS 52). É aí que se aprende a fadiga e a alegria do trabalho, o amor fraterno, o perdão generoso e mesmo reiterado, e sobretudo o culto divino pela oração e oferenda de sua vida".
Não podemos esquecer também certas pessoas que ficam sem família humana. A todas elas é preciso abrir as portas dos lares "Igrejas domésticas", e da grande família que é a Igreja. " Ninguém está privado da família neste mundo: a Igreja é casa e família para todos, especialmente para quantos estão cansados e oprimidos" (FC 85).
Por Escola de Formação Shalom

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